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Alex Manente denunciou corrupção em São Bernardo do Campo

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Imagem: Montagem de fotos: Zeca Ribeiro e Mário Agra/Câmara dos Deputados

O líder do Cidadania na Câmara dos Deputados, Alex Manente, alertou a população de São Bernardo do Campo sobre os riscos que o município corria ao votar no prefeito afastado Marcelo Lima, nas últimas eleições para prefeito da cidade. Concorrente na disputa pela Prefeitura, Manente apontou por diversas vezes as ligações do seu adversário com supostos esquemas de corrupção.

“Marcelo foi afastado da Secretaria por determinação judicial, não pode passar dez dias fora de São Bernardo nem viajar para fora do país sem pedir autorização”, denunciou o deputado do Cidadania em debate realizado dia 18 de outubro de 2024, no município.

Mesmo com as fortes suspeitas que recaiam sobre Marcelo Lima, ele foi eleito e Manente ficou em segundo lugar. O mandato, no entanto, não durou muito. Na manhã desta quinta-feira, 14 de agosto, Marcelo foi afastado da função por um ano pela Justiça, que também determinou o uso de uma tornozeleira eletrônica e proibiu que ele saia de casa à noite e aos finais de semana.

As medidas adotadas contra o prefeito afastado são embasadas em uma investigação conduzida pela Polícia Federal que resultou na apreensão de R$ 14 milhões na casa de um servidor que seria operador financeiro de Marcelo. Este dinheiro estaria sendo utilizado para o pagamento de contas pessoais do prefeito. O presidente da Câmara de Vereadores de São Bernardo do Campo, Danilo Lima Ramos, que é primo de Marcelo Lima, também foi afastado das funções pela Justiça.

Alex Manente destaca propostas para São Bernardo do Campo

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O candidato do Cidadania a prefeito de São Bernardo do Campo, deputado federal Alex Manente, chega às vésperas do segundo turno reforçando suas propostas para a cidade e angariando apoios. Entre as proposta estão o passe livre estudantil, a escola em tempo integral, a abertura do Hospital de Urgência e a redução do preço das passagens de ônibus.

Ele também tem ao seu lado os apoios do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e dos prefeito de Santa André, Paulo Serra, de São Caetano do Sul, José Auricchio Júnior, entre outros.

“É o Grande ABC unido por mais desenvolvimento. São Bernardo vai vencer o medo! Política se faz assim, olho no olho, com verdade, com proposta, com coragem pra mudar de verdade”, defende Alex Manente.

A união da América do Sul é um imperativo estratégico

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A América do Sul precisa se unir. Não como retórica diplomática, mas como estratégia concreta de sobrevivência política, econômica e geopolítica diante do avanço de doutrinas imperialistas e da reorganização do poder global. O mundo volta a operar pela lógica das áreas de influência e da imposição de interesses.

Essa lógica tem uma referência histórica conhecida no continente. A Doutrina Monroe, formulada no século dezenove, estabeleceu a ideia de tutela hemisférica sobre a América Latina, sob o argumento de proteção externa. O que se observa hoje é a atualização desse princípio, com novas linguagens, novos instrumentos e a mesma concepção de fundo. Sempre que interesses estratégicos das grandes potências são contrariados, a soberania dos países do Sul passa a ser relativizada.

Nenhuma nação sul americana, isoladamente, terá força suficiente para enfrentar os desafios da defesa continental, da soberania e da inserção competitiva na economia global. A construção de uma Comunidade Sul Americana é hoje uma necessidade objetiva, baseada em cooperação, diálogo e integração progressiva, respeitando diferenças nacionais, mas afirmando interesses comuns.

Nesse processo, Brasil, Argentina, Colômbia e Chile, as quatro maiores economias da região, devem assumir papel de liderança política nesse esforço, com responsabilidade histórica na condução desse movimento. Mais do que coordenadores, esses países precisam atuar como líderes, capazes de induzir consensos e sustentar um projeto regional consistente. A superação de divergências ideológicas entre governos não é concessão política, é imperativo estratégico. A relação entre essas lideranças regionais deve ser entendida como eixo estruturante da integração sul americana, não como refém de disputas circunstanciais.

O mundo atravessa uma transição profunda, marcada pela integração entre o físico e o digital. A chamada era figital, conceito formulado pelo cientista da computação Silvio Meira, redefine produção, comércio, inovação e competitividade. Sem escala regional, a América do Sul tende a permanecer como exportadora de matérias primas, distante dos centros de decisão e de valor.

