Cidadania no Senado: Veja o resumo das atividades da bancada

Senadores criticam uso da LSN (Lei de Segurança Nacional) contra adversários do governo Bolsonaro e apresentam emendas para valor do novo auxílio emergencial ser de R$ 600 (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Sem deliberações em plenário, as atividades da semana no Senado foram marcadas pela sessão de debate sobre a disponibilidade de oxigênio e vacinas contra a Covid-19, com representantes da indústria, e a audiência com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que foi muito criticado pelos parlamentares por sua atuação na negociação de excedentes de imunizantes do coronavírus para a vacinação do brasileiros.

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) chamou o chanceler ‘office boy de luxo’ pela sua condução como chanceler frente ao esforço para a aquisição de vacinas, e disse que o ministro poderá ser a próxima vítima do presidente Jair Bolsonaro, com a demissão do cargo (veja aqui).

“Em seu lugar, pediria demissão hoje. Quando se entra em vida humana, gostaria de saber como foi o convívio neste ano todo ignorando a pandemia. O senhor não sente que colocou a digital nisso? Viu 300 mil mortes e 12 milhões de pessoas infectadas? O senhor ouviu o presidente dizer que era uma gripezinha. Faça um bem para o País e saia do Ministério”, pediu Kajuru.

“Em seu lugar, pediria demissão hoje. Quando se entra em vida humana, gostaria de saber como foi o convívio neste ano todo ignorando a pandemia. O senhor não sente que colocou a digital nisso? Viu 300 mil mortes e 12 milhões de pessoas infectadas? O senhor ouviu o presidente dizer que era uma gripezinha. Faça um bem para o País e saia do Ministério das Relações Exteriores”, pediu Kajuru.

O ministro das Relações Exteriores disse, no entanto, que só responderia ‘perguntas objetivas’ e não chegou a comentar sobre o fato de ter sido chamado de office boy de luxo.

Moção mundial por vacinas contra Covid-19 no Brasil

Os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO) subscreveram moção de apelo internacional chamando a atenção do mundo para a necessidade de o Brasil obter vacinas contra a Covid-19 (veja aqui). Assinado por 65 parlamentares até o momento, o documento deve ser votado na próxima terça-feira (30) pelo Senado (veja aqui).

“A aceleração dos números da Covid-19 nesse momento é consequência da baixa adesão do Brasil ás medidas protetivas (como o uso de mascaras, a não ocorrência de aglomerações e a não adoção de medidas de higiene pessoal), também resulta do surgimento de novas variantes da Covid-19 (variante AP1 principalmente – mais transmissível) e também da falta de um programa célere e adequado de imunização que poderia ter contido o recrudescimento da doença”, afirma trecho do documento, que depois de aprovado encaminhado a todos os países membros do G20, ONU, OMS e OCDE.

Líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira disse acreditar que “o pedido de socorro possa mobilizar a atenção internacional”.

R$ 9 milhões do Orçamento para compra de vacinas

O senador sergipano confirmou quinta-feira (25) a destinação de R$ 9 milhões de sua cota de emenda de bancada para compra de vacinas para Sergipe. A confirmação foi feita antes da votação do texto final da LOA (Lei Orçamentária Anual), já aprovado pelo Congresso Nacional (veja aqui).

“Conseguimos fazer a alteração nas emendas de bancada, apesar das dificuldades. Infelizmente, só eu e Fábio Mitidieri fizemos o remanejamento para aquisição de vacinas. Esse valor de 9 milhões de reais, possibilita, por exemplo, a aquisição de aproximadamente 300 mil doses da vacina da Oxford, vacinando 150 mil sergipanos”, adiantou o senador.

Vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo Butantan

Alessandro Vieira comentou na rede social o anúncio na sexta-feira (26) no desenvolvimento da ButanVac, nova vacina contra a Covid-19, a primeira a ser concebida completamente no Brasil, e a produção nacional do imunizante de Oxford pela Fiocruz.

“Muito boa a notícia de uma vacina contra Covid 100% nacional, feita pelo Butantan, como também é muito boa a confirmação da produção nacional, pela Fiocruz, da vacina de Oxford. A ciência brasileira, tão negligenciada, vai continuar salvando vidas, apesar dos erros do governo”, disse no Twitter.

