Alessandro Vieira: CPI da Pandemia busca motivação da conduta do governo para garantir a punição dos responsáveis pelas mortes

“É importante entender os detalhes, mas já é incontestável: existem responsáveis pela nossa tragédia. O próximo passo é garantir a sua punição”, diz o senador (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

O líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE), recorreu a rede social nesta quinta-feira (08) para atualizar o rumo dos trabalhos da CPI da Pandemia com as informações já obtidas pela comissão, que investiga as ações e omissão do governo federal frente ao combate da Covid-19, a maior crise sanitária da história do País.

“Já provamos que o governo, mesmo alertado, optou por uma resposta à pandemia totalmente diversa da adotada pela média mundial. Já provamos que esta opção resultou em centenas de milhares de mortes que poderiam ser evitadas”, escreveu o senador no Twitter.

Segundo ele, a comissão parlamentar de inquérito busca nesta fase da apuração dos fatos e informações do que ele classificou de ‘motivação’ da ‘conduta criminosa’ do governo frente à pandemia.

“São duas hipóteses não excludentes: ignorância profunda, reforçada pela ação do chamado gabinete paralelo, e corrupção, com indícios que surgem da análise de contratos do ministério da Saúde. É preciso aprofundar as investigações”, afirmou Alessandro Vieira.

O parlamentar reforçou que o principal foco da CPI são ‘as centenas de milhares de mortes e milhões de infecções que poderiam ser evitadas com o mero respeito à ciência’.

“É importante entender os detalhes, mas já é incontestável: existem responsáveis pela nossa tragédia. O próximo passo é garantir a sua punição”, disse em outro post na rede social.

Eliziane Gama diz que há ‘fortíssimos’ indícios de corrupção na aquisição de vacinas contra Covid-19 pelo governo

“Não se buscou a vacina para o Brasil. E depois se prioriza de uma forma extremamente estranha uma vacina que atualmente é alvo de denúncias”, disse a parlamentar (Foto: Reprodução/CB.Poder)

Em entrevista ao CB.Poder nesta quarta-feira (23), a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) afirmou haver “fortíssimos” indícios de corrupção no processo de aquisição de vacinas contra o novo coronavírus pelo governo federal (assista o vídeo aqui e veja abaixo).

Na conversa com o jornalista Carlos Alexandre, a senadora representante da bancada feminina na CPI da Pandemia questionou o processo de negociação, em curto tempo, do imunizante indiano Covaxin em detrimento de propostas de vacinas ignoradas pelo governo, como foi o caso dos e-mails enviados pela farmacêutica Pfizer no segundo semestre de 2020 .

“Fortíssimos indícios de corrupção, e com um elemento que era para salvar vidas. Existem várias perguntas que a gente precisa ter uma resposta. E para mim fica muito claro, hoje, que a CPI precisa ser prorrogada”, opinou Eliziane Gama.

Há “fortíssimos” indícios de corrupção na aquisição de vacinas pelo governo, diz senadora

Em entrevista ao Correio nesta quarta-feira(23/6), Eliziane Gama (Cidadania-MA) destacou que, por meio das investigações da CPI da Covid, da qual faz parte, há fortes sinais de malfeitos no processo de aquisição de vacinas pelo governo federal

Correio Braziliense – João Vitor Tavarez

Em entrevista ao CB.Poder — parceria do Correio com a TV Brasília — desta quarta-feira (23/6), a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), integrante da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19, afirmou haver “fortíssimos” indícios de corrupção no processo de aquisição de vacinas contra o novo coronavírus pelo governo federal.

A senadora questiona o processo de negociação, em curto tempo, do imunizante indiano Covaxin em detrimento de propostas de vacinas ignoradas pelo governo, como foi o caso dos e-mails enviados pela farmacêutica Pfizer no segundo semestre de 2020 .“Não se buscou a vacina para o Brasil. E depois se prioriza de uma forma extremamente estranha uma vacina que atualmente é alvo de denúncias”, disse a parlamentar, citando o suposto esquema de corrupção na compra do imunizante indiano Covaxin.

“Então, você não prioriza uma vacina [Pfizer], que levou até 300 dias para se ter algum resultado, e para outra [Covaxin], menos de três meses. Percebe-se que foi dada uma atenção diferenciada”, pontuou.

“Foram pelo menos seis meses para o governo tomar alguma atitude. Não mudou a legislação, não criou as condições legais para que realmente nós tivéssemos efetivamente a chegada mais rápida, não apenas da primeira dose, mas de um volume de doses muito maior”, avaliou.

Assim, a senadora considerou que as investigações da CPI da Covid caminham, cada vez mais, para sinais de malfeitos no processo de aquisição de vacinas, sobretudo pelas incompatibilidades em documentações, pagamentos e intermediações na compra de imunizantes.

“Fortíssimos indícios de corrupção, e com um elemento que era para salvar vidas. Existem várias perguntas que a gente precisa ter uma resposta. E para mim fica muito claro, hoje, que a CPI precisa ser prorrogada”, opinou Eliziane Gama.

A senadora também falou ao CB.Poder sobre a participação feminina na CPI e sobre o projeto de fundo de amparo a crianças órfãs durante a pandemia.

Eliziane Gama: Foco é o ‘enfrentamento à pandemia’ para CPI ‘não acabar em pizza’

‘Vamos estar centrados nisso: a responsabilidade do governo federal junto com os governos estaduais’, afirma a senadora (Foto: Reprodução/GloboNew)

A líder do bloco parlamentar Senado Independente, Eliziane Gama (MA), disse nesta quarta-feira (16) em entrevista ao jornal Em Ponto, da Globonew (veja aqui), que a CPI da Covid vai manter o foco no enfrentamento à pandemia para a comissão não ‘acabar em pizza’ nas investigações das responsabilidades dos governos federal e estaduais na maior crise sanitária da história do País.

“A CPI tem um foco, tem um objeto que é a investigação acerca do enfrentamento da pandemia. A gente não consegue, por exemplo, fazer uma ampliação muito grande sob pena de sair de foco e acabar naquilo que a população coloca de que CPI acaba em pizza. O foco é o enfrentamento da pandemia. Vamos estar centrados nisso: a responsabilidade do governo federal junto com os governos estaduais, e sempre que possível ouvir as representações estaduais”, disse a senadora.