Ministro interino da Saúde elogia emendas de Eliziane Gama para combate à Covid-19

No total, cabia à senadora R$ 5.318.576,00, que seriam destinados à Infraestrutura, mas que formam para a Saúde devido a urgência e gravidade da situação da pandemia (Foto: Pedro França/Agência Senado)

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, elogiou nesta terça-feira (23) a líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), pela destinação de emendas parlamentares para o combate à pandemia do novo coronavírus, durante a sessão remota da comissão mista da Covid-19.

“A senhora é uma das únicas que fez funcionar exatamente suas emendas, que foram todas empenhadas, liquidadas e pagas na finalidade. Então, parabéns também à senhora pela sua gestão nesse aspecto de gasto efetivamente com a saúde”, elogiou o ministro interino.

Eliziane Gama mudou a destinação da emenda de bancada a que tinha direito para o enfrentamento da crise contra o coronavírus.

No total, cabia à senadora R$ 5.318.576,00, que seriam destinados à Infraestrutura, mas que formam para a Saúde devido a urgência e gravidade da situação da pandemia.

Transparência

Na audiência remota com Pazuello, Eliziane Gama reafirmou que a transparência de dados é uma das formas mais efetivas para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus no País.

“Esse é um dos pontos com os quais nós temos tido muita preocupação porque em todo o mundo a experiência mostra que através da comunicação direta, da transparência é que nós vamos ter efetividade no enfrentamento dessa pandemia”, disse ao citar o exemplo da Nova Zelândia – um dos primeiros países a apresentar resultados específicos em relação à superação da crise sanitária -, cuja primeira-ministra fazia contatos diários com a população sobre a doença.

Eliziane Gama perguntou a Pazuello se o Ministério da Saúde iria retomar a rotina de entrevistas coletivas diárias sobre a pandemia, como a adotada pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, e ele disse que o objetivo é realiza-las de forma ‘mais consistente’.

“A gente precisa ter mais dados, assuntos mais relevantes para tratar numa coletiva. Quando a gente [destaca] gestores no nível do ministro e dos secretários [para a coletiva], nós estamos tirando o pessoal do trabalho, da produção. Por isso é que a gente diminuiu um pouco a rotina, mas estamos prontos para responder a qualquer motivo, a qualquer momento. E as nossas coletivas serão sempre muito técnicas e com as respostas a qualquer pergunta”, disse o ministro interino.

A parlamentar também questionou Pazuello sobre a decisão do governo de enquadrar na Lei de Segurança Nacional, redigida na ditatura militar, os servidores que divulgassem informações do ministério.

“São apenas procedimentos normais, porque alguns assuntos são ainda de caráter reservado. É preciso ter efetivamente a responsabilidade e a compreensão do grau de risco e de segurança das informações que estão sendo tratadas. Não é, em hipótese alguma, o cerceamento da liberdade de a pessoa falar o que quiser, só não pode falar ainda o que não está liberado para a população para não criar outros problemas”, explicou Pazuello.

Eliziane Gama abordou ainda na videoconferência como estão o andamento de investimentos e parcerias realizadas pelo governo para a descoberta de vacina contra a Covid-19, e se o Ministério da Saúde concorda com a declaração do presidente Jair Bolsonaro de que há um exagero em relação ao isolamento adotado por estados e municípios, mas Pazuello não respondeu diretamente às perguntas.

Para Jorge Kajuru, falta ‘coordenação central’ no combate à pandemia

“Um presidente que não demonstra querer enfrentar o problema, um general como ministro interino da Saúde, governadores e prefeitos batendo cabeça e uma população insegura”, resume o parlamentar do Cidadania (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Ao ser questionado pelo site ‘O Antagonista’ sobre sua visão da pandemia de coronavírus no País, o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) respondeu que, “infelizmente, a pandemia parece seguir firme”, porque falta uma “coordenação central”.

“Um presidente que não demonstra querer enfrentar o problema, um general como ministro interino da Saúde, governadores e prefeitos batendo cabeça e uma população insegura”, resumiu.

Para o senador, o principal erro será flexibilizar a quarentena no momento em que o número de casos e de mortes está aumentando.

“Isso pode dar à população a ideia de que o pior já passou. A flexibilização não pode acontecer sem que antes haja um conhecimento claro do comportamento do vírus, sem o número necessário de testes, sem trabalho articulado entre todas as esferas de poder.”