Também na rede social, a senadora Eliziane Gama saudou a vacina brasileira contra a Covid-19.

“Parabéns ao Instituto Butantan pelo desenvolvimento da vacina 100% brasileira no combate à Covid. Uma notícia que nos enche de esperança nesse momento tão difícil da pandemia”, destacou.

Por novo auxílio emergencial de R$ 600

Eliziane Gama, Jorge Kajuru e Alessandro Vieira apresentaram emendas à Medida Provisória 1039/2021 para que o novo valor do auxílio emergencial à vulneráveis e pessoas que perderam emprego e renda na pandemia do coronavírus seja fixado em R$ 600 (veja aqui).

De acordo com a MP editada pelo governo federal na última quinta-feira (18), o benefício será pago a 45,6 milhões de brasileiros, em quatro parcelas com valores entre R$ 150 e R$ 375 cada, provavelmente a partir de abril. Segundo dados do Ministério da Cidadania, em 2020 o auxílio emergencial atendeu  67,9 milhões de pessoas.

“Nós não podemos aceitar um valor tão baixo, justamente em um momento que enfrentamos o pior cenário da pandemia”, enfatiza Kajuru.

Alessandro Vieira disse não ser possível aceitar um valor para o benefício inferior ao pago em 2020, de R$ 600.

“Não nos parece adequado o valor de 250 reais proposto para o auxílio na Medida Provisória. Tal valor é totalmente discrepante com as necessidades de uma família em plena pandemia”, disse.

Eliziane Gama diz que o valor de R$ 600 pagos no ano passado pelo programa de renda foi uma conquista do Congresso Nacional para os brasileiros.

“O governo havia proposto fixar o benefício em apenas R$ 200,00. E foi o Parlamento, sensível a dura realidade do povo brasileiro frente à pandemia de Covid-19 , que se manteve firme e aprovou o auxílio emergencial de 600 reais”, lembra Eliziane Gama. 

Comitê para monitorar pandemia com atraso de um ano

Alessandro Vieira criticou na rede social a criação de um comitê – parceria entre o Executivo e o Congresso Nacional – para adotar medidas de combate à pandemia de Covid-19. A medida foi anunciada quarta-feira (24) pelo presidente Bolsonaro (veja aqui).

“Com um atraso de 1 ano e 300 mil mortos, Bolsonaro anuncia um comitê de crise, que vai se reunir semanalmente. Quem conhece Brasília sabe o nome disso: EMBUSTE. Só uma estratégia para dividir desgastes. Aceleração da vacinação, mais leitos de UTI e insumos? Nada, só enrolação”, escreveu Alessandro Vieira no Twitter.

Líder do bloco parlamentar Senado Independente, Eliziane Gama disse que a criação do comitê nacional ‘chega com atraso de um ano’ e que o ‘governo demorou muito tempo fugindo da crise’ (veja aqui).

“Com um ano de atraso e mais de 300 mil mortos, o presidente anuncia a criação de um comitê com governadores e Congresso para ações contra a Covid. Mesmo tarde, mas começa entender que só com a cooperação de todos, a crise será contida. Chega de politizar essa doença! Precisamos de racionalidade”, cobrou a senadora na rede social.

CPI da Covid para responsabilizar e corrigir erros

O líder do Cidadania voltou a defender terça-feira (23) a criação da CPI da Covid-19 para investigar ações e omissões do governo Bolsonaro no combate à pandemia em entrevista à GloboNews, a primeira após o senador ficar 12 dias internado por causa do coronavírus. Para ele, ‘o Brasil só vai se curar dessa doença com vacina e verdade’ (veja aqui).

“Sou um dos primeiros subscritores da CPI. A CPI é necessária para identificar responsabilidade, mas principalmente nesse momento para corrigir erros”, disse, ao analisar, no entanto,  ser ‘compreensível alguns erros’ do governo no início da pandemia’, a exemplo de Reino Unido e Suécia, que no primeiro momento da pandemia entenderam que a contaminação livre seria uma boa medida para conter o coronavírus.

Intimidação de adversários do governo com LSN

A senadora Eliziane Gama criticou em entrevista ao jornal ‘Folha de S. Paulo’ (veja aqui) o uso da LSN (Lei de Segurança Nacional) pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

“O que vimos nos últimos episódios alusivos à aplicação dessa legislação são abusos e uma clara tentativa de intimidar adversários do presidente”, disse a senadora.

