Mercado financeiro reduz estimativa de inflação de 2020 para 3,58%

Projeção para esta ano está abaixo do centro da meta, de 4% (Foto: Reprodução)

As instituições financeiras consultadas pelo BC (Banco Central) reduziram a estimativa para a inflação este ano. A projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) – a inflação oficial do País – caiu de 3,60% para 3,58%. A informação consta no boletim Focus, pesquisa semanal do BC que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações, de 3,50% em 2022 e 2023.

A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Juros

Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 4,5% ao ano pelo Copom (Comitê de Política Monetária).

De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve se manter em 4,5% ao ano até o fim de 2020. A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Para 2021, a expectativa é que a taxa básica suba para 6,25%. E para 2022 e 2023, as instituições estimam que a Selic termine os dois períodos em 6,5% ao ano.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) se mantém em 2,30% para 2020. As estimativas das instituições financeiras para os anos seguintes, 2021, 2022 e 2023 também continuam em 2,50%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,04 para o fim deste ano e R$ 4,00 para 2021. (Agência Brasil)

Estudo mostra que PIB cresceu 1,39% ao ano entre 2010 e 2019

O dado consta de estudo do economista Roberto Macedo, da Universidade de São Paulo, ex-secretário de Política Econômica e que foi presidente do Ipea (Foto: Reprodução)

Anos 2010 foram os piores para PIB no País

Márcia De Chiara – O Estado de S.Paulo

A economia brasileira bateu no fundo poço e registrou a menor taxa de crescimento desde 1900 na última década encerrada em 2019. Entre os anos de 2t010 e 2019, o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no País, cresceu a um ritmo de 1,39% ao ano.

O dado consta de estudo do economista Roberto Macedo, da Universidade de São Paulo, ex-secretário de Política Econômica e que foi presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O levantamento considera que cada década se inicia nos anos terminados em zero e vai até os anos que terminam em nove.

“A década de 2010 foi a pior para o crescimento do PIB entre as 12 analisadas”, afirma Macedo. O desempenho médio anual do período foi menos da metade do registrado na década anterior, iniciada em 2000 (3,39%). Até então, o pior resultado anual era de 1,75% nos anos 90 – época marcada por crises externas e planos fracassados de estabilização.

A crise fiscal, segundo Macedo, foi o principal fator que levou o País à recessão, que começou no segundo trimestre de 2014 e terminou no quarto trimestre de 2016. Desde então, a recuperação tem sido a passos lentos, com avanços do PIB que não saem da casa de 1%.

O fraco desempenho da economia brasileira nos anos 2010 – bem abaixo do crescimento médio do PIB de 155 economias emergentes e em desenvolvimento, que avançaram 5,11% ao ano no mesmo período de acordo com o estudo – mostra sua face mais cruel no número de desempregados e subempregados.

No trimestre encerrado em novembro, a taxa de desocupação era de 11,2%, ou de 11,9 milhões de pessoas, segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE.

“O aumento do número de moradores de rua é uma consequência esperada, com a situação da economia se agravando e o desemprego altíssimo”, observa Macedo. Esse é o caso de Francisco Eduardo Lopes, de 28 anos, que veio do Ceará e há dois anos vive nas ruas da capital paulista. Ele, que cursou até a 7.ª série do ensino fundamental, prestava serviços de pedreiro e pintura e tirava R$ 2 mil por mês com as reformas. Mas desde 2018 não consegue serviço e acabou indo parar num albergue. “Existe preconceito contra quem vive em albergue e é complicado se recolocar, por não ter um endereço fixo.”

Michel Lopes Kiill, 52 anos, ex-bancário que cursou faculdade de Comunicação e não concluiu, enfrenta problema semelhante. Hoje, ele deve R$ 38 mil para bancos e financeiras e vive num centro que acolhe moradores de rua. “Quando você diz que mora em abrigo, dificilmente alguém te dá emprego.” Em 2015, último censo da Prefeitura apontou que eram 15,9 mil pessoas na rua.

Na última quinta-feira, Kiill e Lopes eram dois dos cerca de 50 moradores em situação de rua em um café da manhã comunitário oferecido na Paróquia de São Miguel Arcanjo, no bairro paulistano da Mooca, na zona leste. Há mais de 30 anos oferecendo a primeira refeição do dia para quem vive na rua, o padre Júlio Lancellotti, vigário da paróquia e da pastoral de rua da Arquidiocese de São Paulo, diz que a maior parte deles é jovem e busca trabalho.