Diante dessa realidade, o início do processo de integração por uma zona de livre comércio sul americana é uma escolha realista e responsável. Trata se do mínimo denominador comum possível em uma região marcada por economias desiguais, modelos de desenvolvimento distintos e instabilidade política recorrente. Uma zona de livre comércio reduz resistências, permite adesões graduais e não exige, de imediato, grandes cessões de soberania.

É fundamental, porém, que esse passo inicial não seja confundido com ponto de chegada. A zona de livre comércio deve ser o começo de um processo mais amplo, capaz de evoluir para formas mais profundas de integração econômica e política ao longo do tempo.

Nesse contexto, o fortalecimento do Mercosul e a conclusão do acordo entre o bloco e a União Europeia são movimentos estratégicos. Eles ampliam mercados, atraem investimentos, fortalecem cadeias produtivas e ajudam a posicionar melhor a região na economia global. Para isso, as lideranças regionais precisam atuar de forma convergente, com maturidade política e visão de longo prazo.

A união da América do Sul não é abstração nem nostalgia integracionista. Ela precisa estar ancorada, de forma inequívoca, na cláusula democrática como fundamento da Comunidade Sul Americana. Não há integração possível convivendo com regimes autoritários. O caso da Venezuela é um alerta claro de que ditadura e projeto de integração regional são incompatíveis. A democracia não é um detalhe institucional, é condição essencial para a confiança, a cooperação e a legitimidade desse projeto comum.

O Cidadania defende uma integração baseada na democracia, no respeito à soberania e na cooperação prática entre os países da região. Sem união, a América do Sul seguirá vulnerável. Com união, pode afirmar sua voz e seu futuro.

Roberto Freire

Presidente Nacional do Cidadania

Acordo UE-Mercosul: Um marco histórico aprovado apesar das resistências

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Por Renata Bueno, ex-parlamentar italiana, advogada e mestre e doutora em Direito Internacional

Hoje, em 9 de janeiro de 2026, os embaixadores dos países da União Europeia (UE), reunidos no Comitê de Representantes Permanentes (Coreper), em Bruxelas, aprovaram por maioria qualificada a autorização para a assinatura do acordo de livre-comércio com o Mercosul. Essa decisão representa um avanço monumental após mais de 25 anos de negociações complexas e interrompidas, marcando o fim de uma fase política inicial e abrindo as portas para uma das maiores zonas de livre-comércio do mundo, abrangendo cerca de 780 milhões de consumidores e um PIB combinado que redefine o mapa econômico global.

Como ex-parlamentar italiana, eleita pela América do Sul, e como advogada especializada em direito internacional, tenho acompanhado de perto esse processo. Testemunhei os desafios, as resistências e as oportunidades que esse acordo traz, especialmente para as comunidades ítalo-brasileiras e para o fortalecimento das relações entre a Itália e a América Latina. Neste artigo, analiso os desdobramentos recentes, os impactos esperados e os próximos passos, com base na minha experiência em negociações internacionais e na defesa de uma integração econômica sustentável e justa.

Caminho até a aprovação
O acordo foi politicamente fechado em dezembro de 2024, mas enfrentou adiamentos sucessivos devido a oposições internas na UE. A França, líder da resistência, votou contra, acompanhada por Irlanda, Polônia, Áustria e Hungria, motivados por preocupações com o setor agrícola europeu. Temores de concorrência desleal em produtos como carne bovina, açúcar e etanol do Mercosul geraram protestos de agricultores em vários países. A Itália, que inicialmente hesitava, alterou sua posição após intensas negociações, tornando-se decisiva para alcançar a maioria qualificada (15 países representando ao menos 65% da população da UE).

A Comissão Europeia, sob a liderança de Ursula von der Leyen, ofereceu concessões cruciais para viabilizar a aprovação: mecanismos de salvaguarda mais robustos, incluindo um “freio de emergência” para suspender importações em casos de perturbação de mercado; garantias de financiamento adicional para agricultores via Política Agrícola Comum, com um fundo de crise de €6,3 bilhões; e ajustes em tarifas para itens como fertilizantes. Essas medidas mitigam riscos e equilibram os interesses, demonstrando que o diálogo pode superar divisões.

