Roberto Freire recebe visita do presidente do Cidadania-MG

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, recebeu, nesta quarta-feira (11), a visita do presidente estadual do partido em Minas Gerais, o deputado estadual João Vitor Xavier. Na visita, o vereador de Belo Horizonte, Pedro Bueno, se filiou ao partido. João Vitor afirmou que o Cidadania está crescendo no estado de Minas Gerais e já possui mais de 100 pré-candidaturas confirmados.

“Viemos consolidar o projeto que o partido está construindo no estado e prestar contas ao presidente Roberto Freire do trabalho que estamos fazendo por lá. Estamos muito animados com o que estamos construindo. Candidaturas importantes em cidades importantes como a prefeitura de Belo Horizonte e agora candidatura própria em Contagem, segunda cidade mineira mais importante”, observou.

Já o vereador Pedro Bueno destacou os motivos que o levaram a se filiar ao Cidadania e enalteceu o papel desempenhado por Freire na política nacional. “Tenho em Freire uma referência de uma figura pública e histórica que participou da Constituinte e que tem um projeto muito bem definido. Encontro no Cidadania um projeto que tem consonância com o que acreditamos”, afirmou.

2º Encontro de Coordenadores Regionais do Cidadania do Paraná tem orientações e debate sobre eleições

Evento reuniu coordenadores e lideranças do partido em Campo Mourão (Foto: Reprodução/Cidaddania-PR)

Coordenadores e lideranças do Cidadania do Paraná, dentre eles pré-candidatos a cargos eletivos nas eleições municipais de outubro, estiveram reunidos neste sábado (7), em Campo Mourão. O 2º Encontro dos Coordenadores Regionais do partido definiu as últimas metas do partido no estado para o pleito de 2020, esclareceu dúvidas sobre a nova legislação eleitoral e debateu a conjuntura política estadual e nacional.

Durante a programação, com explanações de todos os coordenadores regionais sobre pré-candidaturas nos municípios paranaenses, o presidente estadual do partido, deputado federal Rubens Bueno, incentivou novas filiações, visando o fortalecimento da legenda dentro de um processo de reestruturação e planejamento para pleito.

“Com um partido forte, organizado e muito trabalho poderemos fazer muito mais”, disse Rubens Bueno, que também falou sobre a conjuntura política atual nas esferas estadual e federal.

Ao final do encontro, Rubens Bueno prestou homenagem às mulheres pelo Dia Internacional da Mulher celebrado neste domingo (8).

Cidadania lança vídeo em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

“A gente trabalha para que as mulheres brotem no bailão da democracia nas eleições de 2020” é o tema do vídeo (veja abaixo) que o Cidadania lançou nas redes sociais em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, que este ano será comemorado no próximo domingo (8).

“Se o poder insiste em ser masculino, advinha, a mudança é feminina”, diz a locutora da peça que tem roteiro inspirado no sucesso de “Tudo Ok”.

Luiz Carlos Azedo: A coerência de Bolsonaro

Nas entrelinhas

“O bolsonarismo tem certos antecedentes históricos, mas é um fenômeno único, que não seria possível sem a quebra de paradigmas da política, a crise ética e a emergência das redes sociais”

Ninguém tem o direito de dizer que se enganou com o presidente Jair Bolsonaro. A característica mais marcante de seu primeiro ano de mandato é a coerência com o discurso de campanha. Esse entendimento vale para seus apoiadores e para a oposição. Pela primeira vez, temos um governo assumidamente de direita, que tirou do armário uma parcela do eleitorado que andava enrustida e desorganizada, mas que agora se articula nacionalmente, em torno do clã Bolsonaro, e está constituindo um novo partido, a Aliança pelo Brasil, que já conta com 100 mil filiados.

Uma direita orgânica, de caráter nacional, sem vergonha de mostrar a própria cara, é um fenômeno raro no Brasil. Temos a Ação Integralista Brasileira, de Plínio Salgado, na década de 1930, liquidada por Getúlio Vargas, no Estado Novo, após uma tentativa frustrada de tomada do poder, em 1938. A antiga UDN era mais heterogênea, surgiu como uma frente democrática, em São Paulo, inclusive com a participação dos comunistas, antes de se transformar no partido conservador e golpista que marcou a Segunda República. A vertente da UDN mais próxima do bolsonarismo foi o lacerdismo, no Rio de Janeiro, um movimento da classe média carioca liderado pelo então governador da antiga Guanabara, Carlos Lacerda. Na transição à democracia, o que mais poderia se aproximar do bolsonarismo é o malufismo, um fenômeno paulista, em decorrência da penetração popular do ex-governador Paulo Maluf, que nunca teve um caráter orgânico nem nacional.

