Bancada Feminina do Senado repudia casos de assédio atribuídos a ex-presidente da Caixa

‘O poder público não pode ser complacente com atitudes dessa natureza’, afirma Eliziane Gama (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Em nota pública (veja abaixo), a líder da Bancada Feminina do Senado, Eliziane Gama (MA), repudiou os casos de assédio sexual na Caixa Econômica Federal atribuídas ao ex-presidente do banco, Pedro Guimarães, contra ao menos cinco funcionárias do banco. Diante das denúncias de que teria usado o cargo de presidente para assediar sexualmente as mulheres, Guimarães pediu demissão do cargo nesta quarta-feira (29).

“É inadmissível, é inaceitável a continuidade desse senhor na condução de um órgão tão importante para o Brasil. O poder público não pode ser complacente com atitudes dessa natureza. É um acinte à população brasileira”, afirmou a senadora

As denúncias das servidoras da Caixa foram publicadas em reportagem nesta semana pelo site Metrópoles e estão sendo investigadas pelo Ministério Público Federal.

NOTA PÚBLICA

Diante da grave denúncia de assédio sexual contra o Presidente da Caixa Econômica Federal, Sr. Pedro Guimarães, às funcionárias do banco, caso que vem sendo investigado pelo Ministério Público Federal, a Liderança da Bancada Feminina do Senado Federal considera inadiável a sua demissão.

É inadmissível que uma autoridade se valha do cargo para cometer crimes de assédio reiteradas vezes contra suas subordinadas. Lamentamos profundamente que ao menos cinco mulheres tenham sofrido tamanha violência no ambiente de trabalho, um procedimento abjeto e recorrente que estaria sendo praticado pelo Presidente da Caixa. Somos solidárias a elas.

Repudiamos ainda que, mesmo diante das denúncias, o acusado, Pedro Guimarães, tenha participado como presidente, com direito inclusive a discurso, do evento de lançamento do Plano Safra 2022/2023 nesta quarta-feira [29].

É crime previsto no Código Penal uma autoridade assediar, constranger e abusar de subordinados. A permanência do Presidente Pedro Guimarães no cargo é insustentável e caso para demissão sumária.

Bancada Feminina do Senado
Senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) – Líder

Nota de repúdio da M23 ao deputado Jessé Lopes

A Executiva Nacional da M23 vem à público manifestar indignação e repúdio à publicação do deputado bolsonarista Jessé Lopes (PSL-SC) que recebeu o homem que tentou assassinar por duas vezes Maria da Penha, cuja história motivou a Lei que hoje protege milhares de mulheres vítimas de violência e tentativa de feminicídio.

É de causar não só espanto, mas extrema repulsa ver, justamente ao fim do Agosto Lilás e no mês em que se comemora 15 anos da criação desta Lei, os misóginos se organizarem para ouvir uma suposta “versão intrigante” dos motivos que levam alguém a atirar covardemente em uma pessoa enquanto ela dorme.

Esta é mais uma demonstração do quanto nós mulheres ainda somos vistas por setores reacionários, machistas e odiosos como meros objetos.

Nós, mulheres do Cidadania, não aceitaremos qualquer relativização da violência e muito menos nos curvaremos àqueles que admiram feminicidas e torturadores. Cada vez mais estaremos na luta para combater a violência física, psicológica e política que persiste na sociedade.

Misóginos, machistas e feminicidas NÃO PASSARÃO!

CPI da Pandemia não desrespeita Forças Armadas, afirma Alessandro Vieira

‘As narrativas e desculpas são apenas cortina de fumaça tentando esconder aquilo que é mais grave: o mar de mortos’, diz o senador sobre reação do governo ao trabalho da comissão parlamentar de inquérito (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE), disse nesta quarta-feira (08) que não houve nenhum tipo de ofensa às Forças Armadas pela CPI da Pandemia, em manifestação à nota divulgada pelo ministro da Defesa Braga Neto, e assinada pelo comandantes das três Forças, na qual  o presidente da comissão parlamentar de inquérito, senador Omar Aziz (PSD-AM), é acusado desrespeitar a instituição.

“Pelo contrário, devo registrar até um cuidado excessivo por parte do senador Omar Aziz, no sentido de não constranger de forma alguma as Forças. Eu apresentei requerimento de convocação do general Braga Neto e do general [Luiz Eduardo] Ramos [ministro-chefe da Casa Civil da Presidência. Entendo que eles têm explicações para prestar. O presidente da CPI não pautou, por respeito institucional. Esses são os fatos”, afirmou.