Kajuru acrescentou que, se nada mudar e não houver diálogo entre os governos federal e estaduais, “no Brasil, a guerra contra a Covid-19 será a mais prolongada”, na comparação com o restante do mundo.

Fonte: https://www.oantagonista.com/brasil/jorge-kajuru-no-brasil-a-guerra-contra-a-covid-19-sera-a-mais-prolongada/

Eliziane Gama quer que comissão mista da Covid-19 dê transparência e fiscalize dados da doença do governo

A parlamentar defende que o colegiado – composto por deputados e senadores –  estabeleça um rito para que o Ministério da Saúde informe de forma obrigatória os dados completos sobre a pandemia (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), fez um apelo na reunião da comissão mista que acompanha as ações do governo federal na pandemia do novo coronavírus, nesta segunda-feira (08), para que o colegiado crie mecanismos junto ao Ministério da Saúde para dar transparência aos dados da doença no País.

A parlamentar defende que a comissão – composta por deputados e senadores –  tenha um papel fiscalizador mais ofensivo e estabeleça um rito para que o Ministério da Saúde informe de forma obrigatória os dados completos sobre a pandemia.

“A comissão foi criada exatamente para isso. Nós fazemos as audiências públicas, os debates e as reuniões, mas precisamos ter um papel também de fiscalizador mais ostensivo neste momento”, defende Eliziane Gama, que considera ‘inaceitável’ o novo critério do governo de divulgação de dados da Covid-19  no momento em que o contágio e as mortes pelo coronavírus só aumentam.

O site do Ministério da Saúde (https://covid.saude.gov.br/) que divulga o boletim epidemiológico ficou ’em manutenção por quase 24 horas e  voltou ao ar no último sábado (06) à tarde reformulado e sem contabilizar o número acumulado de infectados e de mortes pela doença. Além disso, Carlos Wizard, então cotado para assumir a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos da pasta, informou em entrevista à imprensa que o ministério faria uma recontagem dos óbitos.

“Precisamos buscar e trabalhar com os elementos que temos para que o Ministério da Saúde estabeleça e garanta essas informações diárias. A transparência é o elemento fundamental para combatermos a pandemia no mundo inteiro. As experiências no mundo que deram certo formam por meio da transparência”, afirmou a parlamentar.

Audiência com Pazuello

Eliziane Gama também cobrou a presença do ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, na comissão para explicar o novo protocolo de divulgação da pasta dos casos de Covid-19. Segundo o presidente do colegiado, senador Confúcio Moura (MDB-RO), a audiência pública com Pazuello será dia 22 de junho.

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No JN, Eliziane Gama diz que a manipulação de dados da Covi-19 ‘seria crime de responsabilidade’

‘A transparência é essencial para se combater a doença, principalmente agora, com os números de infecção e óbitos crescentes’, afirmou a senadora (Foto: Reprodução)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), disse nesta sexta-feira (05) no Jornal Nacional (leia abaixo e assista aqui a reportagem) que ‘não se pode imaginar ou permitir qualquer manipulação’ de dados sobre a Covid-19, pois ‘seria crime de responsabilidade’. A manifestação da parlamentar é uma critica ao atraso na divulgação de dados da doença por parte do Ministério da Saúde.

Segundo o Jornal Nacional, o ‘Ministério da Saúde só divulgou o boletim da situação epidemiológica de quinta-feira (4) às 21h58. Mas os dados já estavam fechados desde as 19 horas’.

“É perigoso o atraso na divulgação de dados, pelo governo, sobre a Covid-19. Não há qualquer justificativa para isso. A transparência é essencial para se combater a doença, principalmente agora, com os números de infecção e óbitos crescentes. Não se pode imaginar ou permitir qualquer manipulação nessa área, seria crime de responsabilidade”, afirma Eliziane Gama.

A senadora pediu a convocação do ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, para que ele explique o motivo da mudança do horário da atualização dos dados na comissão mista do Congresso Nacional que acompanha as ações do governo no combate a pandemia do novo coronavírus.

Ministério da Saúde atrasa divulgação do número de mortes por coronavírus e gera críticas

É a terceira vez nesta semana que o Ministério da Saúde retarda a divulgação de dados sobre a pandemia. E esse represamento de informações provocou críticas de especialistas e integrantes dos poderes Legislativo e Judiciário.