Podemos concluir que o bolsonarismo tem certos antecedentes históricos, mas é um fenômeno único, que não seria possível sem a quebra de paradigmas da política, a crise ética e a emergência das redes sociais. Sem isso, não seria possível a Jair Bolsonaro ter feito com êxito um movimento contrário ao de seus antecessores, que buscaram apoio político entre as forças do centro, como Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, pela via dos governos de coalizão. Bolsonaro desprezou as alianças partidárias, prestigiou apenas os setores do Congresso que o apoiaram nas eleições, como evangélicos, ruralistas e a “bancada da bala”. Desprezou até mesmo o partido pelo qual se elegeu, o PSL, que contava com a segunda maior bancada na Câmara, com 41 deputados, muitos dos quais policiais e militares.

A criação da Aliança pelo Brasil é uma jogada que não deve ser subestimada, pois visa à criação de um partido de massas, de caráter nacional, com uma doutrina reacionária e ligações internacionais. De certa forma, essa foi a decisão mais audaciosa que Bolsonaro tomou no plano estritamente político, nesse primeiro ano de mandato. É uma aposta estratégica para a sua própria reeleição. Sua base social é formada pelos segmentos que o apoiam incondicionalmente, como militares, policiais, caminhoneiros, garimpeiros, evangélicos pentecostais, ruralistas e milicianos. Não formam a maioria do eleitorado, mas têm grande capacidade de mobilização e identidade programática com a nova legenda.

Lava-Jato

É para esses segmentos que a ala ideológica do governo trabalha, mas é um erro supor que somente esses setores estão sendo atendidos pelo governo. O meio empresarial aposta no sucesso de Bolsonaro, por causa da política ultraliberal do ministro da Economia, Paulo Guedes; e também setores de classe média, insatisfeita com a violência urbana e a crise ética na política. São setores que não têm a mesma afinidade ideológica com Bolsonaro, mas foram decisivos para sua eleição por causa do seu antipetismo. É com essas forças que Bolsonaro conta para neutralizar a oposição no Congresso e na opinião pública. Graças a isso, vem mantendo a avaliação de seu governo na faixa dos 30% de bom e ótimo, 32% de regular e 36% de ruim e péssimo. Se o governo não descarrilar, isso significa presença garantida no segundo turno das eleições.

Quanto a isso, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, passou a ser uma peça-chave no jogo político, pois encarna a bandeira da ética no governo, mas goza de mais prestígio popular do que Bolsonaro e com ele vem tendo uma relação cada vez mais conflituosa. A questão que mais tensiona a relação entre ambos é o caso Fabrício Queiroz, uma investigação que envolve o senador Flávio Bolsonaro (RJ), filho do presidente da República, de quem era assessor parlamentar. No momento, o maior estresse entre ambos ocorre porque Bolsonaro não vetou a criação pelo Congresso do chamado “juiz de garantia”, que Moro critica, porque, no seu entendimento, favoreceria a impunidade para os crimes de colarinho branco. Defendida por advogados e a maioria dos políticos, a medida é polêmica e enfrenta forte oposição de procuradores e juízes de primeira instância, com o agravante de que teria havido um acordo com o governo no Senado para que a proposta fosse vetada, em troca da aprovação ainda neste ano do pacote anticrime negociado na Câmara.

O assunto esquentou no final do ano porque dois partidos, Podemos e Cidadania, questionam a constitucionalidade da nova lei no Supremo Tribunal Federal (STF), que também está sendo muito pressionado pela opinião pública. A mesma pesquisa Datafolha divulgada ontem mostra que 39% dos consultados avaliam a atuação do Supremo como ruim ou péssima, enquanto somente 19% dos brasileiros a consideram ótima ou boa. Para 38%, o trabalho da Corte é regular; outros 4% disseram não saber avaliar.Também há insatisfação com o Congresso, que tem 14% de bom/ótimo, 38% de regular e 45% de ruim/péssimo. (Correio Braziliense – 30/12/19)

Encontro do Cidadania-ES debate eleições e lança 33 pré-candidaturas a prefeito no estado

Reunião lotou o plenário da Assembleia Legislativa na capital capixaba (Foto: Cidadania-ES)

Lideranças de todo o Espírito Santo participaram, neste sábado (07), do Encontro Estadual do Cidadania capixaba. O evento lotou o plenário e a galeria da Assembleia Legislativa.

