Mensalidade escolar sobe mais de 100% em sete anos

O custo da educação privada do País cresceu muito mais que inflação geral (Foto: Reprodução)

Mensalidade escolar mais que dobrou em sete anos e deve ter novo aumento

Mesmo caindo nos últimos anos, reajustes continuam acima da inflação e chegam a 8,5% em São Paulo

Angela Pinho – Folha de S. Paulo

Enquanto a renda do brasileiro ficou praticamente estagnada, as mensalidades escolares mais que dobraram nos últimos sete anos —e vão subir ainda mais em 2020.

Um boleto do ensino fundamental que, ao final de 2011, era de R$ 1.000, atualmente é de R$ 2.080, se ajustado pela inflação acumulada para essa etapa da escolaridade, calculada pelo IBGE.

Se o aumento tivesse seguido o índice inflacionário geral, medido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o valor seria consideravelmente menor: R$ 1.538.

Não que os colégios privados não tenham sentido a crise econômica. Os índices de aumento vêm caindo desde 2016 em quase todas as etapas, com exceção da creche. Mas seguem acima da inflação registrada no país —o único ano em que isso não ocorreu foi 2015.

A alta contínua dos custos tem levado famílias a trocar as escolas de seus filhos por outras mais baratas.

Foi a decisão que tomou Caroline Michalaros após saber que o colégio onde sua filha mais nova estuda hoje, o Maria Imaculada (zona sul de São Paulo), elevará a mensalidade em 6,5% em 2020.

Seu orçamento já estava apertado há dois anos e meio, quando ela perdeu o emprego. Ao saber do novo aumento, ela e o marido decidiram que não dava mais.

Caroline conta que até chegou a receber no passado um desconto de 10% após explicar a situação à escola. Mas, junto com a dedução, veio uma taxa para o ensino bilíngue que passou a ser oferecido, e ficou tudo na mesma.

Para ela, faltou à instituição de ensino maior abertura ao diálogo. “Temos uma relação longa com a escola. Nossa filha mais velha estudou lá e, sempre que pudemos adiantar a anuidade, nós o fizemos. Nada disso foi levado em conta.”

Com duas filhas no Colégio Nossa Senhora de Sion, em Higienópolis (região central), a empresária Sandra Duarte diz que o colégio tem disponibilidade para o diálogo e costuma dar bons descontos para irmãos. Mas, para manter as duas filhas com as sucessivas elevações da anuidade (a previsão para 2020 é de 8,5%), foi preciso cortar alguns cursos extras que elas faziam.

Como o Imaculada e o Sion, outras escolas tradicionais de São Paulo já avisaram aos pais que vão reajustar a mensalidade em 2020 a índices que superam a estimativa de inflação para este ano, em torno 3,3%.

É o caso, por exemplo, do Bandeirantes (6,5%), no Paraíso (zona sul de SP); do Vera Cruz (5,9%), em Alto de Pinheiros (zona oeste); e do Santi (7%), no Paraíso.

Segundo o presidente do Sieeesp (sindicato das escolas particulares de São Paulo), Benjamin Ribeiro da Silva, a maioria dos reajustes do setor no estado deve ficar entre 3% e 6%. “A concorrência hoje já é muito grande, não tem espaço pra dar aumento muito grande.”

O percentual, afirma, varia de acordo com aspectos como o aluguel e o investimento em tecnologia.

Esse segundo ponto foi um dos que pesaram para o Sion, segundo a escola, uma vez que serão disponibilizados tablets aos alunos como parte do material.

Além disso, afirma o colégio, também foi necessário aumentar a carga horária para adequar o currículo do ensino médio à Base Nacional Comum Curricular e oferecer reajustes de salários, que também contribui para elevar o gasto com pessoal.

A remuneração dos professores é, de fato, o que mais pesa no aumento das mensalidades, segundo o diretor-presidente do Bandeirantes, Mauro de Salles Aguiar. Isso porque, ao menos desde 2013, os educadores têm obtido aumentos reais de salário na maior parte dos anos.

Em escolas de ponta, esse fator pesa ainda mais, diz. “Há áreas do conhecimento em que há disputa por professores, como física e matemática. A gente não pode arriscar perder profissionais”, afirma.

