Mulheres do Cidadania manifestam apoio a Baleia Rossi

Os movimentos de Mulheres do Cidadania, PSDB, MDB, DEM, PSB, PT, Rede, PDT, PV e PCdoB lançaram manifesto na noite deste domingo (31) em apoio à candidatura do deputado Baleia Rossi (MDB-SP) à Presidência da Câmara dos Deputados. O documento foi elaborado pela secretária Nacional de Mulheres do Cidadania, Juliet Matos, em parceria com Anne Karoline, secretária Nacional de Mulheres do PT, com contribuições dos demais 9 partidos que compõem a frente ampla de apoio a Rossi.

Elas se reuniram no mesmo dia com o candidato para a entrega do manifesto. Rossi recebeu o documento das deputadas federais Tabata Amaral (PDT-SP) e Benedita da Silva (PT-RJ), que reforçaram a importância de aumentar a participação feminina na política, combater a violência política de gênero, dentro e fora do Parlamento, e defender os direitos das mulheres.

No documento, elas apontam a necessidade de defesa da democracia, motivo pelo qual se uniram em prol do candidato que tem como compromisso a independência do Legislativo. Citam o trabalho fundamental do Congresso para levar à população o auxílio emergencial, diante na inoperância do governo, que acentuou as desigualdades sociais, aumentou a crise econômica, o desemprego, a violência doméstica e levou o país a uma crise generalizada de desabastecimento de insumos básicos da Saúde.

As lideranças femininas também lembram que a pandemia afetou mais significativamente as mulheres que, com escolas fechadas, tiveram de cuidar de seus filhos em casa e dar conta do trabalho, quando conseguiram mantê-lo. Com o fim do auxílio emergencial em janeiro, muitas que já estavam na linha da pobreza serão lançadas à condição de pobreza extrema, além de terem que enfrentar situações de violência e feminicídio, que aumentaram com a crise sanitária.

Durante a reunião, Baleia Rossi reafirmou o compromisso com as bandeiras levantadas, como a defesa da reserva de cadeira para mulheres nas câmaras municipais, proporcionalidade nas comissões da Câmara dos Deputados e paridade de gênero nas instâncias partidárias.

Leia abaixo o manifesto:

Roberto Freire divulga nota de pesar pelo falecimento de Abigail Páscoa

Nascida no bairro carioca da Tijuca, a 27 de fevereiro de 1939, filha de um professor, Abigail Páscoa faleceu hoje no Rio de Janeiro. Em 1964, já integrava o Partido Comunista Brasileiro, o velho Partidão. Posteriormente, apoiaria o sucessor do PCB, isto é, o Partido Popular Socialista (PPS), hoje Cidadania 23. Ligada ao grupo católico Ação Popular no começo da sua juventude, de Abigail podemos dizer que tinha a Democracia e os embates pelos direitos humanos na massa do sangue. Socióloga, deixou textos importantes sobre a questão negra e foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU), ainda sob as difíceis condições de ditadura militar. No movimento negro atuou ao lado de homens como Geraldo Rodrigues dos Santos e Januário Garcia. Foi, também, uma pioneira das lutas feministas no país. Ou seja, lutou todos os combates de seu tempo, e o fez durante mais de seis décadas. Para nós, do Cidadania 23, é uma questão de honra prosseguir nessa luta pelas liberdades democráticas. Estendemos nossos sentimentos de pesar aos seus três filhos. Abigail Páscoa seguirá sendo uma referência para todos nós democratas.

Roberto Freire
Presidente Nacional do Cidadania

Carmen Zanotto, Tânia Eberhart, Dra. Mayra e Nina Singer: mulheres do Cidadania nas eleições de 2020

Com cerca de 100 candidatas disputando as eleições para o Executivo municipal de suas cidades, o Cidadania busca garantir o protagonismo feminino com forte presença em cidades com mais de 100 mil habitantes. O partido tem nomes experientes na área de Saúde, um diferencial para os desafios do pós-pandemia. Entre elas está uma das parlamentares mais atuantes no Congresso Nacional: a deputada federal Carmen Zanotto (SC), candidata à Prefeitura de Lages, em Santa Catarina.

Carmen Zanotto, candidata do Cidadania à Prefeitura de Lages (SC)

Reconhecida nacionalmente por sua luta em defesa da saúde pública brasileira, contra a pobreza e injustiças sociais, a ex-vereadora e deputada federal por dois mandatos reúne a experiência necessária para levar um novo olhar para a administração da cidade. 