Em pauta, foram discutidos os rumos das Eleições 2020, lançadas 33 pré-candidaturas para prefeito no estado, inscritos novos filiados e também apresentadas informações sobre a nova legislação eleitoral para o próximo ano. Durante o evento também foi prestada homenagem ao presidente de honra do Cidadania Nacional, Antonio Ribeiro Granja, falecido este ano aos 106 anos de idade.

O prefeito Luciano Rezende (Cidadania) destacou em seu discurso que o mandato público é uma arena de batalha e conflito de interesses, além de passar por grande pressão. Por isso, salientou, “é necessário que o político esteja muito bem preparado para tomar decisões em alta velocidade”.

Prefeito Luciano Rezende (esq.) e o deputado estadual Fabrício Gandini (Foto: Cidadania-ES)

“O deputado estadual Fabrício Gandini já demonstrou a sua capacidade e está preparado para liderar e governar a cidade de Vitória. Ele está amadurecido. Nós temos que acreditar que quem define eleição é Deus e a população. E nós temos que apontar para a cidade o que é melhor para ela. Temos que defender Vitória e os Espirito Santo de qualquer ameaça. Aposto que Gandini terá condição de cuidar da nossa cidade com muito carinho” disse o prefeito de Vitória.

O presidente do Cidadania-ES, deputado estadual Fabrício Gandini, afirmou estar consciente do seu papel, principalmente neste momento em que o estado está vivendo. Ele comentou sobre a situação de retrocesso ocorrida nos últimos dias na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, quando foram promovidas novas eleições de forma surpresa, com mais de 400 dias de antecedência, e sem tempo suficiente para formação de outras chapas concorrentes, violando o princípio de razoabilidade.

“A renúncia da Mesa Diretora reeleita foi uma vitória parcial. Não podemos relaxar. A sociedade tem que ficar de olho no que ocorreu por aqui e se manifestar. Não podemos parar de acompanhar esse processo, pois a ameaça está em vigor. Por isso, nesta segunda vamos protocolar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade”, afirmou Gandini.

Ele ressaltou que tomar a decisão de ir para o enfrentamento tem seus custos, mas ele tem a consciência de que fez o que era o correto.

Representatividade

Além do prefeito de Vitória Luciano Rezende, o encontro do Cidadania teve as presenças do deputado federal Josias da Vitória, de vereadores, lideranças da Grande Vitória e do interior capixaba. Representantes dos partidos PSC, Avante, Podemos, PV, PTB, PDT e PSB também participaram da reunião.

“Para o Brasil avançar temos que sempre nos colocar ao lado de homens e mulheres de bem que querem prestar seu tempo para melhorar o país, os municípios. Por isso, o Cidadania tem aberto espaço para as pessoas de bem, para participar da política. A administração do prefeito Luciano Rezende em Vitória é uma referência. O partido mostra que sabe administrar uma cidade e isso serve de inspiração para todos nossos pré-cadidatos. E se tem alguém que passei a admirar e respeitar pelas posições claras é o nosso presidente regional e nosso futuro prefeito de Vitória, deputado Fabrício Gandini. Tenho muita felicidade e fazer parte da família do Cidadania. Eu sou uma pessoa otimista. No Congresso o Cidadania tem feito a diferença. Nesta semana, o Cidadania se posicionou muito claramente contra o aumento no Fundo Eleitoral. Somos contra. São posições como essas que estão fazendo a diferença. Nosso partido é coerente e está ao lado da sociedade”, disse o deputado da Vitória.

“O Gandini conhece a cidade, está preparado, é um projeto experiente e uma cidade exigente, então ele tem o perfil de Vitória, que é uma cidade que não pode brincar com as questões fiscais. O PSC está fechado com o Cidadania, pois o partido tem bandeiras que o PSC trabalha”, disse Wanderson Marinho, presidente do PSC.

Lúcio Hemerly, presidente municipal do PV de Vitória, também manifestou o apoio de seu partido à candidatura de Gandini.

“Já tivemos uma reunião interna e decidimos que vamos caminhar junto com o Cidadania, pela postura do Gandini, pela administração do atual prefeito Luciano Resende, voltada para as pessoas mais carentes, tem feito muito pela área de Educação”, afirmou.