Essa aprovação ocorre em um contexto geopolítico tenso, com tensões comerciais globais, como tarifas impostas pelos EUA e a dependência da China, tornando o acordo estratégico para diversificar parcerias. Para o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), é uma oportunidade de acesso preferencial ao mercado europeu, reduzindo tarifas em cerca de €4 bilhões anuais para exportações.

Benefícios estratégicos
Do ponto de vista econômico, o acordo promete impulsionar o comércio bilateral, que já supera €100 bilhões anualmente. Para a UE, significa maior exportação de produtos industriais, como automóveis, máquinas, vinhos e queijos, enquanto o Mercosul ganha competitividade em commodities agrícolas e minerais. Estima-se que o tratado gere até 2 milhões de empregos diretos e indiretos nos próximos anos, fomentando investimentos em inovação e sustentabilidade.

Como ítalo-brasileira, destaco os impactos para as comunidades transnacionais. Milhões de descendentes de italianos no Brasil e na América do Sul se beneficiarão de fluxos migratórios facilitados, cooperação em educação e reconhecimento de qualificações profissionais. Na Itália, onde resido e atuo, o acordo fortalece laços culturais e econômicos, abrindo portas para empreendedores brasileiros, pense em startups de bioeconomia na Amazônia integrando-se a redes italianas de inovação. Além disso, cláusulas ambientais rigorosas, alinhadas ao Acordo de Paris, incentivam práticas sustentáveis, combatendo o desmatamento e promovendo a bioeconomia, tema que defendo há anos em fóruns internacionais.

No entanto, desafios persistem. Ambientalistas criticam potenciais impactos na Amazônia, e é essencial monitorar o cumprimento de compromissos como a rastreabilidade de produtos agrícolas. A França já sinaliza oposição à ratificação, o que pode prolongar o processo por anos.

Próximos passos
A presidente von der Leyen deve viajar ao Paraguai, atual presidente pro tempore do Mercosul, para assinar o acordo em 12 de janeiro de 2026. Essa cerimônia simbólica marca o início da fase de implementação, mas o tratado não entra em vigor imediatamente. Requer ratificação pelo Parlamento Europeu, pelos parlamentos nacionais dos 27 países da UE e pelos membros do Mercosul. Analistas preveem que a plena aplicação possa levar até duas décadas em alguns setores, mas provisões provisórias podem acelerar benefícios iniciais.

Como advogada internacional, recomendo que governos e sociedades civis priorizem transparência e diálogo para superar resistências. No Brasil, onde atuo por meio do Instituto Cidadania Italiana, vejo potencial para advocacia em prol de uma integração que beneficie pequenas e médias empresas, não apenas grandes corporações.

Futuro do acordo
Em um mundo polarizado, o Acordo UE-Mercosul não é apenas comercial; é uma declaração de princípios democráticos e multilaterais. Ele contrapõe o isolacionismo, promovendo uma globalização inclusiva. Para a Itália e o Brasil, países unidos por laços históricos e milhões de imigrantes, representa uma oportunidade de redefinir o comércio global, com foco em sustentabilidade e equidade.

Edital de Convocação de Reunião Extraordinária do Diretório Nacional

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OFÍCIO Nº 01/PRES.NAC/CIDADANIA/2026.

Brasília/DF, 7 de janeiro de 2026.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO DIRETÓRIO NACIONAL DO CIDADANIA

CONSIDERANDO a decisão judicial proferida no âmbito do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, em 07 de dezembro de 2025 (publicada em 11 de dezembro de 2025), para: “(i) suspender os efeitos da reunião do Diretório Nacional realizada em 09/09/2023, no que concerne à eleição dos membros da Comissão Executiva Nacional; (ii) determinar que Roberto João Pereira Freire, presidente registrado no Cartório do 1º Ofício de Registro Civil de Brasília, reassuma imediatamente o exercício da presidência do Partido Cidadania; (iii) determinar o envio de ofício ao Tribunal Superior Eleitoral para retificação dos registros constantes do SGIP, fazendo constar a composição da Comissão Executiva Nacional, conforme o registro cartorário; (iv) determinar que o agravante, no exercício da presidência, convoque, no prazo de 30 (trinta) dias, a contar desta decisão, reunião extraordinária do Diretório Nacional para deliberar sobre a composição da Comissão Executiva Nacional, observando-se rigorosamente as normas legais e os procedimentos estatutários, devendo a ata da referida reunião ser averbada no cartório competente”, nos termos do Agravo de Instrumento n. 0753453-23.2025.8.07.0000, Relator: Desembargador José Firmo Reis Soub;