“Tenho trabalhado intensamente na Câmara, propondo leis que beneficiaram a vida não só dos catarinenses, mas de muitos brasileiros. Agora chegou a vez de fazer ainda mais pelos lageanos e serranos. Como prefeita, quero unir a experiência adquirida ao longo de uma vida pública de 30 anos com novas ideais e soluções”, afirma Carmen Zanotto, que é enfermeira de profissão e já foi secretária municipal e estadual de Saúde.

A candidata diz que, se for eleita em novembro, vai colocar em prática uma gestão moderna e enxuta para melhorar a qualidade da saúde em Lages e fomentar a geração de emprego e renda, aliada à projetos de assistência social no pós-pandemia. Também quer desenvolver a infraestrutura, o turismo e o meio ambiente.

“Meu propósito é desenvolver, ainda mais, a cidade onde nasci. Venho para inovar e trazer novas oportunidades para Lages. É preciso movimentar a economia local, colocando em prática toda a minha experiência e conhecimento”, comenta.

Joinville (SC)

Ainda em Santa Catarina, o Cidadania desponta com mais um nome importante na disputa da prefeitura de Joiville, a ex-vereadora Tânia Eberhart. Ex-secretária de Saúde de Santa Catarina, a candidata é idealizadora de diversas políticas públicas e acredita que apenas por meio da política é possível fazer as mudanças na administração municipal exigidas pela sociedade.

“O que me faz disputar a prefeitura é o amor que tenho pela minha cidade e o aprendizado que tive durante durante toda a minha vida pessoal e política. Apenas a política tem o potencial de transformar o mundo. Como sei que todo o saber técnico não pode fazer muito sem a política, é preciso estar nesse processo com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento do município”, diz.

Tânia Eberhart, candidata à Prefeitura de Joinville (SC)

Entre as suas principais propostas, estão a reimplementação e reformulação das creches em período integral na cidade, a criação de oficinas nas escolas para crianças e adolescentes em vulnerabilidade, e o fortalecimento da cultura e do turismo local. 

“Vamos fazer o que foi feito por nós na década de 1960, que é implementar creches no município. Ao longo dos anos elas foram transformadas em jardins de infância de meio período. Somos uma cidade industrial e, por conta disso, muitas mulheres trabalham fora. Outra questão é o período integral. Lugar de criança é na escola”, aponta.

Um das propostas é criar oficinas no contraturno em vários bairros para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.vgt  A cultura e turismo também são fundamentais e trazem recursos para a cidade. Queremos voltar a estimular os dois setores. Além disso, enfrentamos um grande problema de mobilidade urbana que também merece uma atenção especial”, afirmou.

Limeira (SP)

Já em Limeira, o Cidadania disputará a prefeitura com a candidata Dra. Mayra Costa. Médica de profissão e vereadora em segundo mandato, a parlamentar acredita que a sua atuação profissional e no Legislativo municipal permitirá a construção de uma gestão inovadora na administração pública da cidade. 

Dra. Mayra Costa, candidata do Cidadania à Prefeitura de Limeira

“Os oito anos na vida pública, como vereadora e com a experiência adquirida nessa atuação política, me permitem ter um olhar mais cuidadoso. Hoje, compreendo as principais demandas da população. Isso possibilita a criação de uma nova experiência para o Executivo municipal, com uma forma nova de governabilidade”, ressalta.

Mayra Costa defende, dentre outras propostas de campanha, uma completa modernização da administração pública de Limeira.

“Queremos inovar e modernizar a administração pública municipal. Administrar cada vez melhor os recursos públicos, para proporcionar uma gestão eficiente e de qualidade. Modernizar os serviços públicos e desburocratizar a máquina. Focaremos nas prioridades exigidas pela população”, destaca.

São José dos Pinhais (PR)

Em São José dos Pinhais, o partido terá como candidata à prefeitura a assistente social Nina Singer. Sua atuação profissional em defesa dos menos favorecidos possibilitou conquistas significativas para a população da cidade nos últimos anos.

Nina Singer, candidata do Cidadania à Prefeitura de São José dos Pinhais

“Mais do que querer mudar, é preciso entender o que a sociedade precisa. Apenas com isso é possível planejar e moldar as ações que devem ser executadas. A premissa da nova gestão será trazer mudanças, pois nosso País passa por grandes transformações. Por isso, precisamos reafirmar nossa luta pela população e seus direitos sempre pautados em um planejamento estratégico”, sustenta.

Uma das principais bandeiras da candidatura de Nina Singer é a defesa de investimentos nas políticas voltadas ao bem estar da sociedade. 