“A gente já conhece a história do Gandini, ele foi um modelo de gestor na Câmara, tem feito um grande trabalho como deputado estadual, é um cara novo, diferente, conheci de perto seu trabalho e creio que é um nome que irá ajudar no desenvolvimento da cidade”, completou.

Alex Santos, presidente municipal do Avante de Vitória, declarou porque o Cidadania terá seu apoio.

“É uma gestão que já vem dando certo há sete anos em Vitória e queremos continuar com esse desenvolvimento da cidade”, afirmou.

Também discursaram os representantes do PSB (Alberto Farias Gavini Filho), PDT (Weverson Meirelles) e PTB (Anderson Goggi), que declararam apoio ao Cidadania.

Veja abaixo a lista de pré-candidatos a prefeito do Cidadania no Espírito Santo.

Afonso Cláudio – Manoel Paulistão
Alegre – Rodrigo Vargas
Águia Branca – Jailson Quiuque
Aracruz – Doutor Coutinho
Atílio Vivacqua – Sargento Siqueira
Barra de São Francisco – Marcelo Firmino
Conceição da Barra – Manoel Pé de Boi
Divino São Lourenço – Tuquinha
Domingos Martins – Julio Christ
Governador Lindemberg – Leonardo Finco
Guaçuí – Paulinho do Vitalino
Ibiraçu – Vertinho Tonon
Ibitirama – Vice-prefeito Hishan
Iconha – Fernando Trevisani
Irupi – Cleides Segal
Itaguaçu – Átila
Jaguaré – Marcos Guerra
Jerônimo Monteiro – Renato Lima
João Neiva – Laércio Campostrini
Laranja da Terra – Judázio Seibel
Marilândia – Gutin
Montanha – Professor André
Nova Venécia – Antônio Emílio
Piúma – Tenente Paulo Cola
Ponto Belo – Rose
Presidente Kennedy – Daniel Gomes
Rio Bananal – Vilson Teixeira Gonçalves
Santa Leopoldina – Fernando Rocha
São Domingos do Norte – Merinha Comper
São Gabriel da Palha – Professora Céia
Vargem Alta – Flávio Altoé
Vila Velha – Ricardo Chiabai
Vitória – Fabrício Gandini

Cidadania-Rio reafirma pré-candidatura a prefeito de Marcelo Calero

A pretensa candidatura do parlamentar é considerada pelo partido como “contribuição para a busca da unidade do centro democrático e progressista” no Rio de Janeiro (Foto: Robson Gonçalves)

O presidente do Diretório Municipal do Cidadania do Rio de Janeiro, Roberto Percinoto, divulgou nota pública (veja abaixo) reafirmado a pré-candidatura a prefeito pelo partido do deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ) nas eleições municipais de 2020.

“Como contribuição para a busca da unidade do centro democrático e progressista, a Executiva do Diretório do Cidadania23/Rio apresenta o nome do nosso Deputado Federal Marcelo Calero, ex-Secretário Municipal de Cultura e ex-Ministro da Cultura, como pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro”, diz trecho do docmento.

REAFIRMA A PRÉ-CANDIDATURA DO DEPUTADO FEDERAL MARCELO CALERO PARA PREFEITO DO RIO DE JANEIRO

No próximo ano, o Cidadania23 do Rio de Janeiro enfrentará dois grandes desafios. Eleger um Prefeito comprometido com os interesses dos cariocas e uma expressiva bancada de vereadores sob a égide da nova legislação eleitoral, com chapa própria, sem o instituto de coligações com outros partidos, o que historicamente vinha possibilitando a eleição de representantes do nosso partido e também de outras agremiações partidárias.

Com esse propósito, o Cidadania23/Rio entende que as forças políticas do centro democrático e progressista, representadas por outros partidos, devem cerrar fileiras para a eleição de um Prefeito que recoloque a nossa cidade maravilha nos trilhos do crescimento econômico sustentável e de progresso, colocando um ponto final na desastrada gestão do atual Prefeito, que deixou desamparada a população que demanda serviços básicos de saúde, educação, saneamento básico, entre outros itens. Além disso, destaque-se a sua postura obscurantista e autoritária em completo desrespeito ao Estado laico com apreensões de livros, desprezando o Carnaval como a nossa maior festa popular promotora de turismo e geradora de emprego e renda.

