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FAP abre inscrições para curso de formação para prefeitos, vices e vereadores eleitos. PARTICIPE

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A Fundação Astrojildo Pereira (FAP), vinculada ao Cidadania 23, abriu inscrições para um curso, intensivo e online, destinado à formação qualificada de prefeitos, vices e vereadores eleitos do partido que será realizado nos dias 10 e 12 de dezembro. As inscrições estão abertasno site da entidade, gratuitamente.

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Com o nome “Vencemos a eleição! E agora?”, o curso foi organizado, estrategicamente, com foco nos trabalhos específicos do Legislativo e do Executivo. No dia 10 de dezembro, haverá aulas para vereadores eleitos e seus assessores. No dia 12 de dezembro, para prefeitos e vice-prefeitos eleitos e seus assessores.

O conteúdo do curso será oferecido com base nos temas mais importantes para os municípios, como orçamento, processos e projetos legislativos, gestão pública, comunicação, estruturação de equipes, entre outros.

O presidente do Cidadania 23, Comte Bittencourt, destacou que já é uma tradição do partido e da FAP a realização de cursos de qualificação dos políticos do Cidadania, além da formação política dos filiados. “São importantes estes dois encontros do novo curso, um destinado a vereadores, e o outro, aos nossos prefeitos eleitos, no último pleito municipal”, afirmou. “Mais uma vez, a FAP participa da vida orgânica do partido e da qualidade dos nossos mandatários”, ressaltou.

O diretor-geral da Fundação Astrojildo Pereira, Marcelo Aguiar, ex-secretário de Educação do Distrito Federal, disse que o novo curso é uma oportunidade imperdível de conhecer melhor os trâmites legislativos e o funcionamento do executivo municipal.

“A FAP põe à disposição dos nossos eleitos a experiência de quem já exerceu vários mandatos e poderá ajudar muito em sua jornada. É o compromisso da FAP com o Cidadania e com os mandatos, para termos o poder local com qualidade, compromisso e competência, que sempre foram a marca de nosso partido”, observou Aguiar.

O coordenador do curso, Luciano Rezende, que foi prefeito de Vitória (ES) por dois mandatos consecutivos, lembra que a FAP fez cursos preparatórios para a eleição, ao longo do ano de 2024 e de 2023, com mais de 2.500 inscritos.

“Agora, vamos fazer o curso para vereadores, vereadores, prefeitos, prefeitas, vice-prefeitos, vice-prefeitas e seus assessores”, ressaltou Rezende.

De acordo com o coordenador, o nome do curso é bastante sugestivo, porque, segundo ele, tão difícil quanto vencer a eleição é fazer um bom mandato. “A FAP e o Cidadania estão cumprindo a função de ajudar os eleitos a terem mandatos de qualidade e que possam representar bem a população”, ponderou.

Denúncias não abalaram popularidade de Bolsonaro

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NAS ENTRELINHAS

Pesquisa acendeu uma luz amarela no Palácio do Planalto, que está às voltas com a repercussão do ajuste fiscal preparado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad

Pesquisa do Instituto Paraná, divulgada nesta quarta-feira pelo site Poder 360, mostra que a repercussão do indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 36 pessoas, entre as quais cinco generais de quatro estrelas, por tentativa de golpe de Estado, não abalou a popularidade do ex-chefe do Executivo. Talvez até tenha ocorrido o contrário: se as eleições presidenciais fossem hoje, Bolsonaro teria 37,6% dos votos, contra 33,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A pesquisa acendeu uma luz amarela no Palácio do Planalto, que está às voltas com a repercussão do ajuste fiscal preparado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que, nesta quarta-feira, fez um pronunciamento oficial em cadeia nacional de rádio e tevê para anunciar a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil. A medida, uma das promessas de campanha do presidente Lula, vem no contexto de um pacote de corte de gastos que será encaminhado ao Congresso nos próximos dias.

O levantamento do Paraná Pesquisas foi realizado de 21 a 25 de novembro de 2024, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, ou seja, coletou dados durante o período em que se tornou pública a investigação da Polícia Federal que acusa Jair Bolsonaro de ter sido um dos organizadores de um golpe de Estado, frustrado no final de 2022 e que quase se efetivou em 8 de janeiro de 2023, uma semana após a posse de Lula, quando Bolsonaro estava em Miami, nos Estados Unidos.

