Jorge Kajuru lamenta que as mulheres continuem sendo violentadas e vítimas de preconceito

Para o parlamentar, não se pode abordar a situação das mulheres no Brasil sem discutir as origens do preconceito (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) afirmou, nesta segunda-feira (9) em Plenário, que não se pode abordar a situação das mulheres no Brasil sem discutir as origens do preconceito a que elas estão submetidas. Para ele, enquanto as homenagens se multiplicam pelo País, as mulheres continuam sendo vítimas de preconceito e são inferiorizadas, maltratadas, estupradas e mortas.

Kajuru lamentou dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos segundo os quais o Brasil ocupa a quinta posição no ranking dos países com mais casos de feminicídio, sendo superado apenas por El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia.

“Em comparação com países desenvolvidos, aqui se mata 48 vezes mais mulheres que no Reino Unido, 24 vezes mais que na Dinamarca e 16 vezes mais que no Japão ou Escócia. O mapa da violência do Conselho Nacional de Justiça mostra que o número de mulheres assassinadas aumentou no Brasil. Entre 2003 e 2013, passou de 3.937 casos para 4.762 mortes”, disse.

Orçamento

O senador estranhou a rapidez com que o deputado federal Cacá Leão (PP-BA), relator de dois dos três projetos de lei do Congresso Nacional apresentados pelo governo (PLN 02/2020 e PLN 04/2020), como parte do acordo para manutenção do veto presidencial à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2020, rejeitou as emendas apresentadas por ele a essas propostas. Segundo Kajuru, duas emendas foram apresentadas no início da tarde da última sexta-feira (6). Em menos de uma hora, os relatórios, com a rejeição das emendas, já estavam prontos.

Segundo Jorge Kajuru, uma das emendas devolvia ao governo o controle na execução das emendas do relator e das comissões. Caso a primeira emenda fosse rejeitada, disse o senador, a outra emenda estabeleceria uma correção, exigindo que as indicações de aplicação das emendas do relator do orçamento e das comissões precisariam da anuência das bancadas no Congresso Nacional, e a execução obedeceria aos critérios de proporcionalidade das bancadas. (Agência Senado)

Mulheres do Cidadania-SC promovem encontros em comemoração ao Dia Internacional da Mulher

A Secretaria Estadual de Mulheres M23 de Santa Catarina promoveu, neste domingo (8), encontro e atos em quatro cidades do estado em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Em Navegantes e Tubarão houve um café da tarde com palestra e confraternização, assim como a apresentação das pré candidatas.

Em Itajaí e Florianópolis a M23 foi até a praça mais movimentada dos respectivos municípios e fizeram panfletagem parabenizando pelo dia e convidando as mulheres a conhecerem o Cidadania. Em municípios como Macieira, Blumenau e Balneário Camboriú os eventos ocorrerão dentro do mês de março.

Os atos foram coordenados e fomentados pela Secretaria Estadual que forneceu o material, assim como mobilizou e incentivou as mulheres e os dirigentes municipais a promoveram atos e encontros.

Para uma das secretárias estaduais, Talien Stofelli Assis, que esteve a frente da mobilização “é imprescindível mobilizações como essas para reforçarmos a importância do papel social das Mulheres. Temos sim que comemorar as conquistas até aqui, mas é preciso reforçar que a nossa luta por igualdade é constante”. (Com informações da Secretaria Estadual de Mulheres M23-SC)

Comissão vai analisar relatório de Eliziane Gama ao projeto que reserva vagas para mulheres em empresas

Texto da senadora estabelece que o preenchimento dessas vagas será feito de modo escalonado (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

No mês da mulher, a CAS (Comissão de Assuntos Sociais) pode aprovar um projeto que cria uma cota de vagas de trabalho para mulheres em empresas com mais de 50 empregados. O projeto (PLS 216/2016), com a reserva de 30% das vagas nas empresas para mulheres, está na pauta da reunião de quarta-feira (11), às 9h, do colegiado.

Apresentada pela ex-senadora Regina Sousa, a proposta conta com o apoio da relatora na CAS, senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA). No relatório, a parlamentar do Cidadania estabelece que o preenchimento dessas vagas será feito de modo escalonado até atingir o percentual proposto pelo projeto: 30% de mulheres na atividade-fim do estabelecimento. No texto original do projeto, a regra já valeria para as empresas com mais de dez empregados, o que foi modificado por meio de emenda da relatora.

Segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho), apontados pela relatora, no Brasil, 56% das mulheres estão na força de trabalho, índice melhor que a média global, mas ainda assim 22 pontos percentuais menor que a masculina, estimada em 78,2%.

E mesmo quando as mulheres participam do mercado de trabalho, elas têm maior probabilidade de estar desempregadas do que os homens. Globalmente, a taxa de desemprego para as mulheres em 2017 é de 6,2%, representando uma diferença de 0,7 ponto percentual com relação à taxa de desemprego dos homens, de 5,5%.

“Nesse contexto, a busca por igualdade de oportunidade no mercado de trabalho deve ser incessante, pois a realidade nos comprova que as mulheres, a despeito dos avanços alcançados, continuam sendo discriminadas em razão do sexo”, ressalta Eliziane Gama. (Agência Senado)

Eduardo Rocha ressalta luta milenar das mulheres por igualdade

Em texto (veja abaixo) dirigido a amigos e amigas de Guarulhos (SP), o economista Eduardo Rocha destaca a luta milenar das mulheres por igualdade.

“Para quem ama a humanidade, o Dia Internacional da Mulher é um dia especial”, afirma.

Estimados (as) amigos (as) guarulhenses de todos os Grupos

Estamos na véspera do Dia 8 de Março, Dia internacional da Mulher.

Creio que é um dia que as mentes mais conscientes refletem sobre o real significado histórico-político-civilizatório desta data.

A luta milenar das mulheres não se resume a essa data.

Essas guerreiras construíram outras datas heroicas, desde a Grécia antiga (Antígona), até os dias de hoje. Não cabe agora listar todas as lutas dessas mulheres, pois cansarei a todas e a todos.

Para quem ama a humanidade, o Dia Internacional da Mulher é um dia especial.

Falarei um pouco sobre a dura, triste e heroica origem do dia 8 de Março. Quem resistir ao texto, parabenizo-o (a) desde já!

Vamos lá.

A manhã e a tarde do dia 8 de março de 1857 não presentearam com flores, perfumes, bombons e serviços em salões de beleza ou quaisquer outros similares às mulheres que iniciaram, desde as 4 horas da manhã, mais um infernal dia de trabalho da fábrica têxtil de Nova Iorque, que submetia às suas operárias a extenuantes, draconianas e desumanas jornadas de trabalho de 16 e 17 horas de trabalho.

Além dessa bárbara jornada de trabalho, elas, as mulheres operárias, ganhavam apenas 30% do que ganhavam os homens. Hoje, no Brasil elas ganham em média 30% a menos. Passaram três séculos rapidamente de desigualdades, mas os percentuais rumo à igualdade andaram a passos de tartaruga.

Em 1857, portanto, em Nova York, parar a fábrica era sinônimo de crime social. Para aquelas valorosas mulheres, que foram todas queimadas vivas, fazer a greve, significava lutar para pôr fim ao sofrimento, à humilhação, à tristeza, à depressão, à manipulação, à prepotência, ao preconceito, à misoginia, ao assédio sexual e, ao mesmo, tempo, à exploração. Era mostrar ao mundo que a dignidade da humanidade começa pela dignidade da mulher – mãe da outra metade do planeta!

Elas, mulheres operárias, filhas do proletariado norte-americano, diante daquela tirania a que eram submetidas em sua condição de trabalho, fizeram greve naquele dia. Greve. Olhe só. Greve, de mulheres. Em 1857! Que ousadas!

Que dia! Que história! Que dor! Que lágrima! Que triste e curto presente e inspirador e eterno futuro! Que história. Mal sabiam essas mulheres, jovens e mães, que suas reivindicações atravessariam os séculos XIX, XX e XXI. Mas sabiam elas que seu sangue seriam a tinta verdadeira que escreveria as linhas eternas da história.