Como contribuição para a busca da unidade do centro democrático e progressista, a Executiva do Diretório do Cidadania23/Rio apresenta o nome do nosso Deputado Federal Marcelo Calero, ex-Secretário Municipal de Cultura e ex-Ministro da Cultura, como pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro, 04 de dezembro de 2019.

Roberto Percinoto
Presidente do Cidadania23/Rio”

Alessandro Vieira reúne bloco “Unidos por Aracaju” para debater eleições municipais

O encontro em Aracaju nesta segunda-feira (02) contou também com a presença dos deputados estaduais do partido (Foto: Assessoria Cidadania-SE)

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) promoveu nesta segunda-feira (02) mais uma reunião de seu grupo político com os pré-candidatos à Prefeitura da capital sergipana do bloco “Unidos por Aracaju”, integrados pela vereadora Emília Corrêa, (Patriotas), o empresário Milton Andrade (Novo), Dr. Emerson e a deputada estadual Kitty Lima, ambos Cidadania.

O encontro contou também com a presença de integrantes do Cidadania-SE, os deputados estaduais Georgeo Passos e Dr. Samuel Carvalho – pré-candidato a prefeito de Nossa Senhora do Socorro -, o advogado Hebert Pereira – pré-candidato a prefeito da Barra dos Coqueiros, e Núzia Campos, da Executiva Estadual do partido. A pauta da conversa girou em torno das eleições 2020 e o crescimento do time.

“Eu sigo exatamente aquilo que falei durante todo o ano. É um trabalho de grupo. Nosso grupo político vem crescendo muito. Temos nomes extremamente competitivos, que já hoje nas pesquisas empatam ou ganham da atual gestão de Aracaju. Isso vem assustando. Por isso, precisamos ter paciência, compreensão e respeito para que esse caminho seja construído de uma forma natural. Todos que fazem parte do grupo estão confortáveis com essa forma de atuar”, garantiu Alessandro Vieira.

Sobre Danielle Garcia, sempre referida nas pesquisas locais, o senador destacou que ela está integrada ao grupo.

“Danielle é uma amiga de quase duas décadas, parceira em grandes trabalhos na polícia. Hoje ela está cumprindo uma missão importante na equipe do ministro Sérgio Moro, mas mesmo assim está integrada a este grupo que vai resgatar Sergipe”.

Josias de Souza destaca movimentação de Luciano Huck pela sucessão de 2022

Apresentador pode disputar a eleição presidencial em 2022 (Foto: Antonio Milena)

Huck encara sucessão de 2022 como ‘maratona’

Blog do Josias de Souza

Candidato não declarado ao Planalto, o apresentador Luciano Huck, da TV Globo, compara seu projeto presidencial com uma corrida de longa distância. “Ele diz: ‘Tenho que ter cuidado, porque isso é uma maratona”, conta Roberto Freire, presidente do Cidadania, partido que ambiciona a filiação de Huck.

Numa maratona, o corredor precisa combinar força física e equilíbrio mental. Quem se deixa levar pela ansiedade, apressando demais o passo na largada, arrisca-se a perder o fôlego antes de cruzar a linha de chegada. “Ele está certo. Faltam três anos para a eleição. Não tem razão para se precipitar”, aprova Freire.

No caso de Huck, a ausência de pressa não se confunde com inação. Ao contrário, ele segue uma estratégia metódica. Na prática, realiza uma campanha invisível. Percorre o país, reúne-se com lideranças comunitárias locais, apoia movimentos apartidários de formação política e articula-se com um seleto grupo de políticos e formuladores de políticas públicas.

Nos últimos meses, Huck conversou com políticos de quatro partidos: Cidadania, PSDB, DEM e Podemos. Em privado, alguns dos interlocutores declaram-se impressionados com a desenvoltura do personagem. Os mais impactados avaliam que o astro de TV reúne potencial para se firmar como novidade em meio à polarização que opõe Jair Bolsonaro e Lula.

Alternativa à polarização

No inicio de novembro, Huck reuniu-se em Brasília com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, ambos do DEM. Já havia conversado com o presidente da legenda, Antônio Carlos Magalhães Neto, prefeito de Salvador.