Jornal Nacional – TV Globo

É a terceira vez nesta semana que o Ministério da Saúde retarda a divulgação de dados sobre a pandemia. E esse represamento de informações provocou críticas de especialistas e integrantes dos poderes Legislativo e Judiciário.

O Ministério da Saúde só divulgou o boletim da situação epidemiológica de quinta (4) às 21h58. Mas os dados já estavam fechados desde as 19 horas, como mostra um detalhe na tabela. A mesma coisa aconteceu na quarta (3).

Os atrasos vêm piorando aos poucos desde que Eduardo Pazzuelo assumiu interinamente o comando da pasta. A divulgação, marcada para as 19 horas, começou a acontecer cada vez mais tarde, mas antes das 20 horas até a última quarta.

Na quarta, o ministério alegou que foi um problema técnico. Mas os técnicos do ministério não conseguiram explicar qual foi esse problema. Nesta quinta, depois da segunda divulgação às 22 horas, apesar dos pedidos da equipe do Jornal Nacional, não houve nenhuma explicação. Fontes do governo disseram que foi uma ordem vinda do Palácio do Planalto: atrasar e dificultar a divulgação dos crescentes números de casos e mortes.

E os dados de quinta eram graves: um recorde de óbitos em 24 horas pelo segundo dia seguido. Uma morte por minuto.

Uma especialista que está estudando a transparência de dados sobre a doença, diz que sonegar informação atrapalha o combate ao coronavírus.

“Em todo lugar do mundo que combateu a epidemia ou que está combatendo a epidemia, o primeiro passo é coletar informação, é usar essa informação para elaborar políticas públicas e principalmente dar transparência para tudo isso, para que toda sociedade possa contribuir nesse processo. Também os cientistas, os pesquisadores, os jornalistas, todo mundo que está acompanhando isso tem que ter muita clareza das informações. Acredito que o Ministério da Saúde deveria liderar esse processo de transparência no país”, avalia.

Em abril, um dia depois da demissão de Luiz Henrique Mandetta, o Ministério da Saúde dizia no boletim que: “A comunicação eficaz de riscos depende do compartilhamento oportuno e transparente de todas as informações relevantes e da construção de confiança e empatia. Uma abordagem sistemática à avaliação de eventos agudos de saúde pública apoia a comunicação eficaz dos riscos por meio da rápida disseminação de informações e da identificação das principais medidas de prevenção e mitigação”.

Além de atrasar a divulgação dos números, o governo também alterou a forma.

Na semana passada, o padrão do boletim com a situação epidemiológica da Covid-19 no Brasil, divulgado diariamente para a imprensa, mudou completamente. O número de casos e de mortes registradas nas últimas 24 horas perdeu espaço: passou a ficar pequeno, ao lado, sem muito destaque. Antes ele informava com igual destaque e cores vivas o número de casos confirmados, os novos casos registrados nas últimas 24 horas, os óbitos confirmados e os novos óbitos registrados nas últimas 24 horas.

O ministério também alterou o painel coronavírus no site, que é acessado pelo público em geral. Antes, ele trazia duas informações com o mesmo destaque: casos confirmados e mortes. Agora, as novas mortes registradas em 24 horas aparecem sem destaque, no meio de outros dados.

Em nota divulgada nesta sexta (5), às 18h26, o Ministério da Saúde informou que a pasta analisa e consolida os dados, sendo que, em alguns casos, há necessidade de checagem junto aos gestores locais. Desta forma, o Ministério da Saúde tem buscado ajustar a divulgação dos dados, que são publicados diariamente na plataforma.

Nesta sexta-feira (5), o horário de divulgação do boletim do Ministério da Saúde será às 22h. Em nenhum momento a nota mencionou como, até essa semana, os números eram divulgados dentro do prazo, sem problema.

Os atrasos e essas mudanças na divulgação receberam críticas nesta sexta. Em uma rede social, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes disse que “na pandemia, a divulgação de dados oficiais envolve, além do dever de prestar contas, uma questão de saúde pública. Dados do Ministério da Saúde são fundamentais às respostas à Covid-19 e devem estar abertas ao público, aos gestores e, portanto, à imprensa de forma consistente e ordenada”.