Elas não poderiam imaginar que aquele ato corajoso e revolucionário, impulsionado pelo coração e pela razão, pela dor e pelo amor, pelas lágrimas e pelo sorriso, pela fé e pela esperança, colocando o sonho derrotando e pesadelo, para transformar a sua triste, opressiva e revoltante realidade, entrariam, essas operárias nova-iorquinas, para história como uma das datas mais emblemáticas das lutas pela emancipação das mulheres – e porque não dizer, de todo o ser humano – em todo planeta.

A luta pela felicidade da mulher é a luta pela felicidade da humanidade. Foi o socialista francês François Marie Charles Fourier Besançon (1772-1837) quem disse “que o grau de emancipação da mulher numa sociedade é o barômetro natural pelo qual se mede a emancipação geral”.

As mulheres, queridos (as) amigos (as) de Guarulhos, estão em todas as partes da sociedade, mas, infelizmente, a igualdade não está nenhuma parte.

Aquelas heroicas e combativas mulheres de 1857 (muitas mães e outras solteiras, mas todas trabalhadoras honestas, exploradas) lutavam, com dignidade, pela redução de jornada de trabalho. Queriam salário igual com os homens com funções iguais. Queriam o fim do assédio sexual. Queriam higiene nos banheiros. Queriam respeito!

Sim, sei, alertaram-me amigos, que existem várias polêmicas sobre a origem do Dia Internacional da Mulher.

Eu, particularmente, acredito que 1857, foi determinante e decisivo para que Clara Zetkin, socialista alemã, em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas propusesse o dia 8 de março como o dia a ser celebrado pela humanidade como o dia da mulher.

Esta conferência foi feita na Casa do Povo, em Copenhagen, Dinamarca.

O primeiro Dia Internacional da Mulher foi comemorado em 19 de março de 1911. Posteriormente, a comemoração passaria a ocorrer no dia 8 de março, sempre.

Era, a partir desta data, pôr fim a esta pré-história da humanidade bárbara de exploração do homem pelo homem e iniciar a jornada da civilização humana anunciando que a mulher quer a liberdade, a igualdade, a fraternidade, a paz, a democracia, a liberdade e o respeito individual, particular e universal.

Fizeram greve, aquelas mulheres ousadas da fábrica Nova Iorque. Foram todas queimadas vivas. Lutavam pelo justo, lutavam pelo certo, lutavam pela justiça, lutavam pela liberdade, lutavam pela dignidade humana. Lutavam por um mundo justo, igual e humano. Lutavam por si, mas, fundamentalmente, lutavam pela felicidade da humanidade.

E elas fizeram a greve. E os patrões – nobres senhores que nem liam Voltaire, Smith, Ricardo, Burke nem David Hume e nem sonhavam o sonho de George Washington, mas em vez de livro, tinham armas – inconformados pela ousadia dessas mulheres, fecharam todas as saídas da fábrica. Elas ficaram encarceradas. Não tinham por onde sair.

E os patrões botaram fogo na fábrica. A vida daquelas mulheres não significava nada para os patrões. Os tijolos, as máquinas, os fios, os tecidos, as instalações, sim. A propriedade de bens materiais valia mais que a vida huamana. A lição da morte para essas mulheres era o ABC, o recado daqueles patrões, contra quem ousasse lutar por direitos, até mesmo por um banheiro para as mulheres depois de 17 horas de trabalho.

A riqueza do futuro da humanidade estava na luta daquelas bravas, guerreiras, históricas e eternas mulheres. A pobreza, num monte de tijolos, que absorviam o odor das mulheres queimadas pelos senhores da civilização do capital, ficou ao lado daqueles pobres infelizes patrões.

Imagina, em 1857: ousar o poder do capital, masculino? Você é louca, mulher?

E elas, justas e puras, conscientes de si, lutadoras, defensoras da vida, construtoras da vida, mães, ousaram; essas heroicas mulheres ousaram; essas heroicas mulheres lutaram e essas heroicas mulheres morreram: queimadas pela razão do capital. O lucro valia mais que a vida.

As mortes das mulheres de 1857 de Nova Iorque não foram em vão. Elas dignificam não só as mulheres, mas toda a humanidade.

Pergunto a todos e a todas: o lucro vale mais que a vida?

Até hoje a humanidade rende homenagem àquelas mulheres. As chamas que a dizimaram são as chamas que se voltam contra seus algozes. São as chamas que inflam a luta pela igualdade da humanidade.