Neste ano o Sinpro, sindicato dos professores da rede particular na capital, e o Sieeesp não chegaram a um acordo, e o índice de reajuste ainda será definido pela Justiça.

Para 2020, Salles afirma que a expectativa é de que ele fique em 5,9%, por isso esse fator já foi embutido no cálculo das mensalidades do ano que vem. “É preciso muito cuidado, porque um erro em uma projeção dessas pode até fechar uma escola”, diz.

Advogado do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Igor Marchetti explica que as escolas têm obrigação de informar os parâmetros de reajuste, com planilha colocada em local visível para que sejam identificados os fatores que pesaram no cálculo.

Quando não há acordo, o melhor a fazer é se articular com outros pais, afirma ele. “A gente sempre recomenda que a reclamação seja feita de forma coletiva, para ter mais força e, eventualmente, as famílias podem entrar com uma ação coletiva.”

IBGE: Inflação de outubro é a menor para o mês desde 1998

No acumulado do ano, o IPCA está agora em 2,60% (Foto: Reprodução)

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de outubro ficou em 0,10%. O índice, que é usado como referência para a inflação oficial, foi divulgado nesta quinta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Este é o menor resultado para um mês de outubro desde 1998, quando o IPCA ficou em 0,02%.

No acumulado do ano, o IPCA está agora em 2,60%. E, nos últimos 12 meses, a variação é de 2,54%, abaixo do índice de 2,89%, encontrado nos 12 meses anteriores.

Três grupos pesquisados apresentaram deflação: habitação (-0,61%), artigos de residência (-0,09%) e comunicação (-0,01%). A queda no grupo de habitação foi puxada pelo item energia elétrica, com 3,22% negativos.

As altas ficaram por conta de vestuário (0,63%), transportes (0,45%) e saúde e cuidados pessoais (0,40%). A maior alta em vestuário foi atribuída a roupas femininas: 0,98%.

Embora a energia elétrica tenha sido uma das responsáveis por puxar o índice para baixo em outubro, o gerente do IPCA, Pedro Kislanov, prevê uma alta para este mês.

Ele explica que, em outubro, as contas pagas pelos consumidores estavam com bandeira amarela, que adicionava R$ 1,50 a cada 100km/h consumidos.

Para novembro, a variação do item será regida pela bandeira vermelha, que aumentou de R$ 4 para R$ 4,16 a cada 100kw/h consumidos.

“Provavelmente deve ter uma alta de energia elétrica em novembro”, disse o economista do IBGE.

O IPCA é medido pelo IBGE desde 1980 em famílias com renda até 40 salários mínimos em 10 regiões metropolitanas e seis municípios do País. (Agência Brasil)

Mercado financeiro projeta leve crescimento da economia

As instituições financeiras mantiveram a previsão para a inflação, calculada pelo IPCA em 3,29% em 2019 (Foto: Reprodução)

A previsão de instituições financeiras para o crescimento da economia neste ano subiu levemente. A estimativa de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) assou de 0,91% para 0,92%.

As projeções para os anos seguintes não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022. Essas estimativas são de pesquisa a instituições financeiras, elaborada semanalmente pelo BC (Banco Central).

Inflação

De acordo com o boletim Focus, instituições financeiras mantiveram a previsão para a inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 3,29% em 2019, 3,60%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,50% em 2022.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Juros

Para o mercado financeiro, a Selic, a taxa básica de juros, deve terminar 2019 e 2020 em 4,50% ao ano.

Para 2021, a expectativa é que a taxa termine o período em 6% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 6,50% ao ano.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 para o final de 2019 e 2020. (Com informações da Agência Brasil)

Mercado financeiro eleva projeção de crescimento da economia e inflação

Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a previsão de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) para 2020 é de 2%, e de 2,50% em 2021 e 2022 (Foto: Divulgação)

O mercado financeiro, após meses de projeções negativas ou estagnadas, elevou de forma irrisória a projeção de crescimento da economia brasileira de 0,88% para 0,91%. Além de elevar a projeção de crescimento, as instituições também aumentaram a estimativa de inflação de 3,26% para 3,29% em 2019. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (29) pelo BC (Banco Central) por meio do boletim Focus.

