Para Eliziane Gama, denúncia de interferência em investigação da PF reforça instalação de CPI do MEC

Senadora diz que eventual aparelhamento da corporação põe ’em xeque a autonomia das instituições’ (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), disse ao jornal O Globo que os áudios da PF (Polícia Federal) nos quais o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirma ter sido avisado pelo presidente Jair Bolsonaro de uma operação de busca e apreensão reforça a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as suspeitas da existência de um balcão de negócios que gerenciava a liberação de verbas no MEC.

“As denúncias de suposta interferência do presidente numa investigação da PF são muito graves e precisam ser seriamente investigadas pelo STF e pelo Ministério Público Federal”, defendeu a senadora.

Para ela, uma eventual interferência de Bolsonaro na apuração  de suposto favorecimento na liberação de recursos do MEC se configura em obstrução de justiça.

“Interferir numa polícia de estado, aparelhar, é algo que coloca em xeque a autonomia das instituições. E mais, pode revelar uma tentativa de obstrução judicial pelo presidente. Precisamos investigar e talvez, o caminho seja, inclusive, via Comissão Parlamentar de Inquérito.

Com 28 assinatura, uma assinatura a mais que o mínimo necessário, o pedido de CPI deve ser apresentado nesta terça-feira (28), embora a estratégia da oposição seja garantir o apoio de mais três senadores para evitar que o governo consiga a retirada de nomes para inviabilizar o requerimento da comissão de investigação.

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