“É fundamental que a corte assegure que a lei não possa ser usada para tolher a liberdade de expressão. O presidente precisa aprender a lidar com críticas pelo bem da nossa democracia”, completou.

Mais recursos para área social no Orçamento

A CMO (Comissão Mista de Orçamento) conclui quinta-feira (25) a votação da proposta orçamentária para deste ano (PLN 28/2020) com o acatamento pelo relator da matéria, senador Márcio Bittar (MDB-AC), de várias sugestões apresentadas pela senadora Eliziane Gama que garantem a inclusão de mais recursos para área social no Orçamento da União em 2021 (veja aqui).

“É muito importante neste momento que estamos vivendo e para o pós-pandemia destinar mais verba para a Cidadania, área que atende comunidades vulneráveis e para quem a crise da pandemia chega de forma mais implacável. Dos 150 milhões de reais por mim solicitados para as comunidades terapêuticas, o relator destinou 120 milhões, o que é um valor muito importante para dar continuidade a esses programas em todo Brasil”, disse a parlamentar, relatora setorial de Cidadania e Esporte.

Derrubada do veto presidencial ao PL da Conectividade

Alessandro Vieira fez um apelo para o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), pautar na sessão do Congresso Nacional de quinta-feira (25) o veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto (PL 3477/2020) de internet nas escolas públicas, o PL de Conectividade. A proposta prevê repasse de R$ 3,5 bilhões da União para estados, Distrito Federal e municípios garantir serviços de internet de qualidade a estudantes e professores (veja aqui).

“Na sessão do Congresso Nacional, paute o veto ao PL de Conectividade. Se nada for feito, 70% das crianças podem deixar de aprender a ler!”, alertou o senador, relator do projeto no Senado.

Apesar do apelo, o projeto não foi pautado por Pacheco na reunião do Congresso que votou e aprovou o Orçamento de 2021 com déficit de R$ 247,1 bilhões.

Sobre a peça orçamentária, Alessandro Vieira disse que faltará dinheiro para o pagamento de aposentadorias, abono-salarial e do seguro-desemprego.

Comissão de Segurança Pública

Alessandro Vieira será membro titular da Comissão de Segurança Pública, instalada quarta-feira (24). O novo colegiado do Senado tratará do combate à corrupção, ao crime organizado e outros temas. Agora, a Casa passa a ter 14 comissões permanentes (veja aqui).

“A criação da Comissão de Segurança era uma bandeira do saudoso Major Olímpio [(PSL-SP), vítima da Covid-19 na semana passada]. Uma estrutura que fortalece este setor tão importante do serviço público, representa um avanço para o cidadão brasileiro, especialmente os profissionais da segurança”, destaca o líder do Cidadania.

Ataque do ministro da Economia ao IFI

O senador Alessandro Vieira rebateu crítica do ministro Paulo Guedes aos trabalhos do IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão mantido pelo Senado, durante audiência pública na Comissão Temporária da Covid-19 quinta-feira (26). Ele classificou o trabalho do IFI como “qualificado e reconhecido nacionalmente” (veja aqui).

“Quando Guedes ataca a IFI, ataca a ciência e a transparência”, afirmou o parlamentar.

Relator do Orçamento acata recomendações de Eliziane Gama por mais recursos para área social

“É muito importante neste momento que estamos vivendo e para o pós-pandemia destinar mais verba para a Cidadania”, diz a senadora, relatora setorial da área (Foto:  Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A CMO (Comissão Mista de Orçamento) conclui nesta quinta-feira (25) a votação da proposta orçamentária para deste ano (PLN 28/2020) com o acatamento pelo relator da matéria, senador Márcio Bittar (MDB-AC), de várias sugestões apresentadas pela líder do bloco parlamentar Senado Independente, Eliziane Gama (Cidadania-MA) que garantem a inclusão de mais recursos para área social no Orçamento da União em 2021.

