Cidadania no Senado: Veja o resumo das atividades da bancada

Ministro do STF Luís Roberto Barroso atende pedido dos senadores do Cidadania e determina ao presidente do Senado a instalação da CPI da Pandemia (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Na semana em que o Brasil ultrapassou a marca de mais de 4 mil mortes diárias pela Covid-19 e está perto de registrar 350 mil óbitos pela doença, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, atendeu pedido dos senadores Alessandro Vieira, líder do Cidadania no Senado, e Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e determinou ao presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a instalação da CPI da Pandemia (veja aqui).

“O ministro Barroso reconheceu o que é letra clara da Constituição. Lamentável o vexame de ser necessária a intervenção do Judiciário para que o presidente do Senado, um jurista, seja obrigado a cumprir a lei”, disse Alessandro.

“Estamos evidentemente felizes. O ministro Barroso atendeu um pedido feito por nós dois, sobre a óbvia e necessária CPI da Pandemia. Enaltecemos a coerência do ministro e esperamos que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e sei que assim ele agirá, cumprirá a palavra dada na sessão de hoje [08], onde disse que se o Supremo determinasse, ele apenas cumpriria a  lei. Nos sentimos vitoriosos para o bem daquilo que foi assinado por mais de 30 senadores”, disse Kajuru.

CPI da Pandemia é ‘demanda real da sociedade’

Alessandro Vieira reafirmou sexta-feira (09) que a instalação da Comissão Parlamentar Mista da Pandemia do novo coronavírus é uma ‘demanda real da sociedade’ e ‘essencial para corrigir erros, identificar culpados’ e colocar o País ‘no rumo certo do combate à pandemia de Covid-19’ (veja aqui).

“Precisamos buscar o Supremo, juntamente com o senador Jorge Kajuru [Cidadania-SE], porque o presidente [do Senado] Rodrigo Pacheco [DEM-MG] não cumpriu sua missão expressa na Constituição. A gente não está inventando nada, fazendo politicagem, estamos exercitando o direito da minoria para fazer uma apuração independente [da crise sanitária]”, afirmou o parlamentar em entrevista à GloboNews.

Ele lembrou não ser a primeira vez que o STF define a instalação de uma CPI no Congresso Nacional — em 2007 a Corte determinou a instalação da CPI do Apagão Aéreo —, e que a apuração é uma prerrogativa do Parlamento.  

Alessandro Vieira afirmou que a finalidade da CPI não é ‘fazer nenhum tipo de politização’ na investigação da ação do governo federal na pandemia, mas ‘evitar erros’ que já custaram a vida de quase 350 mil brasileiros.

“O que a gente quer é ter uma apuração transparente de responsabilidades, para definir culpados e para evitar que esses erros se repitam, porque são erros que  custam milhares de vidas. A gente não pode ignorar o fato de que o Brasil provavelmente hoje [09] vai estar chegando à casa dos 350 mil mortos. E isso cobra providências que sejam duras e muito transparentes, o que não vinha acontecendo, infelizmente”, disse.

Nota contra o projeto fura-fila da vacinação

O Senado manteve o foco durante a semana na análise de projetos de combate à pandemia (veja abaixo), com a bancada do Cidadania se manifestando por meio de nota pública contra a alteração de lei, aprovada durante a semana pela Câmara dos Deputados, que poderá furar a fila de prioridade da vacinação da doença.

O projeto que altera a lei Lei 14125/2021 e que vai ser analisado agora pelo Senado visa permitir à iniciativa privada comprar vacinas contra a Covid-19 para a imunização gratuita de seus empregados, desde que doe a mesma quantidade ao SUS (Sistema Único de Saúde).

Hoje, a legislação já permite a compra dos imunizantes por pessoas jurídicas. No entanto, a regra é que todo o estoque deve ser doado ao SUS até que seja concluída a vacinação dos grupos prioritários.

Para os três senadores do Cidadania, a mudança na lei teria como resultado imediato ‘a burla à fila de prioridades estabelecida pelas autoridades de Saúde’ no plano de imunização contra a Covid-19.

“O direito à saúde é de todos os brasileiros, sem distinções, o que torna imoral a possibilidade de acesso antecipado para quem disponha de melhores condições financeiras”, diz trecho da nota (veja aqui).

Em entrevista ao site UOL quinta-feira (08), Alessandro Vieira disse que projeto para compra de vacinas contra a Covid-19 por empresas privadas foi feito “para agradar” Luciano Hang e Carlos Wizard, empresários que apoiam o governo do presidente Jair Bolsonaro (veja aqui).