Segundo o boletim, a previsão de expansão do PIB (Produto Interno Bruto), para 2020 é de 2%, e de 2,50% em 2021 e 2022.

Inflação

No que tange a inflação, em 2020 a estimativa caiu de 3,66% para 3,60%, a quinta redução seguida. Já para os anos seguinte não houve alterações ficando em 3,75% para 2021 e 3,50% em 2022. As projeções de 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC que de 4,25% em 2019; 4% em 2020; 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022.

Juros

Ao analisar a taxa Selic – utilizada como instrumento pelo BC para controlar a inflação e atualmente em 5,5% – as instituições financeiras deve cair para 4,5% até o fim de 2019. Para 2020, a previsão é que a taxa de juros permaneça no mesmo patamar, 2021 em 6,38% e 2022 em 6,5%.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar também permanece em R$ 4 para o fim deste ano e para 2020. (Com informações da agências de notícias)

Prévia da inflação registra menor taxa para outubro desde 1998

Segundo o IBGE, as quedas que estabeleceram deflação foram identificadas na alimentação e bebidas, habitação e artigos de residência (Foto: Reprodução)

A prévia de inflação, calculada pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), registrou 0,99% em outubro e é a mais baixa desde o mesmo período de 1998. As informações foram divulgadas, nesta terça-feira (22), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo a pesquisa, a alta acumulada para o ano é de 2,69% e nos últimos 12 meses ficou em 2,72%. Os grupos de saúde e cuidados pessoais, 0,85%, e transportes, 0,35%, foram os principais responsáveis pela alta do índice em outubro nos nove grupos analisados.

No caso dos transportes, a alta foi puxada pela gasolina, que havia apresentado pequena queda no mês de setembro (-0,06%) e registrou aumento de 0,76% em outubro. Já o diesel, apesar de ter apresentado a maior alta (3,33%), não teve a mesma influência no grupo, assim como o etanol (0,52%) e o gás veicular (0,23%). A inflação dos combustíveis foi de 0,77%.

Por outro lado, as quedas que estabeleceram deflação foram identificadas na alimentação e bebidas (-0,25%), habitação (-0,23%) e artigos de residência (-0,21%).

A queda na alimentação foi causada pelos dos tubérculos, raízes e legumes, que vêm caindo nos últimos meses, com destaque para a cebola (-17,65%), a batata-inglesa (-14,00%) e o tomate (-6,10%). Contudo, os preços das carnes subiram 0,59%, depois de queda de 0,38% em setembro.

No grupo da habitação, a segunda maior variação negativa para o mês foi influenciada pela queda nos preços da energia elétrica (-1,43%) em virtude da mudança das bandeiras tarifárias. Em setembro, a bandeira vermelha impulsionou a alta do índice, sendo compensada em outubro, com a mudança para a tabela amarela. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Mercado financeiro projeta ligeiro crescimento da economia

O mercado financeiro aumentou a previsão de crescimento da economia brasileira em irrisórios 0,01%, elevando a estimativa para 2019 de 0,87% para 0,88%. Os dados foram divulgados, nesta segunda-feira (21), pelo Banco Central por meio do boletim Focus. Já a estimativa da inflação caiu pela 11º vez consecutiva de 3,28% para 3,26%.

No que tange o crescimento da economia, as instituições não alteraram as projeções para os anos seguintes ficando 2% em 2020 e 2,50% para 2021 e 2022. Ao analisarem a inflação, o mercado também reduziu as estimativas para 2020 de 3,73% para 3,66%. Para os anos seguintes não houve alterações mantendo 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022.

Juros

As instituições financeiras também reviram para baixo a previsão para a Selic em 2019 apostando que a taxa termine o ano em 4,50%. Atualmente o índice se encontra em 5,50% ao ano.  Para 2020 não houve alteração e a aposta continua em 4,75%. Já em 2021 a expectativa é que a taxa de juros básico da economia fique em 6,50% e para o fim de 2022, 7%.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 e, para 2020, passou de R$ 3,95 para R$ 4.

