Brasil precisa consolidar democracia em fatos reais, diz Alessandro Vieira

Senador do Cidadania de Sergipe participou nesta quarta-feira (27) do programa UOL Debate que discutiu o inquérito das fake news conduzido pelo STF (Foto: Reprodução)

Brasil precisa consolidar democracia em fatos reais, diz Alessandro Vieira

Do UOL, em São Paulo

O combate às fake news e o apoio a “fatos reais” são essências das democracias. A avaliação foi feita pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), em participação no programa UOL Debate de hoje, que discutiu o inquérito das fake news conduzido pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A questão foi debatida no mesmo dia em que o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao STF suspensão do inquérito que apura ofensas, ataques e ameaças contra ministros da corte. Também hoje, a Polícia Federal realizou uma operação contra empresários políticos e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Para o senador, o titular da PGR já chegou ao cargo sob desconfiança. “Efetivamente, a própria condução do Aras foi fora do rito nacional. Ele foi levado ao Bolsonaro já com problemas. Ele se comprometeu e assumiu determinados posicionamentos que não são do STF. É lá que se vai se dizer o que é democrático ou não”, disse.

“Eu continuo achando que o andamento do processo é equivocado. Mas isso está de certa forma superado. Mas isso se superou. O STF já decidiu que pode ser tocado assim. A montagem e manutenção robótica, ataques a adversário, elevação de hashtags… Isso está cada vez mais materializado. O Brasil precisa consolidar a democracia em fatos reais. A gente vai ter que enfrentar esses fatos. Mas precisamos levar em conta o quanto estamos puxando a corda. Essa é uma grande preocupação que estamos tendo”, acrescentou o senador.

Ao longo do debate, Vieira afirmou que há “uma coordenação, uma estruturação, com uma hierarquia” feita por pessoas reais atrás das notícias falsas. “Mas tem pessoas fora do país também. Tem site hospedado na Califórnia. É preciso ser combatido para o bem do Brasil.”
Diante das reações de diversos setores frente às fake news, protestos são vistos com recorrência nas redes sociais. Para o também senador Humberto Costa (PT-PE), que também participou do debate, o fato de o Brasil estar enfrentando a pandemia do novo coronavírus faz com que manifestações críticas a Bolsonaro não aconteçam.

“É muito difícil, num período como esse de pandemia, o povo sair às ruas, a não ser esses integrantes da seita bolsonarista que se acham onipotentes a ponto de não serem atingidos pelo coronavírus”, disse Costa. “Mas não há condições de isso se fazer. É preciso esperar um momento mais adequado.”

Fonte: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/05/27/brasil-precisa-consolidar-democracia-em-fatos-reais-diz-alessandro-vieira.htm

Eliziane Gama defende operação de combate à fake news e rigor nas investigações

Senadora diz que notícias falsas produzidas por milícias digitais são uma grande ameaça ao estado democrático de direito (Foto: Pedro França/Agência Senado)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), comentou nesta quarta-feira (27) em sua conta no Twitter a operação da PF (Polícia Federal ) que faz parte de inquérito do STF (Supremo Tribunal Federal) para apurar um suposto esquema criminoso que divulga fake news e ameaças à Corte. Para ela, ações como essa faz bem à democracia para combater quem produz e divulga notícias falsas.

Segundo a parlamentar, as fake news produzidas por milícias digitais são uma grande ameaça ao estado democrático de direito.

“É preciso que o inquérito comandado pelo ministro Alexandre de Moraes aponte quem financia essa máfia e se há dinheiro público nisso. O Congresso deve tipificar e criminalizar essa conduta”, escreveu.

A PF cumpriu 29 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (27) referentes ao inquérito do STF. Policiais buscam provas nos endereços de ex-deputado, deputados federais, estaduais, jornalistas, empresários e de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Eliziane Gama também se posicionou a respeito do pedido de suspensão do inquérito do STF pelo Procurador-Geral da República, Augusto Aras.

“A PGR tenta paralisar a reação do próprio Judiciário aos ataques, discursos de ódio e constantes ameaças à democracia. Paralisar [o inquérito] é fortalecer a milícia digital e tentar esconder quem está por trás dessas notícias falsas”, disse a senadora.