Ao trocar ideias com os correligionários, Rodrigo Maia disse apostar que a sociedade vai se cansar da disputa entre polos extremos. O DEM sonha com a candidatura de Maia, mantém um pé na canoa do governador paulista João Doria (PSDB) e tem três filiados na equipe ministerial de Bolsonaro. Mas o presidente da Câmara avalia que, se a economia não deslanchar, o eleitor pode encontrar em Huck a novidade que procurava ao optar por Bolsonaro na sucessão de 2018.

Roberto Freire faz a mesma aposta: “A sociedade vai fugir da polarização. Não dá mais para votar num candidato apenas para evitar o outro. Isso é um desastre para o país. É preciso construir uma alternativa que expresse o desejo de votar em algo mais construtivo. O Huck reúne as condições para representar esse desejo”.

Freire escora suas impressões numa pesquisa nacional feita por encomenda do Cidadania. “A pesquisa revela que, fora da polarização, Huck representa uma alternativa forte contra qualquer um dos dois extremos: o bolsonarismo e o lulopetismo. Ele reúne características que o tornam politicamente viável”.

Forte entre os pobres

Freire resume assim as linhas gerais da sondagem: “Huck é muito forte nas classes C e D, onde o Lula também é forte. Na classe B, de onde vem a maior força de Bolsonaro, o Huck aparece razoavelmente bem, acima do Lula. Na classe A, de maior renda, o Huck tem um certo obstáculo. Muitos o enxergam apenas como um apresentador de televisão. Não é só preconceito. Há também a ideia de que ele não tem experiência.”

Indagado sobre os percentuais de intenção de voto amealhados por Huck, Freire se absteve de informar. Alegou que a pesquisa foi feita apenas para consumo interno. Mas declarou que, em temos quantitativos, os resultados ficaram “muito parecidos” com os de outra pesquisa, divulgada em outubro.

Referia-se a um levantamento feito pela empresa FSB, em parceria com a revista Veja. Nele, Huck oscila no primeiro turno entre 11% e 16%, dependendo do cenário. Num hipotético segundo turno contra Jair Bolsonaro, Huck perderia por 43% a 39%. Esse placar está no limite da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais —para cima ou para baixo.

Os entusiastas da candidatura presidencial de Huck enumeram os fatores que fariam dele um rosto adequado para representar as forças de centro na próxima sucessão presidencial. Vão abaixo, em dez tópicos, os pontos fortes de Huck na visão dos seus apoiadores:

A campanha invisível

1) Nas viagens que realiza para gravar os quadros do seu programa, exibido nas tardes de sábado na TV Globo, Huck estabelece contatos com lideranças comunitárias e formadores de opinião nos estados. Prioriza as regiões Nordeste e Norte.

2) Huck organiza os seus contatos no formato de uma rede, apresentando uns aos outros. Imagina constituir uma estrutura orgânica, acima dos partidos.

3) O apresentador mantém vínculos com movimentos suprapartidários de formação política, como o Agora! e Renova.

4) Conforme a contabilidade de um dos apologistas de Huck, os grupos comunitários e os movimentos de formação política devem enviar às urnas na eleição municipal de 2020 algo em torno de 2 mil candidatos a vereador.

5) Trabalha-se com a perspectiva de que boa parte desses candidatos, em sua maioria jovens e novatos na política, componham a base de apoiadores de uma ainda hipotética candidatura presidencial de Huck.

6) “O que está sendo feito é algo orgânico, absolutamente novo, que não existe em nenhum partido”, entusiasma-se o apoiador de Huck.

7) Simultaneamente, Huck se equipa para a disputa estreitando relações com políticos e técnicos. Conserva os contatos já consolidados com gente como o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador capixaba Paulo Hartung e o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. E adiciona nomes novos ao seu WhatsApp.

8) No PSDB, Huck aproxima-se, por exemplo, do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. No DEM, além de Maia e ACM Neto, achega-se ao ex-deputado pernambucano Mendonça Filho, que realizou uma gestão bem avaliada como ministro da Educação do governo de Michel Temer.

9) Afora o assessoramento econômico e administrativo que obtém de Armínio e Hartung, Huck estreita relações com especialistas em áreas estratégicas como a segurança pública. Por exemplo: Ilona Szabó, diretora do Instituto Igarapé; e Raul Jungmann, ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública da gestão de Temer.

10) Os críticos avaliam que a demora de Huck em assumir-se como candidato prejudica suas pretensões políticas. Os conselheiros do apresentador discordam. Acreditam que sua presença no vídeo, associado a quadros em que aparece como benfeitor de pessoas humildes, funciona como um poderoso palanque eletrônico.