Até agora, o amplo noticiário sobre a tentativa do golpe no mundo político consolida a avaliação de que Bolsonaro estará fora da disputa das eleições de 2026, talvez até preso, porém, sua narrativa de que tudo não passa de uma armação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e da Polícia Federal divide as opiniões, como mostra a pesquisa. A ampla divulgação dos detalhes da conspiração não foi suficiente para desconstruir essa narrativa entre os setores que apoiam Bolsonaro, ainda.

Na pesquisa, foram feitos sete cenários, o primeiro deles com Bolsonaro na disputa, embora esteja inelegível. Os demais possíveis candidatos seriam Ciro Gomes (PDT), com 7,9%; Simone Tebet (MDB), com 7,7%; e Ronaldo Caiado (União Brasil), com 3,7%. A pesquisa foi realizada nas 27 unidades da Federação, com 2.014 eleitores com 16 anos ou mais. No segundo cenário, Lula teria 34,2%, e Michele Bolsonaro, 27%,5; Ciro, 7,9%; Simone, 8,2%; e Caiado, 6,4%.

Sem Michele, o quadro fica ligeiramente mais favorável para Lula, com 34,7%, e seu principal adversário seria Tarcísio de Freitas, com 24,1%. Os demais candidatos seriam Ciro, 11,5%; Simone, 8,4%; e Caiado, 5,3%. Ratinho Junior e Romeu Zema, em dois cenários distintos, teriam 15,2% e 12,2%. A desagregação da oposição em várias candidaturas, de certa forma, favoreceria uma candidatura ligada a Bolsonaro, ao forçar um segundo turno. Esse nome seria o de seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Testado em dois cenários sem Lula, Fernando Haddad teria entre 14,5% e 14,9%.

Não à toa, o ministro foi escalado para anunciar a ampliação da faixa de isenção da tabela do Imposto de Renda, contra a qual a sua equipe econômica resistiu muito. Atualmente, a cobrança do IR segue uma tabela escalonada, em que rendimentos até R$ 2.259,20 são isentos. A partir desse valor, as alíquotas variam entre 7,5% e 27,5%, dependendo da faixa salarial. A partir de 2026, haverá isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Como porta-voz dessa medida, Haddad passaria por um primeiro teste perante a opinião pública, como eventual substituto de Lula em 2026.

O pacote

O governo trabalha para neutralizar os desgastes provocados pelo pacote fiscal, que está sendo preparado há meses e, nas últimas semanas, foi objeto de uma batalha surda entre os ministros. Para compensar o aumento das despesas com a ampliação da isenção do Imposto de Renda — estimado em R$ 50 bilhões por ano —, o governo proporá a taxação de lucros e dividendos superiores a R$ 50 mil por mês no pacote fiscal. Hoje, esses ganhos são isentos. Segundo fontes do Planalto, a taxação compensaria integralmente o aumento de despesa com a isenção do IR ampliada.

Nesta quarta-feira, as propostas foram apresentadas por Lula e Haddad aos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), num encontro no Palácio do Planalto, do qual participaram também os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Nesta quinta-feira, o pacote será apresentado aos líderes de bancada, antes de ser oficialmente enviado ao Congresso. Para viabilizar o ajuste, o governo precisa aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei vomplementar (PLP) para enxugar gastos, mas ainda não divulgou o teor dos cortes.

O cronograma de discussão das propostas pelo Congresso tem data marcada para acabar, 23 de dezembro, quando começa o recesso. Até lá, essa será uma agenda polêmica para o governo, que já apanha dos dois lados: o mercado cobra um ajuste fiscal mais rigoroso do que o anunciado, enquanto Lula e a maioria dos ministros tentam mitigar seus efeitos negativos na opinião pública com a ampliação da faixa de isenção do IR.

Entre as principais medidas em discussão, está o corte de benefícios fiscal, com revisão de incentivos tributários, como o programa Perse, que beneficiava o setor de eventos, e uma redução parcial da desoneração da folha de pagamentos. Essa mudança é projetada para economizar cerca de R$ 6 bilhões. Haverá limite de compensação para créditos tributários até R$ 10 milhões; um teto para o reajuste do salário mínimo, de 0,6% a 2,5% acima da inflação; e revisão de benefícios previdenciários e salariais. (Correio Braziliense – 28/11/2024 – https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2024/11/6998733-analise-denuncias-nao-abalaram-popularidade-de-bolsonaro.html)

IMPRENSA HOJE

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Veja as manchetes dos principais jornais hoje (28/11/2024)

