Inflação oficial fecha 2019 em 4,31% e supera centro da meta

Apenas em dezembro, índice de preços avançou 1,15%, a taxa mais alta para o mês desde 2002 (Foto: Reprodução)

A inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), fechou o ano de 2019 em 4,31%. A taxa é superior aos 3,75% observados em 2018, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro Geografia e Estatística).

A taxa também ficou acima do centro da meta de inflação, estipulada pelo Banco Central para 2019, de 4,25%.

Em dezembro, o IPCA ficou em 1,15%, acima do 0,51% de novembro e do 0,15% de dezembro do ano anterior. Esse é o maior resultado para o mês desde 2002 (2,10%).

Com taxa de 1,54%, os transportes também tiveram impacto importante no IPCA de dezembro, com destaque para a alta de preços de 3,36% da gasolina no período. A aceleração foi influenciada também pelo encarecimento das carnes e dos jogos de azar, segundo o IBGE.

O instituto calcula a inflação oficial brasileira com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.A inflação se espalhou mais pelos produtos e serviços em geral que compõem o IPCA em dezembro.

Difusão

O chamado Índice de Difusão, que mede a proporção de bens e atividades que tiveram aumento de preços, passou de 55,9% em novembro para 58,7% o último mês de 2019, o maior percentual desde os 59,8% registrados em outubro, segundo cálculos do Valor Data considerando todos os itens da cesta.

Excluindo alimentos, grupo considerado um dos mais voláteis, o indicador mostrou uma menor abrangência das altas de preços, ao sair de 54,9% para 50,2%, menor nível desde setembro de 2019, quando a inflação havia se espalhado por 47,9% da cesta por esses parâmetros. (Com informações do IBGE, Agência Brasil e Valor Econômico)

Instituições financeiras estimam inflação de 4,13% em 2019

Instituições financeiras consultadas pelo BC (Banco Central) aumentaram a estimativa de inflação para 2019, pela nona vez seguida. As previsões para o crescimento da economia em 2019 e 2020 foram mantidas.

A projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) – a inflação oficial do País -, desta vez, subiu de 4,04% para 4,13%. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgará, na próxima sexta-feira (10), o IPCA de 2019.

A informação consta do Boletim Focus, pesquisa semanal do BC com as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2020, a estimativa de inflação caiu de 3,61% para 3,60%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações, de 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional ), é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 4,5% ao ano pelo Copom (Comitê de Política Monetária).

De acordo com as instituições financeiras, no fim de 2020 a expectativa é que a taxa básica também esteja em 4,5% ao ano. Para 2021, as instituições estimam que a Selic encerre o período em 6,5% ao ano. A estimativa anterior era 6,38% ao ano. Para o final de 2022, a previsão segue em 6,5% ao ano.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) foi mantida em 1,17% em 2019 e em 2,3% em 2020. O IBGE só divulgará o PIB de 2019 no fim de março. Para os anos seguintes, não houve alteração em relação à pesquisa anterior, de 2,5% em 2021 e 2022.

Dólar

A projeção para a cotação do dólar aumentou de R$ 4,08 para R$ 4,09, no fim de 2020, e permanece em R$ 4 no encerramento de 2021. (Com informações da Agência Brasil)

Inflação para famílias de baixa renda medida pela FGV fecha 2019 em 4,60%

Os principais impactos no IPC-C1 no ano passado vieram das classes alimentação e transportes (Foto: Reprodução)

O IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1), que mede a inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos, fechou 2019 com inflação de 4,60%. Segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas), a taxa é superior aos 4,17% registrados no ano anterior.

A taxa do IPC-C1 em 2019 também é superior ao registrado pelo IPC-BR (Índice de Preços ao Consumidor – Brasil), que mede a inflação para todas as faixas de renda, que ficou em 4,11% no mesmo período.

Os principais impactos no IPC-C1 em 2019 vieram das classes alimentação, com alta de preços de 6%, e transportes, com 6,01% no período.

As demais classes de despesas tiveram as seguintes taxas de inflação: habitação (3,48%), vestuário (1,62%), saúde e cuidados pessoais (4,07%), educação, leitura e recreação (4,46%), despesas diversas (5,17%) e comunicação (1,22%).

