Eliziane Gama diz que candidatura da 3ª via é desafio e defende chapa 100% feminina

Senadora diz que vice mulher seria ‘diferencial’ da candidatura única ao Planalto que pode unir Cidadania, PSDB e MDB (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

Em entrevista ao site ‘Poder 360‘ (veja aqui e leia abaixo), a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) disse que uma chapa 100% feminina para concorrer à Presidência da República representando a chamada terceira via é importante para o Brasil, que ‘tem baixa representatividade política de mulheres’ .

Líder da Bancada Feminina do Senado, a parlamentar também comentou a desistência do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) de concorrer ao Planalto, e a união entre MDB, Cidadania e PSDB em torno do nome da senadora Simone Tebet (MDB-MS) para a disputa. 

“A nossa construção da terceira via, não há dúvida que é um desafio. Mas é um desafio em que nós temos quase cinco meses pela frente”, afirmou Eliziane Gama.

Eliziane Gama defende chapa da 3ª via 100% feminina

Com Simone Tebet encaminhada para encabeçar bloco MDB, PSDB e Cidadania, senadora diz que vice mulher seria “diferencial”

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) sugeriu nesta 3ª feira (24.mai.2022) a formação de uma chapa com duas candidatas para representar a chamada 3ª via nas eleições presidenciais de outubro.

“Acho que uma chapa feminina hoje com duas mulheres seria algo importante para um Brasil que tem baixa representatividade política de mulheres”, afirmou Gama ao Poder360.

Segundo a senadora, o Brasil é o 2º país da América do Sul com menor proporção de representantes mulheres na política, o que tornaria a dobradinha um “diferencial”. 

A líder da bancada feminina no Senado afirmou que a desistência do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) em concorrer ao Planalto foi um “gesto muito grande” e mostrou que a coligação entre MDB, Cidadania e PSDB busca, além da cabeça de chapa, um nome de consenso para a vice-presidência.

“A nossa construção da 3ª via, não há dúvida que é um desafio. Mas é um desafio em que nós temos quase 5 meses pela frente”, afirmou Gama.

Para ela, o projeto conjunto entre os 3 partidos precisa ser claro para o eleitor brasileiro. “Se você conseguir uma boa comunicação para apresentar de fato o que pensa esse projeto, eu não tenho dúvida de que a gente chega no 2º turno e ganha a eleição.”

A saída de Doria abriu caminho para a senadora Simone Tebet (MDB-MS) ganhar fôlego como nome para encabeçar a 3ª via. No último PoderData, ela marcou 2% das intenções de voto.

Em reunião da executiva emedebista nesta 3ª (24.mai), o presidente da sigla, deputado Baleia Rossi (MDB-SP), estimou que “mais de 90% do MDB e dos convencionais apoiam abertamente a candidatura” de Tebet. O encontro também selou a aprovação interna para a aliança entre os partidos em outubro.

Apesar da sinalização desta 3ª, o nome de Simone Tebet não é unanimidade no MDB. A bancada do Nordeste é contrária e defende a candidatura petista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os principais expoentes desse posicionamento são o senador Renan Calheiros (AL) e o ex-senador Eunício Oliveira (CE). Nenhum dos 2 participou da reunião.

Não há consenso nos bastidores tucanos sobre um apoio à candidatura da senadora. Conforme apurou o Poder360, os ex-presidentes do PSDB Aécio Neves, José Anibal e Pimenta da Veiga preferem aguardar para confirmar se há de fato viabilidade no nome de Tebet como candidata à Presidência. 

Um encontro da Executiva Nacional em 2 junho deve definir a orientação do partido para as eleições.

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