“É preciso entender a fundo as necessidades da população e, a partir disso, desenvolver um plano de ação que, de fato, resolva e atinja de maneira positiva a vida das pessoas. O trabalho terá investimento em políticas de prevenção, desenvolvimento social, tecnológico e agrícola, englobando diversas áreas e especialidades que o município possui”, explica.

Eleições 2020: Cidadania de Rondônia dá o exemplo e mulheres são maioria na chapa de vereadores em Porto Velho

A formação da chapa de vereadores do Cidadania de Porto Velho envia um recado a todo o país e aproxima o partido de uma maior representatividade da sociedade brasileira. A avaliação é da coordenadora do setorial de Mulheres do partido, Tereza Vitale. Na capital de Rondônia, 14 dos 25 nomes na disputa por uma vaga na Câmara Municipal são mulheres, entre elas, uma mulher trans, Renata Evans.

“Há aquela visão equivocada de que mulher não gosta de política. Taí a prova de que gostamos sim, só precisamos ser acolhidas pelos partidos”, aponta Tereza.

As mulheres também marcam presença na chapa que disputa a prefeitura da capital, com a tenente da Polícia Militar Heline Braga na vice do advogado Vinicius Miguel, que preside o Cidadania estadual.

“O partido entendeu que é necessário percorrer caminhos diferentes para chegar em lugares diferentes. E não teria como fazer isso sem contemplar a diversidade e a pluralidade”, elogia Anne Cleyanne, que coordena o setorial de Mulheres no estado.

Anne sustenta que foi preciso consolidar o setorial e mostrar que as mulheres participavam do processo decisório para elas “entenderem que existia um espaço que era delas de direito, para elas e por elas, que não tinham que se esforçar e provar o dobro para ser delas”. “O resultado não poderia ser melhor, foi formada uma plataforma de candidaturas espontâneas femininas, um bazeiro de sororidade”, resume.

Tereza vai na mesma linha e cita o lema já comum das mulheres, o de que o lugar da mulher é onde ela quiser.

“Abrimos o partido para os movimentos. Elas aprenderam que política é para homens e para mulheres. A questão mais importante nessa chapa é a da visibilidade. Porto Velho deu espaço e as mulheres superaram. Não precisa nem chegar a tanto. O que queremos é paridade. Aí, sim, teremos democracia verdadeira”, observa.

Igualdade e democracia

O candidato a prefeito do Cidadania na capital diz que a participação feminina no Estado foi parte da estratégia de renovação em consonância com o discurso de equidade que faz parte do programa do partido.

“Nós colocamos a mulher como prioridade, superando o modelo tradicional de que candidaturas femininas são apenas pra cumprir formalidade legal. Temos a igualdade como ponto central da democracia”, explica Vinicius Miguel.

A coordenadora nacional do setorial de Mulheres ainda vê esse sucesso, contudo, como conjuntural e diz esperar que essa abertura amplie definitivamente a participação feminina na política.

“Esperamos que perdure e chegue a 2022 levando mais mulheres para o Parlamento. Temos uma pauta enorme pra fazer jus aos nossos direitos, fora as questões universais para as quais estamos igualmente talhadas, como Economia, Segurança e Educação”, conclui Tereza.

Confira abaixo a lista de candidatas do Cidadania à Câmara Municipal de Porto Velho:

Mulheres serão responsáveis pela maior renovação do Cidadania nas eleições de outubro, diz Roberto Freire

Segundo presidente do Cidadania, a ampliação do número de mulheres candidatas torna o partido mais representativo do conjunto da sociedade

Em live com as pré-candidatas a prefeitas pelo Cidadania nesta quarta-feira (15), o presidente nacional do partido, Roberto Freire, mostrou entusiasmo com a quantidade de mulheres que irão disputar as eleições municipais neste ano e disse que a ampliação da presença feminina nas urnas é um passo em direção a um partido mais representativo do conjunto da sociedade.

“São quase 100. Isso é um exército importante pro Cidadania, uma grande conquista. Acredito que é nessa eleição que teremos o maior processo de renovação, um ótimo sinal porque significa que estamos ampliando concretamente a participação da cidadania brasileira”, analisou, ao sustentar que o olhar feminino será essencial na construção de uma nova formação política.

Freire disse que o Cidadania trabalha para ser um partido mais plural e aberto, em que as mulheres ocupem o centro do debate político e participem da condução do país em meio aos muitos desafios que os novos tempos vem trazendo. Ao comentar a conjuntura política, ele  defendeu que as mulheres e homens do Cidadania construam o partido como alternativa democrática entre os extremos.