“O que mais encontramos são opiniões de que é uma péssima ideia, projeto oportunista, feito para agradar alguns empresários”, afirmou.

Audiência sobre compra de vacinas por empresas

A pedido da senadora Eliziane Gama, a Comissão Temporária da Covid-19 fará um debate sobre o projeto de lei que autoriza as empresas a utilizarem metade das vacinas que tiverem comprado para imunizar seus próprios funcionários, sem ter de esperar pelo fim da vacinação dos grupos prioritários (ouça aqui matéria da Agência Senado).

O projeto (PL 948/2021) altera a legislação atual, que autoriza as empresas a comprarem vacinas contra a Covid-19, mas exige que todas as doses sejam doadas ao SUS (Sistema Único de Saúde ) até que os grupos prioritários acabem de ser imunizados — somente depois disso as empresas poderiam utilizar metade das vacinas que adquirirem. A data do debate ainda será confirmada.

‘São dois assassinos: o vírus e o governo’

Ao se manifestar contra o adiamento da votação quarta-feira (07) do projeto de lei (PL 12/2021) que quebra patentes de vacinas e medicamentos da Covid-19, Alessandro Vieira, culpou o governo federal e o coronavírus pelas mais de 340 mil mortes pela doença no País (veja aqui).

“Temos dois assassinos a solta no Brasil, livremente: o vírus, e um governo que não tem capacidade e humildade de fazer uma política pública de enfrentamento. São dois assassinos: o vírus e o governo”, afirmou.

O objetivo do PL 12/2021 é acelerar o processo de imunização contra a Covid-19 para alcançar os brasileiros mais vulneráveis.

“O adiamento do debate com relação a quebra de patentes, que tem sua dose de prudência para que se tenha um lastro técnico maior, significa que vamos esperar algo como 30 mil mortes a mais para tratar do tema”, avaliou.

Crítica à ‘ação negacionista’ do governo na pandemia 

Líder do bloco parlamentar Senado Independente, a senadora Eliziane Gama (MA), criticou terça-feira (06) a postura negacionista e a falta de alinhamento do discurso do governo frente à pandemia do novo coronavírus, e cobrou do secretário especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações, Flávio Rocha, uma campanha de incentivo à vacinação no País durante audiência da comissão temporária da Covid-19 (veja aqui).

“A ação negacionista deste governo continua de forma clara. Nós temos mais de um ano de pandemia, mais de três meses de campanha de vacinação, e é inacreditável que este governo não tenha até o presente momento uma campanha de vacinação e de conscientização, tanto da vacinação quanto das ações preventivas que são hoje estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde”, disse a senadora, ao lamentar  que o Brasil vive um dos ‘momentos mais terríveis da história mundial’ com a falta de reação efetiva do Executivo contra a Covid-19, que já soma mais de 300 mil mortes.

Prevenção ao suicídio entre profissionais de segurança

O Senado aprovou, por unanimidade terça-feira (06) o projeto de lei (PL 4815/2019), de autoria do senador Alessandro Vieira, que garante ações de prevenção da depressão e ao suicídio entre os policiais, com a inclusão da categoria no Pró-Vida (Programa Nacional de Qualidade de Vida para Profissionais de Segurança Pública). O projeto, aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais em 2019, foi relatado no plenário pelo senador Jorge Kajuru e agora segue para a Câmara dos Deputados (veja aqui).

A proposta atende os profissionais da segurança pública que trabalham diariamente sob forte pressão. Apesar da carência de dados oficiais, pesquisas brasileiras e estrangeiras têm demonstrado que o risco de suicídio entre policiais é cerca de duas vezes maior do que a média geral da população.

Ao encaminhar o voto da bancada do Cidadania pela aprovação do projeto, Alessandro Vieira lembrou que a proposta ‘passou literalmente pelas mãos dos três senadores’ do partido.

“Apresentei o projeto, a senadora Eliziane relatou na CAS [Comissão de Assuntos Sociais], e agora, aqui em plenário, o senador Kajuru também apresentou o seu relatório”, disse, ao agradecer “antecipadamente, a valorização que os profissionais de segurança tanto precisam”.

Criação de Frente Parlamentar pelo Desarmamento

O Senado aprovou quinta-feira (08) a criação da Frente Parlamentar pelo Desarmamento. O colegiado foi criado pelo projeto de resolução (PRS 12/2021), da senadora Eliziane Gama, e deve promover o debate sobre desarmamento no âmbito do Congresso Nacional, além de buscar a aprovação de proposições com essa finalidade e difundir informações sobre os riscos da cultura armamentista. O texto segue para a promulgação (veja aqui).