Caminho sem volta

Pelo menos um dos conselheiros políticos de Huck rumina uma dúvida quanto à sua disposição para inaugurar uma carreira política. Em conversas francas, chegou mesmo a aconselhar o apresentador a refletir profundamente sobre a iniciativa, pois tomará “um caminho sem volta”.

“Tivemos duas ou três conversas na casa dele”, contou o interlocutor de Huck. “Eu disse para ele: Acharei ótimo se você vier. Mas não ficaria bem se não o aconselhasse a pensar profundamente. É como se você tivesse que morrer para renascer num outro personagem. Uma celebridade é, de certo modo, uma unanimidade. Um político divide opiniões, vai ser xingado, terá a vida devassada, vai expor a família.”

De saída, Huck terá de se desligar da Globo. Perderá o faturamento milionário de patrocinadores que não convivem bem com a ideia de vincular suas marcas a um projeto político. Isso já ficou claro em 2018. Por tabela, Huck prejudicará a carreira de sua mulher, Angélica, também contratada da emissora.

Em privado, Huck declara ter despertado para a política depois que sobreviveu, junto com Angélica e os dois filhos, a um acidente aéreo, em 2015. Diz que o episódio o estimulou a pensar em formas de colaborar com o país. Obteve a concordância de Angélica. Ela disse que apoiará a decisão do marido, seja qual for.

Candidatura é ‘um chamado’

Há dois meses, numa entrevista à revista Marie Claire, Angélica referiu-se à eventual candidatura de Huck como “um chamado que ele não buscou”. Declarou: “Acredito na capacidade de trabalho e no olhar para o outro que ele tem. Mas é uma escolha minha? Que acho muito legal? Não posso falar isso porque não seria verdade. Teríamos mais a perder do que a ganhar. Mas estamos em um momento tão louco na política que não quero, jamais, ser egoísta e leviana de impedir algo nesse sentido. Jamais falaria ‘não, você não vai’.”

“Em algum momento, o Huck terá que tomar a atitude”, afirma Roberto Freire. “Como se trata de uma maratona, ele vai levando. Não tem motivo para precipitar. Ele tem que ficar à vontade para definir o momento. Cada um sabe onde o calo aperta. Mas creio que tudo está absorvido”.

Huck ensaia o ingresso nos quadros do Cidadania desde o final de 2017, quando o partido ainda se chamava PPS. Disse a Freire que pendia para a legenda porque não está associada a nenhum escândalo.

Desde então, o ex-PPS vem se reestruturando para absorver em seus quadros os jovens egressos dos movimentos suprapartidários de formação política. Líder do Cidadania na Câmara, o deputado Daniel Coelho (PE), também simpático à ideia de uma candidatura presidencial de Huck, disse que o movimento é de mão dupla. Membros do Cidadania também se integram aos movimentos.

Celso Henrique trabalha fortalecimento do Cidadania no Piauí visando eleições de 2020

“O Cidadania busca a construção apresentando pessoas de bem que têm a questão técnica e não política”, diz o presidente do partido no estado (Foto: Marcelo Cardoso/GP1)

Celso Henrique trabalha filiações ao Cidadania visando 2020

Germana Chaves – GP1

O presidente estadual do Cidadania no Piauí, Celso Henrique, está fazendo um trabalho de fortalecimento do partido em todo o estado. Durante entrevista ao GP1, na última sexta-feira (22), Celso disse que tem buscado a adesão de lideranças que possam apresentar alternativas viáveis para os eleitores de todo o estado, sobretudo, os de Teresina.

“Estamos intensificando as filiações para construção da nossa chapa proporcional de vereadores, filiando pré-candidatos, assim como o Alexandre Palmer que é advogado e empresário do ramo de comunicação. Queremos fazer a boa política. O Cidadania busca a construção apresentando pessoas de bem que têm a questão técnica e não política. Além de Teresina, estamos trabalhando candidaturas competitivas no interior do Estado”, explicou o presidente do partido.

Em Teresina

Em Teresina no plano majoritário, o partido já fechou questão em apoio ao candidato que vier a ser escolhido pelo prefeito Firmino Filho (PSDB).

“Isso é algo que nós já definimos. No ano que vem, o Cidadania vai apoiar o candidato do prefeito Firmino. Estamos pacificados quanto a essa questão”, afirmou Celso.