Pela 15º vez, mercado financeiro reduz previsão de crescimento da economia

O pessimismo do mercado em relação a economia brasileira não para de subir. Pela 15º vez consecutiva, as instituições financeiras rebaixaram a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Brasileiro) de 1,13% para 1%. Os dados foram publicados no boletim Focus desta segunda-feira (10) pelo Banco Central.

A previsão de crescimento em 2020 também foi reduzida de 2,50% para 2,23%. Já em 2021 e 2022, o mercado manteve a expectativa de 2,50%.

Inflação

A estimativa de inflação calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu de 4,03% para 3,89% para 2019. A projeção do mercado é que fique estabilizada em 4% em 2020 e 3,75% para 2021 e 2022.

A previsão está dentro da meta de inflação de 4,25% estipulada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) que prevê tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a previsão do mercado financeiro é que a meta seja definida em 4%. Em 2021, a aposta é que a meta fique em 3,75%.

Juros

Já a taxa básica de juros, a Selic, deve permanecer em seu mínimo histórico de 6,50% até o fim de 2019. Em 2020, a projeção teve uma queda saindo de 7,25% para 7% e para o fim de 2021, a previsão passou de 8% ao ano para 7,50%. Para o final de 2022, a aposta segue em 7,50% ao ano.

Dólar

Em relação ao dólar, a previsão das instituições é que ele permaneça em R$ 3,80 no fim de 2019 e 2020. (Com informações de agências de notícias)

Instituições financeiras reduzem pela 14º vez projeção de crescimento da economia

O mercado financeiro brasileiro reduziu pela 14º vez consecutiva a projeção de crescimento da economia, de 1,23% para 1,13% este ano. A informação foi publicada, nesta segunda-feira (3), pelo boletim Focus do Banco Central. Para os três próximos anos, a projeção foi mantida em 2,50%.

O governo reduziu de 2,2% para 1,6% a previsão oficial de crescimento para 2019, segundo o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas divulgado pelo Ministério da Economia duas semanas atrás. O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, explicou que o número ainda parece elevado em relação ao mercado porque foi calculado semanas antes da divulgação.

Inflação

A expectativa para a inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), teve uma ligeira queda saindo de 4,07% para 4,03% em 2019. A previsão para 2020 ficou mantida em 4% e em 3,75% para 2021 e 2022.

Já a meta de inflação para o ano, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é de 4,25%. A expectativa para 2020 é que a meta fique no centro de 4% com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, a aposta é que o centro fique em 3,75%.

Juros

Quando analisado a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, as instituições financeiras acreditam que a mesma deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,50% até o fim de 2019 e que suba para 7,25% no fim de 2020. Em 2021, a previsão de 8% também foi mantida e para o final de 2022 deve ficar estabelecida em 7,50%. A taxa serve de referência para os demais juros da economia.

Dólar

A previsão do mercado para o dólar continua a mesma que aposta no valor de R$ 3,80 para 2019 e 2020 (Com informações de agências de notícias)

PIB: Consumo das famílias cresce 0,3% no 1º trimestre e evita retração ainda maior

Consumo das famílias cresce 0,3% em comparação com final de 2018

Inflação mais alta que no ano passado e confiança do consumidor em níveis baixos afetaram resultado, apontou o IBGE na divulgação do PIB

Daniela Amorim, Denise Luna e Vinicius Neder – O Estado de S.Paulo

O consumo das famílias subiu 0,3% no primeiro trimestre de 2019 em relação ao quarto trimestre de 2018, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta quinta-feira, 30, os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) no País.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, o consumo das famílias teve alta de 1,3%. Segundo Claudia Dionisio, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do instituto, o consumo das famílias está crescendo, mas em ritmo menor do que em anos anteriores.

Ela destaca que alguns fatores que afetaram esse resultado foram a inflação, que está em patamar superior ao de 2018, os indicadores de renda, ainda não favoráveis, e os índices de confiança de consumidores, em níveis baixos.

O consumo do governo, por sua vez, subiu 0,4% no primeiro trimestre de 2019 em relação ao quarto trimestre de 2018. Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, o consumo do governo mostrou alta de 0,1%.

Luiz Carlos Azedo: O país à deriva

NAS ENTRELINHAS – CORREIO BRAZILIENSE

Fechamos o quinto mês do ano com a economia estagnada: menos 0,2% de crescimento do PIB no último trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, com o governo de Michel Temer já na bacia das almas. No ano passado, o crescimento do PIB foi de 1,1%; as agências de risco já estão projetando um PIB abaixo de 1% neste ano. O mercado já não espera a reforma da Previdência, cuja discussão na Câmara vai muito bem, obrigado. Está esperando que o governo Bolsonaro corrija o seu rumo de proa, porque a agulha aponta numa direção, mas o país deriva para o mesmo destino no qual foi lançado pelo governo Dilma Rousseff: a recessão.