Em dezembro de 2019, o IPC-C1 ficou em 0,93%, acima do 0,56% de novembro e do 0,77% registrado pelo IPC-BR em dezembro. (Agência Brasil)

Mercado prevê leve aumento na projeção de crescimento da economia em 2019

A estimativa de inflação dos agentes financeiros para 2020 se mantém a mesma há seis semanas, em 3,60% (Foto: Reprodução)

O mercado financeiro elevou timidamente a projeção de crescimento da economia brasileira neste ano de 0,99% para 1,10%. Ao analisar a inflação, as instituições também aumentaram a expectativa de 3,52% para 3,84%. Os dados foram divulgados pelo Banco Central, nesta segunda-feira (9), por meio do boletim semanal Focus.

O mercado também elevou a expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2020, de 2,22% para 2,24%. Em relação aos anos seguintes não houve alteração ficando 2,50% em 2021 e 2022.

Inflação

Já no que tange a inflação, a estimativa para 2020 se mantém a mesma há seis semanas em 3,60%. Para os anos seguintes também se manteve inalterada: 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022.

Juros

As instituições financeiras, as analisarem a taxa Selic, prevê queda da mesma para 4,5% na reunião que será realizada esta semana pelo Copom (Comitê de Política Monetária). Para o fim de 2020, a aposta é que a taxa básica de juros também se mantenha em 4,5% ao ano. Já em 2021, a previsão é que índice encerre o ano em 6,25% e para 2022, a previsão segue em 6,50%.

Dólar

Por outro lado, a projeção para a cotação do dólar subiu de R$ 4,10 para R$ 4,15, no final de 2019, e de R$ 4,01 para R$ 4,10, no encerramento de 2020. (Com informações do Banco Central e agência de notícias)

Inflação das famílias com renda baixa sobe mais que índice oficial

INPC acumula 3,22% no ano e 3,37% em 12 meses. No acumulado de 12 meses, o índice também ficou acima do IPCA, que registra 3,27% no período (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que calcula a variação de cesta de compras de famílias com renda até cinco salários mínimos, ficou em 0,54% em novembro deste ano. A taxa é superior ao registrado em outubro (0,04%) e o maior resultado para um mês de novembro desde 2015.

O INPC teve um crescimento maior do que o registrado pela inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que subiu de 0,10% em outubro para 0,51% em novembro.

O INPC acumula inflação de 3,22% no ano e de 3,37% em 12 meses. No acumulado de 12 meses, o INPC também ficou acima do IPCA (veja abaixo), que registra 3,27% no período.

Em novembro, os produtos alimentícios tiveram alta de preços de 0,78%, de acordo com o INPC, enquanto os não alimentícios anotaram inflação de 0,44%. (Agência Brasil)

Inflação sobe para 0,51% em novembro, a maior taxa para o mês desde 2015

No ano, índice de preços aumentou 3,12%, aponta IBGE (Foto: Reprodução)

A inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), ficou em 0,51% em novembro deste ano. A taxa é superior às registradas em outubro deste ano (0,10%) e em novembro do ano passado, quando havia sido observada uma deflação (queda de preços) de 0,21%.

Esse é o maior resultado para um mês de novembro desde 2015 (1,01%). Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA acumula taxas de 3,12% no ano e de 3,27% em 12 meses.

O avanço de preços dos alimentos, incluindo as carnes, energia elétrica e jogos de azar tiveram impacto no resultado de novembro, segundo o IBGE. (Com informações das agências de notícias)

Mercado financeiro eleva mais uma vez projeção da inflação em 2019

Para 2020, as instituições financeiras mantiveram a projeção de inflação, pela quinta vez consecutiva, em 3,60% (Foto: Reprodução)

O mercado financeiro manteve a projeção de crescimento econômico em 0,99% para 2019. Já a estimativa para a inflação neste ano, foi elevada de 3,46% para 3,52%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central por meio do boletim Focus.

Ao analisar as projeções de crescimento de PIB (Produto Interno Bruto) para os próximos anos, as instituições financeiras subiram a projeção de 2,20% para 2,22% em 2020. Contudo, para os anos seguintes, não houve alteração ficando em 2,50% em 2021 e 2022.

No que tange a inflação, o mercado manteve para 2020, pela quinta vez consecutiva, em 3,60%. Para os anos seguintes também não houve alterações ficando em 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022.

Juro

Nas apostas para a taxa Selic, as instituições preveem que ela encerre o ano em 4,5%. Para 2020, a expectativa é que a taxa de juro permaneça no mesmo patamar, 2021 encerre em 6% e 2021 em 6,5%.