CONSIDERANDO a manutenção da decisão que reconheceu a ilegalidade da destituição do Sr. Roberto João Pereira Freire do cargo de Presidente Nacional do Partido Cidadania – “a destituição de membro eleito para mandato de 04 (quatro) anos, sem processo disciplinar, sem contraditório e sem justa causa partidária, configura violação ao art. 58 do Código Civil e ao art. 27, II, do Estatuto” –, após o julgamento do Mandado de Segurança n. 0754740-21.2025.8.07.0000, Relatora: Maria Ivatônia Barbosa dos Santos, em 11 de dezembro de 2025, e da Reclamação n. 88.508, Relator: Ministro Gilmar Mendes, em 23 de dezembro de 2025, ambos ajuizados pelo Sr. Plínio Comte Leite Bittencourt, sem êxito;

CONSIDERANDO o deliberado descumprimento da ordem judicial do TJDFT em razão do infundado inconformismo do Sr. Plínio Comte Leite Bittencourt, já rechaçado em decisões posteriores do próprio Tribunal e do Supremo Tribunal Federal;

CONSIDERANDO a atual pendência de retificação dos registros constantes do Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias – SGIP, fazendo constar a composição da Comissão Executiva Nacional, conforme o registro cartorário, bem como o recesso forense e parlamentar – circunstâncias que impedem a imediata realização da reunião extraordinária logo após o ato de convocação;

CONSIDERANDO a decisão judicial vigente que determina o ato de convocação de reunião extraordinária pelo Presidente Nacional, Sr. Roberto João Pereira Freire, no prazo de 30 (trinta) dias, a contar dela, que foi publicada em 11 de dezembro de 2025, ultimando-se o prazo para convocar em 09 de janeiro de 2026;

Pelo presente Edital, no estrito cumprimento da ordem judicial proferida em 7 de dezembro de 2025 no bojo do Agravo de Instrumento n. 0753453-23.2025.8.07.0000 e no exercício da competência prevista no art. 21, IV, do Estatuto, CONVOCO,  no exercício da Presidência Nacional do Partido Cidadania, Reunião Extraordinária do Diretório Nacional, por videoconferência mediante o link https://meet.google.com/pje-bycc-myb ou pelo Portal da Rede 23, às 18:00 horas do dia 9 de fevereiro de 2026 (segunda-feira), com a seguinte pauta:

1. Deliberação sobre a composição da Comissão Executiva Nacional, observando-se rigorosamente as normas legais e os procedimentos estatutários, devendo a ata da referida reunião ser averbada no cartório competente.

Roberto Freire

Presidente Nacional do Cidadania

Nota do Cidadania

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REGIONAL

O Cidadania acompanha com atenção e preocupação o momento político vivido pela Venezuela e seus impactos sobre a estabilidade regional. Reafirmamos que não há solução duradoura para a crise venezuelana fora da política, do diálogo e do respeito à soberania popular, com garantias efetivas de direitos, liberdades civis e eleições livres.

Essa compreensão se torna ainda mais clara diante da necessidade de uma política conjunta dos países da América do Sul, processo que o Brasil pode e deve liderar, sem hegemonismos e, sobretudo, sem ideologismos. A integração regional só pode avançar de forma legítima e sustentável se estiver fundada, de maneira inequívoca, na cláusula democrática. Democracia, pluralismo político, separação de Poderes, respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito não são temas acessórios nem negociáveis. São pressupostos obrigatórios de qualquer projeto integracionista sério.

A experiência regional demonstra que iniciativas de cooperação econômica, de infraestrutura e de concertação política, no Mercosul, na Unasul ou em novos fóruns, fracassam quando toleram autoritarismos, eleições sem garantias ou repressão a opositores. A integração não pode servir para blindar regimes que negam direitos a seus próprios povos.

Nesse contexto, é fundamental afirmar que uma integração sul americana democrática também é a resposta adequada e estratégica à recidiva do intervencionismo norte americano, hoje simbolizada pela postura de Donald Trump e pela reativação explícita da Doutrina Monroe e da política do Big Stick pelos Estados Unidos.