“Nós temos, hoje, no Brasil, o fato de que 70% dos homicídios são com armas de fogo. A Polícia Federal demonstrou claramente que houve 65% de aumento no número de armas de fogo”, disse a senadora, que decidiu apresentar a proposta de criação da Frente após o presidente Bolsonaro editar quatro decreto sobre armas e munições.

O dado citado por Eliziane Gama está em levantamento feito pelo Instituto Igarapé, entidade com foco em segurança, clima e desenvolvimento. O instituto apontou a existência de 1,2 milhão de armas legais no Brasil até fevereiro deste ano. Segundo a entidade, o número, obtido com base em dados do Exército e da Polícia Federal, representa um aumento de 65% com relação ao registrado no final de 2018.

Ação sobre supostas ilegalidades no Orçamento

O TCU (Tribunal de Contas da União) vai analisar representação do senador Alessandro Vieira e de deputados federais sobre supostas ilegalidades no Orçamento da União de 2021, aprovado pelo Congresso Nacional e aguardando sanção do presidente Jair Bolsonaro. A análise foi aceita em caráter preliminar, mas o órgão ainda não inclui o mérito da ação (veja aqui).

“A matéria presente nos dois expedientes acostados nos presentes autos insere-se no contexto de representação referida no art. 237 do Regimento Interno do TCU, segundo o qual os congressistas têm legitimidade para representar a esta Corte de Contas. Há, nos documentos endereçados aos presentes autos, elementos de densa relevância e de caráter transversal”, informou o documento do TCU.

Ao site O Antagonista na segunda-feira (05), o líder do Cidadania no Senado disse que a  ‘ganância do Centrão’ e a ‘incompetência do governo’ resultaram na aprovação de um Orçamento para 2021 fora da realidade (veja aqui).

“Da forma como está, é inviável e pode até gerar impedimento do presidente por crime de responsabilidade”, analisou o parlamentar.

Decreto para sustar ampliação ao acesso a armas

A senadora Eliziane Gama protestou de forma enfática quinta-feira (08) no plenário contra o adiamento da votação do projeto de decreto legislativo (PDL 55/2021) que cancela quatro decretos do presidente Jair Bolsonaro ampliando o acesso a armas e munições (veja aqui).

Ela chegou a apresentar um relatório alternativo favorável à sustação dos decretos presidenciais, mas o presidente Rodrigo Pacheco não acatou o documento como relatório devido à falta de previsão regimental. Eliziane Gama afirmou que os decretos do presidente alteram drasticamente o Estatuto do Desarmamento. 

“Nós estamos abrindo mão de uma prerrogativa nossa, que é a de legislar, e o presidente da República muda o Estatuto do Desarmamento ao ampliar a quantidade de armas, ao tornar os clubes de tiro, por exemplo, mais fortes e mais potentes que alguns órgãos de segurança pública em várias cidades brasileiras. O Brasil quer vacina, presidente. O Brasil quer medicamento. O Brasil não quer arma. Não há tempo para esse discurso”, protestou.

Criação de hortas nas escolas de educação básica

A União deverá estimular a criação de hortas nas escolas públicas de educação básica, que poderão ter a implantação e a manutenção feitas com recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola. É o que determina  projeto de lei (PL 866/2021), apresentado pelo senador Jorge Kajuru (veja aqui).

A União deverá estimular a criação de hortas nas escolas públicas de educação básica, que poderão ter a implantação e a manutenção feitas com recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola. É o que determina  projeto de lei (PL 866/2021), do senador Jorge Kajuru (veja aqui).

Na opinião de Kajuru, criar e manter uma horta na escola é uma ação simples e importante por seus fins pedagógicos e, principalmente, de nutrição da comunidade escolar — em especial dos alunos e de suas famílias — e deve ser estimulada.

“Essa medida teria um papel de grande significado: envolveria crianças e adolescentes no processo de aprendizagem sobre como manejar a terra e plantar hortaliças e outras plantas; produziria alimentos para consumo na própria escola; e levaria, para as residências dos estudantes, conhecimentos que permitiriam às suas famílias ou vizinhanças cultivar seus quintais e áreas comunitárias disponíveis”, explica o senador do Cidadania.