A democracia não tolera cerceamento da liberdade de imprensa, diz Eliziane Gama

“Isso só ocorre em países ditatoriais ou em governos que almejam essa condição. A democracia não tolera cerceamento da liberdade de imprensa”, diz a parlamentar (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), alertou em seu perfil no Twitter para a gravidade da decisão dos grupos Globo e Folha de suspender a cobertura presencial em frente aos Palácios do Planalto e Alvorada, palco de ameças e agressões aos profissionais das empresas.

“Isso só ocorre em países ditatoriais ou em governos que almejam essa condição. A democracia não tolera cerceamento da liberdade de imprensa”, disse a parlamentar.

A senadora enfatizou que os ditadores fecham os jornais, rádios e televisões e citou que, na Venezuela, o presidente Nicolas Maduro fecha e persegue a mídia. Para ela, ou o governo assume posturas claras em defesa da liberdade de imprensa e dos profissionais ‘que lhe dão vida’ ou passará à história como inimigo da democracia, porque “nessa questão, não há caminho do meio”.

Na opinião de Eliziane Gama, as constantes agressões do presidente Jair Bolsonaro, com gritos de ‘cala boca’ ditos tantas vezes aos jornalistas, levaram a essa situação de ameaça à imprensa por parte de seus apoiadores.

“Ao governo, não interessa uma imprensa livre que possa questionar e exercer o contraditório. E tudo isso deixa o trabalho dos jornalistas cada vez mais perigoso com repórteres sendo agredidos diante de um governo conivente com a violência”, disse Eliziane, ao defender um posicionamento efetivo do Senado Federal em relação aos atentados à democracia.

No JN, Eliziane Gama diz que Bolsonaro desrespeita democracia e a imprensa livre

“É muito claro para todos nós que o presidente da República está descompensado”, reagiu a senadora, ao comentar a agressão de Bolsonaro a jornalistas nesta terça-feira (6), em Brasília (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

A líder da bancada do Cidadania, Eliziane Gama, disse nesta terça-feira no Jornal Nacional (veja texto abaixo e aqui o vídeo) que o ataque do presidente Jair Bolsonaro a jornalistas mostra que ele está descompensado e que sua atitude demonstra falta de respeito com a democracia e a liberdade de imprensa.

“É muito claro para todos nós que o presidente da República está descompensado. O presidente hoje, a forma como ele se dirigiu aos jornalistas, mandando um jornalista calar a boca, é a demonstração clara da falta de respeito com a democracia, com as liberdades e com uma imprensa livre. Ele se demonstra aí alguém totalmente desequilibrado”, afirmou a parlamentar.

Bolsonaro confirma substituição do superintendente da PF no Rio e volta a desrespeitar jornalistas

Em tom exaltado, ele disse que era uma promoção para Carlos Henrique Oliveira. E, aos berros, mandou que jornalistas se calassem.

Jornal Nacional – TV Globo

Nesta terça-feira (5) pela manhã, o próprio presidente Bolsonaro anunciou que vai substituir o superintendente da Polícia Federal no Rio. Em tom exaltado, ele disse que era uma promoção para Carlos Henrique Oliveira. E, aos berros, mandou que jornalistas se calassem.

Na saída do Palácio da Alvorada, o presidente, como sempre faz, caminhou em direção ao grupo de apoiadores aglomerados no cercadinho que fica ao lado do espaço destinado aos jornalistas. Ele segurava uma cópia do jornal “Folha de S. Paulo”, que trazia na manchete a movimentação na Polícia Federal do Rio.

Com insultos ao jornal e à imprensa, Bolsonaro se dirigiu aos repórteres em tom exaltado para anunciar que o superintendente da Polícia Federal no Rio, Carlos Henrique Oliveira, será o novo diretor-executivo da Polícia Federal. O que, segundo ele, se trata de uma promoção e não de uma interferência.

“O atual superintendente do Rio de Janeiro, que o Moro disse que eu quero trocar por questões familiares. Não tem nenhum parente meu investigado pela Polícia Federal, nem eu nem meus filhos, zero. Uma mentira que a imprensa replica o tempo todo, dizendo que meus filhos querem trocar o superintendente. Para onde é que está indo o superintendente do Rio de Janeiro? Para ser o diretor-executivo da PF. Ele vai sair da superintendência – são 27 superintendentes no Brasil – para ser diretor-executivo. E aí eu tô trocando ele? Eu estou tendo influência sobre a Polícia Federal?”, disse Bolsonaro.