O 8 de Março rende homenagens não só a essas mulheres, mas a todas, em toda a história da humanidade, em todas as etapas da história da humanidade e em todas as partes do mundo, que lutaram e lutam por um mundo verdadeiro humano.

Foram queimadas, vivas, por isso.

Clara Zetkin, a espetacular socialista alemã, propôs, vale a pena relembrar neste texto, e foi aceito o Dia 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher.

Não adiante quere apagar nem reescrever a história.

E até hoje a humanidade democrática e progressista e humanista comemora para lembrar esta data.

Após anos de luta e manifestações, o Dia Internacional da Mulher foi oficializado pela Organização das Nações Unidas na década de 1970. Essa data simboliza a luta histórica das mulheres para terem suas condições equiparadas às dos homens.

A consciência universalmente humana tem, de fato, o dever histórico de amar a humanidade e combater sentimentos e concepções bárbaras, retrógadas, machistas, misóginas, homofóbicas, xenofóbicas, racistas e, como se esse combo infernal não bastasse, além de tudo, propagam a famigerada e desumana intolerância religiosa.

Os que acreditam na ciência devem também ser respeitados. Fogueira, nunca mais! Por favor.

O Dia Internacional da Mulher é um dia de memória histórica das mais importantes na história da humanidade. É um dia para render homenagens ao passado glorioso das mulheres, mas é também o dia para começar novas jornadas rumo à alegria, à felicidade, ao bem estar de todos os seres viventes.

Um dia complexo não merece frases simples, por mais simpáticas e falsamente encantadoras que sejam.

Pode-se, sim, homenageá-las com tudo o que generosidade humanidade pode proporcionar, mas a homenagem maior é reconhecer o papel histórico de todas as mulheres e em todas as épocas históricas em prol de uma humanidade verdadeiramente humana e feliz.

Era o que eu tinha a dizer

Parabéns, mulheres.

Feliz dia 8 de Março – Dia Internacional das Mulheres.

Abs

Eduardo Rocha

O racismo institucional na saúde pública tem de ser combatido, alerta Carmen Zanotto

Pesquisa “SUS sem Racismo” aponta que as negras compõem 60% das vítimas da mortalidade materna no Brasil (Foto: Robson Gonçalves)

A deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC) chamou a atenção nesta terça-feira para a existência do racismo institucional na rede pública de saúde.

“As mulheres negras morrem mais porque não recebem o mesmo tratamento que é dispensado às mulheres brancas. Essa racismo institucional nos serviços de saúde provoca indignação e tem de ser combatido”, disse.

Presidente da subcomissão especial de assistência e saúde da população negra da Câmara dos Deputados duas Legislaturas atrás, quando o assunto foi debatido, Carmen afirmou que o problema permanece e é sentido de forma “cruel”, principalmente, pelas gestantes negras.

A fala de Carmen Zanotto aconteceu na Comissão de Seguridade Social e Família, após a realização da sessão solene realizada pela Câmara dos Deputados para comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra, que é celebrado em 20 de novembro.

A deputada catarinense pediu aos parlamentares do colegiado que ajudassem a combater o preconceito racial no país.

“Isso acontece porque se dedicam menos tempo e atenção a elas (as negras) nas instituições. Nós que somos parlamentares da área de saúde precisamos pensar formas de combater esse preconceito”, acrescentou.

A declaração de Carmen se baseou em dados da pesquisa “SUS sem Racismo”, que aponta que as mulheres negras costumam receber em média menos tempo de atendimento médico que mulheres brancas. As negras compõem 60% das vítimas da mortalidade materna no Brasil.

O estudo também revela que somente 27% das mulheres negras tiveram acompanhamento durante o parto, ao contrário dos 46,2% das mulheres brancas; e 62,5% das mulheres negras receberam orientações sobre a importância do aleitamento materno, preteridas em favor dos 77% das mulheres brancas.

Diversidade

Segundo Carmen Zanotto, se o Parlamento quiser aumentar a participação feminina na política, é preciso também lutar pela ampliação da diversidade.

“Acho que todos só teremos a ganhar com isso. Aprenderemos na convivência, nas audiências públicas. Assim, trabalharemos mais pela maioria dos brasileiros. Que tenhamos mais deputados trabalhando pela população negra e por todas as políticas públicas”, conclamou a parlamentar do Cidadania.