Não existe bilhete premiado na Presidência da República. A eleição provou que o presidente Bolsonaro é um homem de sorte, poderia até ter morrido com a facada que levou em Juiz de Fora, em plena campanha. A brutal agressão acabou catapultando ainda mais sua candidatura e teve um papel importante na sua vitória. Mas não é bom abusar da sorte. A compulsão por jogos é semelhante a outros vícios, como alcoolismo, tabagismo e as drogas em geral. Estimula as mesmas áreas cerebrais e o comportamento é bem semelhante: compulsivo e impulsivo, a única coisa que tem de diferente é que não há o consumo de uma substância, mas se repete várias vezes na prática de mesma atividade prejudicial.

Diferentemente das drogas, o jogo é visto como um desvio moral, principalmente pela questão financeira, já que o jogador compulsivo geralmente perde muito dinheiro. Entretanto, é uma patologia, um transtorno diretamente proporcional à disponibilidade de jogos. Alguém já disse que a política é a arte das artes e a ciência das ciências, mas também é um jogo. E todo político é um uma espécie de jogador compulsivo, pode perguntar a qualquer um das suas relações. O problema é que na Presidência da República, ainda mais num país de dimensões continentais, social e culturalmente complexo como Brasil, a caneta presidencial não é um taco de sinuca. As ações do governo têm uma força de inércia que afeta tremendamente a vida das pessoas. Quanto se erra estrategicamente nesse jogo, os estragos são em grande escala: os 14 milhões de desempregados, por exemplo. Não adianta rezar.

Sorte é madrasta

O mundo moderno deve a Nicolau Maquiavel a separação entre a política e a religião. No exílio, o sábio de Florença escreveu O Príncipe, um manual político para governantes que almejassem não apenas se manter no poder, mas ampliar suas conquistas. Conta sucessos e fracassos dos poderosos da época para ilustrar conselhos e opiniões, numa tentativa de reaproximação com os Médici. No fim da Idade Média, retomava-se a clássica visão antropocêntrica do mundo, na qual o homem era a medida de todas as coisas. Foi um resgate dos filósofos gregos em resposta ao poder teológico-político dos reis e da Igreja em plena Renascença. O diálogo entre a burguesia emergente e a realeza, com a emergência do mercantilismo, está na gênese do nosso humanismo. Não por acaso, o pensamento de Maquiável resulta da experiência das cidades-estado sob influência papal.

A questão da legitimidade e o exercício do poder estavam no centro das preocupações de Maquiavel. O governante precisa ser dotado de virtú e fortuna, simultaneamente, para chegar e manter o poder. A virtú exige conhecimento e habilidade, que são também os atributos dos bons jogadores para não brigar com a sorte. A fortuna não é a sorte, simplesmente, como deduz a leitura vulgar de Maquiável. Trata-se das contingências ou das circunstâncias com as quais o governante tem que lidar, que mudam a cada conjuntura. É por isso que o florentino adverte: as mudanças de conjuntura podem transformar certas virtudes em grandes defeitos: “Quando um príncipe deixa tudo por conta da sorte, ele se arruína logo que ela muda. Feliz é o príncipe que ajusta seu modo de proceder aos tempos, e é infeliz aquele cujo proceder não se ajusta aos tempos”. Napoleão Bonaparte foi um estudioso de Maquiavel, seus comentários sobre O Príncipe estão na edição brasileira da Ediouro. Nem por isso deixou de errar, mas seus comentários são bem interessantes. Quem quiser saber por que perdeu a guerra, deve ler Guerra e Paz, de Liev Tolstoi (Companhia das Letras).

O Brasil é uma democracia de massas, com instituições republicanas que sobreviveram à hiperinflação, à recessão e a dois impeachments. Assim como houve uma radical alternância de poder, com a eleição de Bolsonaro, também existe o pleno exercício do dissenso, seja à direita, como no último domingo, seja à esquerda, como ontem. Faz parte do jogo, mas isso não significa que devamos apostar no caos ou no quanto pior, melhor. A ideia de que Deus está acima de tudo e de todos na política é anterior a Maquiável e não é boa conselheira. O país precisa desviar seu curso do desastre e encontrar um porto seguro. A calmaria econômica é um mau presságio. (Correio Braziliense – 31/05/2019)

Com herança maldita deixada pelo governo Dilma, economia encolhe 0,2% no primeiro trimestre

O Brasil continua sofrendo e patinando na questão econômica e o problema ficou, mais uma vez, evidente no resultado do PIB (Produto Interno Brasileiro) do primeiro trimestre de 2019, que registrou queda de 0,2% na comparação com o último trimestre do ano passado, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (30).

Foi a primeira queda após o último trimestre de 2016,  quando a atividade econômica registrou retração de 0,6%. O resultado interrompeu uma lenta trajetória de recuperação e traz novamente o risco de recessão técnica ao País.