Mercado mantém pela 6ª vez previsão de crescimento do PIB em 0,87%

As instituições financeiras reduziram, pela décima vez seguida, a estimativa da inflação, de 3,42% para 3,28% em 2019 (Foto: Reprodução)

O mercado financeiro manteve, pela sexta vez consecutiva, a projeção de crescimento da economia em 0,87%. Os dados foram divulgados, nesta segunda-feira (14), pelo Banco Central por meio do boletim Focus. Para 2020 a projeção ficou em 2%, e 2,50% para 2021 e 2022.

Por outro lado, as instituições reduziram, pela décima vez seguida, a estimativa da inflação que passou de 3,42% para 3,28% em 2019. Para 2020, também houve queda da projeção saindo 3,78% para 3,73% na segunda redução seguida. A previsão para os anos seguinte não teve alterações ficando 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022.

Juro

Ao analisar as previsões para a taxa Selic – principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação – o mercado financeiro prevê que ela feche 2019 em 4,75%. Atualmente, o juro se encontra em 5,5% ao ano. Já para 2020, a estimativa foi alterada de 5,5% para 4,75% e em 2021 espera-se que ela termine o período 6,50%, e 7% em 2022.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4, e para 2020, em R$ 3,95. (Com informações das agências de notícias)

IBGE inclui aplicativos de transporte e gastos com pets no cálculo da inflação

Pela primeira vez, o grupo transporte ultrapassa as despesas com alimentação e bebidas, que eram o principal componente do IPCA (Foto: Reprodução)

Os gastos com transportes passam a ser, a partir de janeiro do ano que vem, o principal componente do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial. Pela primeira vez, o grupo ultrapassa as despesas com alimentação e bebidas, que eram o principal componente do IPCA.

A mudança do cálculo do IPCA será feita devido à divulgação, na semana passada, da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) 2017-2018, a qual avalia o peso de cada gasto dentro do orçamento das famílias brasileiras. Atualmente, o cálculo do IPCA é feito com base na POF 2008-2009.

Os alimentos, que respondiam por 22,1% do IPCA passarão a representar 19%. Já os transportes, que correspondiam a 22% passam a compor 20,8% do índice.

Em seguida aparecem os gastos com habitação, que eram 14,3% do índice e passam a ser 15,2% e saúde e cuidados pessoais, que passam de 11,1% para 13,5%. Os demais componentes passam a responder pelos seguintes percentuais da taxa: despesas pessoas, 10,6%; comunicação, 6,2%; educação, 6%; vestuário, 4,8%, e artigos de residência, 4%.

De acordo com o IBGE, 377 produtos e serviços serão analisados no novo IPCA, com a inclusão de 56 novos itens que refletem novos hábitos de consumo dos brasileiros, como transporte por aplicativo, integração transporte público, serviços de streaming e combo de telefonia, internet e TV por assinatura, além de cuidados com animais de estimação.

Outros produtos e serviços que perderam espaço no consumo dos brasileiros serão excluídos do cálculo, como aparelho de DVD, assinatura de jornal, máquina fotográfica, revelação de fotos e fotocópias. (Agência Brasil)

gráfico inflação IBGE

Inflação oficial registra deflação de 0,04% puxada pelo setor de alimentos

De acordo com o IBGE, a deflação foi influenciada pela queda de preços de 0,43% dos alimentos e bebidas (Foto: Reprodução)

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou deflação de 0,04% em setembro. A inflação oficial do País acumula 2,49% no ano e 2,89% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) .

O índice é o menor que a inflação de 0,11% registrada em agosto de 2019 e de 0,48% do mesmo período do ano passado. De acordo com o IBGE, a deflação foi influenciada pela queda de preços de 0,43% dos alimentos e bebidas. Já os alimentos consumidos em casa passaram a custar 0,70% menos no período.

As principais quedas foram observadas pelo tomate com baixa de -16,17%; a batata-inglesa (-8,42%); a cebola (-9,89%) e as frutas (-1,79%). Por outro lado, tiveram alta na área de alimentos o o leite longa vida (1,58%) e as carnes (0,25%).