Projeto relatado por Eliziane Gama que beneficia marisqueiras é sancionado

As mulheres marisqueiras do País passarão a ter acesso às políticas públicas disponíveis para a atividade pesqueira no Brasil (Foto: Reprodução)

A lei que dispõe sobre a política de desenvolvimento e apoio às atividades das mulheres marisqueiras foi sancionada esta semana pelo presidente da República. A relatora do projeto na Comissão de Agricultura do Senado e líder do Cidadania na Casa, senadora Eliziane Gama (MA), disse que lei promove justiça social.

Com a sanção da legislação pelo Executivo, as mulheres marisqueiras do País passarão a ter acesso às políticas públicas disponíveis para a atividade pesqueira no Brasil.

“Agora, mulheres marisqueiras podem ser amparadas por programas governamentais já existentes como é o caso, por exemplo, do Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar]”, diz a parlamentar.

Pela norma, são consideradas marisqueiras as mulheres que realizam artesanalmente essa atividade em manguezais de maneira contínua, de forma autônoma ou em regime de economia familiar para sustento próprio ou comercialização de parte da produção.

Veto

O presidente Jair Bolsonaro vetou o artigo que estabelecia preferência às marisqueiras na ordem de pagamentos de indenização em caso de desastres ambientais provocados ou não por ação humana em áreas de manguezais que impossibilitasse o exercício da atividade.

A proposta, segundo ele, ofende o princípio de isonomia, uma vez que beneficiaria as marisqueiras em detrimento de outros trabalhadores.

Outro ponto levantado por Bolsonaro é de que “o dispositivo proposto está em descompasso com a disposição constitucional do art. 37″ quando prevê o pagamento em casos de intercorrências não provocadas por ação humana. (Com informações da Agência Senado)

Cidadania de Belo Horizonte realiza Encontro Mulheres 23

O evento elegeu as coordenações do Cidadania Mulher de Belo Horizonte e de Minas Gerais (Foto: Reprodução)

O Cidadania de Belo Horizonte realizou no último sábado (9), na Assembleia Legislativa do estado, o Encontro Mulheres 23. O evento contou com diversas palestras e filiações de lideranças femininas da capital mineira.

O presidente estadual do Cidadania, o deputado estadual João Vítor Xavier, destacou que o evento foi um ato preparatório para garantir “um protagonismo das mulheres nas eleições do ano que vem”.

Participaram do encontro a presidente do Cidadania de BH, Luzia Ferreira; a vereadora Alessandra, de Brumadinho; a ex-prefeita Arlete, de Aricanduva; a vereadora Fernanda, de Santo Antônio do Monte; e a vereadora Luciene, de Vespasiano.

O evento contou ainda com representantes do Cidadania de Belo Horizonte, Betim, Contagem, Caeté, Montes Claros, Poços de Caldas, Mariana, Timóteo, Brumadinho, Coronel Fabriciano, Aricanduva, Divinópolis, Gouveia, Sabará, Vespasiano e Santo Antônio do Monte.

No final do evento foram eleitas as coordenações do Cidadania Mulher de Belo Horizonte e de Minas Gerais.

M23 repudia a barbárie e defende democracia e direitos humanos

Coordenação de Mulheres do M23 contesta comentários pejorativos nas redes sociais (Foto: Reprodução)

A Secretaria Nacional de Mulheres do Cidadania M23 divulgou nota pública (veja abaixo) repudiando comentário feito por advogada brasileira nas redes sociais a respeito da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de derrubar a prisão após a condenação em segunda instância e ao fato da prefeita da cidade boliviana de Vinto ter sido humilhada em via pública.

Segundo a coordenação do M23, os dois episódios levam a barbárie e devem ser combatidas em nome da democracia, dos direitos humanos e do estado democrático de direito.

A barbárie anunciada

“Que estuprem e matem as filhas dos ordinários ministros do STF”, foi a publicação feita pela advogada, Cláudia Teixeira, em sua página do Facebook, após o Supremo Tribunal Federal, por 6 votos a 5, derrubar a prisão após condenação em 2ª instância.