“Esse governo obscurantista precisa ser enfrentado com uma oposição firme. Isso não significa que o Cidadania votará sistematicamente contra tudo que vier do governo. Mas precisamos ser um partido que aponte para o futuro como alternativa”, defendeu Freire.

Durante o encontro, a coordenadora da Secretaria de Mulheres do Cidadania, Tereza Vitale, disse que o partido está aproveitando o ano eleitoral para ampliar a participação feminina na legenda.

“Por causa das eleições municipais estamos com uma lista de candidatas de excelente qualidade. O Cidadania está envolvido, o que é importante. Se temos apoio, vamos em frente. Mulher gosta de política. Estamos vendo que um bom trabalho da M23 está atraindo mulheres de muita qualidade”, elogiou.

A secretária do M23 no Ceará, Raquel Dias, também comemorou o crescimento de candidaturas de mulheres nessas eleições municipais.

“Vocês que estão nos municípios sabem as dificuldades que as populações estão passando. Estamos atraindo novos nomes, isso é um bom sinal. O Cidadania vem se transformando para atrair mais mulheres. É um partido que deu voz a essas mulheres que estão hoje secretárias nacionais. Espero que a gente pense também em 2022. Vocês que estão se colocando como pré-candidatas a prefeitas saibam que a próxima luta também é muito grande e deve ser levada em conta nesse momento”, observou.

Mulheres do Cidadania-SC promovem encontros em comemoração ao Dia Internacional da Mulher

A Secretaria Estadual de Mulheres M23 de Santa Catarina promoveu, neste domingo (8), encontro e atos em quatro cidades do estado em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Em Navegantes e Tubarão houve um café da tarde com palestra e confraternização, assim como a apresentação das pré candidatas.

Em Itajaí e Florianópolis a M23 foi até a praça mais movimentada dos respectivos municípios e fizeram panfletagem parabenizando pelo dia e convidando as mulheres a conhecerem o Cidadania. Em municípios como Macieira, Blumenau e Balneário Camboriú os eventos ocorrerão dentro do mês de março.

Os atos foram coordenados e fomentados pela Secretaria Estadual que forneceu o material, assim como mobilizou e incentivou as mulheres e os dirigentes municipais a promoveram atos e encontros.

Para uma das secretárias estaduais, Talien Stofelli Assis, que esteve a frente da mobilização “é imprescindível mobilizações como essas para reforçarmos a importância do papel social das Mulheres. Temos sim que comemorar as conquistas até aqui, mas é preciso reforçar que a nossa luta por igualdade é constante”. (Com informações da Secretaria Estadual de Mulheres M23-SC)

Cidadania destaca importância da participação da mulher na política

O planeta comemora neste domingo (8) o Dia Internacional da Mulher. A data foi estipulada pela ONU (Organização das Nações Unidas) na década de 1970 com o objetivo de lembrar a luta histórica das mulheres pela igualdade de gênero e contra o machismo e a violência. Apesar das importantes conquistas ao longo dos séculos, o problema está longe de ser resolvido, já que o equilíbrio de direitos entre mulheres e homens continua grave e longe de uma solução justa e democrática.

Luta partidária

O Cidadania, desde a sua origem histórica no PCB (Partido Comunista Brasileiro), luta pela igualdade e defende as bandeiras e reivindicações feministas. Atualmente, a sua instância maior nesse segmento, a Secretaria Nacional de Mulheres – M23, vem desempenhado um trabalho destacado na questão do empoderamento feminino pela política.

O Cidadania pretende eleger nas próximas eleições o maior número possível de mulheres para o Parlamento. Está empenhado nesse sentido por entender que a democracia clama pela igualdade de direitos de gênero.

A Secretaria Nacional de Mulheres tem trabalhado por meio de campanhas de filiação, estimulando candidaturas representativas e investindo em pré-campanhas já existentes. Além disso, realiza processos de capacitação e estimula as interessadas a realizarem cursos realizados pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), como a Jornada da Cidadania.

Para a coordenadora do M23, Tereza Vitale, o Cidadania busca candidaturas de mulheres comprometidas com as bandeiras do movimento.

“Temos insistido para que [elas] se envolvam verdadeiramente nas campanhas. Mesmo que inicialmente não sejam competitivas em termos de votos ainda. Que não se iludam com propostas de ajuda nas campanhas. Que entendam que a disputa eleitoral é uma luta árdua e que exige planejamento envolvendo muitas pessoas, inclusive a família. O entendimento do por quê da mulher na política é o que faz a diferença nas candidaturas que queremos”, disse.