A história latino americana é marcada pelas consequências dessas doutrinas. Intervenções militares, golpes de Estado, tutela externa e negação da autodeterminação dos povos. A resposta a esse passado, e à sua reaparição no presente, não é o isolamento nem o alinhamento submisso, mas mais integração regional, baseada em soberania, democracia e cooperação entre iguais.

Por isso, o Cidadania defende uma integração sul americana democrática e soberana, que:

tenha a cláusula democrática como condição de ingresso, permanência e cooperação;

rejeite qualquer forma de tutela ou intervenção externa;

atue preventivamente diante de rupturas institucionais;

promova mediações políticas regionais com credibilidade;

fortaleça mecanismos regionais de defesa dos direitos humanos.

A América do Sul deve afirmar se como zona de paz, democracia e autodeterminação, capaz de falar com voz própria no cenário internacional. Sem democracia, a integração se esvazia. Sem soberania, ela se subordina. Com ambas, ela se fortalece.

Brasília, janeiro de 2026

Roberto Freire

Presidente Nacional do Cidadania

Cidadania, pela democracia, pela soberania e por uma integração sul americana com cláusula democrática

Nota do Cidadania

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MASTERGATE

1º de fevereiro, Av. Paulista, São Paulo

O Cidadania vem a público apoiar plenamente a ação da sociedade civil brasileira pelo fim dos sigilos aplicados às investigações do Banco Master. A transparência é um princípio democrático elementar e não pode ser afastada quando estão em jogo interesses públicos relevantes.

O partido já havia se posicionado favoravelmente e assinado, por meio de sua bancada, a CPI do Banco Master, reafirmando seu compromisso com o esclarecimento dos fatos e com a defesa do interesse público.

É inadmissível a imposição de sigilos em instâncias como o Supremo Tribunal Federal em um caso que pode afetar a estabilidade do sistema financeiro nacional. O sigilo, nessas circunstâncias, fragiliza a confiança democrática.

O Cidadania reconhece a importância do Tribunal de Contas da União no controle externo, mas alerta que sua atuação deve respeitar os limites de sua competência constitucional, sem avançar sobre atribuições que não lhe cabem.

A democracia não convive com sombras. Onde há interesse público, deve haver luz. Transparência e responsabilidade são exigências inegociáveis em um país que se pretende digno. A democracia se constrói com atos democráticos.

Roberto Freire

Presidente do Cidadania

Roberto Freire afirma que Lula não é imbatível e relembra riscos de 2022

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Roberto Freire Reprodução/YouTube Folha de Pernambuco

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, afirmou que o presidente Lula está longe de ser uma figura imbatível no cenário político brasileiro. Em entrevista recente, Freire lembrou que a eleição de 2022 foi marcada por riscos reais para o então candidato e que o resultado esteve longe de representar uma vitória confortável.

Segundo Roberto Freire, a construção de uma imagem de invencibilidade não resiste à análise concreta da realidade política e social do país. Para ele, o atual governo enfrenta desgaste crescente, dificuldades econômicas e perda de apoio em setores importantes da sociedade, fatores que não podem ser ignorados no debate democrático.

“Lula não é imbatível e já enfrentou riscos em 2022”, afirmou o presidente do Cidadania, ao destacar a necessidade de uma leitura política mais realista e menos baseada em mitos eleitorais.

Leia a entrevista completa publicada pela Folha de Pernambuco:

https://share.google/yBT4NF56RI4BGpC8E

Trump/Monroe e o Big Stick

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O caráter ditatorial do regime de Nicolás Maduro sempre foi condenado pelos democratas brasileiros e, em especial, por nós da esquerda democrática, sem ambiguidades ou relativizações. A luta do povo venezuelano por liberdade e dignidade nunca encontrou complacência entre aqueles que defendem a democracia como valor universal.

A derrubada da ditadura venezuelana, porém, não se consumou. A operação que resultou no sequestro e prisão de Maduro por forças militares norte americanas, a mando do presidente Donald Trump, ocorreu ao arrepio do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas. Mais grave ainda, nada do que foi feito aponta para um compromisso real com a transição democrática.