Gasto supérfluo do Senado com compra de colchões

Em declaração ao jornal ‘O Estado de S. Paulo’, o senador Jorge Kajuru considerou supérfluo o gasto do Senado com a compra de colchões para os apartamentos funcionais dos parlamentares que estão em regime de home office com o agravamento da pandemia do novo coronavírus no País (veja aqui).

“Se já tem um apartamento, não tem por que trocar de colchão. Não dá para entender” disse, “aturdido” com o pregão aberto pela gestão de Rodrigo Pacheco.

Kajuru lembrou ainda decisão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de aumentar em 170% o valor que deputados podem ser reembolsados por despesas médicas.

“É inacreditável como a insensibilidade é prioritária na cabeça de certos políticos. Não tem cabimento”, afirmou o senador.

O difícil relacionamento da imprensa com o governo

No Dia do Jornalista, comemorado na quarta-feira (07), o senador Jorge Kajuru, que também é jornalista, destacou o difícil relacionamento da imprensa com o governo federal (veja aqui).

“Se jornalismo fosse fácil, o Superman teria escolhido outra profissão. Ser jornalista neste País não é fácil”, afirmou o parlamentar. 

Plenário Virtual

Veja abaixo as propostas deliberadas pelo Senado na semana.

QUINTA-FEIRA – 08/04

Desarmamento: Criada a Frente Parlamentar pelo Desarmamento, com objetivo de aprimorar a legislação federal em favor da construção de uma cultura de paz (PRS 12/2021). Texto vai à promulgação.

Decretos sobre armas: Adiada a votação do PDL 55/2021, projeto que susta os efeitos do decreto do governo federal que flexibiliza a aquisição, o registro, a posse e o porte de armas (Decreto 10.630/2021).

Reajuste de medicamentos: Foi aprovado requerimento para realização de sessão de debates sobre o Projeto de Lei 939/2021, que proíbe reajuste anual de medicamentos durante a pandemia.

Isenção para vacinas: Aprovado em dois turnos substitutivo à PEC 4/2021, que concede imunidade tributária, por três anos, à produção, armazenamento, comercialização e transporte de vacinas. A PEC segue para votação na Câmara dos Deputados.

Vacinas sem impostos: Aprovado em primeiro turno a PEC 4/2021, que concede imunidade tributária, por cinco anos, à produção, armazenamento, comercialização e transporte de vacinas. PEC passa agora pelo segundo turno de discussão e votação.

Medicamentos: Foi retirado de pauta o projeto de lei que proíbe o reajuste anual de preços de medicamentos em 2021 (PL 939/2021), para minimizar os gastos familiares durante a pandemia.

República Dominicana: Aprovado acordo de isenção de vistos de turismo e de negócios entre o Brasil e a República Dominicana. O PDL 78/2020 vai à promulgação.

Acordo com a República Dominicana: Aprovado acordo sobre serviços de transporte aéreo entre o Brasil e a República Dominicana. O PDL 77/2020 vai à promulgação.

Acordo com Guatemala: Aprovado acordo sobre serviços de transporte aéreo entre o Brasil e a Guatemala. PDL 76/2020 vai à promulgação.

Compra de vacinas: A Comissão Temporária Covid-19 aprovou requerimento da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) para discutir aquisição e distribuição de vacinas por empresas privadas (REQ 34/2021). O tema é objeto do PL 948/2021.

QUARTA-FEIRA – 07/04

Vacinação: Foi retirado da pauta desta quarta-feira (7) o PL 25/2021, projeto de lei que prevê punição para quem fura fila na vacinação contra a covid-19.

Conta de luz: Foi retirado da pauta desta quarta-feira (7) o PL 1.106/2020, projeto de lei que prevê a inclusão de famílias de baixa renda na tarifa social de energia.

Estímulo ao emprego: Foi adiada para a próxima semana a votação do PL 1.058/2021, que prorroga medidas de estímulo ao crédito e à manutenção do emprego e da renda.

FHC: Foi aprovada a realização de sessão especial para comemorar os 90 anos do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (REQ 1.026/2021).

Legalidade: Aprovado requerimento (REQ 935/2021) de sessão especial para comemorar os 60 anos da Campanha da Legalidade, que teve como um de seus principais protagonistas o então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola.

Amapá: Os senadores aprovaram a realização de sessão especial para celebrar os 78 anos de aniversário da criação do território federal do Amapá, em 13 de setembro (REQ 961/2021).