Poucos dias depois, assistimos a outra cena deplorável, também compartilhada em redes sociais, da prefeita da cidade de Vinto, na Bolívia, que teve seus cabelos cortados e foi obrigada a percorrer as ruas enquanto era xingada e humilhada.

Poucos dias depois, assistimos a outra cena deplorável, também compartilhada em redes sociais, da prefeita da cidade de Vinto, na Bolívia, que teve seus cabelos cortados e foi obrigada a percorrer as ruas enquanto era xingada e humilhada.

Qual leitura podemos extrair destas duas cenas de selvageria, nas quais a divergência de ideias é tratada como uma disputa e onde impera o desejo de eliminar o outro?

As divergências se deslocaram do campo do diálogo e partiram para o campo das ofensas pessoais, das agressões verbais, das agressões físicas, humilhações, ameaças de morte ou o próprio extermínio do outro.

A disputa não é mais entre as forças progressistas e conservadoras. Para além da polarização político-partidária, o que vemos acontecer é uma disputa entre civilização e barbárie. Uma nova barbárie, que se configura como a negação de todos os valores professados pela civilização: a verdade como aquilo que é verificável e demonstrável por meio da ciência e dos fatos, a racionalidade como um princípio básico e compartilhado pelas diversas instâncias da sociedade, o respeito aos direitos humanos e à liberdade individual.

Assistimos, atônitos, à apologia da violência, da irracionalidade e à construção de conspirações delirantes. Crescem tentativas de substituir a lei pela ordem, as instituições pela força e os direitos humanos pela negação à liberdade individual. Ressurge o obscurantismo para apagar as luzes da racionalidade e o autoritarismo para cercear os indivíduos de seus direitos adquiridos.

A discordância faz parte do regime democrático, mas deve haver também, um respeito mútuo entre as partes. Quando prevalece o desrespeito entre os adversários, inicia-se um processo de ódio contra a democracia e o desejo de que o adversário e a sua posição política sejam eliminados. É daí que surge o anseio pela ditadura.

Temos ouvido, com certa frequência, vozes saudosistas e até mesmo sem conhecimento, de um pseudo período de ordem e progresso social. É preciso resgatar as histórias adormecidas nos porões da ditadura nos anos de chumbo e nomear seus algozes para que esse período de nossa história seja verdadeiramente sepultado.

Não sem lutas, não sem dores e perdas chegamos a nossa jovem e ainda frágil democracia. Ela precisa de cuidados e proteção e que fiquemos atentos às ameaças e retrocessos que tem sofrido. Nós, mulheres, sabemos que nos retrocessos que a democracia recebe, nossos direitos são também, mortalmente atingidos.

Que não nos esqueçamos de que vivemos em uma cultura ainda muito machista e que, nos momentos como estes, os ataques às mulheres são acentuados, como vimos nos casos citados no início do texto. Uma mulher proferir tais palavras a outras “que sejam estupradas e mortas” e uma mulher ter seus cabelos cortados, ser arrastada pelas ruas e sofrer xingamentos e agressões, é um recado muito bem dado ao que pode vir pela frente, se não fizermos nada.

Precisamos, mais do que nunca, de união e organização de uma ampla frente de combate ao que se anuncia como uma barbárie do século XXI. Que os espaços de poder sejam por nós, mulheres, ocupados. Não vamos arrefecer diante dos ataques dirigidos à democracia e aos direitos humanos, vamos reagir e avançar em nossa luta.

Executiva Nacional M23
Secretaria Nacional de Mulheres do Cidadania23

Brasília, 11 de novembro de 2019”

Da periferia de Taubaté para o estado de São Paulo

A jovem Ellen Cursino é da periferia de Taubaté, no interior de São Paulo. Tem 31 anos, mãe da Maria Vitória e Giovanna, formada em jornalismo pela Universidade de Taubaté, especialista em Gestão Pública Municipal pela Universidade Federal de São Paulo e se especializando também em Ciência Política pela Estácio de Sá.

Desde os 18 anos ela trabalha com política. Participa de movimentos culturais, empreendedorismo feminino, acredita no fortalecimento das políticas públicas no combate ao feminicídio e no desenvolvimento de políticas afirmativas da igualdade racial. Hoje ela é a primeira jovem negra a assumir a Secretaria de Mulheres do partido político Cidadania 23 no estado de São Paulo.