A confirmação de Delcy Rodríguez no comando do país, com o apoio explícito dos generais do regime e sob elogios públicos de Trump antes mesmo da posse, evidencia a preservação da mesma estrutura autoritária. O que se anuncia não é o fim da ditadura, mas sua continuidade sob nova tutela externa, como muitos já têm apontado.O elemento central dessa operação não é a liberdade do povo venezuelano. E não se limita ao controle do petróleo, ainda que esse seja um fator relevante. Trata se de algo mais profundo e mais perigoso: a adoção explícita, por parte do governo Trump, de uma política externa que retoma a lógica das zonas de influência no hemisfério ocidental.

Entrou em vigor uma nova doutrina de segurança nacional dos Estados Unidos que podemos chamar de Trump Monroe, retoma o princípio histórico segundo o qual a América Latina deve permanecer sob influência direta dos Estados Unidos. Não se trata mais apenas de retórica, mas de uma prática concreta que busca afastar governos considerados alinhados à China e à Rússia, substituindo os por regimes politicamente submissos a Washington, ainda que autoritários.

A retórica de Trump, ao afirmar que os Estados Unidos vão governar a Venezuela até uma suposta transição segura, revela com nitidez essa lógica. O que está em curso não é uma política de promoção da democracia, mas a consolidação de uma esfera de influência. A Venezuela torna se peça de um tabuleiro geopolítico maior, em que soberania e autodeterminação passam a ser tratadas como obstáculos.

Nesse contexto, o objetivo central não é instalar um governo legitimado pelo voto popular, mas reposicionar o país na órbita norte americana. Trump demonstra preferir os restos de uma ditadura funcional aos seus interesses a um governo democrático autônomo, capaz de decidir seus próprios rumos.

A fala grosseira e desqualificadora de Trump dirigida à principal liderança da oposição democrática venezuelana, María Corina Machado, reforça esse diagnóstico. Ao descartar a oposição e sinalizar tolerância com a permanência do núcleo duro do chavismo no poder, Trump deixa claro que os interesses em jogo são alheios à liberdade dos venezuelanos.

A aplicação do Trump Monroe tem consequências que extrapolam a Venezuela. Ao rasgar o Direito Internacional e normalizar a política das esferas de influência, os Estados Unidos abrem precedentes perigosos. O mesmo argumento pode ser invocado por outras potências em seus respectivos entornos, legitimando intervenções e aventuras autoritárias.

Urge, portanto, que lideranças de países democráticos pressionem pela abertura de uma transição política real na Venezuela. Isso exige uma iniciativa multilateral no âmbito da Organização dos Estados Americanos, com a presença efetiva das lideranças da oposição venezuelana e compromisso inequívoco com eleições livres, soberania e autodeterminação dos povos.

A ditadura de Maduro não legitima a dominação externa. A invasão da Venezuela constitui, ela própria, uma atitude igualmente ditatorial, ainda que disfarçada de tutela institucional. Longe de abrir caminho para a democracia, essa intervenção perpetua um regime de opressão, uma ditadura de comando externo.

A ditadura de Maduro não justifica a ação de Trump

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De há muito lutamos pelo fim do infame regime ditatorial de Nicolás Maduro na Venezuela. Mas sua derrubada tal como esta sendo executada por intervenção direta das Forças Armadas dos USA a mando de Donald Trump – que se imagina dono do mundo – é abusiva e viola o território e a soberania do pais latino americano, num ato que rasga com inaudita violência a Carta das Nações Unidas e tambem reduz o Direito Internacional a uma tábula raza.

Ai esta de fato sendo executada a nova política externa de Trump, com expressa volta da Doutrina Monroe de interveção direta nos paises dos continentes americanos com a integração de elementos clássicos do “Big Stick” ou o “Grande Porrete”.

Um grave retrocesso histórico Entendo perfeitamente que a diplomacia deve presidir a dificeis relações entre os povos e nações em especial num momento dificil de conflitos e guerras espalhados por varios continentes e que estão colocando em risco a paz mundial.

E não devemos esquecer do seu contraponto de que agressão trumpista contra a Venezuela gera um paradoxo de ser tambémm, festejado e aplaudido pela maioria do povo venezuelano no interior e no exílio, por ter derrubado o execrável ditador Maduro.

Brasil e por que não, a América Latina e o mundo, aguardam o posicionamento do governo brasileiro ressaltando que o tempo é de grave preocupação para os cidadãos do mundo que prezam pela liberdade, democracia e pela paz .

