Maior presença feminina na política fortalece a democracia, afirma Eliziana Gama

Senadora diz que mudanças nas regras eleitorais foram concebidas para aumentar engajamento feminino (Foto: Reprodução/Grupo Mulheres do Brasil)

Embora as últimas estatísticas do TSE (Tribunal Federal Eleitoral) apontem que as mulheres formam a maioria dos eleitores brasileiros, com 53% do total das pessoas aptas a votar nas eleições de outubro – são mais de 82 milhões de votantes -, a presença feminina na política ainda enfrenta a sub-representação nos espaços de poder.

Para a líder da Bancada Feminina do Senado, Eliziane Gama (MA), essa realidade começa a mudar com a aprovação pelo Congresso Nacional de novas regras que dobram os votos de mulheres e pessoas negras na contabilidade do Fundo Eleitoral e no tempo de rádio e TV para campanhas eleitorais.

Com as alterações processadas na legislação eleitoral, a parlamentar avalia que o interesse das mulheres na política está aumentando e que, finalmente, começarão a ter mais espaço em ambientes tradicionalmente ocupados por homens.

“Poucas vezes na história brasileira, desde o momento da redemocratização, nós tivemos a importância tão grande da presença feminina no processo eleitoral. Pela primeira vez, em todas as faixas etárias brasileiras, a mulher no nosso País, do ponto de vista eleitoral, é a maioria em todas as idades. Isso significa que há um engajamento muito maior e que as mulheres brasileiras estão, de fato, abrindo os olhos e atentando para a importância que elas têm para o fortalecimento da democracia brasileira”, afirma Eliziane Gama.

Em 2018, apenas uma governadora foi eleita. Sete mulheres ganharam a disputa para o Senado. Elas conquistaram 77 cadeiras na Câmara dos Deputados, alcançando 15% da composição. Em comparação às eleições de 2014, esse número significa um aumento de 50%.

“O Senado aprovou novas regras que estimulam a eleição de mulheres e pessoas negras. O voto dado a eles valerá em dobro para a distribuição de recursos do Fundo Eleitoral entre os partidos”, destaca a senadora, ao citar as medidas da reforma eleitoral, que também determinam que esses votos também sejam dobrados para determinar o tempo de rádio e TV dos partidos. (Com informações da Agência Senado)

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