Dólar

Em relação ao dólar, o mercado financeiro aposta que a cotação da moeda permaneça em R$ 4,10 para o fim deste ano e R$ 4,01 para 2020. (Com informações das agência de notícias)

Instituições financeiras aumentam previsão de crescimento da economia e inflação

O mercado manteve a expectativa da expansão do PIB em 2,50% para 2021 e 2022 (Foto: Reprodução)

O mercado financeiro elevou as projeções de crescimento da economia em 2019, de 0,92% para 0,99%, e 2020 de 2,17% para 2,20%. As instituições bancárias também elevaram a previsão da inflação de 3,33% para 3,46% para o ano no terceiro ajuste consecutivo. Os dados foram divulgados, nesta segunda-feira (25), pelo BC (Banco Central) por meio do boletim Focus.

Segundo o levantamento, o mercado manteve a expectativa da expansão do PIB (Produto Interno Bruto) em 2,50% para 2021 e 2022.

No que tange a inflação, não houve alterações para os anos seguintes ficando 3,60% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022. De acordo com o boletim, as projeções de 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional que é de 4,25% para este ano, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022 podendo ter variação de 1,5 ponto percentual seja positivo ou negativo.

Juros

Ao analisar a taxa Selic, a previsão do mercado é que o índice encerre 2020 em 4,5% ao ano. Atualmente em 5%, as instituições financeiras esperam que ela volte a cair em dezembro se estabelecendo também em 4,5%. Já para 2021, a previsão é que a taxa de juros da economia termine em 6% e 6,5% em 2022.

Dolar

Em relação ao dólar, a previsão é que a moeda suba de R$ 4 para R$ 4,10, no fim de 2019, e permanece em R$ 4 ao final de 2020. (Com informações da Agências de Notícias)

Prévia da inflação de novembro é a menor dos últimos 21 anos

De acordo com o IBGE, esse é o menor percentual para os meses de novembro desde 1998 (Foto: Reprodução)

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, nesta sexta-feira (22), o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) que registrou 0,14% em novembro deste ano. O índice, que mede a prévia da inflação oficial do País, é superior ao observado em outubro, que registrou 0,09%, mas inferior ao mesmo período de 2018 quando foi registrado 0,19%.

De acordo com o instituto, esse é o menor percentual para os meses de novembro desde 1998, quando foi registrado deflação de 0,11%. Além disso, o índice acumula taxas de 2,83% no ano e 2,67% em 12 meses. A taxa acumulada em 12 meses é menor que a de outubro (2,72%).

Dos nove grupos analisados, três registraram deflação e contribuíram para que o mês registrasse a menor taxa para o períodos nos últimos 21 anos com destaque para habitação (-0,22%), artigos de residência (-0,06%) e comunicação (0,02%).

Por outro lado, seis grupos apresentaram alta de preços e são eles: vestuário (0,68%), transportes (0,30%) e despesas pessoais (0,40%). No vestuário, destacam-se os itens de roupa masculina (1,15%), roupa infantil (0,65%) e roupa feminina (0,49%).

No caso dos transportes, os principais aumentos foram da gasolina (0,80%), etanol (2,53%), óleo diesel (0,58%), gás veicular (0,10%) e passagens aéreas (4,44%). Já nos alimentos, as altas foram puxadas pela alimentação fora de casa (0,12%) e pelas carnes (3,08%). Também registraram inflação a saúde e cuidados pessoais (0,20%) e educação (0,04%). (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Mercado eleva expectativa de inflação e mantém projeção de crescimento econômico

As estimativas estão reunidas em pesquisa realizada junto à instituições financeiras e elaborada semanalmente pelo Banco Central (Foto: Reprodução)

A previsão de instituições financeiras para a inflação calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) este ano voltou a subir e a estimativa de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) se manteve.

A estimativa para o IPCA passou de 3,31% para 3,33%, no segundo ajuste consecutivo. Para os anos seguintes não houve alterações: 3,60%, em 2020, 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022.

As estimativas estão reunidas em pesquisa realizada junto à instituições financeiras e elaborada semanalmente pelo BC (Banco Central).

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Juros

Para 2021, a expectativa é que a taxa Selic termine o período em 6% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 6,50% ao ano.

Crescimento econômico

A estimativa de expansão do PIB foi mantida em 0,92% este ano, pela segunda semana consecutiva. Para 2020, a projeção subiu de 2,08% para 2,17%. Já a expectativa para 2021 2022, permanece em 2,50%.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 para o fim de 2019 e 2020.

