Mercado financeiro projeta ligeiro crescimento da economia

O mercado financeiro aumentou a previsão de crescimento da economia brasileira em irrisórios 0,01%, elevando a estimativa para 2019 de 0,87% para 0,88%. Os dados foram divulgados, nesta segunda-feira (21), pelo Banco Central por meio do boletim Focus. Já a estimativa da inflação caiu pela 11º vez consecutiva de 3,28% para 3,26%.

No que tange o crescimento da economia, as instituições não alteraram as projeções para os anos seguintes ficando 2% em 2020 e 2,50% para 2021 e 2022. Ao analisarem a inflação, o mercado também reduziu as estimativas para 2020 de 3,73% para 3,66%. Para os anos seguintes não houve alterações mantendo 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022.

Juros

As instituições financeiras também reviram para baixo a previsão para a Selic em 2019 apostando que a taxa termine o ano em 4,50%. Atualmente o índice se encontra em 5,50% ao ano.  Para 2020 não houve alteração e a aposta continua em 4,75%. Já em 2021 a expectativa é que a taxa de juros básico da economia fique em 6,50% e para o fim de 2022, 7%.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 e, para 2020, passou de R$ 3,95 para R$ 4.

Mercado financeiro mantém previsão de crescimento em 0,87% pela 5º vez consecutiva

A atuação do governo Bolsonaro no que tange a recuperação econômica continua sem dar sinais positivos e é considerada medíocre pelo mercado financeiro, conforme revelou mais uma vez, nesta segunda-feira (7), o BC (Banco Central). O boletim Focus, pesquisa semanal do BC, manteve pela quinta vez consecutiva a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) em meros 0,87% para 2019.

As projeções para os próximos anos também não sofreram alterações, ficando em 2% para 2020 e 2,50% para 2021 e 2022.

Inflação

Ao avaliar a previsão para a inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), as instituições financeiras reduziram de 3,43% para 3,42% em 2019. Já para 2020, a estimativa passou de 3,79% para 3,78%. Para 2021 ficou em 3,75% e 3,50% para 2022.

Selic

Na avaliação do mercado, a taxa Selic terminará o ano em 4,75% que atualmente está em 5,5%. Para o próximo ano, a previsão é que ela fique em 5% e em 2021, fique em 6,50%. Para 2022, a previsão permanece em 7%.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 e, para 2020, subiu de R$ 3,91 para R$ 3,95. (Com informações da Agência Brasil)

Pela quarta semana consecutiva, mercado mantém previsão de crescimento para 2019 em 0,87%

As instituições financeiras mantiveram pela quarta semana consecutiva a previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 0,87% para 2019. As estimativas para os anos seguintes também não foram alteradas ficando em 2% para 2020, 2,50% para 2021 e 2022. Os dados foram divulgados pelo Banco Central, nesta segunda-feira (30), por meio do boletim Focus

A pesquisa também revelou redução na estimativa para a inflação e a taxa Selic em 2019. Segundo o Banco Central, a previsão para a inflação – calculada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), passou de 3,44% para 3,43%.

Para 2020, a extintiva caiu de 3,80% para 3,79% e para os anos seguintes foram mantidas sem alterações com 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022. Já no caso da Selic, o mercado acredita que ela deverá finalizar o ano em 4,75%. Na semana passada a expectativa era de 5% ao ano. Atualmente a Selic se encontra em 5,5% ao ano.

Em relação aos demais anos, as instituições não fizeram alterações ficam em 5% em 2020, 6,50% em 2021. Na semana passada, as apostam eram de de 6,75% para 2021 e 7% em 2022.

Dólar

Em relação ao dólar, o mercado apostou em aumento de R$ 3,95 para R$ 4. Para 2020 , a previsão subiu de R$ 3,80 para R$ 3,91. (Com informações da agências de notícias)

Mercado mantém previsão do crescimento econômico abaixo de 1% em 2019

O mercado financeiro manteve a previsão para o crescimento econômico em 0,87% para 2019 conforme divulgado, nesta segunda-feira (16), pelo boletim Focus publicado semanalmente pelo Banco Central. As instituições também apostam na redução da taxa Selic dos atuais 6% para 5,5% pelo Copom (Comitê de Política Monetária) em reunião que será realizada nesta quarta-feira (18).

Já a estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2020 foi reduzida de 2,07% para 2% mantendo o pessimismo em relação a retomada econômica brasileira. Para 2021 e 2022 não houve alterações se mantendo em 2,50%.

Selic

Para as instituições consultadas pelo Banco Central, a expectativa é que o Comitê volte a reduzir a taxa Selic – utilizada pelo governo federal para o controle da inflação – em 0,5% e que deve se manter até a última reunião do ano que será realizada em dezembro. O mercado também espera alterações da taxa básica de juros em 2020. Para 2021, a previsão é que ela se estabeleça em 7% ao ano.