O IBGE também registrou deflação nos grupos de comunicação (-0,01%) e artigos de residência (-0,76%). Estes últimos foram puxados pelo recuo de preços dos eletrodomésticos e equipamentos (-2,26%) e dos itens de TV, som e informática (-0,90%).

Alta

Os gastos com saúde e cuidados pessoais tiveram a maior alta de preços em setembro registrando 0,58%. O aumento foi influenciado pelas inflações de 1,65% dos artigos de higiene pessoal, e de 0,57% dos planos de saúde.

Os transportes ficaram estáveis para o período. A habitação registrou alta de 0,02%; vestuário com 0,27%; despesas pessoais aumento de 0,04%; e educação com alta de 0,04%. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Mercado financeiro mantém previsão de crescimento em 0,87% pela 5º vez consecutiva

A atuação do governo Bolsonaro no que tange a recuperação econômica continua sem dar sinais positivos e é considerada medíocre pelo mercado financeiro, conforme revelou mais uma vez, nesta segunda-feira (7), o BC (Banco Central). O boletim Focus, pesquisa semanal do BC, manteve pela quinta vez consecutiva a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) em meros 0,87% para 2019.

As projeções para os próximos anos também não sofreram alterações, ficando em 2% para 2020 e 2,50% para 2021 e 2022.

Inflação

Ao avaliar a previsão para a inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), as instituições financeiras reduziram de 3,43% para 3,42% em 2019. Já para 2020, a estimativa passou de 3,79% para 3,78%. Para 2021 ficou em 3,75% e 3,50% para 2022.

Selic

Na avaliação do mercado, a taxa Selic terminará o ano em 4,75% que atualmente está em 5,5%. Para o próximo ano, a previsão é que ela fique em 5% e em 2021, fique em 6,50%. Para 2022, a previsão permanece em 7%.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 e, para 2020, subiu de R$ 3,91 para R$ 3,95. (Com informações da Agência Brasil)

Pela quarta semana consecutiva, mercado mantém previsão de crescimento para 2019 em 0,87%

As instituições financeiras mantiveram pela quarta semana consecutiva a previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 0,87% para 2019. As estimativas para os anos seguintes também não foram alteradas ficando em 2% para 2020, 2,50% para 2021 e 2022. Os dados foram divulgados pelo Banco Central, nesta segunda-feira (30), por meio do boletim Focus

A pesquisa também revelou redução na estimativa para a inflação e a taxa Selic em 2019. Segundo o Banco Central, a previsão para a inflação – calculada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), passou de 3,44% para 3,43%.

Para 2020, a extintiva caiu de 3,80% para 3,79% e para os anos seguintes foram mantidas sem alterações com 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022. Já no caso da Selic, o mercado acredita que ela deverá finalizar o ano em 4,75%. Na semana passada a expectativa era de 5% ao ano. Atualmente a Selic se encontra em 5,5% ao ano.

Em relação aos demais anos, as instituições não fizeram alterações ficam em 5% em 2020, 6,50% em 2021. Na semana passada, as apostam eram de de 6,75% para 2021 e 7% em 2022.

Dólar

Em relação ao dólar, o mercado apostou em aumento de R$ 3,95 para R$ 4. Para 2020 , a previsão subiu de R$ 3,80 para R$ 3,91. (Com informações da agências de notícias)

Prévia da inflação oficial, IPCA-15 fica em 0,09% setembro

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços as Consumidor Amplo 15), prévia da inflação oficial, ficou em 0,09% em setembro, divulgou nesta terça-feira (24) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice acumula 0,26% no terceiro trimestre, 2,6% no ano e 3,22% em 12 meses.

A taxa se manteve igual ao mesmo período do ano passado e maior da que foi registrada em agosto deste ano, quando ficou em 0,08%. O principal responsável pela inflação foi o grupo de despesas em habitação, com alta de 0,76% influenciado também pelo aumento do custo com energia elétrica, de 2,31%.

Além desse grupo, o de vestuário também causou impacto na inflação com alta de 0,58%. No caminho inverso foram registradas deflações no setor de alimentos e bebidas, com queda de 0,34%. Nesse grupo foram identificadas quedas no tomate (-24,83%), cenoura (-16,11%), hortaliças e verduras (-6,66%), frutas (-0,93%) e carnes (-0,38%).