MANCHETES DA CAPA

O Globo

Lula inclui isenção de IR em pacota de ajuste, e dólar tem máxima histórica
Golpistas tentaram usar PF e AGU contra urnas e STF
CCJ aprova PEC que proibe aborto para vítima de estupro
Governo defende no STF responsabilização de plataformas
Equilíbrio das contas públicas como prioridade
Segurança pública será um dos focos no novo mandato, diz Paes
Brasil tem recorde de pacientes tratados com cannabis
Amargo regresso após cessar-fogo

O Estado de S. Paulo

Pacote de cortes vem com maior isenção de IR; dólar bate recorde
PEC que barra aborto em caso de estupro avança na Câmara
Julgamento começa e plataformas defendem manter regra de Marco Civil
Ramagem sugeriu a Bolsonaro tirar autonomia de delegados, diz PF
Alta na geração de energia solar insere Brasil em grupo seleto de potências
Critério climático definirá repasse estadual a cidades
Contrução de muralha em prisão federal atrasa
EUA impõem sanções alto comando do chavismo
Trégua entre Israel e Hezbollah permite a libaneses rever e reconstruir casas

Folha de S. Paulo

Lula propõe elevar IR de mais ricos e isentar quem ganha até R$ 5.000
Dólar vai a R$ 5,91 com mudança em IR, o maior valor nominal da história
Petista defende agro forte após cris da carne brasileira
Maioria é a favor de mais impostos sobre ultraprocessados
8/1 foi incitado para justificar golpe de Estado, diz relatório da PF
PEC que acaba com aborto legal no país avança em comissão da Câmara
Cemitérios de SP têm restos mortais misturados a solo

Valor Econômico

Haddad anuncia corte de R$ 70 bi, isenção de IR até R$ 5 mil e taxação de renda acima de R$ 50 mil
Dólar fecha em R$ 5,91, maior valor nominal da história
CMO dá mais poder às Mesas sobre Orçamento
México adverte Trump sobre impacto de tarifas em empregos
Negócios no setor de tecnologia crescem
Black Friday deve trazer alento ao varejo

Cristovam discute com Comte estratégias para fortalecimento do partido no DF

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O presidente nacional do Cidadania, Comte Bittencourt, se reuniu, nesta quarta-feira (27/11) com o presidente do partido no Distrito Federal, ex-senador Cristovam Buarque, e com o secretário geral, Carlos Raul Pinto Gonzales, para discutir as estratégias para o fortalecimento da legenda na capital federal e o trabalho para a filiação de novas lideranças.

De acordo com Cristovam, que também já governou o Distrito Federal e não descarta se candidatar novamente, “a direção do partido está trabalhando no sentido de construir propostas para a capital e desenvolver um trabalho de base para atrair novos filiados”.

Em reunião com bancada federal, Comte discute futuro do partido

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A bancada federal do Cidadania se reuniu nesta quarta-feira (27), em Brasília, com o presidente nacional do partido, Comte Bittencourt, para traçar alguma metas e estratégias para o próximo ano. Participaram do encontro o líder na Câmara, Alex Manente (SP), o deputado Amom Mandel (AM) e as deputadas Carmen Zanotto (SC) e Any Ortiz (RS).

“Na reunião conversamos muito sobre a conjuntura política e econômica do país, resultado das eleições municipais e o futuro do Cidadania”, disse Comte Bittencourt.

Alex Manente repudia fala capacitista do ministro do STJ Antonio Saldanha sobre TEA

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O deputado federal Alex Manente (Cidadania-SP) repudiou as declarações do ministro Antonio Saldanha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), classificando o Transtorno do Espectro Autista (TEA) como um “problema”. As falas ocorreram na última sexta-feira (22), no Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde, em São Paulo.

Saldanha também afirmou que método ABA (Análise do Comportamento Aplicada), usado no tratamento de pessoas com TEA, são “passeios na floresta”. O magistrado afirmou ainda que “para os pais, é uma tranquilidade saber que o seu filho, que tem um problema, vai ficar de 6 a 8 horas por dia em uma clínica especializada, passeando na floresta. Mas isso custa”.

“A fala do ministro é um grande absurdo. Uma falta de empatia, respeito e dignidade com todas as famílias atípicas e com as pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Nós repudiamos esta fala, pois vivemos em um momento de inclusão em que a sociedade precisa cada vez mais reconhecer a importância de incluir e inserir as pessoas com TEA em nossa sociedade. Falas como essa só fazem o Brasil retroagir”, criticou Alex Manente.

