Eliziane Gama defende mais apoio e espaço nos partidos para candidaturas femininas

Levantamento mostra que entre sete pré-candidatos aos governos estaduais na eleição deste ano só há uma mulher na disputa (Foto: Reprodução/Internet)

Ao comentar na rede social o baixo número de pré-candidaturas femininas aos governos estaduais para as eleições de outubro, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) disse que os partidos políticos têm que ampliar o apoio e o espaço das mulheres na política.

“Um levantamento feito pela Folha de S Paulo mostrou que, neste ano, entre cada sete pré-candidatos aos governos estaduais só há uma mulher. O número ainda menor do que o apresentado nas eleições de 2018. Está na hora de mudar estes números”, disse a senadora, líder da Bancada Feminina do Senado.

De acordo com a sondagem do jornal (veja aqui), ‘até agora, 22 mulheres se lançaram pré-candidatas a governos estaduais em um total de ao menos 161 nomes que devem concorrer aos governos dos 26 estados e Distrito Federal —o equivalente a 14%.’

“Como líder da Bancada Feminina do Senado Federal defendo que as legendas partidárias precisam apoiar candidatas mulheres, dando a elas mais espaço e oportunidades para mostrar a grande capacidade que possuem. Só assim será possível quebrar este preconceito”, afirmou Eliziane Gama.

O percentual de mulheres chegou a 15%, em 2018, com 30 candidaturas femininas. Quatro anos antes foram 20 candidatas mulheres, representando 11% do total de postulantes a governos estaduais.

“Em 2018 o TSE garantiu que 30% do fundo eleitoral seja direcionado para candidaturas femininas. Mas ainda estamos longe de deixar a lista dos piores países da América Latina em participação política feminina”, lamentou a senadora.

Os seis estados brasileiros que já elegeram mulheres governadoras foram o Rio de Janeiro, Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Roraima.

Mais mulheres na política

Nesta segunda-feira (16), a ‘Frente Maranhense Mais Mulheres na Política’ se reuniu com lideranças políticas e vereadoras, além de representantes das entidades e instituições que fazem parte do colegiado.

“A mobilização no Maranhão está avançando e cada dia temos mais pessoas engajadas nessa luta”, registrou Eliziane Gama na rede social.

‘Papel constitucional’ das Forças Armadas não é ‘comandar eleição’, diz Eliziane Gama

Para Senadora, rejeição ao TSE ‘aumenta risco da militarização de atos que devem ficar a cargo de civis’ (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

A líder da Bancada Feminina do Senado, Eliziane Gama (Cidadania-MA), disse na rede social que as sugestões apresentadas pelas Forças Armadas para possível inclusão no plano de ação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para as eleições deste ano são ‘equivocadas’, e criticou a militarização que o governo tenta impor ao pleito de outubro.

“Sugestões equivocadas trazidas pelos militares e a rejeição pelo TSE revelam o risco da militarização de atos que devem ficar a cargo de civis. Veja o estrago de um general no comando da Saúde durante a pandemia. As Forças Armadas têm papel constitucional claro que não é o de comandar eleições”, escreveu a parlamentar.

A manifestação de Eliziane Gama ocorre após a divulgação, nesta segunda-feira (09), de documento pelo presidente do TSE, ministro Edson Fachin, apontando que não há ‘sala escura’ para apuração da eleição, conforme questionamento apresentado pelas Forças Armadas, em 22 de março, que coincide indiretamente com as declarações do presidente Jair Bolsonaro que acusou o tribunal de manter uma sala secreta para contagem dos votos.

“Não existem salas secretas, tampouco a menor possibilidade de alteração de votos no percurso, dado que qualquer desvio numérico seria facilmente identificado, visto que não é possível alterar o resultado de uma somatória sem alterar as parcelas da soma”, afirmou o TSE, em resposta a um dos questionamentos das Forças Armadas sobre a totalização dos votos.

Fachin destaca importância da participação feminina na Comissão de Transparência nas Eleições do TSE

‘Comissão terá papel fundamental para deixar mais claro o processo eleitoral’, diz Eliziane Gama (Foto: Reprodução/TSE)

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Edson Fachin, destacou, nesta segunda-feira (25), na abertura da sessão da CTE (Comissão de Transparência Eleitoral) a participação feminina no colegiado que é integrado por parlamentares e especialistas em direito eleitoral.

“As senadoras Eliziane Gama e Kátia Abreu; a deputada federal Margarete Coelho; as professoras Luciana Veiga, Rachel Meneguello e Gabriela Tarouco, com suas trajetórias e conhecimentos, engrandecem a CTE. Em nome do TSE, externo a minha gratidão por terem aceitado a incumbência de dedicar vosso tempo e expertise à Comissão, colocando-se a serviço da democracia brasileira em mais esta oportunidade”, disse Fachin.

De acordo com o ministro, ‘a chegada destas eminentes integrantes reforça a compreensão de que a democracia é uma obra que se constrói coletivamente, a muitas mãos, a partir da pluralidade de visões, da convivência harmônica entre diferentes, da circulação de informações de qualidade e da defesa intransigente do Estado democrático de Direito. Que sejam muito bem-vindas as vozes femininas que ora somam-se à Comissão e que a ela hão de agregar inestimáveis contribuições’.

A CTE foi criada no ano passado pelo TSE com o objetivo de ampliar a segurança de todas as etapas de preparação e realização das eleições.

“Na atual conjuntura, em que o chefe do Poder Executivo questiona o processo eficiente e limpo utilizados nas últimas eleições, a comissão terá papel fundamental para deixar mais claro o processo eleitoral, trazendo para as eleições deste ano mais transparência no importante ato democrático que é o voto das pessoas. Espero consigamos afastar críticas insustentáveis e mostrar que as urnas são absolutamente seguranças”, disse Eliziane Gama, em março, ao ser indicada para a CTE pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).