Equilíbrio fiscal: um desafio global

A IFI – Instituição Fiscal Independente brasileira participou do 16o. Encontro Anual das IFIs e Assessorias Parlamentares de Orçamento, promovido pela OCDE, nos últimos dias 16, 17 e 18 de junho, em Atenas, Grecia. Foram 41 países representados. A IFI brasileira esteve ao lado de países como EUA, Reino Unido, Austrália, Coreia, Canadá, França, Grécia, Israel, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Argentina, Turquia, Peru, África do Sul, entre tantos outros países.

Na abertura tivemos a presença dos ministros gregos da Economia e da Educação, que expuseram a vigorosa recuperação da economia grega e o programa de reformas adotado após décadas de recessão e crise fiscal. O país recebeu recentemente grau de investimento.

Já o Presidente da Comissão Permanente de Assuntos Económicos do Parlamento Grego, Apostolos Vesiropoulos, falou sobre “Orçamento público e Diálogo com os Cidadãos”. Dando sequência à discussão sobre orçamento e participação social, falou Ailsa Burn-Murdoch, Especialista Sênior da IFI escocesa.

Tom Josephs, do Reino Unido, Eddie Casey, da OCDE, Kristina Fuchs, da Áustria e Joseph Kile, dos EUA, fizeram interessante reflexão e inovadora abordagem sobre os impactos fiscais das mudanças climáticas. A OCDE desenvolveu um sistema chamado ÉDSON, para estimar esses impactos.

O segundo dia do encontro foi aberto pela palestra do coordenador da assessoria da Comissão de Orçamento do Parlamento Grego, John Tsoukalas, sobre o desenvolvimento de indicadores e estimativas fiscais prévias na construção de cenários econômicos.

A Diretora de Trabalho, Seguridade Social e Análises de Longo Prazo da Comissão do Orçamento do Parlamento Grego , Julie Topoleski, falou sobre as projeções dos impactos econômicos da complexa questão da imigração.

Já Olga Gerovasili, Ministra e Quarta Vice Presidente do Parlamento Grego, Gabriel Glöckler, Principal Assessor da Diretoria Geral de Comunicação do Banco Central Europeu, e Ebrien Brinkman, Assessora Sênior de Comunicação da Comissão Central de Planejamento da Holanda, discutiram estratégias de comunicação para difusão das finanças públicas e suas implicações na sustentabilidade fiscal e na facilitação do acompanhamento da sociedade sobre o funcionamento da economia, seus efeitos na vida das pessoas e o conteúdo das escolhas feitas.

Finalizando o encontro, Jón Blöndal, Diretor da Divisão de Gestão Pública e Orçamento da OCDE, e Euysup Cho, Chefe da Assessoria de Orçamento da Assembleia Córeia do Sul falaram sobre os planos de trabalho e cooperação da OCDE com as diversas instituições dos diversos países. O processo de admissão do Brasil à OCDE foi citado por Blöndal ao lado de países como a Argentina, Peru e Indonésia.

Foi excelente o conteúdo das discussões e extremamente válido o intercâmbio realizado. Houve uma aproximação maior entre os países latino-americanos participantes (Argentina, Chile, Peru e Brasil)?

A direção da IFI brasileira foi ainda gentilmente recebida, no dia 19 de junho, pelo embaixador brasileiro na Grécia, Paulo Roberto França, e pelo coordenador do setor de comércio, promoção e turismo da embaixada, Alessandro Segabinazzi. Conversa extremamente agradável e rica sobre a situação da União Europeia após a eleição seu parlamento, seus impactos na realidade global, as perspectivas do acordo UE/Mercosul e as relações entre Brasil e Grécia. (Blog Democracia Política e novo Reformismo – 22/06/2024)

Leia também

Os últimos dias do reinado de Lira

Lira precisa do apoio de Bolsonaro e do PL para eleger seu candidato a presidente da Câmara, Elmar Nascimento, o que explica a sua agenda contraditória.

Ao negociar dívidas, Pacheco empareda o governo

Haverá uma queda de braços entre a Fazenda e os governadores, principalmente Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Cláudio Castro (RJ), Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (GO).

Tudo começou com Luís XIV: “O Estado sou eu”

Na Presidência, Bolsonaro comportou-se como se fosse a personificação do Estado, imaginou que os presentes que recebeu na Arábia Saudita fariam parte do seu patrimônio pessoal.

A Europa começa a respirar novamente

A Democracia dá sinais claros de resistência no Velho...

Progressistas, liberais, conservadores e as “mentes naufragadas”

A nostalgia do passado é um fenômeno muito amplo, que afeta a extrema-direita e a extrema-esquerda, os fundamentalistas cristãos e os marxistas ortodoxos.
Artigo anterior
Próximo artigo

Informativo

Receba as notícias do Cidadania no seu celular!