Roberto Freire

Presidente do Cidadania

A esquerda democrática escolhe a liberdade. A brasileira hesita e ainda não reconheceu o erro

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A luta das mulheres e dos homens iranianos contra a ditadura teocrática dos aiatolás expôs uma clivagem cada vez mais evidente no campo progressista internacional.

Enquanto as esquerdas democráticas da Europa se posicionaram de forma clara e consistente em defesa da liberdade, da dignidade das mulheres e dos direitos humanos no Irã, parte significativa da esquerda brasileira segue em silêncio quando não em constrangido apoio ao regime iraniano. Um reflexo direto do alinhamento do governo Lula a ditaduras de diferentes matizes, entre elas a teocracia iraniana.

O Cidadania 23 já se manifestou de forma inequívoca a favor da resistência do povo iraniano, da liberdade das mulheres e da vitória de uma revolução democrática. Esse posicionamento nos coloca ao lado da melhor tradição da esquerda democrática internacional.

Na Europa, os exemplos são claros.

No Reino Unido, o Partido Trabalhista condena a repressão, as execuções e a imposição do véu obrigatório. O Labour Party expressa apoio político explícito às manifestações democráticas e defende medidas internacionais contra o regime iraniano.

Na Itália, o Partito Democratico, originado do PCI, condena abertamente a violência do regime, a repressão às mulheres e as execuções. Apoia sanções europeias contra autoridades responsáveis por violações de direitos humanos, e seus parlamentares participam de moções e atos públicos de solidariedade.

Na França, o Partido Socialista é um dos mais claros na esquerda europeia ao denunciar a natureza teocrática e repressiva do regime iraniano e ao apoiar explicitamente o movimento “Mulher, Vida, Liberdade”. Parlamentares socialistas participam ativamente de atos públicos. Já o Partido Comunista Francês condena a repressão e as execuções, mas mantém um discurso mais ambíguo, frequentemente preso a uma leitura anti imperialista que evita afirmar com clareza a ruptura revolucionária democrática.

Na Alemanha, o Partido Social Democrata sustenta uma das posições mais firmes da social democracia europeia. Defende os direitos humanos, os direitos das mulheres iranianas e apoia sanções europeias de forma consistente, tanto no Parlamento alemão quanto no Parlamento Europeu.

Nos países nórdicos, os partidos social democratas e trabalhistas da Suécia, Noruega e Dinamarca adotam um apoio enfático às manifestações democráticas no Irã, com foco no feminismo, nas liberdades civis e na liberdade religiosa, além de respaldo claro a sanções internacionais.

Diante desse quadro, a pergunta se impõe.

Quando as esquerdas brasileiras PT e os partidos da federação PV e PCdoB, PSB, PDT e PSOL irão se pronunciar de forma clara contra a ditadura teocrática do Irã e a favor da liberdade e da democracia para o povo iraniano.

O silêncio, ou a relativização em nome de um anti imperialismo defasado, que acaba justificando regimes autoritários e fundamentalistas, não representa a tradição democrática da esquerda. Representa apenas atraso político, confusão moral e a negação dos valores universais de liberdade, dignidade humana e direitos das mulheres.

Essa é a diferença entre uma esquerda democrática e uma esquerda que ainda se recusa a romper com a defesa de ditaduras.

Ano Novo

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O Ano Novo é sempre um convite à responsabilidade.Responsabilidade com o país que queremos ajudar a construir e com as pessoas que ainda acreditam na política como instrumento de transformação.

Em um tempo de ruídos, atalhos fáceis e promessas vazias, seguimos acreditando na democracia, no diálogo e na coragem de sustentar ideias com coerência e compromisso público.

O Cidadania23 entra neste novo ano reafirmando seus valores. Valores que se fundam no iluminismo, na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na defesa da democracia como valor universal, associados a uma visão contemporânea do novo mundo e das novas relações sociais da era fidigital. Sempre com respeito às instituições republicanas e compromisso com o futuro do Brasil.

O último ano foi de desafios, tensões e obstáculos. Enfrentamos dificuldades, resistimos e seguimos de pé. Agora é tempo de abrir novos caminhos, de apontar um novo rumo e de renovar a esperança em um Brasil mais justo, democrático e humano.

Seguiremos trabalhando com seriedade, escuta e presença. Construindo política com propósito, não por conveniência.

Que o novo ano traga união, coragem e a confiança necessária para transformar desafios em oportunidades e sonhos em caminhos possíveis.

Feliz Ano Novo!