Ao analisar os dados, o economista e dirigente do Cidadania, Demétrio Carneiro, afirmou que o número é resultado da herança maldita deixada pelo desgoverno da gestão lulopetista, sobretudo, do governo Dilma Rousseff.

“Não dá para culpar Bolsonaro com cinco meses de governo. Podemos culpá-lo pela expectativa futura, já que ainda não foi capaz de mostrar para o mercado, e para a sociedade, o nível de confiabilidade necessário. Contudo, isso ainda é herança da Dilma [Roussef]. Se analisarmos os semestres anteriores, veremos que já vinha em um processo de queda”, disse.

A baixa do PIB registrada pelo IBGE foi seguida de altas de 0,5% no terceiro trimestre e de 0,1% no quarto trimestre de 2018. De acordo com os dados, a economia cresceu 0,5% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado e 0,9% no acumulado de 12 meses.

O principal responsável pelo recuo do primeiro trimestre de 2019 foi o setor industrial, que registrou queda de 0,7%. A agropecuária também obteve queda de -0,5%. O setor de serviços, por outro lado, registrou crescimento de 0,2%.

Retomada

Demétrio Carneiro afirmou que a retomada da economia só ocorrerá após o poder público adotar “medidas fortes”. Para ele, a reforma da Previdência é apenas um primeiro passo e que serão necessárias outras iniciativas para colocar o País no rumo do crescimento.

“O baque no final do governo Dilma foi muito forte. Para retomarmos a economia precisamos de medidas fortes. Não é só a reforma da Previdência. Ela é apenas um primeiro passo. Falta todo o resto, uma transformação institucional e legal. São necessárias diversas outras reformas que precisam ser feitas para fazer deslanchar a economia. Enquanto isso não é feito, a economia fica travada. Isso é um consenso entre os economistas”, disse.

Taxa de investimento

O IBGE também informou que a taxa de investimento foi de 15,5% do PIB no primeiro trimestre de 2019, acima do observado no mesmo período de 2018 (15,2%).

Mercado financeiro reduz crescimento da economia em 2019 pela 13º vez seguida

As instituições financeiras brasileiras seguem receosas com o andamento da economia do País e reduziram, pela 13º vez consecutiva, a projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Brasileiro). Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central, a previsão foi reduzida de 1,24% para 1,23%.

Por outro lado, o mercado manteve a estimativa de 2,50% para os próximos três anos – 2020, 2021 e 2022.

Inflação

Já a estimativa da inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi mantida em 4,07% para 2019 e 4% em 2020. Para 2021 e 2022, o percentual ficou em 3,75%.

A estimativa para a meta da inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 4,25% para o ano e 4% em 2020. Para 2021, o centro da meta é de 3,75%. Ainda não foi estabelecida a meta de 2022.

Selic e dólar

Em relação a Selic, o mercado financeiro aposta que continue em seu mínimo histórico de 6,50% até o fim de 2019. A projeção para 2020 é que a taxa permaneça em 7,25% ao ano. Em 2021, a previsão foi mantida em 8% e para 2022, 7,50%.

A previsão do mercado para a cotação do dólar permanece em R$ 3,80 no fim de 2019 e 2020. (Com informações de agências de notícias)

Baixo crescimento: Brasil perde terreno entre os emergentes na corrida do PIB per capita

Brasil perde terreno na corrida do PIB per capita

Sergio Lamucci – Valor Econômico

O Brasil perdeu terreno em relação a outros emergentes nas últimas décadas, distanciando-se do nível de renda dos países desenvolvidos, em vez de se aproximar. Com o baixíssimo crescimento da produtividade, o PIB per capita brasileiro corresponde hoje a pouco mais de um quarto do americano. Em 1980, equivalia a quase 40%. Nesse período, o PIB per capita do Chile passou de 27,4% para 41,5% do indicador dos EUA; o da China, de 2,5% para 28,9% e o da Coreia do Sul, de 17,5% para 66%. Os números levam em conta o critério de paridade do poder de compra (PPP, na sigla em inglês), com base em estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Coordenador de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Armando Castelar diz que o Brasil está ficando mais pobre em termos relativos, na comparação com outros países. O país fica mais longe dos países de renda alta, como os EUA, em vez de ficar mais próximo. Nesse sentido, é um processo inverso ao desenvolvimento, afirma ele. “É um processo de subdesenvolvimento não em relação a si mesmo, mas em relação ao resto do mundo.” O critério de paridade de poder de compra busca eliminar as diferenças de custo de vida, facilitando a comparação entre os países.

Em 1980, o PIB per capita brasileiro era de US$ 11.372, equivalendo a 39% do americano. Em 2018, era apenas 26% maior do que em 1980. Os US$ 14.359 do ano passado equivalem a 25,8% do PIB per capita dos EUA. No mesmo período, o PIB per capita sul-coreano cresceu 623%, e o chileno, 189%. O indicador americano, mesmo partindo de um nível bem mais alto em 1980, aumentou 91% nesse intervalo.