A queda da Selic tende a baratear o crédito como incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Inflação

Em relação a inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional e Preços ao Consumidor Amplo), o mercado financeiro realizou a sexta redução consecutiva saindo de 3,54% para 3,45%. Para 2020, a estimativa também foi reduzida caindo de 3,82% para 3,80%. Em relação aos demais anos, não foram realizadas alterações ficando 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022.

Dólar

A previsão do dólar para o fim de 2020 subiu de R$ 3,87 para R$ 3,90 e, para 2020, de R$ 3,85 para R$ 3,90. (Com informações da agências de notícias)

Mercado financeiro aposta em pequeno aumento da previsão de crescimento da economia

As instituições financeiras aumentaram, de forma singela, a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)  de 0,80% para 0,87%. As projeções do mercado financeiro foram divulgadas nesta segunda-feira (2) pelo BC (Banco Central) por meio do boletim semanal Focus.

Ainda segundo a publicação, a previsão para 2020 permaneceu em 2,10%. Também não houveram alterações para 2021 e 2022 que se manteve em 2,50%.

Inflação

Já a estimativa da inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu de 3,65% para 3,59%. Nos demais anos não houveram alterações nas projeções ficando em 3,85% para 2020; 3,75% em 2021; e 3,50% em 2022.

Ao analisar a meta de inflação, que é definida pelo Copom (Conselho Monetário Nacional), a aposta é que a taxa Selic fique em 5% em 2019, 5,25%em 2020. Para o fim de 2021 e 2022, a previsão permanece em 7% ao ano.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,80 para R$ 3,85 e, para 2020, de R$ 3,81 para R$ 3,82. (Com informações do Banco Central e agências de notícias).

 

Mercado volta reduzir projeção de crescimento da economia

O mercado financeiro voltou a reduzir a projeção para o crescimento da economia e a estimativa de inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo BC (Banco Central), a previsão para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) foi ajustada de 0,83% para 0,80% em 2019, após ligeira alta na semana anterior (veja aqui).

Segundo a pesquisa, a previsão para 2020 também caiu, ao passar de 2,20% para 2,10%. Para 2021 e 2022 não houve alteração nas estimativas: 2,50%.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), caiu de 3,71% para 3,65%, este ano. Para 2020, a estimativa caiu de 3,90% para 3,85%. Não houve alteração nas estimativas para os anos seguintes: 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

Juros

Para o mercado financeiro, ao final de 2019 a Selic, a taxa básica de juros da economia, estará em 5% ao ano. Para o final de 2020, a estimativa passou de 5,50% para 5,25% ao ano. No fim de 2021 e 2022, a previsão segue em 7% ao ano.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,78 para R$ 3,80 e, para 2020, permanece em R$ 3,81.(Com informações da Agência Brasil)

Mercado aumenta previsão de crescimento da economia e reduz estimativa de inflação

Projeção para a expansão do PIB passa de 0,81% para 0,83% este ano

O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia e reduziu a estimativa de inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo BC (Banco Central), a previsão para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) foi ajustada de 0,81% para 0,83% neste ano.

Segundo a pesquisa, a previsão para 2020 também subiu, ao passar de 2,1% para 2,2%. Para 2021 e 2022 não houve alteração nas estimativas de 2,5%.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), caiu de 3,76% para 3,71%. Não houve alteração nas estimativas para os anos seguintes: 3,90%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,5%, em 2022.

A meta de inflação, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,5% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5% para cima ou para baixo.

Para o mercado financeiro, ao final de 2019 a Selic estará em 5% ao ano. Para o final de 2020, a estimativa permanece em 5,5% ao ano. No fim de 2021 e 2022, a previsão segue em 7% ao ano.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,75 para R$ 3,78 e, para 2020, de R$ 3,80 para R$ 3,81.

PIB recua 0,8% no trimestre encerrado em maio, diz FGV

O PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, recuou 0,8% no trimestre encerrado em maio deste ano, na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro. O dado é do Monitor do PIB, divulgado pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Segundo a FGV, no entanto, o PIB brasileiro cresceu 0,5% quando comparado ao trimestre encerrado em maio de 2018. Considerando-se apenas o mês de maio deste ano, houve altas de 0,5% em relação ao mês anterior e de 4,3% na comparação com maio do ano passado. No acumulado de 12 meses, o PIB cresceu 1,2%.

Na comparação do trimestre finalizado em fevereiro com o trimestre encerrado em maio, os três grandes setores produtivos tiveram queda: serviços (-0,4%), indústria (-1,4%) e agropecuária (-1,2%).