A luta pelos direitos da mulher no Parlamento

Mas não é apenas por meio da Secretaria Nacional de Mulheres que o Cidadania vem lutando pelas causas femininas. No Parlamento brasileiro, a bancada do partido tem feito a diferença com propostas e iniciativas legislativas para proteger os direitos das mulheres.

Veja abaixo algumas das diversas iniciativas do Cidadania no Congresso Nacional.

Carmen Zanotto

A deputada federal Carmen Zanotto (SC), por exemplo, foi autora de 30 projetos que beneficiam diretamente a mulher. Dentre eles a lei que obriga o SUS (Sistema Único de Saúde) a oferecer exames de diagnósticos de câncer em 30 dias; a Lei dos 60 Dias, que obriga o tratamento de câncer – neoplasia maligna – no SUS.

Além disso, apresentou propostas que incluem a criação de Fundo de Combate ao Feminicídio no Pacote Anticrimes; que obriga a saúde pública realizar mamografia para mulheres a partir dos 40 anos; proposta para a criação de ouvidorias estaduais para mulheres vítimas de violência; e projeto que amplia o rol de hipóteses que configuram a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Ela presidiu ainda Comissão Mista que analisou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que cria cotas paras mulheres no Poder Legislativo.

Paula Belmonte

A deputada federal Paula Belmonte (DF) também tem desempenhado um forte papel na Câmara dos Deputados em defesa das mulheres. Ela foi autora do projeto que prorroga o início da licença-maternidade e o período de recebimento do salário-maternidade quando, após o parto, a mãe ou a criança permanecerem internadas por mais de três dias. A matéria inclusive já foi aprovada pela Casa e segue ao Senado Federal.

Foi autora também da lei do Biênio da Primeira Infância; de projeto que institui multa administrativa ao agressor responsável por violência doméstica; de proposta que institui a Semana Nacional do Empreendedorismo feminino; e do projeto que modifica o marco legal da primeira infância, obrigando que a legislação proteja, também, a vida intrauterina.

Eliziane Gama

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), possui uma série de iniciativas na Casa. A parlamentar, com longo histórico de trabalho desempenhado na Câmara dos Deputados em favor das mulheres, tem atuado firmemente pela igualdade de gênero e defesa da igualdade de gênero no Senado Federal. Entre as ações mais recente está o requerimento de voto de censura ao presidente da República, Jair Bolsonaro, por agressão sexista e misógina contra a jornalista da Folha de S. Paulo, Patrícia Campos Mello.

Em defesa das brasileiras

Além das deputadas federais do Cidadania, os parlamentares do partido também agiram com o intuito de garantir a proteção das brasileiras.

Marcelo Calero

O deputado federal Marcelo Calero (RJ) foi autor de projeto que obriga a saúde pública realizar cirurgia para reconstrução de mutilações de mama, seja qual for o motivo. Ele também apresentou proposta que trata de crimes cometidos no âmbito da violência doméstica e familiar.

Calero ainda foi autor de requerimento cobrando informações do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre cortes orçamentários para realização do Censo 2020 em quesitos que impactam a coleta de informações sobre minorias e comunidades tradicionais, em especial LGBTI+, mulheres, negros, quilombolas, população indígena e população ribeirinha.

Rubens Bueno

Já o deputado federal e ex-líder do partido na Câmara, Rubens Bueno (PR), apresentou projeto que amplia o direito da mulher a descansos especiais para amamentar seu filho até que complete um ano de idade.

Outra proposta determina que as delegacias especializadas de atendimento à mulher remetam, em 24 horas, pedido de concessão de medidas protetivas de urgência a um juiz , entre outras medidas.

Jorge Kajuru

Jorge Kajuru também tem atuado firmemente, no Senado Federal, na defesa das mulheres. Entre as várias propostas estão a proposta duplica as penas dos crimes praticados contra cônjuges, companheiros ou ex-cônjuges e ex-companheiros; requerimento para sustar decisão do governo federal de não ampliar o uso da mamografia para o rastreamento do câncer de mama em mulheres assintomáticas com risco de desenvolver a doença para a faixa etária não recomendadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde); proposta que impede agressores condenados pela Lei Maria da Penha possam assumir nomeações públicas enquanto perdurar a pena etc.

Alessandro Vieira

O senador Alessandro Vieira apresentou projeto de lei que define e pune crimes resultantes da intolerância, discriminação ou preconceito praticados em virtude do sexo, orientação sexual e identidade de gênero. O parlamentar também publicou proposta que prevê aumento de pena para profissionais de saúde que vierem a praticar crime contra a dignidade sexual no exercício da função.