Sem ascensão

“Essa estagnação prejudicou muito as gerações recentes. Percebi que nas gerações passadas havia muita ascensão social, ou seja, o status social dos filhos superava o dos pais. Hoje, isso se inverteu, com os filhos tendo dificuldade de até mesmo manter o status social dos pais”, diz Macedo.

Para o coordenador de Economia Aplicada do Ibre/FGV, Armando Castelar, a retomada de investimentos do País ainda depende da criação de “um ambiente de negócios favorável, no qual os empresários tenham confiança em colocar dinheiro no País”. “O problema maior é a insegurança jurídica, a estrutura tributária muito custosa e incerta. Também a infraestrutura é ruim, do ponto de vista do investidor privado”, afirma.

Colega de Castelar no Ibre/FGV, o economista Samuel Pessôa afirma que, após anos marcados pelo intervencionismo do governo, o País “tomou o caminho certo”. “Hoje, estamos infinitamente melhor do que em 2014. Só que o caminho certo é doloroso. Por isso, a lentidão para ganharmos velocidade no crescimento”, diz ele. “Estamos arrumando a casa sem destruir a macroeconomia. Isso é muito saudável e dá mais solidez.”

BC eleva estimativa de crescimento do PIB em 2019 e 2020

A previsão para a expansão da economia em 2019 passou de 0,9% para 1,2% (Foto: Reprodução)

O BC (Banco Central) aumentou a projeção para o crescimento da economia neste ano e em 2020. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (19) no Relatório de Inflação trimestralmente.

A previsão para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019 passou de 0,9%, previsto em setembro, para 1,2%. Para 2020, a projeção para o crescimento do PIB foi revisada de 1,8% para 2,2%.

2019

Segundo o BC, o ajuste na projeção “repercute os resultados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para o terceiro trimestre do ano, a revisão da série histórica do PIB e o conjunto de informações setoriais disponíveis para o trimestre em curso”.

Para o crescimento do quarto trimestre deste ano, o BC destacou o impulso decorrente das liberações extraordinárias de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ) e do PIS (Programa de Integração Social)/ Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público).

No âmbito da oferta, a previsão para a variação anual da agropecuária passou de 1,8% para 2%, “refletindo revisão das contas trimestrais e aumento da previsão de abates, em cenário de forte elevação dos preços de carnes”.

Segundo o BC, a projeção para o desempenho da atividade industrial passou de 0,1% para 0,7%, em decorrência dos aumentos nas estimativas para indústria extrativa (de -1,6% para -0,4%), indústria de transformação (de -0,2% para 0,2%) e, principalmente, construção civil (de 0,1% para 2,1%), setor que apresentou crescimento significativo ao longo dos últimos dois trimestres, revertendo tendência observada ao longo dos últimos anos.

A projeção de expansão da atividade do setor de serviços em 2019 foi ligeiramente revisada (de 1% para 1,1%), com destaque para elevações nas projeções para comércio (de 1,2% para 2%) e serviços de informação (de 2,5% para 3,5%). Em sentido oposto, as estimativas para outros serviços e administração, saúde e educação públicas foram reduzidas para 1,2% e -0,2%, na ordem, ante projeções anteriores de 1,6% e 0,1%.

A estimativa de crescimento para o consumo das famílias foi revista de 1,6% para 2%, enquanto para os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo – FBCF), de 2,6% para 3,3%. A estimativa para o consumo do governo foi revisada de -0,3% para -0,6%.

Para a exportação e importação de bens e serviços, as estimativas ficaram em -3% e 1,7%, em 2019, respectivamente, ante projeções anteriores de -0,5% e 1,9%.

2020

Para o BC, o maior impulso da economia em 2020 está condicionado ao cenário de continuidade das reformas e ajustes na economia brasileira.

Para 2020, as previsões para agropecuária, indústria e serviços foram revistas, respectivamente, para 2,9%, 2,9% e 1,7%, ante 2,6%, 2,2% e 1,4% no Relatório de Inflação anterior, divulgado em setembro. “A elevação na previsão da atividade no setor primário repercute os primeiros prognósticos para a safra de 20203 e as boas perspectivas para a pecuária. Na indústria e em serviços, a elevação nas previsões foi bastante disseminada entre atividades, repercutindo melhores perspectivas para os diversos setores da economia”, diz o BC.

O BC estima expansão de 2,3% para o consumo das famílias e de 4,1% para a FBCF, ante 2,2% e 2,9%, respectivamente, na previsão anterior. “Parte da alta na previsão para a FBCF está associada a prognóstico mais favorável para a construção civil”, destaca.

