Em defesa da Democracia

Há um ano, poucos dias após a posse do governo eleito, o país e o mundo assistiram, estarrecidos, o mais grave atentado contra o estado democrático de direito, desde a reconquista da democracia no Brasil. Milhares de manifestantes deslocaram-se, em Brasília, do acampamento onde foram mantidos desde o dia da eleição, para invadir e depredar os palácios da capital, símbolos arquitetônicos dos Poderes da República.

Apesar de chocante, o espetáculo deprimente não foi inesperado. O incitamento cotidiano, por meio das redes sociais, à rebelião contra a vontade popular, legitimamente aferida nas urnas, foi feito às claras. Houve planejamento e ensaios, em manifestações anteriores, tanto antes das eleições quanto após a apuração e divulgação dos resultados.

Para bem da Nação, no entanto, a defesa da democracia prevaleceu, naquele momento, sobre a violência dos partidários do autoritarismo. Cumpre reconhecer, contudo, que as condições que acionaram o gatilho do processo de rejeição à democracia em grande parte da opinião pública continuam presentes entre nós, o que demanda esforço permanente do conjunto das forças democráticas no sentido da superação dessas condições.

A democracia se alimenta da sua operação e de seus resultados no presente, mas também da memória das lutas do passado. É preciso, portanto, rememorar o ocorrido nesse dia da infâmia, para fortalecer a consciência democrática do conjunto dos cidadãos.

É constitutiva da democracia a tolerância com a diversidade de opiniões e posicionamentos. Só não é possível transigir com a opinião autoritária, com o desafio da regra democrática. É preciso, portanto, persistir na apuração das responsabilidades pelos atos criminosos, ir além da identificação e penalização dos autores materiais para fazer o peso da lei chegar aos mandantes e financiadores.

A contradição entre democratas e autoritários continua a dominar o campo da política no país. Essa situação impõe a tarefa de consolidar a unidade das forças democráticas nas eleições municipais vindouras, em particular no segundo turno das cidades de maior porte.
Manifestamos de público, portanto, uma vez mais, nosso repúdio à tentativa golpista ocorrida em 8 de janeiro de 2023.

Manifestamos nosso apoio à continuidade das investigações, até a completa elucidação dos acontecimentos, a conclusão dos processos e a punição de executores, mandantes e financiadores.

Conclamamos todas as forças democráticas ao diálogo e à cooperação na defesa da ordem constitucional.

Comissão Executiva Nacional do Cidadania

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