Avanços e retrocessos

Apesar dos avanços nos últimos séculos e da contribuição do Cidadania, as mulheres infelizmente não têm muito o que comemorar, principalmente sob o governo Bolsonaro. Segundo o Monitor da Violência – estudo realizado pelo Núcleo de Estudos da Violência da USP, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o portal G1 -, apesar da queda do número de homicídios contra as mulheres, o País registrou aumento no número de feminicídios, ou seja, crimes de ódio motivados unicamente pela condição de gênero.

De acordo com o levantamento, o número homicídios dolosos contra mulheres foi de 3.739 em 2019, uma queda de 14,1% em relação a 2018. Contudo, foi registrado no mesmo período um aumento de 7,3% nos casos de feminicídios. O levantamento feito nos 26 estados e Distrito Federal mostra que 1.314 mulheres foram mortas unicamente por serem mulheres, uma morte a cada 7 horas, em média.

Para Tereza Vitale, do M23, os números apontam para a triste realidade das mulheres no Brasil.

“Ela [a mulher] continua muito desconfortável no País. Tá aí, o feminicídio não acaba. Pelo contrário, aumenta. Entre um número xis de mortes, o feminicídio ocupa 30% do total. Qual é o conforto disso? Falar que estamos empoderadas e por isso somos mais respeitadas? Não somos. Existe o preconceito de gênero em toda a sociedade, inclusive na política. Vejamos o caso de Marielle [vereadora carioca assassinada em 2018]. Ela sofreu a violência de gênero na política, que levou a sua morte. Isso é gravíssimo”, lamentou.

Cidadania de Belo Horizonte realiza Encontro Mulheres 23

O evento elegeu as coordenações do Cidadania Mulher de Belo Horizonte e de Minas Gerais (Foto: Reprodução)

O Cidadania de Belo Horizonte realizou no último sábado (9), na Assembleia Legislativa do estado, o Encontro Mulheres 23. O evento contou com diversas palestras e filiações de lideranças femininas da capital mineira.

O presidente estadual do Cidadania, o deputado estadual João Vítor Xavier, destacou que o evento foi um ato preparatório para garantir “um protagonismo das mulheres nas eleições do ano que vem”.

Participaram do encontro a presidente do Cidadania de BH, Luzia Ferreira; a vereadora Alessandra, de Brumadinho; a ex-prefeita Arlete, de Aricanduva; a vereadora Fernanda, de Santo Antônio do Monte; e a vereadora Luciene, de Vespasiano.

O evento contou ainda com representantes do Cidadania de Belo Horizonte, Betim, Contagem, Caeté, Montes Claros, Poços de Caldas, Mariana, Timóteo, Brumadinho, Coronel Fabriciano, Aricanduva, Divinópolis, Gouveia, Sabará, Vespasiano e Santo Antônio do Monte.

No final do evento foram eleitas as coordenações do Cidadania Mulher de Belo Horizonte e de Minas Gerais.

M23 repudia a barbárie e defende democracia e direitos humanos

Coordenação de Mulheres do M23 contesta comentários pejorativos nas redes sociais (Foto: Reprodução)

A Secretaria Nacional de Mulheres do Cidadania M23 divulgou nota pública (veja abaixo) repudiando comentário feito por advogada brasileira nas redes sociais a respeito da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de derrubar a prisão após a condenação em segunda instância e ao fato da prefeita da cidade boliviana de Vinto ter sido humilhada em via pública.

Segundo a coordenação do M23, os dois episódios levam a barbárie e devem ser combatidas em nome da democracia, dos direitos humanos e do estado democrático de direito.

A barbárie anunciada

“Que estuprem e matem as filhas dos ordinários ministros do STF”, foi a publicação feita pela advogada, Cláudia Teixeira, em sua página do Facebook, após o Supremo Tribunal Federal, por 6 votos a 5, derrubar a prisão após condenação em 2ª instância.

Poucos dias depois, assistimos a outra cena deplorável, também compartilhada em redes sociais, da prefeita da cidade de Vinto, na Bolívia, que teve seus cabelos cortados e foi obrigada a percorrer as ruas enquanto era xingada e humilhada.

Poucos dias depois, assistimos a outra cena deplorável, também compartilhada em redes sociais, da prefeita da cidade de Vinto, na Bolívia, que teve seus cabelos cortados e foi obrigada a percorrer as ruas enquanto era xingada e humilhada.

Qual leitura podemos extrair destas duas cenas de selvageria, nas quais a divergência de ideias é tratada como uma disputa e onde impera o desejo de eliminar o outro?