A projeção para o consumo do governo foi alterada de 0,5% para 0,3%. A estimativa para o crescimento das exportações foi revista de 1,7% para 2,5%, enquanto a projeção para as importações passou de 1,6% para 3,8%.

“O aumento na previsão para as exportações está associado, entre outros fatores, a elevações nas estimativas de crescimento da produção agropecuária e extrativa mineral, setores voltados ao mercado externo. O aumento na projeção para as importações reflete as perspectivas favoráveis para a indústria de transformação e para a FBCF, com consequente aumento da demanda por insumos, máquinas e equipamentos, bem como o aumento na projeção para o consumo das famílias”, conclui o BC. (Agência Brasil)

Puxada pelo consumo das famílias, economia cresce 0,6% no 3º trimestre

O resultado do PIB (Produto Interno Bruto) mostrou um crescimento acima do esperado pelos analistas (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A economia brasileira regisrou expansão de 0,6% entre julho e setembro de 2019, em relação aos três meses antecedentes, feitos os ajustes sazonais, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta terça-feira (03). Foi o maior crescimento nesse tipo de comparação desde o avanço de 0,7% no primeiro trimestre de 2018.

O resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre mostrou um crescimento acima do esperado pelos analistas, com um desempenho bastante positivo do consumo das famílias e do investimento, pelo lado da demanda. Pelo lado da oferta, os destaquem foram a indústria, com alta especialmente forte do setor extrativo, e a agropecuária, enquanto os serviços tiveram um avanço moderado.

Principal componente do PIB pelo lado da demanda, com peso de mais de 60%, o consumo das famílias cresceu 0,8% em relação ao trimestre anterior, uma aceleração forte na comparação com o 0,2% do segundo trimestre. A expansão do crédito, a queda dos juros e a recuperação incipiente do mercado de trabalho ajudam a explicar o melhor resultado, que pode ganhar ainda mais fôlego nos três últimos meses do ano, com o efeito mais significativo da liberação dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

O investimento também teve um resultado favorável. Cresceu 2% na comparação com o trimestre anterior. Embora inferior aos 3% registrados no segundo trimestre, é um número positivo.

Do lado da oferta, o desempenho mais surpreendente foi da indústria. Avançou 0,8% no terceiro trimestre, mas com desempenho bastante desigual entre os setores. A indústria extrativa cresceu 12% em relação ao trimestre anterior, depois de encolher 6,1% no primeiro e 3,1% no segundo, em grande parte um reflexo da tragédia com a barragem da Vale, em Brumadinho, em Minas Gerais. Entre julho e agosto, houve uma reação expressiva.

Já o setor de serviços — que engloba comércio, intermediação financeira e serviços públicos, entre outros — registrou ampliação de 0,4% nos três meses até setembro, em linha com a projeção dos economistas. No segundo trimestre, o setor teve expansão 0,2%, dado revisado de alta de 0,3%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB do setor de serviços registrou elevação de 1%.

A agropecuária, por sua vez, cresceu 1,3%, abaixo da projeção mediana de alta de 1,8% dos consultados pelo Valor Data. No segundo trimestre, o resultado foi revisado de queda de 0,4% para queda de 0,5%. Ante o mesmo período do ano passado, o PIB agropecuário avançou 2,1%.

Em valores correntes, o PIB somou R$ 1,842 trilhão no terceiro trimestre, sendo R$ 1,582 trilhão referentes ao Valor Adicionado e R$ 259,7 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. (Com informações da agências de notícias)

Veja abaixo o resumo dos números do PIB no 3º trimestre

Serviços: 0,4% (com destaque para o comércio e atividades de informação e comunicação, com alta de 1,1%, em ambos)

Agropecuária: 1,3%

Indústria: 0,8% (maior alta desde o 4º trimestre de 2017, puxada pela indústria extrativa, que cresceu 12%, compensando a queda de 1% da indústria de transformação)

Construção civil: 1,3% (com o crescimento puxado pelo mercado imobiliário)

Consumo das famílias: 0,8% (melhor resultado desde o 3º trimestre de 2018)

Consumo do governo: -0,4%

Investimentos: 2% (2ª alta seguida, mas abaixo do avanço de 3% registrado no 2º trimestre)

Exportação: -2,8% (3ª queda seguida, afetada pela desaceleração global e pela recessão na Argentina)

Importação: 2,9%

Mercado financeiro eleva mais uma vez projeção da inflação em 2019

Para 2020, as instituições financeiras mantiveram a projeção de inflação, pela quinta vez consecutiva, em 3,60% (Foto: Reprodução)

O mercado financeiro manteve a projeção de crescimento econômico em 0,99% para 2019. Já a estimativa para a inflação neste ano, foi elevada de 3,46% para 3,52%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central por meio do boletim Focus.