Em Conceição de Macabu, Valmir Lessa investe na revitalização urbana

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Reeleito prefeito de Conceição de Macabu-RJ com 63,81% dos votos válidos, Valmir Lessa (Cidadania) continua de mangas arregaçadas e dando continuidade a obras para a melhoria da infraestrutura da cidade. Por meio da Secretaria Municipal de Obras, a prefeitura concluiu nos últimos dias o trabalho de recapeamento e pintura de faixas de sinalização em diversas vias do município.

A ação é parte do programa de revitalização urbana, reforçando o compromisso da gestão com a segurança viária e a qualidade de vida da população.

Além de trazer mais segurança ao trânsito, a pintura de faixas desempenha um papel fundamental na organização do tráfego, facilitando a circulação de veículos e pedestres. Faixas bem demarcadas também contribuem para a redução de acidentes, sobretudo em áreas com maior movimento, como cruzamentos e proximidades de escolas e unidades de saúde.

A medida ainda reflete positivamente na estética da cidade. Com as ruas recapeadas e a sinalização revitalizada, Conceição de Macabu ganha um aspecto mais moderno e acolhedor, o que também valoriza o ambiente urbano e fortalece o orgulho dos moradores pelo município.

Indiciamento de Bolsonaro catapulta Caiado

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Maurenilson Freire

NAS ENTRELINHAS

Além do presidente Lula, quem muito se beneficia eleitoralmente da situação de Bolsonaro é o governador de Goiás, pré-candidato a presidente da República em 2026

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está irremediavelmente fora das eleições presidenciais de 2026. Ao ser indiciado pela Polícia Federal como líder da organização criminosa que planejou um golpe de Estado para mantê-lo no poder, após a derrota nas eleições de 2022, a estratégia que vinha sendo implementada pelo PL para aprovar uma anistia aos participantes do 8 de janeiro de 2023 e, no embalo, reverter a inelegibilidade de Bolsonaro, não tem chance de dar certo.

Bolsonaro está sendo abandonado pelos aliados, inclusive os que apoiou nas últimas eleições, como o prefeito Ricardo Nunes (MDB-SP), que tomou distância regulamentar do ex-presidente já no dia em que foi anunciado o resultado das eleições. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (PR), que chegou a classificar o indiciamento como “carente de provas” e argumentar que Bolsonaro respeitou o resultado da eleição, na mesma entrevista, espertamente, fez a ressalva de que as investigações deveriam ser conduzidas com “responsabilidade e foco na verdade dos fatos”.

A situação de Bolsonaro se complicou ainda mais após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo inquérito, ter quebrado o sigilo do relatório da PF. O ex-presidente e mais 36 pessoas foram indiciados por três crimes: tentativa de golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. Segundo a PF, o golpe planejado por Bolsonaro só não se concretizou por “circunstâncias alheias à sua vontade”.

A PF garante ter provas de que Bolsonaro “planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava a concretização de um golpe de Estado e da abolição do Estado Democrático de Direito”. A PF também acusa Bolsonaro de ter conhecimento do plano elaborado por militares do seu círculo de colaboradores para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e Moraes.

Segundo as investigações da PF, que realizou uma operação na semana passada na qual foram presos cinco militares envolvidos na preparação do assassinato, entre os quais um general, as evidências colhidas indicam que Jair Bolsonaro tinha pleno conhecimento do planejamento operacional (Punhal Verde e Amarelo), bem como das ações clandestinas praticadas sob o codinome “Copa 2022”, o plano para sequestrar Moraes. São os registros de entrada e saída de visitantes do Palácio do Alvorada, conteúdo de diálogos entre interlocutores de seu núcleo próximo, análise de ERBs (antenas de telefonia celular), datas e locais de reuniões.

Os generais Augusto Heleno e Walter Braga Netto, ambos ex-ministros de Bolsonaro, também acusados no inquérito, negam participação nos fatos, e seus advogados já pediram vista do processo, o que foi concedido por Moraes. Estão no vértice do organograma da tentativa de golpe montado pelos investigadores. Mas é o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e braço direito de Bolsonaro, que fez um acordo de delação premiada no inquérito, o personagem capaz de complicar ainda mais a vida de Bolsonaro.

Eleições presidenciais

Seu depoimento continua em sigilo, porque as investigações continuam. Durante dois anos de apurações, a PF obteve provas por meio da quebra de sigilos telemático, telefônico, bancário, fiscal, colaboração premiada, buscas e apreensões, entre outras medidas autorizadas pelo Poder Judiciário. Haveria uma divisão de tarefas, agrupadas pela PF em seis núcleos: o de desinformação e ataques ao sistema eleitoral; o responsável por incitar militares a aderirem ao golpe de Estado; o núcleo jurídico; o operacional de apoio às ações golpistas; o núcleo de inteligência paralela; e o de oficiais de alta patente. Mauro Cid teria participação em pelo menos três deles, ou seja, sabia de quase tudo. Por isso, sua delação foi mantida, mesmo tendo ocultado inicialmente a existência do plano para matar Lula, Alckmin e Moraes.