Atenção à saúde mental: Os senadores aprovaram o PL 2.083/2020, projeto de lei que prevê a criação, no âmbito do SUS, de programa de atenção à saúde mental para pessoas em sofrimento com o isolamento social causado pela pandemia. A matéria vai à Câmara.

Plenário: Retirado da pauta desta quarta-feira (7) o PL 12/2021, projeto de lei que prevê a quebra temporária da patente de vacinas contra a covid-19.

Nota de pesar: Acolhido voto de pesar pelo falecimento do ex-prefeito de Teresina Firmino Filho. Economista e professor universitário, ele foi quatro vezes prefeito da capital do Piauí. Seu último mandato terminou em 2020.

TERÇA-FEIRA – 06/04

CNPq: Aprovado requerimento do senador Izalci Lucas (PSDB-DF) pela realização de sessão especial para comemorar os 70 anos da criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Dia do autismo: Aprovada a realização de sessão especial para comemorar o Dia Mundial da Conscientização do Autismo (RQS 851/2021).

Restituição do IRPF: Aprovado o PL 2.981/2020, projeto que prioriza profissionais da saúde e contribuintes desempregados desde 2020 no recebimento da restituição do IRPF. O projeto segue para votação na Câmara dos Deputados.

Suicídio entre policiais: Aprovado, por unanimidade, a criação de ações de prevenção ao suicídio entre policiais no âmbito do Pró-Vida, programa de qualidade de vida na segurança pública (PL 4.815/2019). O projeto vai à Câmara.

Imposto de Renda: Aprovado, com alterações, o PL 639/2021, que prorroga até 31 de julho o prazo da entrega da declaração do Imposto de Renda do exercício de 2021, ano-calendário de 2020. O texto volta à análise da Câmara.

Saúde mental: Foi retirado de pauta o PL 2.083/2020, a pedido do relator, Humberto Costa (PT-PE). O projeto prevê a criação, no âmbito do SUS, de programa de atenção à saúde mental em razão do isolamento causado pela epidemia de covid-19.

Produção de vacinas: A Comissão Temporária Covid-19 aprovou requerimento de convite a representante do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) para tratar da produção de vacinas contra o coronavírus (REQ 32/2021).

Campanhas de conscientização: A Comissão Temporária Covid-19 aprovou requerimento para encaminhar ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, sugestões para realização de campanhas publicitárias de conscientização e de prevenção ao coronavírus (REQ 31/2021).

Vacina Sputnik V: Comissão Temporária da Covid-19 aprovou requerimento de informações à Anvisa sobre os motivos de a vacina Sputnik V ainda não ter sido liberada (REQ 30/2021).

Senadores são contra alteração de lei que pode furar a fila de prioridade de vacinação contra Covid-19

“O que o Brasil exige é um Plano Nacional de Imunização eficiente e justo para  todos”, defende a bancada do Cidadania (Foto: William Borgmann)

A bancada do Cidadania no Senado divulgou nota pública (veja abaixo) na qual manifesta o posicionamento contrário dos três parlamentares do partido à proposta de alteração da legislação (Lei 14125/2021) sobre a aquisição e distribuição de vacinas pela iniciativa privada.

Para os senadores, a mudança na lei teria como resultado ‘a burla à fila de prioridades estabelecida pelas autoridades de Saúde’ no plano de vacinação contra a Covid-19.

“O direito à saúde é de todos os brasileiros, sem distinções, o que torna imoral a possibilidade de acesso antecipado para quem disponha de melhores condições financeiras”, diz trecho da nota.

O projeto que altera a lei está em tramitação na Câmara dos Deputados e visa permitir à iniciativa privada comprar vacinas contra a Covid-19 para a imunização gratuita de seus empregados, desde que doe a mesma quantidade ao SUS (Sistema Único de Saúde).

Hoje, a legislação já permite a compra dos imunizantes por pessoas jurídicas. No entanto, a regra é que todo o estoque deve ser doado ao SUS até que seja concluída a vacinação dos grupos prioritários.

NOTA PÚBLICA

A bancada do Cidadania no Senado manifesta sua opinião contrária à proposta de alteração da Lei 14125/2021, que abriria novas possibilidades de aquisição de vacinas contra a Covid pela iniciativa privada, com a consequente burla à fila de prioridades estabelecida pelas autoridades de Saúde.

O posicionamento da bancada está alicerçado no entendimento de especialistas com notório saber na área, como Gonzalo Vecina Neto, e na opinião de entidades como a Organização Mundial da Saúde.