Ao analisar as projeções de crescimento de PIB (Produto Interno Bruto) para os próximos anos, as instituições financeiras subiram a projeção de 2,20% para 2,22% em 2020. Contudo, para os anos seguintes, não houve alteração ficando em 2,50% em 2021 e 2022.

No que tange a inflação, o mercado manteve para 2020, pela quinta vez consecutiva, em 3,60%. Para os anos seguintes também não houve alterações ficando em 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022.

Juro

Nas apostas para a taxa Selic, as instituições preveem que ela encerre o ano em 4,5%. Para 2020, a expectativa é que a taxa de juro permaneça no mesmo patamar, 2021 encerre em 6% e 2021 em 6,5%.

Dólar

Em relação ao dólar, o mercado financeiro aposta que a cotação da moeda permaneça em R$ 4,10 para o fim deste ano e R$ 4,01 para 2020. (Com informações das agência de notícias)

Instituições financeiras aumentam previsão de crescimento da economia e inflação

O mercado manteve a expectativa da expansão do PIB em 2,50% para 2021 e 2022 (Foto: Reprodução)

O mercado financeiro elevou as projeções de crescimento da economia em 2019, de 0,92% para 0,99%, e 2020 de 2,17% para 2,20%. As instituições bancárias também elevaram a previsão da inflação de 3,33% para 3,46% para o ano no terceiro ajuste consecutivo. Os dados foram divulgados, nesta segunda-feira (25), pelo BC (Banco Central) por meio do boletim Focus.

Segundo o levantamento, o mercado manteve a expectativa da expansão do PIB (Produto Interno Bruto) em 2,50% para 2021 e 2022.

No que tange a inflação, não houve alterações para os anos seguintes ficando 3,60% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022. De acordo com o boletim, as projeções de 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional que é de 4,25% para este ano, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022 podendo ter variação de 1,5 ponto percentual seja positivo ou negativo.

Juros

Ao analisar a taxa Selic, a previsão do mercado é que o índice encerre 2020 em 4,5% ao ano. Atualmente em 5%, as instituições financeiras esperam que ela volte a cair em dezembro se estabelecendo também em 4,5%. Já para 2021, a previsão é que a taxa de juros da economia termine em 6% e 6,5% em 2022.

Dolar

Em relação ao dólar, a previsão é que a moeda suba de R$ 4 para R$ 4,10, no fim de 2019, e permanece em R$ 4 ao final de 2020. (Com informações da Agências de Notícias)

Mercado eleva expectativa de inflação e mantém projeção de crescimento econômico

As estimativas estão reunidas em pesquisa realizada junto à instituições financeiras e elaborada semanalmente pelo Banco Central (Foto: Reprodução)

A previsão de instituições financeiras para a inflação calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) este ano voltou a subir e a estimativa de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) se manteve.

A estimativa para o IPCA passou de 3,31% para 3,33%, no segundo ajuste consecutivo. Para os anos seguintes não houve alterações: 3,60%, em 2020, 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022.

As estimativas estão reunidas em pesquisa realizada junto à instituições financeiras e elaborada semanalmente pelo BC (Banco Central).

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Juros

Para 2021, a expectativa é que a taxa Selic termine o período em 6% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 6,50% ao ano.

Crescimento econômico

A estimativa de expansão do PIB foi mantida em 0,92% este ano, pela segunda semana consecutiva. Para 2020, a projeção subiu de 2,08% para 2,17%. Já a expectativa para 2021 2022, permanece em 2,50%.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 para o fim de 2019 e 2020.

Mercado financeiro projeta ligeiro crescimento da economia

O mercado financeiro aumentou a previsão de crescimento da economia brasileira em irrisórios 0,01%, elevando a estimativa para 2019 de 0,87% para 0,88%. Os dados foram divulgados, nesta segunda-feira (21), pelo Banco Central por meio do boletim Focus. Já a estimativa da inflação caiu pela 11º vez consecutiva de 3,28% para 3,26%.

No que tange o crescimento da economia, as instituições não alteraram as projeções para os anos seguintes ficando 2% em 2020 e 2,50% para 2021 e 2022. Ao analisarem a inflação, o mercado também reduziu as estimativas para 2020 de 3,73% para 3,66%. Para os anos seguintes não houve alterações mantendo 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022.