Segundo ele, ‘as narrativas e desculpas são apenas cortina de fumaça tentando esconder aquilo que é mais grave, esse mar de mortos, a ausência de uma política de recuperação econômica, a ausência de uma política de saúde que proteja quem está adoecendo e que recupere quem adoeceu’.

Alessandro Vieira destacou que o momento no País é ‘extremamente tenso e difícil’, e que o foco da CPI é apurar as ações e omissões do governo relativas ao combate à pandemia do coronavírus.

“São mais de meio milhão de mortos, quase 20 milhões de infectados, esse deve ser o eixo central do trabalho. A CPI avançou e já comprovou com clareza que o Governo Federal não adotou as medidas compatíveis, que o resto do mundo fez. O estudo do professor Pedro Ayala, aponta que, se o Brasil tivesse adotado a mesma conduta, o mesmo padrão mundial, teríamos algo em torno de 300 mil vidas salvas. Esse é o fato preponderante. Essa é a situação mais grave”, disse.

Para o líder do Cidadania, a apuração dos casos pontuais de corrupção e de erros administrativos são importantes para que se compreenda quais são as motivações para o que acontece no Brasil.

“Já provamos o acontecido, como se deu, e não podemos desperdiçar esse momento de buscar soluções, mas soluções construídas em cima da verdade. Não cabe pacificação pela força ou pela ameaça”, afirmou.

Alessandro Vieira fez um apelo para que o Senado mantenha o foco dos trabalhos legislativos.

“Que sigamos todos no caminho daquilo que é necessário para o Brasil, soluções em cima da verdade”, defendeu no plenário do Senado.  (Com informações da Assessoria do parlamentar)

Milton Coelho da Graça: Uma imensa perda

Em nota pública (veja abaixo), o Cidadania lamentou a morte do jornalista Milton Coelho, aos 90 anos, neste sábado (29), no Rio de Janeiro.

Uma imensa perda

O nosso Partido perdeu, na madrugada de hoje, na cidade do Rio de Janeiro, aos 90 anos, vítima da Covid, um de seus militantes mais respeitados e queridos, o jornalista Milton Coelho da Graça, formado em Direito e em Economia. Ele aderiu ao PCB logo após o chamado Relatório Kruschev, que denunciou os crimes de Stalin, em 1956. Integrante do Comitê Universitário, atuou ao lado de seus amigos cariocas Givaldo Siqueira e Maurício Azedo. Deslocado para Pernambuco, a fim de dirigir o jornal Ultima Hora Nordeste, ele chegou a ser designado Secretário de Estado durante o importante governo de Miguel Arraes, às vésperas do golpe militar de 1964. Ficou preso, durante nove meses no Recife, dividindo a cela com Gregório Bezerra e o próprio Arraes.

Profissional dos mais requisitados da imprensa brasileira, ele foi editor e diretor de redação de jornais como O Globo, Última Hora, Jornal do Comércio, Jornal dos Sports, Gazeta Mercantil, do qual foi correspondente em Nova York, e revistas como Realidade, Placar e Istoé. Também foi editor do portal Comunique-se.

Durante o período da ditadura, ajudou a criar jornais clandestinos, juntamente com Marco Antônio Coelho e Ivan Alves. Editor do clandestino Notícias Censuradas, foi preso em São Paulo, em 1975, e cumpriu seis meses de cadeia. Em sua vida, foi encarcerado oito vezes e, mesmo barbaramente torturado, nunca fraquejou.

Quando da formação do Partido Popular Socialista (hoje Cidadania23), em 1992, não hesitou em apoiar a nova proposta, consciente da necessidade de combinar Democracia e transformação social para o bem do Brasil.

Milton Coelho da Graça vai deixar saudades. Seu bom humor e otimismo sempre nos acompanharão. Queremos prestar aqui a nossa solidariedade à sua querida esposa Leda e aos seus filhos Flávio, Guilherme, Djamila, com votos de muita paz e tranquilidade.

Brasília, 29 de maio de 2021

Roberto Freire

Presidente nacional do Cidadania23”

(Foto: Reprodução/Bruno Poletti/Folhapress)