O desempenho do PIB per capita brasileiro recente tem sido ainda pior. Nos últimos anos, o país sofreu uma gravíssima recessão, que durou do segundo trimestre de 2014 ao quarto trimestre de 2016, e a economia cresceu apenas 1,1% em 2017 e também em 2018. Depois de bater no pico de US$ 15.562 em 2014, o PIB per capita do Brasil recuou nos três anos seguintes, ficando praticamente estável no ano passado, quando subiu 0,4%.

Como o Brasil tem nível de renda bastante inferior ao de países desenvolvidos, o país não deveria ter dificuldade em ganhar terreno em relação a essas economias, observa o economista Celso Toledo, diretor da LCA Consultores. “Essa é a ideia da convergência, mas o Brasil está ficando mais longe da fronteira [dado por indicadores como o nível do PIB per capita dos EUA, por exemplo]”, diz ele.

Toledo diz que o Brasil é menos competitivo e menos produtivo que muitos outros emergentes, que crescem a um ritmo mais forte. Segundo ele, a economia brasileira é pouco amigável aos negócios, como fica claro pelas características do sistema tributário, marcado por enorme complexidade. Além disso, o país é muito fechado ao comércio exterior e tem uma situação fiscal bem mais complicada do que muitos países de renda média.

Estudo da McKinsey ilustra bem o mau desempenho da produtividade brasileira na comparação com outros países no período de 1990 a 2018. Nessas quase três décadas, a produtividade do trabalho cresceu apenas 1,3% ao ano no Brasil, bem abaixo dos 3% do Chile, dos 5% da Índia e dos 8,8% da China, de acordo com a consultoria.

Aumentar o ritmo de expansão da produtividade, como se vê, será essencial para o país conseguir crescer a um ritmo mais expressivo. Isso é ainda mais importante dada a demografia do país. Castelar lembra que o bônus demográfico no Brasil terminou, uma vez que a população em idade de trabalhar passou a crescer a um ritmo inferior ao da população total. Isso significa que se encerrou a fase mais favorável da estrutura etária do país ao crescimento. Acelerar a expansão do PIB dependerá fundamentalmente de o Brasil tornar a economia mais produtiva.

Para Castelar, um dos principais caminhos para isso é o país aumentar o investimento, tanto público quanto privado. É preciso ajustar as contas públicas, para que o governo possa investir mais, e é necessário melhorar o ambiente de negócios, para que o setor privado fique mais confiante para apostar em projetos de modernização e expansão da capacidade produtiva.

Castelar chama a atenção para o caso da Coreia do Sul, cujo PIB per capita equivale hoje a dois terços do americano. Há quase quatro décadas, o indicador brasileiro era mais que o dobro do sul-coreano. Nesse período, o país asiático fez maciços investimentos em capital físico e capital humano, lembra ele. Segundo números do FMI, a Coreia do Sul investe o equivalente a 30% do PIB. Em 2018, a taxa de investimento do Brasil foi de apenas 15,8% do PIB.

O mau desempenho dos alunos brasileiros em testes como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) é um sinal negativo para a trajetória futura do PIB per capita do país. Toledo lembra que os resultados obtidos por estudantes de outros países, como a China e o Vietnã, são muito melhores que os Brasil. “Esse é um dos fatores que vão determinar o crescimento daqui a 20, 25 anos”, observa ele. Nesse quadro, o país pode ficar preso na chamada armadilha de renda média. Este é o destino de muitos emergentes que, depois de passar do nível de renda baixa para o de média, não conseguem atingir o estágio de rendimento alto.

O PIB per capita é muito utilizado para comparar níveis de riqueza entre países, calculado pela divisão do valor do PIB pela população total. O indicador que aparece nesta reportagem é o do critério de paridade do poder de compra, a preços constantes, em dólares de 2011 – o ano-base mais recente usado pelo Programa de Comparação Internacional, em relatório divulgado pelo Banco Mundial em 2014, com uma ampla análise dos dados do PIB por PPP de 199 países.

Atividade econômica apresenta queda de 0,68% no primeiro trimestre, diz BC

A atividade econômica registrou queda no primeiro trimestre neste ano. É o que mostra o IBC-BR (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), divulgado nesta quarta-feira (15) pelo BC (Banco Central).

No primeiro trimestre, comparado ao período anterior, o índice apresentou queda de 0,68%, segundo dados dessazonalizados, ou seja, ajustados para o período.

Em março, na comparação com fevereiro, houve recuo de 0,28%. Na comparação com o março de 2018, a queda chegou em 2,52%. Em 12 meses terminados em março de 2019, houve expansão de 1,05%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O índice foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas indicador oficial da economia é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Primeiro trimestre

Nesta terça-feira (14), na ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o BC adiantou que a economia poderia apresentar recuo no primeiro trimestre. Segundo o documento, o processo de recuperação gradual da atividade econômica sofreu interrupção no período recente, mas a expectativa é de retomada adiante.