Juros

As instituições financeiras também reviram para baixo a previsão para a Selic em 2019 apostando que a taxa termine o ano em 4,50%. Atualmente o índice se encontra em 5,50% ao ano.  Para 2020 não houve alteração e a aposta continua em 4,75%. Já em 2021 a expectativa é que a taxa de juros básico da economia fique em 6,50% e para o fim de 2022, 7%.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 e, para 2020, passou de R$ 3,95 para R$ 4.

Mercado financeiro mantém previsão de crescimento em 0,87% pela 5º vez consecutiva

A atuação do governo Bolsonaro no que tange a recuperação econômica continua sem dar sinais positivos e é considerada medíocre pelo mercado financeiro, conforme revelou mais uma vez, nesta segunda-feira (7), o BC (Banco Central). O boletim Focus, pesquisa semanal do BC, manteve pela quinta vez consecutiva a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) em meros 0,87% para 2019.

As projeções para os próximos anos também não sofreram alterações, ficando em 2% para 2020 e 2,50% para 2021 e 2022.

Inflação

Ao avaliar a previsão para a inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), as instituições financeiras reduziram de 3,43% para 3,42% em 2019. Já para 2020, a estimativa passou de 3,79% para 3,78%. Para 2021 ficou em 3,75% e 3,50% para 2022.

Selic

Na avaliação do mercado, a taxa Selic terminará o ano em 4,75% que atualmente está em 5,5%. Para o próximo ano, a previsão é que ela fique em 5% e em 2021, fique em 6,50%. Para 2022, a previsão permanece em 7%.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 e, para 2020, subiu de R$ 3,91 para R$ 3,95. (Com informações da Agência Brasil)

Pela quarta semana consecutiva, mercado mantém previsão de crescimento para 2019 em 0,87%

As instituições financeiras mantiveram pela quarta semana consecutiva a previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 0,87% para 2019. As estimativas para os anos seguintes também não foram alteradas ficando em 2% para 2020, 2,50% para 2021 e 2022. Os dados foram divulgados pelo Banco Central, nesta segunda-feira (30), por meio do boletim Focus

A pesquisa também revelou redução na estimativa para a inflação e a taxa Selic em 2019. Segundo o Banco Central, a previsão para a inflação – calculada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), passou de 3,44% para 3,43%.

Para 2020, a extintiva caiu de 3,80% para 3,79% e para os anos seguintes foram mantidas sem alterações com 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022. Já no caso da Selic, o mercado acredita que ela deverá finalizar o ano em 4,75%. Na semana passada a expectativa era de 5% ao ano. Atualmente a Selic se encontra em 5,5% ao ano.

Em relação aos demais anos, as instituições não fizeram alterações ficam em 5% em 2020, 6,50% em 2021. Na semana passada, as apostam eram de de 6,75% para 2021 e 7% em 2022.

Dólar

Em relação ao dólar, o mercado apostou em aumento de R$ 3,95 para R$ 4. Para 2020 , a previsão subiu de R$ 3,80 para R$ 3,91. (Com informações da agências de notícias)

Mercado mantém previsão do crescimento econômico abaixo de 1% em 2019

O mercado financeiro manteve a previsão para o crescimento econômico em 0,87% para 2019 conforme divulgado, nesta segunda-feira (16), pelo boletim Focus publicado semanalmente pelo Banco Central. As instituições também apostam na redução da taxa Selic dos atuais 6% para 5,5% pelo Copom (Comitê de Política Monetária) em reunião que será realizada nesta quarta-feira (18).

Já a estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2020 foi reduzida de 2,07% para 2% mantendo o pessimismo em relação a retomada econômica brasileira. Para 2021 e 2022 não houve alterações se mantendo em 2,50%.

Selic

Para as instituições consultadas pelo Banco Central, a expectativa é que o Comitê volte a reduzir a taxa Selic – utilizada pelo governo federal para o controle da inflação – em 0,5% e que deve se manter até a última reunião do ano que será realizada em dezembro. O mercado também espera alterações da taxa básica de juros em 2020. Para 2021, a previsão é que ela se estabeleça em 7% ao ano.

A queda da Selic tende a baratear o crédito como incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Inflação

Em relação a inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional e Preços ao Consumidor Amplo), o mercado financeiro realizou a sexta redução consecutiva saindo de 3,54% para 3,45%. Para 2020, a estimativa também foi reduzida caindo de 3,82% para 3,80%. Em relação aos demais anos, não foram realizadas alterações ficando 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022.

Dólar

A previsão do dólar para o fim de 2020 subiu de R$ 3,87 para R$ 3,90 e, para 2020, de R$ 3,85 para R$ 3,90. (Com informações da agências de notícias)