As divergências se deslocaram do campo do diálogo e partiram para o campo das ofensas pessoais, das agressões verbais, das agressões físicas, humilhações, ameaças de morte ou o próprio extermínio do outro.

A disputa não é mais entre as forças progressistas e conservadoras. Para além da polarização político-partidária, o que vemos acontecer é uma disputa entre civilização e barbárie. Uma nova barbárie, que se configura como a negação de todos os valores professados pela civilização: a verdade como aquilo que é verificável e demonstrável por meio da ciência e dos fatos, a racionalidade como um princípio básico e compartilhado pelas diversas instâncias da sociedade, o respeito aos direitos humanos e à liberdade individual.

Assistimos, atônitos, à apologia da violência, da irracionalidade e à construção de conspirações delirantes. Crescem tentativas de substituir a lei pela ordem, as instituições pela força e os direitos humanos pela negação à liberdade individual. Ressurge o obscurantismo para apagar as luzes da racionalidade e o autoritarismo para cercear os indivíduos de seus direitos adquiridos.

A discordância faz parte do regime democrático, mas deve haver também, um respeito mútuo entre as partes. Quando prevalece o desrespeito entre os adversários, inicia-se um processo de ódio contra a democracia e o desejo de que o adversário e a sua posição política sejam eliminados. É daí que surge o anseio pela ditadura.

Temos ouvido, com certa frequência, vozes saudosistas e até mesmo sem conhecimento, de um pseudo período de ordem e progresso social. É preciso resgatar as histórias adormecidas nos porões da ditadura nos anos de chumbo e nomear seus algozes para que esse período de nossa história seja verdadeiramente sepultado.

Não sem lutas, não sem dores e perdas chegamos a nossa jovem e ainda frágil democracia. Ela precisa de cuidados e proteção e que fiquemos atentos às ameaças e retrocessos que tem sofrido. Nós, mulheres, sabemos que nos retrocessos que a democracia recebe, nossos direitos são também, mortalmente atingidos.

Que não nos esqueçamos de que vivemos em uma cultura ainda muito machista e que, nos momentos como estes, os ataques às mulheres são acentuados, como vimos nos casos citados no início do texto. Uma mulher proferir tais palavras a outras “que sejam estupradas e mortas” e uma mulher ter seus cabelos cortados, ser arrastada pelas ruas e sofrer xingamentos e agressões, é um recado muito bem dado ao que pode vir pela frente, se não fizermos nada.

Precisamos, mais do que nunca, de união e organização de uma ampla frente de combate ao que se anuncia como uma barbárie do século XXI. Que os espaços de poder sejam por nós, mulheres, ocupados. Não vamos arrefecer diante dos ataques dirigidos à democracia e aos direitos humanos, vamos reagir e avançar em nossa luta.

Executiva Nacional M23
Secretaria Nacional de Mulheres do Cidadania23

Brasília, 11 de novembro de 2019”

Da periferia de Taubaté para o estado de São Paulo

A jovem Ellen Cursino é da periferia de Taubaté, no interior de São Paulo. Tem 31 anos, mãe da Maria Vitória e Giovanna, formada em jornalismo pela Universidade de Taubaté, especialista em Gestão Pública Municipal pela Universidade Federal de São Paulo e se especializando também em Ciência Política pela Estácio de Sá.

Desde os 18 anos ela trabalha com política. Participa de movimentos culturais, empreendedorismo feminino, acredita no fortalecimento das políticas públicas no combate ao feminicídio e no desenvolvimento de políticas afirmativas da igualdade racial. Hoje ela é a primeira jovem negra a assumir a Secretaria de Mulheres do partido político Cidadania 23 no estado de São Paulo.

A Secretaria de Mulheres do Cidadania de São Paulo é composta pela Secretária Executiva Ellen Cursino; pela Secretária de Finanças Marluce Maria, advogada e especialista em Gestão Pública; pela Secretária de Comunicação Viviane Camargo, advogada; pela Secretária de Mobilização Política, vereadora de Limeira Dra Mayra Costa, médica neurologista; pela Secretária de Formação Política vereadora de Taubaté Loreny Mayara, Gestora de Políticas Públicas e Especialista em Controle de Gestão Pública Municipal; e pela honrosa vice-prefeita de Araçatuba Edna Flor, advogada.

A nova composição transformou o movimento de mulheres em um quadro de pessoas técnicas que dão suporte às outras mulheres que querem além de se candidatar, terem apenas vida partidária ou trabalhar na gestão pública. O projeto “Juntas por Elas” é da M23 SP e tem como objetivo preparar as mulheres para a eleição e fortalecê-las para o desafio de novas gestoras na construção de cidades que consigam acolher a população, dar qualidade de vida às pessoas e diminuir as desigualdades socioeconômicas. Ensinar que cidades inteligentes são cidades mais humanas.

