Para Alessandro Vieira, encontros de Lula e Bolsonaro com Sarney escancaram ‘deserto de lideranças nacionais’

‘Tais extremos são apenas faces da mesma moeda que faz girar a política brasileira, viciada em ocupação predatória do poder’, afirma o senador (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE), criticou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por buscarem apoio ao ex-presidente José Sarney (PMDB) às vésperas do início da fase de depoimentos na CPI da Pandemia e em meio a articulações para as eleições de 2022.

“A romaria de Lula e Bolsonaro até o altar carcomido de Sarney escancara o óbvio: vivemos um deserto de lideranças nacionais”, criticou.

A conversa entre Bolsonaro e Sarney ocorreu na última terça-feira (27) na casa do ex-presidente, que acaba de completar 91 anos. Já o ex-presidente Lula pretende se encontrar com Sarney nesta semana, em Brasília.

“Os tais extremos [Lula e Bolsonaro] são apenas faces da mesma moeda que faz girar a política brasileira, viciada em ocupação predatória do poder, fisiologismo e corrupção”, afirmou Alessandro Vieira na rede social.

Presidente trata trabalhadores como inimigos, afirma Eliziane Gama

Senadora diz em live da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) que o governo federal, com suas políticas restritivas, não dialoga com o mundo do trabalho, que se apresenta já com mais de 14 milhões de desempregados (Foto: Reprodução/CSB)

Às vésperas do Dia do Trabalhador, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) participou, nesta quinta-feira (29), de live promovida pela CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e disse que o presidente Jair Bolsonaro trata como inimigos os trabalhadores e, por isso, ele desmantelou um ministério inteiro – o do Trabalho e Emprego foi fundido ao da Economia – e buscou destruir o movimento sindical.

Na sua avaliação, o governo, com suas políticas restritivas, não dialoga com o mundo do trabalho, que se apresenta já com mais de 14 milhões de desempregados.

Ela criticou ainda o governo por não construir uma transição para o fim do imposto sindical, trazendo graves prejuízos às entidades classistas em todo o País.

Sobre as medidas sociais anunciadas pelo presidente Biden, nos EUA, a senadora lamentou que no Brasil a taxação de grandes fortunas e de heranças sofre muita resistência e que os projetos nessa direção costumam ficar bloqueados, infelizmente, no Congresso Nacional.

Eliziane Gama é autora do projeto de lei (PLP 50/2020) em tramitação no Senado que institui imposto sobre grandes fortunas e empréstimo compulsório para financiar as necessidades de proteção social decorrentes da pandemia de coronavírus (veja aqui).

Pela proposta, o imposto seria temporário para atender a despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública. A estimativa é de que a arrecadação seja de R$ 40 bilhões.

Vacinas

Quanto a compra de vacinas pelas empresas privadas, Eliziane Gama disse que o projeto em tramitação no Congresso não resolve o problema da pandemia no Brasil.

Além do coordenador, Antônio Neto, participaram ainda da live o senador Cid Gomes (PDT-CE) e o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ).

Freire: Bolsonaro é fonte constante de desestabilização institucional

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, participou na ultima terça-feira (27) de programa da Rádio Jornal de Pernambuco para debater o papel do poder judiciário na democracia brasileira. Na ocasião, Freire avaliou que o presidente Jair Bolsonaro é fonte constante de instabilidade entre os poderes, principalmente em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Temos um governo que sistematicamente produz criticas com a única intenção de golpear as instituições democráticas”, disse. “Isso não é atitude de presidente, mas de alguém que pensa viver em uma sociedade de marginais, insistindo em não respeitar a República e as pessoas. Uma sociedade que ele imagina ser assim desde a sua origem no Rio de Janeiro, homenageando milicianos”, completou.

Ele também ponderou que muitas vezes os próprios ministros concorrem para o desgaste pretendido por Bolsonaro ao discutirem publicamente.

“Assistimos muitas vezes até mesmo um fla-flu entre ministros, o que evidentemente não é bom. Veja o caso também, aí já de um ruído externo, do presidente do Senado Federal: sentou em cima de decisões do próprio Parlamento, desrespeitando, assim, a própria Constituição. Tudo isso gera clara insegurança na sociedade brasileira”, exemplificou.

Freire afirmou que a postura de Bolsonaro não condiz com a de uma sociedade “minimamente civilizada”.