Segundo ata da reunião do Copom, o arrefecimento da atividade observado no final de 2018 teve continuidade no início de 2019.

“Em particular, os indicadores disponíveis sugerem probabilidade relevante de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre do ano, na comparação com o trimestre anterior, após considerados os padrões sazonais”, diz o documento.

O Copom acrescentou que os indicadores do primeiro trimestre induziram revisões substantivas nas projeções de instituições financeiras para o crescimento do PIB em 2019.

“Essas revisões refletem um primeiro trimestre aquém do esperado, com implicações para o “carregamento estatístico” [herança do que ocorreu no ano anterior], mas também embutem alguma redução do ritmo de crescimento previsto para os próximos trimestres”.

O mercado financeiro já reduziu a previsão de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) 11 vezes consecutivas. A estimativa para este ano está em 1,45% este ano.

A equipe econômica já está trabalhando com uma previsão de crescimento de 1,5% neste ano, disse ontem o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em audiência na Comissão Mista de Orçamento (CMO), ele disse que a reformulação de expectativas diante da demora na aprovação da reforma da Previdência justificou a revisão das estimativas. (Agência Brasil)

Equipe econômica fará revisão para baixo do crescimento da economia, diz jornal

Governo reduz projeção do PIB e pode cortar R$ 10 bi

Crescimento ficará entre 1,5% e 2% neste ano, o que levará a corte adicional no Orçamento

Julio Wiziack – Folha de S. Paulo

A equipe econômica fará uma revisão do crescimento da economia para algo entre 1,5% e 2% neste ano. Isso pode levar a um bloqueio adicional de até R$ 10 bilhões na próxima revisão orçamentária.

No início deste mês, o governo bloqueou quase R$ 30 bilhões do Orçamento e reduziu a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano de 2,5% para 2,2%.

Com a nova revisão desta projeção, na próxima semana, técnicos estimam que a receita (arrecadação) pode cair entre R$ 7 bilhões e R$ 20 bilhões, se não houver receitas extraordinárias.

Ainda sem os dados da arrecadação, os cálculos da Secretaria de Orçamento e Gestão do Ministério da Economia não foram feitos.

Porém, na equipe econômica, há técnicos que trabalham com a ideia de um bloqueio adicional de verbas entre R$ s bilhões e R$ 10 bilhões.

Caso o crescimento estimado do PIB fique mais próximo de 1,5%, esses técnicos consideram um contingenciamento de cerca de R$ 10 bilhões. Mais perto de 2%, passará para R$ 5 bilhões.

Este cenário pode mudar porque também é preciso considerar os cortes de gastos do governo. Também entram nessa conta fatores como o câmbio, inflação e a massa salarial dos brasileiros.

Analistas dos principais bancos do país refizeram suas estimativas de crescimento e as projeções indicam um patamar mais próximo de 1,5%.

Também alertaram para um risco de recessão diante da possibilidade de o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) consolidar o PIB do quarto trimestre de 2018 com revisão para baixo.

Caso esse cenário se confirme, seriam dois trimestres consecutivos de retração da economia. E, como o segundo trimestre deste ano também segue ruim, os analistas veem risco de uma recessão, decorrência de uma retração, por três trimestres consecutivos, da economia.

A equipe econômica, no entanto, descarta essa possibilidade, tanto que não prevê, no momento, medidas de estímulo à economia, como saques de contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

O que se prevê é uma reforma geral do FGTS, o que inclui a correção do retorno sobre o saldo das contas acima da inflação e novas possibilidades de saques. Hoje, a legislação do fundo só permite a retirada desses recursos quando o trabalhador é demitido.

Na gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB), foi permitido o saque de contas inativas. Na ocasião,R$44 bilhões foram diretamente para a economia, o que gerou um impacto de 0,7 ponto percentual a mais no PIB.

Pessoas que participam das discussões afirmam que a equipe de Guedes não vai repetir essa fórmula por dois motivos.

Primeiro, a equipe econômica não considera a possibilidade de uma recessão no segundo trimestre, apesar dos sinais emitidos pela economia.

Outra razão é evitar o incentivo ao consumo, que serviu como fórmula artificial de reativação da economia nos governos do PT e de Temer.

Técnicos do governo consideram que a reforma da Previdência vai passar no Congresso e destravará a economia.

Mesmo a possibilidade de saque de cerca de R$ 22 bilhões das contas do PlS-Pasep, anunciada pelo secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues Júnior, é vista pelo governo como uma “correção de rumos”, uma forma de pôr fim a contas que existem desde antes de 1988.

Na equipe econômica também existe a avaliação de que nem o pacote com cerca de 20 medidas micro econômicas re-aquecerá o país.