Dentro dos serviços, a maior queda foi observada nos transportes (-2%). Os serviços de informação foram os únicos a apresentar crescimento (0,2%). Já na indústria, houve queda entre todos os subsetores, com destaque para a indústria extrativa mineral (-4,8%).

Sob a ótica da demanda, a queda do trimestre findo em maio na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro foi puxada pelas exportações, que recuaram 5,2% no período. O consumo de governo também caiu (-0,4%). Já as importações subiram 2,4%.

Por outro lado, tanto o consumo das famílias quanto a formação bruta de capital fixo (investimentos) cresceram 0,2%.

O cálculo oficial do PIB é feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e divulgado a cada trimestre fechado (janeiro a março, abril a junho, julho a setembro e outubro a dezembro). (Com informações da Agência Brasil)

Governo revisa para 0,8% crescimento da economia em 2019

O Ministério da Economia publicou o boletim Macro Fiscal com previsão de que a inflação do País continue em queda e feche 2019 em 3,8%, dentro da meta estabelecida e menor que os 4,1% previstos. Já para o PIB (Produto Interno Bruto) o governo projeta um crescimento de 0,8% no ano. A estimativa anterior era de crescimento de 1,6%. Para 2020, a previsão é que o PIB cresça 2,2%

O boletim mostra que a recuperação econômica do País, no segundo trimestre de 2019, continua lenta. O documento cita a aprovação da Nova Previdência como fundamental para a retomada do crescimento econômico.

Para o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, as novas regras para as aposentadorias aliadas a uma reforma tributária, que deve ser encaminhada em breve ao Congresso Nacional, têm o poder de fazer o PIB crescer nos próximos anos.

“As duas [reformas] constituem medidas que afetam o que chamamos de PIB potencial da economia brasileira”, destaca Waldery Rodrigues.

Para o subsecretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, entre os desafios do país para fazer a economia crescer está o aumento da produtividade.

”Ou o Brasil adota reformas pró-mercado, que estimulem a produção e o emprego ou nós continuaremos num cenário de baixo crescimento econômico”, disse. (Agência Brasil)

Mercado financeiro reduz pela 18º vez projeção de crescimento da economia em 2019

O mercado financeiro reduziu pela 18º vez consecutiva a projeção de crescimento da economia brasileira, de 0,87% para 0,85%. O dado foi divulgado, nesta segunda-feira (1), pelo Banco Central por meio do boletim Focus, publicação semanal com a previsão das instituições financeiras.

De acordo com os dados, a projeção é que para 2020 o PIB (Produto Interno Bruto) cresça 2,20%, mantendo a projeção da semana passada. Já para 2021 e 2022, a expetativa é de que o crescimento fique em 2,50%.

Inflação

A estimativa da inflação – calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) – caiu de 3,82 para 3,80% para este ano. A queda representa a quinta redução seguida do mercado financeiro. Para 2020, a aposta é uma queda de 3,95% para 3,91%. Ainda segundo a previsão do mercado, 2021 e 2022 a inflação será de 3,75%.

A meta da inflação oficial prevista pela CMN (Conselho Monetário Nacional) é que a inflação de 2019 seja de 4,25%, 4% no ano que vem e 3,75% para 2021. O centro da meta possui tolerância de 1,5% para cima ou para baixo.

Juros

Ao analisar a taxa básica de juros, a Selic, definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária), o mercado financeiro esperam que ela fique em 5,50% até o final deste ano. Na semana passada, a projeção era de 5,75%. Para o fim de 2020, a expectativa é que a taxa baixe para 6% ao ano e no fim de 2021 e 2022, chegue a 7,5% a ano. (Com informações do Banco Central e agências de notícias).

Pibinho: Ipea prevê que economia deve crescer 0,8% este ano

O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil deve ter crescimento de 0,8% este ano e de 2,5% em 2020. A previsão é do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que divulgou nesta quinta-feira (27) duas seções da Carta de Conjuntura. De acordo com a análise, o segundo trimestre de 2019 deve fechar em alta de 0,5% em relação aos três primeiros meses do ano.

A projeção para este ano coincide com a do BC (Banco Central), também divulgada hoje (27). Para a inflação, a previsão do órgão é que feche o ano em 3,9%, acima da previsão de 3,6% do Banco Central.

De acordo com o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo de Castro, a queda da projeção de crescimento de 2% para 0,8% se deve à frustração dos indicadores alcançados até agora. No primeiro trimestre deste ano, o PIB caiu 0,2%.