O direito à saúde é de todos os brasileiros, sem distinções, o que torna imoral a possibilidade de acesso antecipado para quem disponha de melhores condições financeiras.

O que o Brasil exige é um Plano Nacional de Imunização eficiente e justo para  todos. O Congresso Nacional já disponibilizou recursos em volume suficiente para que o Executivo faça as aquisições e garanta o direito básico à vida para todos os brasileiros.

Senador Alessandro Vieira – SE

Senadora Eliziane Gama – MA

Senador Jorge Kajuru – GO”

Eliziane Gama critica ‘ação negacionista’ do governo na pandemia e cobra campanha de vacinação

Senadora diz ser é ‘inacreditável’ que o Executivo não tenha uma campanha de vacina e de conscientização sobre a imunização contra a Covid-19 (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

A líder do bloco parlamentar Senado Independente, Eliziane Gama (Cidadania-MA), criticou nesta terça-feira (06) a ação negacionista e falta de alinhamento do discurso do governo frente à pandemia do novo coronavírus, e cobrou do secretário especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações, Flávio Rocha, uma campanha de incentivo à vacinação no País durante audiência da comissão temporária da Covid-19.

“A ação negacionista deste governo continua de forma clara. Nós temos mais de um ano de pandemia, mais de três meses de campanha de vacinação, e é inacreditável que este governo não tenha até o presente momento uma campanha de vacinação e de conscientização, tanto da vacinação quanto das ações preventivas que são hoje estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde”, disse a senadora, ao lamentar  que o Brasil vive um dos ‘momentos mais terríveis da história mundial’ com a falta de reação efetiva do Executivo contra a Covid-19, que já soma mais de 300 mil mortes.

Eliziane Gama defendeu a elaboração de peças publicitárias com informações sobre distanciamento social, uso de máscara e a participação do presidente Jair Bolsonaro na condução desse discurso.

“É inacreditável que o presidente da República, secretário, que é o maior formador de opinião deste país pela posição que ele tem, estratégica, não use esse seu poder de comunicação para informar bem a sociedade brasileira. É inacreditável que ele chegue na data, por exemplo, de receber a vacina e não se vacine – ou, se vacinou, ele não informou isso para ninguém. Ou seja, aquele que está na condução da política, infelizmente, não está fazendo aquilo que deveria fazer, que é o comando desta política para o enfrentamento da pandemia”, criticou a parlamentar maranhense.

Em resposta, o secretário informou que as campanhas em elaboração estão sendo orientadas por Bolsonaro e que serão voltadas para o momento atual, inclusive com foco na adoção do distanciamento social.

“Vamos implementar a estratégia que é adequada para o momento atual, gravíssimo, em que a população precisa, cada vez mais, de orientação e de foco para cumprir procedimentos individuais e coletivos. Aí eu menciono que estão lá menções de todos os fatores necessários, inclusive o distanciamento social, que é necessário para diminuir o contágio. Não estou falando de lockdown, não estou falando de abertura geral; estou falando de distanciamento social, com que, como nós bem sabemos, cada ente da Federação tem a sua autonomia”, explicou o secretário, que exibiu alguns banners com imagens de pessoas fazendo uso de máscara de proteção.

Recursos para campanha

Eliziane Gama perguntou também a Flávio Rocha sobre o ‘volume financeiro’ que o governo está disponibilizando para campanhas educativa e de informação sobre a pandemia.

“Eu preciso de datas, nós queremos estabelecer de forma prática quando, de fato, teremos essas ações”, questionou.

Em resposta, Flávio Rocha disse que o valor alocado para utilidade pública neste ano foi de R$ 246 milhões, mas sem fazer nenhuma previsão sobre datas de campanhas de informação e vacinação contra a Covid-19.

Saúde atende proposta de Carmen e libera uso de todos os lotes de vacina na 1ª dose

Uma das primeiras autoridades a levantar essa questão, a deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC) elogiou nesta terça-feira (23) a decisão de liberar as unidades da federação para utilizar todas as doses da vacina contra a Covid-19 na primeira aplicação.

Com isso, as vacinas armazenadas pelos estados e municípios para garantir a 2ª dose serão agora usadas para ampliar a cobertura vacinal diante do avanço da pandemia.

“Apresentei o requerimento fazendo essa sugestão ao Ministério da Saúde durante audiência pública na última semana na nossa Comissão de Enfrentamento à Covid-19. Com essa nova logística, poderemos agilizar a imunização da nossa população ampliando os grupos prioritários”, explica Zanotto.