Para o governo, medidas como a hipoteca reversa, títulos verdes e o seguro universal, que integram esse pacote, fazem parte de um plano para corrigir distorções do mercado, e não para esquentar o motor do crescimento.

Na hipoteca reversa, o proprietário de um imóvel poderá negociar com um banco uma espécie de empréstimo e receberá uma mensalidade fixa por um período definido entre eles.

Após a morte do proprietário, o banco se torna dono do imóvel podendo vendê-lo na praça. Ou seja: esse bem passa a movimentar o crédito. Foi idealizado especialmente para idosos que pretendem complementar a aposentadoria.

Outra mudança prevê que, nas relações com o poder público, as empresas fornecedoras possam antecipar recebíveis no mercado financeiro.

Hoje, uma empresa que contrata com órgãos públicos, tem nas mãos um título de recebimento de pagamento para 30,60 e 90 dias.

Não há uma legislação que permita aos bancos e demais instituições financeiras (até fundos de investimentos) antecipar esse pagamento, como ocorre com a restituição do Imposto de Renda.

Também está na mesa a proposta de incentivar os projetos de infraestrutura “amigos do verde” (sustentáveis) por meio de financiamentos via “títulos verdes”. Esses projetos, se forem considerados prioritários pelo governo, terão um sistema próprio, e mais rápido, para emissão de debêntures — os títulos verdes.

Outra pauta é a aprovação do seguro universal, que permitirá que um seguro de vida possa ser sacado mesmo sem o falecimento do titular.

Outra possibilidade é a que prevê desconto do imposto que incide sobre o prêmio caso o titular da apólice venha a falecer. Neste caso, seria preciso avaliar a concessão de subsídios.

Mercado financeiro reduz pela 11º vez a previsão de crescimento da economia brasileira

O mercado financeiro ainda demonstra preocupação com a economia brasileira e reduziu, pela 11º vez, a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) que saiu de 1,49% para 1,45% conforme divulgado, nesta segunda-feira (13), pelo Banco Central por meio do Boletim Focus. Contudo, a estimativa para 2020, 2021 e 2022 foi mantida em 2,50%.

Inflação

Já a estimativa da inflação, avaliada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), permaneceu em 4,04% para o ano. A previsão para 2020 segue em 4% e 3,75% em 2021 e 2022. Não houveram alterações para os próximos anos.

A meta da inflação de 2019, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) é de 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 continua no centro da meta, em 4%, com intervalo de 1,5% para cima ou baixo. Para 2021, a expectativa é que o centro da meta seja de 3,75%.

A Selic, utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação e usada pelo mercado como referência para os demais juros da economia, deve permanecer em seu mínimo histórico de 6,5% até o fim de 2019. A aposta para 2020 é que a taxa seja de 7,50% ao ano e para o fim de 2020 e 2021 fique em 8%.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar segue em R$ 3,75 no fim de 2019 e em R$ 3,80 no fim de 2020. (Com informações de agência de notícias)

Com o baixo desempenho da economia, cresce o risco de o Brasil ter recessão técnica

Economia patina e cresce o risco de o país ter uma recessão técnica

Projeção é de queda no PIB no 1º trimestre. Resultado do fim de 2018 pode ficar negativo após revisão

Cássia Almeida e Bárbara Nóbrega – O Globo

O presidente Jair Bolsonaro vai começar o governo com queda no Produto Interno Bruto (PIB), se as projeções de analistas se confirmarem. As previsões vão de –0,2% a +0,2%.

E não está descartada a recessão técnica, quando há dois trimestres seguidos de redução no PIB, se houver revisões nos números do último trimestre de 2018, quando o crescimento foi de apenas 0,1%.

Normalmente o IBGE revisa os dados inicialmente divulgados do PIB quando apresenta os novos resultados do trimestre seguinte.

Dois trimestres seguidos de queda, que configuram uma recessão técnica, é uma situação que o país não vive desde o fim de 2016.

O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, cortou a previsão do desempenho da economia entre janeiro e março deste ano. Ele antes previa um número positivo e, agora, estima queda de 0,1% frente ao fim de 2018.

Ele também revisou sua projeção para o desempenho do resultado fechado do ano, de 1,5% para 1,4%:

— Os números foram muito ruins. O varejo dá sinais bastante fracos em março. O quadro é de estagnação, mas pode haver uma surpresa com dois trimestres de queda. Configura uma recessão do Bolsonaro, já que ele estava eleito no fim do ano. Não dá para descartar completamente essa possibilidade. Talvez esses números negativos ajudem o Congresso a ver a urgência da situação e aprove a reforma da Previdência.

O corte nas projeções do ano foi generalizado. O Boletim Focus, que reúne expectativas de mais de cem analistas de mercado, mostrou que as estimativas baixaram de 1,7% para 1,49%, em apenas uma semana. O Bradesco reduziu sua projeção para o ano de 1,9% para 1,1%, a mesma taxa do ano passado.