A Associação Brasileira de Imprensa disse que “enquanto o número de mortos e contaminados atinge níveis recordes no país, ceifando a vida de milhares de brasileiros, o governo de Jair Bolsonaro opta por dificultar o acesso à informações sobre o avanço da doença”. A nota critica ainda a suspensão das entrevistas coletivas diárias e diz que o Ministério da Saúde passou a atrasar a divulgação dos dados ‘na tentativa de calar a imprensa por meio do adiantado da hora’.”

A vice-presidente da Comissão Mista do Congresso, Eliziane Gama, que acompanha o coronavírus quer convocar o ministro para dar explicações.

“É perigoso o atraso na divulgação de dados, pelo governo, sobre a Covid-19. Não há qualquer justificativa para isso. A transparência é essencial para se combater a doença, principalmente agora, com os números de infecção e óbitos crescentes. Não se pode imaginar ou permitir qualquer manipulação nessa área, seria crime de responsabilidade”, afirma.

O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, infectologista e deputado do PT na comissão externa da Câmara sobre a pandemia, disse que essa omissão de informações gera desconfiança na sociedade.

“A maior autoridade sanitária de um país passa a omitir e esconder dados durante uma epidemia: gera uma cadeia de desconfiança em toda a sociedade. Ninguém acredita em mais nada, começa a desconfiar do resultado do tratamento, das informações sobre as ações, da informação que o hospital passa para família. É como se você não pudesse acreditar no médico que te atende”, destaca.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que, se o governo continuar atrasando a divulgação, o Congresso vai criar um sistema próprio com as secretarias estaduais de saúde para atualizar os números.

“A Câmara, com certeza, vai trabalhar com os estados, vai trabalhar com a sociedade civil. Nós temos que organizar de algum jeito as informações para sociedade. O ideal é que o governo restabeleça isso o mais rápido possível. Eu espero que, nos próximos dias, o ministro da Saúde compreenda que informar é fundamental para a sociedade brasileira, principalmente num mundo tecnológico, um mundo com tanta tecnologia. A gente omitir informação parece que é um erro muito grande”, avaliou.

Na noite desta sexta-feira (5), no Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro foi questionado por jornalistas sobre os atrasos na divulgação de dados sobre a pandemia. Sem que ninguém fizesse qualquer menção a nenhum órgão de imprensa específico, o presidente disse: “Acabou matéria do Jornal Nacional”.

Depois, o presidente alegou que o atraso se devia à necessidade de pegar os dados mais consolidados, mas não explicou por que, por mais de 70 dias, foi possível consolidar os dados mais cedo. E nem por que os números que são divulgados às dez da noite constam de uma planilha que atualiza dados até às sete da noite.

Em seguida, como faz habitualmente, Jair Bolsonaro criticou o jornalismo da Globo. E acrescentou: “Ninguém tem que correr pra atender a Globo”.

Sobre o que disse o presidente, a Globo divulgou a seguinte nota: “O público saberá julgar se o governo agia certo antes ou se age certo agora. Saberá se age por motivação técnica, como alega, ou se age movido por propósitos que não pode confessar mais claramente. Os espectadores da Globo podem ter certeza de uma coisa: serão informados sobre os números tão logo sejam anunciados. Porque o jornalismo da Globo corre sempre para atender o seu público”.

Eliziane Gama pede convocação de Pazuello para explicar atraso na divulgação de dados da Covid-19

“A transparência é essencial para se combater a doença, principalmente agora com os números de infecção e óbitos crescentes”, diz a parlamentar (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), protocolou nesta sexta-feira (05) requerimento de convocação do ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, para ele explicar os atrasos na divulgação de boletins com dados atualizadas da Covid-19 no País.

“É perigoso o atraso na divulgação de dados pelo governo sobre a Covid-19. Não há qualquer justificativa para isso. A transparência é essencial para se combater a doença, principalmente agora com os números de infecção e óbitos crescentes”, diz a parlamentar.

De acordo com matéria do jornal ‘Correio Braziliense’, o próprio presidente Jair Bolsonaro teria determinado o atraso na divulgação do boletim com a intenção de driblar os telejornais noturnos, evitando assim a divulgação de dados atualizados da pandemia no País, que já registra uma morte por minuto pela doença.

“Não se pode imaginar ou permitir qualquer manipulação nessa área, seria crime de responsabilidade. No âmbito da comissão mista que acompanha as ações do governo federal nessa pandemia, nós apresentamos um requerimento de convocação para que o ministro Eduardo Pazuello explique porque desse novo procedimento do Ministério da Saúde”, disse Eliziane Gama.