A Secretaria de Mulheres do Cidadania de São Paulo é composta pela Secretária Executiva Ellen Cursino; pela Secretária de Finanças Marluce Maria, advogada e especialista em Gestão Pública; pela Secretária de Comunicação Viviane Camargo, advogada; pela Secretária de Mobilização Política, vereadora de Limeira Dra Mayra Costa, médica neurologista; pela Secretária de Formação Política vereadora de Taubaté Loreny Mayara, Gestora de Políticas Públicas e Especialista em Controle de Gestão Pública Municipal; e pela honrosa vice-prefeita de Araçatuba Edna Flor, advogada.

A nova composição transformou o movimento de mulheres em um quadro de pessoas técnicas que dão suporte às outras mulheres que querem além de se candidatar, terem apenas vida partidária ou trabalhar na gestão pública. O projeto “Juntas por Elas” é da M23 SP e tem como objetivo preparar as mulheres para a eleição e fortalecê-las para o desafio de novas gestoras na construção de cidades que consigam acolher a população, dar qualidade de vida às pessoas e diminuir as desigualdades socioeconômicas. Ensinar que cidades inteligentes são cidades mais humanas.

“Somos 54 vereadoras, 3 prefeitas, 4 vice-prefeitas e milhares de filiadas que contribuem para uma sociedade muito, mas muito melhor! Nós, somos mulheres de todo o canto do Estado de São Paulo que desenvolvem uma política no seu município. Somos empreendedoras, professoras, policiais, donas de casa, jornalistas, advogadas, somos gestoras públicas. Somos o que querermos ser. Vamos ensinar as nossas mulheres a entenderem a importância do seu eleitor. Como ele pensa, como a política boa deve existir, como vamos fazer a nossa pré-campanha. Vamos ensinar as mulheres se tornarem gestoras de cidades inteligentes para a construirmos cidades mais humanas. Mas para isso, precisamos discutir o voto. Preparar a mulher para a eleição, para a participação partidária e conquistar o seu espaço na política”, afirma Ellen Cursino. (Site M23)

Eliziane Gama defende acesso de mulheres à mamografia

Senadora do Cidadania do Maranhão disse que a doença vitimou 627 mil mulheres em todo o mundo (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), votou pela aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL 377/2019) que susta a portaria que dificultava o acesso de mulheres com menos de 50 anos e com mais de 70 anos ao exame de mamografia, essencial para detectar o câncer de mama. A proposta foi aprovada pelo Senado nesta terça-feira (29) e segue para a Câmara dos Deputados.

Para a senadora, quando é feita uma avaliação mais precisa sobre os dados, os números são realmente muito preocupantes.

“Nós tivemos acesso a uma pesquisa feita pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer que revelou que em 154 países o câncer de mama é um dos três tipos de câncer no mundo que mais mata mulheres. Quando fazemos um recorte em nível de Brasil, o câncer de mama também é o tipo de câncer que mais acomete mulheres”, destaca a parlamentar.

Eliziane disse ainda que a doença vitimou 627 mil mulheres em todo o mundo e lembrou aos pares que de cada quatro mulheres que recorrem ao exame, uma é diagnosticada com caso positivo.

Na opinião da parlamentar, a portaria é menor do que a lei e prejudica muito as mulheres brasileiras.

“Nós estamos aqui diante de uma situação muito séria, ou seja, nós estamos limitando o acesso de mulheres que podem ter a doença e, se podem ter a doença, automaticamente, se não forem tratadas, porque esse tipo de câncer pode ser tratado de uma forma rápida e, portanto, não chegar a óbito. Mas elas poderão vir a óbito porque nem sequer têm o diagnóstico”, lamentou a senadora.

Pré-candidata do Cidadania vai disputar município cearense envolvido em escândalo de estupro

O Cidadania do Ceará tem como pré-candidata a prefeita em Uruburetama a jornalista Roberta Philomeno. A presença de uma mulher na disputa pela prefeitura da cidade nas eleições de 2020 é simbólica, pois o município se viu recentemente envolvido em um escândalo no qual o médico e ex-prefeito, José Hilson de Paiva, estuprou diversas mulheres em consultas médicas.

Continue lendo