Deputadas do Cidadania cobram plano para suprir oxigênio nos hospitais

Paula Belmonte e Carmen Zanotto se reuniram nesta quinta-feira com autoridades e especialistas para discutir risco de escassez e alternativas de fornecimento do insumo (Crédito das fotos: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados)

A pedido da deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF), a Comissão externa da Câmara dos Deputados de enfrentamento à Covid-19 realizou uma reunião nesta quinta-feira (25) com representantes públicos e especialistas para debater a falta de oxigênio nos hospitais para pacientes com coronavírus.

A situação, segundo a parlamentar, tem preocupado todo o país.

“Nós sabemos que não podemos de maneira nenhuma fazer com que nossos pacientes possam padecer por falta de medicamento, de atendimento e em especial de oxigênio. E eu fico muito triste de ver que nós estamos passando por uma situação quase parecida em Manaus aqui no DF e em outras localidades.”

Paula Belmonte também cobrou mais agilidade e eficiência do Secretário de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto, presente na reunião.

“Em Brasília e em outras localidades, nós estamos vendo compartilhamento de balas de oxigênio, gambiarras e muitas vezes o médico tendo de retardar o uso de oxigênio aos pacientes porque não tem a quantidade adequada para atender, tem de escolher quem vai estar usando aquele oxigênio naquele momento. Que possamos fazer a previsão com mais agilidade e principalmente com mais eficiência”, acrescentou a parlamentar do Cidadania.

Já a deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) alertou que a situação tende a piorar e por isso é preciso pressa. Zanotto é relatora da comissão externa.

“A capacidade e a necessidade e reposição de cilindros é muito rápida e nós não temos cilindros em quantitativos suficientes para garantir. É uma situação que está acontecendo em muitos municípios brasileiros e que poderá se agravar porque os pacientes que deveriam ficar nos hospitais de referência devido à falta de vagas, estão indo para os hospitais de pequeno porte”.

Paula Belmonte critica proposta de reduzir recursos da Saúde e do Fundeb

A deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF) defendeu nesta quarta-feira (24) que “não se pode fazer uma escolha de Sofia entre alimentação, saúde e educação” na discussão sobre os meios de financiamento do auxílio emergencial. Ela criticou a  decisão do relator do orçamento da União de tirar recursos da Saúde e do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

“Os jovens e as crianças da escola pública já estão prejudicados com a suspensão das aulas e agora vem a proposta de redução dos repasses do Fundeb”, destacou. Paula Belmonte lembrou que o Cidadania protocolou projeto que estabelece o pagamento do auxílio emergencial por mais seis meses.

A parlamentar ressalvou que “temos certeza da necessidade do auxílio emergencial, mas temos também os nossos jovens, que se sentem frustrados e sem perspectiva de futuro”. Para a deputada, a educação é uma porta de saída de jovens do assistencialismo. 

Ela observou que não se pode prejudicar um jovem preparado com o conhecimento, por meio da educação. “Não podemos tirar o dinheiro destinado a construção de um cidadão com competência, com preparo para trabalhar, por exemplo, na economia O Brasil precisa desse cidadão”. 

No entender de Paula Belmonte, os recursos dos partidos políticos é que deveriam custear o auxílio emergencial, não a educação e a saúde. “Sou a favor de diminuirmos o custo do Estado, mas não prejudicando essas áreas que são fundamentais para a sociedade”.

Volta às aulas

Paula Belmonte voltou a defender a volta às aulas o quanto antes, pois a suspensão, disse, está prejudicando principalmente as crianças e jovens pobres. “As escolas privadas estão funcionando”. A deputada lamentou o fato de que o Brasil seja um dos países que por mais tempo submeteu as crianças à paralisação.

Paula Belmonte repudia assassinato de homem negro

A deputada Paula Belmonte (Cidadania/DF) repudiou, pelo Twitter, nesta sexta-feira (20), o espancamento, seguido de assassinato, perpetrado por dois homens brancos em Porto Alegre . “Triste coincidência. Um homem negro morreu espancado às vésperas de 20 de novembro, dia da consciência negra”. A vítima era João Alberto de Silveira Freitas, que tinha ido ao supermercado com a mulher.

Câmeras de segurança filmaram o crime. A parlamentar defendeu que esse “não seja mais um crime impune e sirva, de fato, para conscientizar as pessoas do quão repugnante é o racismo”. O homem negro foi espancado até a morte por seguranças na entrada de uma loja da rede de supermercados Carrefour de Porto Alegre.

O dia da consciência negra é uma referência ao dia da morte de Zumbi dos Palmares, líder do quilombo que lutou para preservar o modo de vida dos africanos e que trabalhava para libertar da escravidão os negros que ainda estavam sob o jugo do sistema vigente então.  

João Alberto, que tinha de 40 anos, pediu socorro, mas o que aconteceu foi que uma funcionária do Carrefour apareceu para impedir que as pessoas continuassem a gravar a tortura.

A delegada que apura o crime disse que a vítima pode ter sofrido um enfarto, pois foi asfixiada pelos seus algozes, que  estavam em cima dela. Segundo a polícia, João Alberto deu um soco em um dos seguranças antes de o crime ocorrer, mas as imagens não mostram essa cena.