O IPCA-15 é uma prévia do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o indicador oficial da inflação no País. Como realiza a medição de preços em um período não calculado pelo IPCA, mostra qual será a tendência do resultado do final do mês. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Equipe econômica estuda retirar reajuste do salário mínimo pela inflação da Constituição

Governo quer tirar da Constituição reajuste do salário mínimo pela inflação; economia é de R$ 37 bi

Segundo apurou o ‘Estado’, a ideia é que em momentos de grave desequilíbrio fiscal, haja condições de congelar aumentos por alguns anos

Barbara Nascimento – O Estado de S.Paulo

A equipe econômica estuda retirar da Constituição Federal a previsão de que o salário mínimo seja corrigido pela inflação. O congelamento poderia render uma economia entre R$ 35 bilhões e R$ 37 bilhões, segundo fontes da equipe econômica ouvidas pelo Estadão/Broadcast.

A ideia é que, em momentos de grave desequilíbrio fiscal, como o atual, haja condições de congelar mesmo os aumentos nominais (ou seja, dar a variação da inflação) da remuneração por alguns anos, até que a saúde das contas seja endereçada.

Oficialmente, porém, a proposta de orçamento para o ano de 2020 prevê aumento do salário mínimo dos atuais R$ 998 para R$ 1.039 a partir de janeiro do ano que vem, levando em conta a variação da inflação. Há quem defenda, no entanto, não dar nem mesmo a inflação como reposição salarial para abrir espaço no Orçamento para despesas de custeio da máquina pública e investimentos.

Como o Estado mostrou, o Orçamento de 2020 pode começar com um alívio de R$ 202,6 bilhões entre redução de despesas, aumento de receitas e diminuição da dívida pública, caso o Congresso Nacional aprove uma proposta que aciona mais rapidamente medidas de contenção dos gastos já previstos na Constituição e cria novos freios para as contas.

A ideia tem sido costurada com os deputados Pedro Paulo (DEM-RJ) e Felipe Rigoni (PSB-ES), respectivamente autor e relator de uma proposta que regulamenta a regra de ouro e tenta limitar o crescimento dos gastos obrigatórios. “Podemos apresentar uma proposta que preveja, por exemplo, não ter o reajuste por um ou dois anos em momentos de dificuldades fiscais. E isso abriria espaço para que outros benefícios também não sejam corrigidos”, disse uma fonte do governo.

Hoje, a Constituição prevê que é direito social do cidadão ter acesso a um salário mínimo “com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo”. Assim, o governo se vê obrigado a, todos os anos, recompor ao menos a inflação. Até o ano passado, a política de reajuste fixava uma correção pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior mais o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Com o vencimento desse modelo, o governo se debruça sobre uma mudança.

A política de aumentos reais (acima da inflação) vinha sendo implementada nos últimos anos, após ser proposta pela então presidente Dilma Rousseff e aprovada pelo Congresso.

Os reajustes pela inflação e variação do PIB vigoraram de 2011 a 2019, mas nem sempre o salário mínimo subiu acima da inflação.

Em 2017 e 2018, por exemplo, foi concedido o reajuste somente com base na inflação porque o PIB dos anos anteriores (2015 e 2016) teve retração. Por isso, para cumprir a fórmula proposta, somente a inflação serviu de base para o aumento.

Segundo o próprio Ministério da Economia, cada R$ 1 a mais de aumento no salário mínimo gera um gasto adicional de R$ 302 milhões ao governo. Isso porque uma série de benefícios sociais, como o benefício de prestação continuada (BPC) e o abono salarial, é indexada ao salário mínimo e tem, por isso, um aumento proporcional.

Com as contas apertadas, o governo quer encontrar formas de enxugar as despesas obrigatórias para abrir espaço no Orçamento e no teto de gastos. A percepção interna é de que já não há muito espaço para cortes no gasto discricionário. Além disso, há um entendimento de que será muito difícil manter a máquina pública funcionando devidamente no formato previsto no Orçamento, com discricionárias (custeio da máquina pública e investimentos) fixadas em R$ 89,161 bilhões. A contenção do aumento do salário mínimo, com consequente efeito sobre o avanço do gasto com benefícios sociais, é uma das principais apostas do governo para diminuir o peso da despesa obrigatória.