Mensalidade escolar sobe mais de 100% em sete anos

O custo da educação privada do País cresceu muito mais que inflação geral (Foto: Reprodução)

Mensalidade escolar mais que dobrou em sete anos e deve ter novo aumento

Mesmo caindo nos últimos anos, reajustes continuam acima da inflação e chegam a 8,5% em São Paulo

Angela Pinho – Folha de S. Paulo

Enquanto a renda do brasileiro ficou praticamente estagnada, as mensalidades escolares mais que dobraram nos últimos sete anos —e vão subir ainda mais em 2020.

Um boleto do ensino fundamental que, ao final de 2011, era de R$ 1.000, atualmente é de R$ 2.080, se ajustado pela inflação acumulada para essa etapa da escolaridade, calculada pelo IBGE.

Se o aumento tivesse seguido o índice inflacionário geral, medido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o valor seria consideravelmente menor: R$ 1.538.

Não que os colégios privados não tenham sentido a crise econômica. Os índices de aumento vêm caindo desde 2016 em quase todas as etapas, com exceção da creche. Mas seguem acima da inflação registrada no país —o único ano em que isso não ocorreu foi 2015.

A alta contínua dos custos tem levado famílias a trocar as escolas de seus filhos por outras mais baratas.

Foi a decisão que tomou Caroline Michalaros após saber que o colégio onde sua filha mais nova estuda hoje, o Maria Imaculada (zona sul de São Paulo), elevará a mensalidade em 6,5% em 2020.

Seu orçamento já estava apertado há dois anos e meio, quando ela perdeu o emprego. Ao saber do novo aumento, ela e o marido decidiram que não dava mais.

Caroline conta que até chegou a receber no passado um desconto de 10% após explicar a situação à escola. Mas, junto com a dedução, veio uma taxa para o ensino bilíngue que passou a ser oferecido, e ficou tudo na mesma.

Para ela, faltou à instituição de ensino maior abertura ao diálogo. “Temos uma relação longa com a escola. Nossa filha mais velha estudou lá e, sempre que pudemos adiantar a anuidade, nós o fizemos. Nada disso foi levado em conta.”

Com duas filhas no Colégio Nossa Senhora de Sion, em Higienópolis (região central), a empresária Sandra Duarte diz que o colégio tem disponibilidade para o diálogo e costuma dar bons descontos para irmãos. Mas, para manter as duas filhas com as sucessivas elevações da anuidade (a previsão para 2020 é de 8,5%), foi preciso cortar alguns cursos extras que elas faziam.

Como o Imaculada e o Sion, outras escolas tradicionais de São Paulo já avisaram aos pais que vão reajustar a mensalidade em 2020 a índices que superam a estimativa de inflação para este ano, em torno 3,3%.

É o caso, por exemplo, do Bandeirantes (6,5%), no Paraíso (zona sul de SP); do Vera Cruz (5,9%), em Alto de Pinheiros (zona oeste); e do Santi (7%), no Paraíso.

Segundo o presidente do Sieeesp (sindicato das escolas particulares de São Paulo), Benjamin Ribeiro da Silva, a maioria dos reajustes do setor no estado deve ficar entre 3% e 6%. “A concorrência hoje já é muito grande, não tem espaço pra dar aumento muito grande.”

O percentual, afirma, varia de acordo com aspectos como o aluguel e o investimento em tecnologia.

Esse segundo ponto foi um dos que pesaram para o Sion, segundo a escola, uma vez que serão disponibilizados tablets aos alunos como parte do material.

Além disso, afirma o colégio, também foi necessário aumentar a carga horária para adequar o currículo do ensino médio à Base Nacional Comum Curricular e oferecer reajustes de salários, que também contribui para elevar o gasto com pessoal.

A remuneração dos professores é, de fato, o que mais pesa no aumento das mensalidades, segundo o diretor-presidente do Bandeirantes, Mauro de Salles Aguiar. Isso porque, ao menos desde 2013, os educadores têm obtido aumentos reais de salário na maior parte dos anos.

Em escolas de ponta, esse fator pesa ainda mais, diz. “Há áreas do conhecimento em que há disputa por professores, como física e matemática. A gente não pode arriscar perder profissionais”, afirma.

Neste ano o Sinpro, sindicato dos professores da rede particular na capital, e o Sieeesp não chegaram a um acordo, e o índice de reajuste ainda será definido pela Justiça.

Para 2020, Salles afirma que a expectativa é de que ele fique em 5,9%, por isso esse fator já foi embutido no cálculo das mensalidades do ano que vem. “É preciso muito cuidado, porque um erro em uma projeção dessas pode até fechar uma escola”, diz.

Advogado do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Igor Marchetti explica que as escolas têm obrigação de informar os parâmetros de reajuste, com planilha colocada em local visível para que sejam identificados os fatores que pesaram no cálculo.