“Em relação ao que se esperava no início do ano, os indicadores mensais que vieram, o dado do PIB do primeiro trimestre realmente veio abaixo do que a gente imaginava e isso causou uma redução bastante grande da nossa projeção para o ano de 2019”.

Atividade econômica

Para a atividade econômica, o Ipea aponta 2,5% de crescimento no acumulado do ano até abril no comércio varejista ampliado, que inclui automóveis e materiais de construção. O setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou queda de 0,3% no acumulado do ano; móveis e eletrodomésticos tiveram queda de 1,4% no período; e livros, jornais, revistas e papelarias somam perdas de 28,7% no ano. Com crescimento nas vendas, veículos, motos, partes e peças tiveram crescimento de 7,9% no acumulado do ano; outros artigos de uso pessoal somam aumento de 6,4%; e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos subiram 6,1%.

De acordo com Castro, a melhora do quadro econômico vai depender de aprovação de reformas econômicas. Sem elas, segundo ele, a retomada da economia não se concretiza.

“O destaque que eu gostaria de dar é uma melhora da confiança [do empresário], que geraria uma alta dos investimentos produtivos. Se houver essa alta dos investimentos produtivos, a gente consegue gerar emprego e fazer a economia retomar o ciclo econômico que estava no negativo. A gente pode reverter essa situação gerando emprego, gerando alta da renda para o brasileiro, com essa melhora no investimento”, disse

Castro ressalta que o cenário foi estimado considerando a redução de 1 ponto percentual na taxa básica de juros da economia, a Selic, de 6,5% para 5,5% no fim deste ano, além da aprovação no próximo trimestre da reforma da Previdência.

“Quanto mais rapidamente ocorrer essa reforma e essa sinalização de viabilidade do setor público brasileiro, mais rapidamente a gente vai conseguir reverter as expectativas e iniciar uma retomada mais intensa. Então, a aprovação, se ela acontecer já agora no início do segundo semestre, ela consegue ter algum impacto neste ano. Se essa aprovação demorar mais do que a gente está imaginando, obviamente que o crescimento deste ano poderá ser prejudicado”, explicou.

O diretor detalha que as mudanças que ocorreram no projeto original da reforma da Previdência, no decorrer das discussões no Congresso Nacional, reduziram o tamanho da economia que seria gerada, mas “ainda assim viabiliza a melhora do quadro fiscal no Brasil”.

Abono salarial

Para ele, a mudança proposta no abono salarial, de ser pago para quem ganha até R$ 1.364 e não só para o trabalhador que recebe apenas um salário mínimo, atualmente no valor de R$ 998, diminuiu a economia que a reforma proporcionaria. Castro destaca também que os estudos do Ipea demonstram que essa política não contribui para a redução da desigualdade no país. Atualmente, pode ter acesso ao abono quem ganha até dois salários mínimos.

“Em relação ao abono salarial, se o objetivo dele é reduzir pobreza e distribuir renda, ele não atinge bem esses objetivos. Então, para atingir esses objetivos, o ideal seriam outras políticas públicas que não o abono salarial. Então, olhando do ponto de vista de redução de desigualdade e redução de pobreza, o ideal seria de fato eliminar o abono totalmente”.

Segundo a análise do Ipea, 59% dos pagamentos do abono salarial atualmente são feitos para trabalhadores que estão na metade da população que tem a renda mais alta, e não entre os de menor rendimento. E apenas 15% é pago para os 30% mais pobres. (Agência Brasil)

Estimativa do mercado para crescimento da economia em 2019 cai para 0,87%

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia segue em queda. É o que mostra o boletim Focus, resultado de pesquisa semanal a instituições financeiras, feita pelo BC (Banco Central).

A projeção para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) desta vez foi reduzida de 0,93% para 0,87%. Essa foi a 17ª redução consecutiva.

A expectativa das instituições financeiras é que a economia tenha crescimento maior em 2020. A estimativa é de 2,20%, a mesma da semana passada. A previsão para 2021 e 2022 permanece em 2,50%.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), caiu de 3,84% para 3,82% este ano, na quarta redução seguida.

A meta de inflação de 2019, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A projeção para 2020 caiu de 4% para 3,95%. A meta para o próximo ano é de 4%, com intervalo de tolerância 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022. A previsão do mercado financeiro para a inflação em 2021 e 2022 permanece em 3,75%.

Juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, mantida em 6,5% ao ano, na última semana pelo Copom (Comitê de Política Monetária).

Ao final de 2019, as instituições financeiras esperam que a Selic esteja em 5,75% ao ano, a mesma perspectiva da semana passada.

Para o fim de 2020, a expectativa para a taxa básica volte para 6,5% ao ano, e, no fim de 2021, chegue a 7,5% ao ano. (Com informações da Agência Brasil)