Fonte: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-quer-tirar-da-constituicao-reajuste-do-salario-minimo-pela-inflacao-economia-e-de-r-37-bi,70003012723

Mercado mantém previsão do crescimento econômico abaixo de 1% em 2019

O mercado financeiro manteve a previsão para o crescimento econômico em 0,87% para 2019 conforme divulgado, nesta segunda-feira (16), pelo boletim Focus publicado semanalmente pelo Banco Central. As instituições também apostam na redução da taxa Selic dos atuais 6% para 5,5% pelo Copom (Comitê de Política Monetária) em reunião que será realizada nesta quarta-feira (18).

Já a estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2020 foi reduzida de 2,07% para 2% mantendo o pessimismo em relação a retomada econômica brasileira. Para 2021 e 2022 não houve alterações se mantendo em 2,50%.

Selic

Para as instituições consultadas pelo Banco Central, a expectativa é que o Comitê volte a reduzir a taxa Selic – utilizada pelo governo federal para o controle da inflação – em 0,5% e que deve se manter até a última reunião do ano que será realizada em dezembro. O mercado também espera alterações da taxa básica de juros em 2020. Para 2021, a previsão é que ela se estabeleça em 7% ao ano.

A queda da Selic tende a baratear o crédito como incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Inflação

Em relação a inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional e Preços ao Consumidor Amplo), o mercado financeiro realizou a sexta redução consecutiva saindo de 3,54% para 3,45%. Para 2020, a estimativa também foi reduzida caindo de 3,82% para 3,80%. Em relação aos demais anos, não foram realizadas alterações ficando 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022.

Dólar

A previsão do dólar para o fim de 2020 subiu de R$ 3,87 para R$ 3,90 e, para 2020, de R$ 3,85 para R$ 3,90. (Com informações da agências de notícias)

Inflação desacelera para 0,11% em agosto com recuo do preço dos alimentos

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 0,11% em agosto conforme divulgado, nesta sexta-feira (6), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa é inferior ao 0,19% registrado em julho, mas superior a deflação de 0,09% no mesmo período do ano passado.

Já no acumulado do ano, o IPCA registra inflação de 2,54% e de 3,43% em 12 meses. A queda entre julho e agosto foram motivavas principalmente pela deflação nos grupos de despesa alimentação e transportes, em agosto.

Entre os alimentos, as principais quedas de preços foram observadas no tomate (-24,49%), batata-inglesa (-9,11%), hortaliças e verduras (-6,53%) e carnes (-0,75%).

Os preços dos alimentos comprados para consumo em casa — que excluem produtos consumidos em lanchonetes e restaurantes — tiveram baixa de 0,84% em agosto. 

A alimentação fora de casa, que também compõe o grupo de alimentação e bebidas, acelerou para +0,53% em agosto, de +0,15% em julho. Esses serviços de alimentação acabam influenciados por outros componentes além do preço dos alimentos, como custo de energia, de aluguel e de mão de obra.

Nos transportes também foram registradas quedas de preços nos itens passagens aéreas (-15,66%), gasolina (-0,45%) e óleo diesel (-0,76%). Outro grupo que registrou deflação foi saúde e cuidados pessoas (-0,03%).

Por outro lado, as principais altas de preços foram registradas nos grupos habitação (1,19%), artigos de residência (0,56%) e despesas pessoais (0,31%).

INPC

O  INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede a variação da cesta de consumo de famílias com renda de até cinco salário mínimos, registrou inflação de 0,12% em agosto. A taxa é superior ao de julho deste ano (0,10%) e de agosto do ano passado.

O indicador acumula taxas de inflação de 2,68% no ano e de 3,28% em 12 meses. Segundo os dados divulgados pelo IBGE, os produtos alimentícios tiveram deflação (queda de preços) de 0,49% em agosto, enquanto os não alimentícios registraram inflação de 0,39% no período. (Com informações do IBGE e agências de notícias)