Carlos Henrique será o número dois na hierarquia da PF, mas deixará de lidar diretamente com as investigações, que são a principal finalidade da Polícia Federal. A estrutura da PF é diferente da de outros órgãos. O diretor-executivo tem funções somente administrativas e operacionais: voltadas a atos internos e a prover estrutura para atividades externas, preparar operações. Nesse cargo, ele é informado sobre futuras operações, mas sem saber a finalidade. Cabe ao diretor-executivo, por exemplo, tratar do número de veículos e agentes em operações, mas não comandá-las.

Investigadores dizem que, na prática, essa promoção dele concretiza um objetivo do presidente Bolsonaro verbalizado desde o ano passado: substituir o chefe da PF no Rio.

A procuradoria-geral da República vai investigar as razões para essa mudança no comando da PF no Rio de Janeiro. A análise será um desdobramento dentro do inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal para investigar a denúncia do ex-ministro Sergio Moro de suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na autonomia da Polícia Federal.

Em outra frente, na Justiça Federal em Brasília, o juiz Francisco Alexandre Ribeiro deu 72 horas para o presidente Bolsonaro explicar a saída de Carlos Henrique da superintendência do Rio. Ele atendeu a um pedido do Movimento Brasil Livre.

As declarações de Bolsonaro ao sair do Alvorada tiveram ainda um momento de truculência – em que ele se dirigiu de forma agressiva e desrespeitosa aos jornalistas. Foi quando voltou a atacar a manchete do jornal. “Isso é uma patifaria, é uma patifaria. Cala a boca, não perguntei nada”, disse aos jornalistas.

O presidente atacou mais uma vez o jornal e mandou novamente que os jornalistas se calassem: “Cala a boca! Cala a boca! Está saindo de lá para ser diretor-executivo, a convite do atual diretor-geral”.

A “Folha de S. Paulo” divulgou nota em que afirma que não se intimidará diante das agressões do presidente: “Mais uma vez o presidente Jair Bolsonaro desrespeita a liberdade de expressão e insulta o jornalismo profissional. Seguiremos altivos e vigilantes, cobrindo os atos desta administração com isenção e independência, como fizemos em todos os governos. E não, a Folha não vai se calar”.

O tratamento desrespeitoso do presidente provocou reações de políticos e entidades. Senadores de vários partidos condenaram as declarações de Bolsonaro.

“É muito claro para todos nós que o presidente da república está descompensado. O presidente hoje, a forma como ele se dirigiu aos jornalistas, mandando um jornalista calar a boca, é a demonstração clara da falta de respeito com a democracia, com as liberdades e com uma imprensa livre. Ele se demonstra aí alguém totalmente desequilibrado”, afirmou Eliziane Gama, líder do Cidadania.

“Eu quero registrar aqui o meu repúdio à fala do presidente da república, quando fala que a imprensa deve calar-se aqui no Brasil, o que nunca aconteceu antes”, disse o líder do PSDB, Otto Alencar.

“É impossível viver numa democracia com tantas agressões diárias a diversos setores que representam o que há de mais nobre na democracia, como, por exemplo, a liberdade de imprensa”, disse Rogério Carvalho, líder do PT.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse, em uma rede social, que “mandar um jornalista calar a boca é tentar calar a boca da democracia”.

O governador de São Paulo, João Doria, declarou: “Minha solidariedade aos profissionais da imprensa e aos veículos de comunicação. Mais uma atitude condenável de desrespeito à imprensa. Cada ameaça à liberdade de expressão atinge a democracia no Brasil. Lamentável a escalada autoritária no país”.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) destacou que “o episódio não é apenas mais uma demonstração de falta de compostura do presidente. Ao cassar a palavra dos jornalistas, Bolsonaro tentou impedir que uma questão de interesse público fosse tratada”. E que “apesar das ameaças, a verdadeira imprensa e os jornalistas comprometidos com a sua nobre profissão, não se intimidarão. Continuarão a tratar dos assuntos que julgarem pertinentes e de interesse da sociedade”.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo declarou que a agressão verbal aos repórteres diante do Palácio da Alvorada e os ataques ao jornalismo em geral, apenas dois dias depois de profissionais serem agredidos a socos e pontapés durante um evento político liderado pelo presidente na Praça dos Três Poderes, são muito graves, pois aprofundam o clima de intimidação contra a imprensa.

No fim do dia, ao retornar para o Palácio do Alvorada, o presidente Bolsonaro voltou à portaria onde havia apoiadores e jornalistas. Bolsonaro disse o seguinte:

“Vou repetir agora educadamente a vocês. Desculpa aí. Eu fui um pouco grosseiro de manhã com uma senhora e um senhor aqui”.