“Somos 54 vereadoras, 3 prefeitas, 4 vice-prefeitas e milhares de filiadas que contribuem para uma sociedade muito, mas muito melhor! Nós, somos mulheres de todo o canto do Estado de São Paulo que desenvolvem uma política no seu município. Somos empreendedoras, professoras, policiais, donas de casa, jornalistas, advogadas, somos gestoras públicas. Somos o que querermos ser. Vamos ensinar as nossas mulheres a entenderem a importância do seu eleitor. Como ele pensa, como a política boa deve existir, como vamos fazer a nossa pré-campanha. Vamos ensinar as mulheres se tornarem gestoras de cidades inteligentes para a construirmos cidades mais humanas. Mas para isso, precisamos discutir o voto. Preparar a mulher para a eleição, para a participação partidária e conquistar o seu espaço na política”, afirma Ellen Cursino. (Site M23)

M23 e Roberto Freire lamentam morte de Ágatha Félix e criticam política de extermínio

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, lamentou o assassinato da menina Ágatha Félix,  de oito anos, vítima de arma de fogo no morro do Alemão, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira (20).  A Secretaria Nacional de Mulheres do Cidadania-M23 também emitiu nota (veja abaixo) manifestando indignação pelo assassinato da menina.

“Visão desumana”

Freire criticou o que chamou de “visão desumana” da segurança pública defendida pelo governo federal e do Rio de Janeiro e destacou que o caso não se encaixa no chamado excludente de ilicitude. 

“Isso [a morte] é inadmissível numa sociedade que se diz civilizada. O caso da Ágatha não é o típico excludente de ilicitude, mas se insere na visão desumana de que segurança pública no Brasil concede licença para matar. Pela rejeição da excludente de ilicitude”, defendeu.

Roberto Freire criticou ainda parcela da sociedade que tenta justificar a morte de uma criança e outros inocentes na defesa da execução de traficantes e bandidos pelas forças policiais.

“Se unem os conservadores de todos os matizes, que reagem a liberdade e aos novos tempos do mundo que vivemos. O mito aplaude e defende os que dizem que bandido bom é bandido morto. Deveriam se lamentar e não buscar justificativas para o assassinato [de Ághata]. É desumano uma pessoa querer justificar o assassinato absurdo de uma criança de oito anos. É execrável. Quanta infelicidade dos familiares de Ágatha, dos cariocas e de nós brasileiros”, lamentou.

Banalização da vida

No mesmo tom, a Secretaria Nacional de Mulheres do Cidadania M23 divulgou nota  de indignação e de repúdio a política de segurança pública adota no estado carioca.

O documento questiona até quando o País aceitará políticas de estado que estimulem o extermínio de população pobre e desassistida pelo Estado e presta solidariedade à família da criança.

“NOTA PÚBLICA

A M23 vem a público manifestar imensa indignação pelo assassinato da menina Ágatha Félix, de apenas 8 anos de idade.

Não podemos mais tolerar uma política de Estado que estimule o extermínio da população pobre e negra, em nome de uma falida e falsa “guerra às drogas”. Apenas este ano foram 16 casos de crianças baleadas ou mortas no Rio de Janeiro. Duas delas ainda na barriga da mãe.

Até quando vamos assistir a banalização da vida? Até quando mães irão sofrer o luto da perda precoce de seus filhos?

Basta! Queremos nossas crianças e jovens vivos!

As vidas nas favelas importam!

Manifestamos solidariedade à família da Ágatha, na figura de seu avô, cujo desabafo foi um grito de dor e indignação. “Foi a filha de um trabalhador, tá? Minha neta fala inglês, tem aula de balé, tem aula de tudo. Ela é estudiosa. O polícia atirou em quem? Foi em traficante? Foi na filha dele? Não! Foi na minha neta. Agora tá aí, perdi minha neta. Não era pra perder, nem eu nem ninguém.

Secretaria Nacional de Mulheres do Cidadania M23

O caso

A criança morreu na noite de sexta-feira dentro de uma Kombi com o avô, quando foi baleada nas costas. De acordo com os moradores, PMs atiraram contra uma moto que passava pelo local acertando Ághata. Ela chegou a ser levada para a UPA do Alemão e transferida para o hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu os ferimentos.

Com a morte da menina, sobe para 29 o número de mortes por bala perdida no Rio de Janeiro em 2019.