O governo também já atualizou suas previsões diante do crescimento menor para 1,5% este ano. A queda na produção industrial de março de 1,3% foi um dos principais motivos para o corte forte nas previsões:

— A indústria teve esse papel de trazer esse crescimento para baixo. Do lado da demanda, consumo e investimento e exportação estão ruins. São números ruins para todo o lado. Quase a totalidade dos setores vão vir piores que no quarto trimestre do ano passado. É uma piora generalizada na economia como um todo — afirma Vale.

Silvia Matos, coordenadora Técnica do Boletim Macro da Fundação Getulio Vargas (FGV), também está revisando suas projeções para baixo. Alerta para segunda queda seguida do investimento, que deve ter recuo forte no primeiro trimestre. No fim do ano passado, o setor teve queda de 2,5%:

— O grande destaque negativo será o investimento. Deve contrair bastante no trimestre. A produção de máquinas e equipamentos, depois de ter ido relativamente bem, cresceu pouco nesse início de ano. A produção e importação de bens de capital foram muito ruins no trimestre depois de um fim de ano que já fora ruim.

Segundo Silvia, não é só a fraqueza da demanda doméstica, há um componente da incerteza, avaliação negativa da capacidade do governo de conduzir esse processo da reforma da Previdência.

— Gastamos muito energia e sem conseguir muitos resultados. Há risco de a reforma ser desidratada e ter outras derrotas em outras frentes. Esse embate entre governo e Congresso parece um presidencialismo de confronto. Nem sabemos se a agenda liberal é de verdade mesmo.

Fernando Montero, economista-chefe da corretora Tullett Prebon Brasil, calculou que o tombo dessa crise que vem desde 2014 já é o maior da História, se tomarmos por base a queda do PIB per capita desde o início da crise até 2020. Um recuo de 0,83% ao ano, o que acumula redução de 5,7% no período. Desde o início do século passado, o Brasil já perdeu três décadas de crescimento:

— Repetir o desempenho do ano passado é muito pior hoje. Não temos a greve dos caminhoneiros que tirou meio ponto percentual do PIB em maio e o calendário é favorável com três dias úteis a mais. Parece pouco, mas sempre ajuda. A Argentina está cortando importações, mas em cima de uma base muito alta. Cada dia é uma desculpa. É eleição, copa, crise dos Estados Unidos, desaceleração mundial. Será que vai precisar de um mundo ideal, um Brasil ideal para a gente conseguir crescer 2%.

Para ele, uma saída é a queda de juros, que Montero acredita que pode acontecer se houver uma sinalização positiva sobre aprovação da reforma da Previdência, abrindo espaço para corte de juros:

— Há pouca demanda e juros altos. Se a sinalização for que a reforma vai passar, significa que vamos ter mais PIB com menos juros.

Alberto Ramos, diretor de pesquisa para América Latina do Goldman Sachs, alerta que, no atual ritmo de crescimento, o país teráduas décadas perdidas em 40 anos. Andamos para trás em metade dos últimos 40 anos.

“É realidade marcante e desconfortável que o crescimento da renda real per capita desapontou durante as últimas quatro décadas (ou por duas gerações agora). De fato, em duas das quatro décadas mais recentes, o Brasil provavelmente verá um declínio do crescimento do PIB real per capita: os anos 80 e provavelmente os de 2010. Ou seja, em 40 anos o Brasil terá testemunhado duas décadas perdidas”, diz o relatório do economista.

Thiago Xavier, economista da Tendências, está com previsão positiva para o primeiro trimestre de 0,2%, taxa que já foi o dobro, 0,4%. A projeção para o ano caiu de 2% para 1,6%:

— A indústria, que dava sinais de melhora, mostrou resultados ruins. No primeiro trimestre achamos que estávamos caminhando para reduzir as perdas, mas não tivemos a recuperação da construção e há a queda com a indústria extrativa, com o minério de ferro, após Brumadinho. Agropecuária cresceu menos do que esperávamos.

Thais Zara, economista-chefe da Rosenberg Associados, está mais pessimista que Xavier. Ela prevê queda de 0,1% no PIB do primeiro trimestre. E reduziu sua estimativa para o resultado fechado no ano de uma expansão de 2,3% para 1,5%.

— O ritmo de atividade vem se mostrando mais fraco do que o imaginado. (O Globo – 11/05/2019)

Mercado financeiro reduz projeção de crescimento da economia pela 9º vez consecutiva

O mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento do País pela 9º vez consecutiva, de 1,71% para 1,70%, de acordo com o boletim Focus publicado pelo Banco Central nesta segunda-feira (29). O dado demonstra o pessimismo das instituições financeiras com o andamento da retomada da economia brasileira pela equipe de Jair Bolsonaro. Há quatro semanas, a estimativa estava em 1,98%.