Bancada do Cidadania no Senado: Bolsonarismo, uma ideologia que divide a Nação

Essa insanidade oficial não pode continuar. E o Congresso Nacional coonestar com esses crimes de lesa pátria (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Bolsonarismo, uma ideologia que divide a Nação

A Liderança do Cidadania no Senado Federal manifesta a sua preocupação crescente com as ações do governo federal em quase todas as suas esferas, cada vez mais marcadas por uma ideologia intolerante, arcaica, a-histórica e que divide perigosamente a Nação.

Uma coisa é o governo eleito democraticamente buscar a execução de seu programa, pautando-se pelas regras da democracia, da tolerância, do diálogo. Outra, é agarrar-se a ideias preconcebidas, sem qualquer originalidade, que apenas seguem uma espécie de central de extrema direita, xenófoba e que tem como objetivo, ao final, destruir diferenças e a própria democracia que embala muitos países do mundo e também o Brasil.

Vemos a toda hora o presidente tentando desmoralizar a mídia estruturada e destruir os seus modelos legítimos de negócio; seus seguidores agredindo fisicamente os profissionais da comunicação; o governo alimentando fake news por toda parte como estratégia para afirmar suas narrativas e concepções tortas e intoleráveis.

Vemos representantes institucionais da cultura empenhados na destruição das variadas culturais nacionais; uma Funai que parece não se importar com a possibilidade de dizimação de comunidades indígenas inteiras pela Covid19, e confrontando ONGs e instituições internacionais humanistas quando devia buscar o seu apoio, até financeiro, em momento tão grave gerado pela pandemia.

Essa insanidade oficial não pode continuar. E o Congresso Nacional coonestar com esses crimes de lesa pátria.

O seu povo e a cultura são o que uma Nação tem de melhor.

Eliziane Gama, líder da bandada

Senadores do Cidadania reagem às declarações de Bolsonaro em ato pró-intervenção militar

Eliziane Gama diz que atitude do presidente na manifestação é tentativa de golpe contra a democracia, e Alessandro Vieira questiona Bolsonaro por negociar com o Centrão e fazer discurso contra a “velha política” (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), e o senador Alessandro Vieira reagiram neste domingo às declarações do presidente Jair Bolsonar durante um ato, em Brasília, que defendia uma intervenção militar, em frente ao Quartel-General do Exército na data em que é celebrado o Dia do Exército.

Para a parlamentar maranhense, a atitude do presidente na manifestação pró- fechamento do Congresso Nacional e do STF (Supremo Tribunal Federal) é uma tentativa de golpe contra a democracia.

“Atacar instituições, o Congresso, a Justiça e defender ditadura, num momento tão grave, é um ato covarde para tentar golpear nossa democracia. Estamos juntos com os 20 governadores, que em carta defendem o País e a manutenção das instituições democráticas”, afirmou na rede social.

Eliziane Gama disse ainda que Bolsonaro rompe com o povo, radicaliza o discurso e se comporta como amotinado.

“Em uma manifestação pedindo a volta do AI-5, Bolsonaro radicalizou de vez o discurso. Em cima de uma caminhonete, falou para sua claque de irracionais. Rompe com o povo que democraticamente o elegeu para se comportar como um amotinado. Temos Constituição, Sr. presidente”, postou a Eliziane Gama no Twitter.

Alessandro Vieira disse que o presidente precisa governar e cobrou a sanção do projeto (PLN 4) que autoriza o Executivo realizar operação de crédito de R$ 248,9 bilhões para cobrir as despesas obrigatórias.

“Não se governa da caçamba de uma pick-up. E não se lidera mentindo para as pessoas. O Jair Bolsonaro que chama para conversar o Centrão é o mesmo que grita fora velha política? Ou assina o PLN 4, mas diz que não negocia nada? Chega, vamos apontar cada mentira incoerente. João 8:32”, postou Alessandro Vieira em seu perfil no Twitter.

A maior parte do valor total previsto no PLN 4 (R$ 201,7 bilhões), aprovado dia 2 de abril pelo Senado, corresponde a benefícios previdenciários, como pensões e aposentadorias. O texto trata ainda de Bolsa Família, BPC (Benefício de Prestação Continuada), Plano Safra, dentre outros temas.