Além do presidente Lula, quem muito se beneficia da situação de Bolsonaro, em termos eleitorais, é o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União-GO), pré-candidato a presidente da República em 2026. Caiado é remanescente da disputa eleitoral de 1989, a primeira eleição direta para a Presidência depois da redemocratização, na qual foi eleito o presidente Fernando Collor de Mello, numa disputa com Lula no segundo turno. Bem avaliado pelos eleitores goianos, Caiado protagonizou uma disputa eleitoral com Bolsonaro nas eleições da capital goiana, na qual seu candidato Sandro Mabel, seu aliado histórico, se elegeu prefeito, contra Fred Rodrigues (PL), um aliado do ex-presidente.

Caiado despontou na política como jovem integrante da União Democrática Ruralista (UDR), que ainda hoje reúne lideranças do agronegócio. Hoje, é uma pedra no sapato de Bolsonaro, que pretende se lançar candidato mesmo estando inelegível, com objetivo de manter suas bases mobilizadas e, caso não consiga recuperar a elegibilidade, apoiar seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL), deputado federal por São Paulo. Quem se finge de morto é Tarcísio de Freitas, que nega a intenção de ser candidato em 2026, mas pode também mudar de ideia, se receber o apoio de Bolsonaro, caso Lula esteja muito enfraquecido. (Correio Braziliense – 27/11/2024 – https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2024/11/6997863-analise-indiciamento-de-bolsonaro-catapulta-caiado.html)

IMPRENSA HOJE

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Veja as manchetes dos principais jornais hoje (27/11/2024)

MANCHETES DA CAPA

O Globo

PF diz que Bolsonaro planejou, atuou e teve domínio de plano para golpe

O Estado de S. Paulo

PF conclui que Bolsonaro ‘planejou, atuou e teve domínio’ do golpe
Ação contra o PCC prende ex-chefe de segurança de Tarcísio
Policial civil negociou fintech com Corinthians
PF prende lobista e mira magistrados de MT em apuração de venda de sentenças
STJ e TST aprovam bônus para juízes após penduricalho travar no Senado
CEO do Carrefour se retrata, mas não aplaca insatisfação no Congresso
Inflação sobe 0,62% em outubro e pressiona BC a elevar juros
Novo prédio do Masp será aberto em março com mostra de Monet
Israel faz acordo para encerrar ataques ao Hezbollah no Líbano
Canadá, México e China reagem a ameaça de tarifaço de Trump

Folha de S. Paulo

Bolsonaro planejou, atuou e teve domínio de plano golpista, diz PF
Após negar acusações, Bolsonaro republica post com risadas
Lula não sobe a rampa, diz plano apreendido com assessor de Braga Netto
PF afirma que ex-presidente viajou aos EUA para evitar prisão e esperar o 8/1
PF prende lobista em caso de suposta venda de sentença no STJ
Carrefour se desculpa, e frigoríficos começam a suspender boicote
Gilmar Mendes derruba suspensão de escolas civíco-militares em SP
Governo de Israel aprova cessar-fogo com Hezbollah

Valor Econômico

Investimento privado em infraestrutura deve somar R$ 372 bi nos próximos 5 anos
PEC de deputados prevê corte de R$ 1 tri em dez anos
Carrefour se retrata, mas não cita retomada nas compras de carne
Investidor mais cauteloso não desanima startups
IPCA-15 tem alta de 4,77% em 12 meses
Bolsonaro ‘planejou e atuou’ na trama golpista, diz PF

Comte se reúne com Alckmin e debate conjunturas política, econômica e climática

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O vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB) recebeu na tarde desta terça-feira (26/11) o presidente nacional do Cidadania, Comte Bittencourt. No encontro eles debateram as conjunturas política, econômica, e a questão climática, tema que o Brasil destacou durante o encontro do G20, que aconteceu neste mês no Rio de Janeiro.

Na conversa, abordaram os desafios que o Brasil tem para avançar ainda mais no rumo do desenvolvimento sustentável, com a geração de renda e novos postos de trabalho.

Alckmin também destacou sua relação fraterna e histórica com o Cidadania e lembrou das diversas eleições em que recebeu o apoio do partido.