Quando não há acordo, o melhor a fazer é se articular com outros pais, afirma ele. “A gente sempre recomenda que a reclamação seja feita de forma coletiva, para ter mais força e, eventualmente, as famílias podem entrar com uma ação coletiva.”

IBGE: Inflação de outubro é a menor para o mês desde 1998

No acumulado do ano, o IPCA está agora em 2,60% (Foto: Reprodução)

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de outubro ficou em 0,10%. O índice, que é usado como referência para a inflação oficial, foi divulgado nesta quinta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Este é o menor resultado para um mês de outubro desde 1998, quando o IPCA ficou em 0,02%.

No acumulado do ano, o IPCA está agora em 2,60%. E, nos últimos 12 meses, a variação é de 2,54%, abaixo do índice de 2,89%, encontrado nos 12 meses anteriores.

Três grupos pesquisados apresentaram deflação: habitação (-0,61%), artigos de residência (-0,09%) e comunicação (-0,01%). A queda no grupo de habitação foi puxada pelo item energia elétrica, com 3,22% negativos.

As altas ficaram por conta de vestuário (0,63%), transportes (0,45%) e saúde e cuidados pessoais (0,40%). A maior alta em vestuário foi atribuída a roupas femininas: 0,98%.

Embora a energia elétrica tenha sido uma das responsáveis por puxar o índice para baixo em outubro, o gerente do IPCA, Pedro Kislanov, prevê uma alta para este mês.

Ele explica que, em outubro, as contas pagas pelos consumidores estavam com bandeira amarela, que adicionava R$ 1,50 a cada 100km/h consumidos.

Para novembro, a variação do item será regida pela bandeira vermelha, que aumentou de R$ 4 para R$ 4,16 a cada 100kw/h consumidos.

“Provavelmente deve ter uma alta de energia elétrica em novembro”, disse o economista do IBGE.

O IPCA é medido pelo IBGE desde 1980 em famílias com renda até 40 salários mínimos em 10 regiões metropolitanas e seis municípios do País. (Agência Brasil)

Mercado financeiro projeta leve crescimento da economia

As instituições financeiras mantiveram a previsão para a inflação, calculada pelo IPCA em 3,29% em 2019 (Foto: Reprodução)

A previsão de instituições financeiras para o crescimento da economia neste ano subiu levemente. A estimativa de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) assou de 0,91% para 0,92%.

As projeções para os anos seguintes não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022. Essas estimativas são de pesquisa a instituições financeiras, elaborada semanalmente pelo BC (Banco Central).

Inflação

De acordo com o boletim Focus, instituições financeiras mantiveram a previsão para a inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 3,29% em 2019, 3,60%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,50% em 2022.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Juros

Para o mercado financeiro, a Selic, a taxa básica de juros, deve terminar 2019 e 2020 em 4,50% ao ano.

Para 2021, a expectativa é que a taxa termine o período em 6% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 6,50% ao ano.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 para o final de 2019 e 2020. (Com informações da Agência Brasil)

Mercado financeiro eleva projeção de crescimento da economia e inflação

Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a previsão de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) para 2020 é de 2%, e de 2,50% em 2021 e 2022 (Foto: Divulgação)

O mercado financeiro, após meses de projeções negativas ou estagnadas, elevou de forma irrisória a projeção de crescimento da economia brasileira de 0,88% para 0,91%. Além de elevar a projeção de crescimento, as instituições também aumentaram a estimativa de inflação de 3,26% para 3,29% em 2019. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (29) pelo BC (Banco Central) por meio do boletim Focus.

Segundo o boletim, a previsão de expansão do PIB (Produto Interno Bruto), para 2020 é de 2%, e de 2,50% em 2021 e 2022.

Inflação

No que tange a inflação, em 2020 a estimativa caiu de 3,66% para 3,60%, a quinta redução seguida. Já para os anos seguinte não houve alterações ficando em 3,75% para 2021 e 3,50% em 2022. As projeções de 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC que de 4,25% em 2019; 4% em 2020; 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022.

Juros

Ao analisar a taxa Selic – utilizada como instrumento pelo BC para controlar a inflação e atualmente em 5,5% – as instituições financeiras deve cair para 4,5% até o fim de 2019. Para 2020, a previsão é que a taxa de juros permaneça no mesmo patamar, 2021 em 6,38% e 2022 em 6,5%.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar também permanece em R$ 4 para o fim deste ano e para 2020. (Com informações da agências de notícias)