“É muito importante neste momento que estamos vivendo e para o pós-pandemia destinar mais verba para a Cidadania, área que atende comunidades vulneráveis e para quem a crise da pandemia chega de forma mais implacável. Dos 150 milhões de reais por mim solicitados para as comunidades terapêuticas, o relator destinou 120 milhões, o que é um valor muito importante para dar continuidade a esses programas em todo Brasil”, disse a parlamentar, relatora setorial de Cidadania e Esporte.

Para a senadora, Bittar mostrou sensibilidade com os mais pobres ao suplementar R$ 250 milhões para o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos).

“Fizemos a indicação de 300 milhões de reais, mas conseguimos R$ 250 milhões, o que já foi um grande ganho considerando-se as dificuldades econômicas e sociais que estamos vivendo com a pandemia do coronavírus”, analisou.

Outras sugestões de complementação feitas por Eliziane Gama foram acatadas pelo relator foram R$ 80 milhões para distribuição de alimentos a grupos populacionais tradicionais específicos; R$ 152,5 milhões para implantação e mobilização de infraestrutura para esporte educacional, recreativo e de lazer e inclusão social, e mais R$ 150 milhões para o desenvolvimento de atividades e apoio a projetos de educação, esporte, lazer e inclusão social.

No total, entre a fase setorial e o parecer final aprovado pela CMO, o reforço na área de Cidadania e Esporte relatada por Eliziane Gama foi da ordem de R$ 1,435 bilhão.

O parecer aprovado pela CMO segue agora para apreciação do plenário  Congresso Nacional (deputados e senadores) ainda nesta quinta-feira (25).

Mulheres estarão no comando do Orçamento; Eliziane Gama será vice da CMO

Senadora disse que vai trabalhar para que sejam alocados ‘recursos ideais’ nos programas sociais e de saúde, e em projetos para beneficiar estados e municípios (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Pela primeira vez na história da democracia brasileira, a composição da CMO (Comissão Mista de Orçamento) terá presidente e vice-presidente mulheres. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), líder do Bloco Parlamentar Senado Independente (Cidadania/PDT/Rede/PSB), foi aclamada vice-presidente da CMO da peça orçamentaria de 2020 nesta quinta-feira (25).

Para a parlamentar, que também será relatora setorial de Cidadania e Esporte da CMO (veja aqui), a conquista é muito simbólica. 

“A bancada feminina está galgando posições importantes num momento crucial da nossa democracia. Me sinto honrada por ocupar esse cargo justamente na semana em que comemoramos 89 anos da conquista do voto feminino”, destacou Eliziane Gama.

A senadora disse que vai trabalhar para que sejam alocados ‘recursos ideais’ nos programas sociais e de saúde, e em projetos para beneficiar estados e municípios.

“Um bom orçamento é decisivo para se garantir a retomada do crescimento econômico, com mais justiça social”, afirmou.

A CMO é presidida pela deputada federal Flávia Arruda (PL-DF).

Eliziane Gama assume relatoria das áreas de Cidadania e Esporte no Orçamento de 2021

Senadora maranhense relatará mais de R$ 103 bilhões da peça orçamentária para as duas áreas (Foto: Reprodução/Agência Senado)

Membro titular da Comissão Mista de Orçamento, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) foi indicada para ser a relatora setorial das áreas de Cidadania e Esporte do Orçamento da União de 2021.

Na análise da proposta orçamentária, os relatores setoriais são responsáveis por avaliar as despesas fixadas dos órgãos do governo, agrupados em áreas temáticas, e dos demais Poderes. É nessa fase que as emendas parlamentares (individuais e coletivas) são incorporadas ao texto, e os pareceres precisam ser votados um a um pela Comissão Mista de Orçamento.

“É uma grande responsabilidade, principalmente nesse momento que o Brasil está enfrentando uma crise sanitária com repercussões em diversos setores da sociedade. Serão mais R$ 103 bilhões para programas e ações prioritárias, que irão alcançar, principalmente pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social”, destacou Eliziane Gama.

Segundo a senadora maranhense, seu relatório incluirá a análise de mais de R$ 103 bilhões em investimentos na área social:  programas prioritários como Bolsa Família, Segurança Alimentar e Nutricional, Atenção Integral a Primeira Infância, Esporte, Inclusão Produtiva de Pessoas em Situação de Vulnerabilidade Social, Proteção Social no Âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e, Rede de Suporte Social ao Dependente Químico (Cuidados, Prevenção e Reinserção Social).