Já a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) para 2020 foi mantida em 2,50% após cinco reduções consecutivas. As estimativas para 2021 e 2022 também ficaram em 2,50%.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou estabilizada em 4,01% para 2019 e 4% em 2020. Também não houve alteração para 2021 e 2022 que ficou em 3,75%.

Juros

Para as instituições financeiras, a taxa Selic – taxa usada pelo Banco Central para o controle da inflação – deve ficar no seu mínimo histórico de 5,5% até o final do ano. Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% e para o fim de 2020 e 2021, a expectativa é que permaneça em 8% ao ano. (Com informações de agências de notícia)

Mercado reduz pela oitava vez consecutiva projeção de crescimento da economia brasileira

O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central, aponta que o mercado financeiro reduziu, pela oitava vez consecutiva, a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2019. A projeção do PIB (Produto Interno Brasileiro) caiu de 1,95% para 1,71% para este ano.

A análise também revela redução em 2020, de 2,58% para 2,50%, a quinta consecutiva do período. Já as estimativas para 2021 e 2022 permanecem em 2,50%.

Inflação

De acordo com o boletim, a estimativa da inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi ajustada de 4,06% para 4,01% em 2019. Para o próximo ano, a previsão segue em 4% e 2021 e 2022 em 3,75%.

Taxa Selic

As instituições financeiras acreditam que taxa básica de juros, a Selic, permaneça em seu mínimo histórico de 6,5% até o fim de 2019. Para 2020, a projeção segue em 7,50% e 8% para o fim de 2020 e 2021. A taxa é importante porque serve como referência aos demais juros da economia nacional. (Com informações das agências de notícias)

Mercado financeiro reduz pela sétima vez consecutiva projeção do PIB para 2019

As instituições financeiras reduziram, pela sétima vez consecutiva, a projeção para o crescimento da economia neste ano e 2020. A projeção foi apresentada, nesta segunda-feira (15), no boletim Focus divulgado pelo BC (Banco Central) com base em estimativas baseadas nos principais indicadores econômicos.

Segundo o levantamento, a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 1,97% para 1,95% este ano e de 2,70% para 2,58 em 2020, a quarta redução consecutiva. As estimativa de crescimento para 2021 e 2022, contudo, permanecem em 2,50%.

Inflação

Já a estimativa para a inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi ajustada de 3,90% para 4,06% em 2019. Para o próximo ano, a previsão segue em 4% e 3,75% para 2021 e 2022.

A meta de inflação definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) é de 4,25% com intervalo entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 segue no centro da meta que é de 4%. Para 2021, o centro da meta está estabelecido em 3,75% com intervalo de tolerância de 1,5%. O Conselho ainda não definiu a meta para 2022.

Juros

De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano até o fim de 2019. Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% e a expectativa para 2021 e 2022 é o que permaneça em 8% ao ano.

O Banco Central utiliza a a taxa básica de juros, a Selic, para controlar a inflação. Além disso, ela é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional e serve de referência para os demais juros utilizados na economia.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim de 2019 e subiu de R$ 3,75 para R$ 3,78 no fim de 2020.

IBC-Br

O Banco Central também divulgou nesta segunda o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) que apontou queda na atividade econômica neste ano. O índice apresentou queda de 0,73% na comparação com janeiro de acordo com dados dessazonalizados. De acordo com os números revisados pela instituição, em janeiro, em relação a dezembro, a retração ficou em 0,31%. (Com informações das agências de notícias)

Mercado financeiro reduz pela 6º vez consecutiva projeção de crescimento da economia

O despreparo do governo Bolsonaro e a falta de interlocução com o Congresso Nacional para garantir a aprovação das reformas necessárias para a retomada da economia brasileira, como a da Previdência, tem gerado prejuízos para toda a sociedade.

Uma demonstração do problema enfrentado pelo País foi evidenciado nesta segunda-feira (08), mais uma vez, pelo BC (Banco Central), por meio da divulgação do boletim Focus, que apontou que o mercado financeiro reduziu pela 6º vez consecutiva a projeção de crescimento da economia.

De acordo com o boletim, as instituições financeiras preveem redução do crescimento para o ano de 2019 e 2020. A queda da expansão do PIB (Produto Interno Bruto) para esse ano foi de 1,98% para 1,97%. Para o próximo, o recuo foi de 2,75% para 2,70%. A previsão de crescimento para 2021 e 2022 ainda permanecem em 2,50%.

IPCA

Já a estimativa da inflação calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi ajustada de 3,89% para 3,90% para 2019. Em 2020, a previsão do índice segue em 4%. Não houve alterações para 2021 e 2022 que ficou em 3,75%.

A meta de inflação do ano, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) é 4,25% com intervalo de 2,75% a 5,75%. A estimativa para 2020 está em no centro da meta que é 4% e possui intervalo de 1,5% para cima ou para baixo.

Juros

Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019.

Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim do ano e em R$ 3,75 no fim de 2020. (Com informações da Agência Brasil)