Mercado financeiro mantém projeção de crescimento de 2,30% para 2020

As instituições reduziram, mais uma vez, a expectativa de inflação de 3,40% para 3,25% neste ano (Foto: Reprodução)

O mercado financeiro manteve a projeção de crescimento da economia em 2,30% para 2020, a mesma da semana passada. Já no que tange a inflação, as instituições reduziram, mais uma vez, de 3,40% para 3,25% neste ano. Os dados foram divulgados pelo Banco Central, nesta segunda-feira (10), no boletim semanal Focus.

Ao analisar a projeção de crescimento para os demais anos, o mercado também manteve a mesma projeção da semana passada em 2,50% para 2021, 2022 e 2023. As previsões futuras para a inflação ficaram em 3,75% para 2021 e 3,50% para 2022 e 2023.

Juros

A Selic, que teve uma redução de 0,25% na semana passada ficando em 4,25%, na aposta do mercado financeiro, deve ser mantida nesse patamar até o fim do ano. Em 2021, a expectativa é de aumento dos juros chegando a 6% até dezembro. Para o final de 2022 e 2023 a projeção é que ele termine os dois anos em 6,5%.

Dólar

Em relação ao dólar, a previsão é que a moeda finalize o ano e o próximo em R$ 4,10. (Com informações do Banco Central e agências de notícias)

Banco Central reduz juros básicos para 4,25% ao ano

Pela quinta vez seguida, o BC (Banco Central) diminuiu os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa Selic para 4,25% ao ano, com corte de 0,25%. A decisão era esperada pelos analistas financeiros, segundo a pesquisa Focus do BC.

Em comunicado, o BC indicou que pretende interromper os cortes de juros. “O Copom entende que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária. Considerando os efeitos defasados do ciclo de afrouxamento iniciado em julho de 2019, o comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”, ressaltou o texto. A nota também pediu a manutenção das reformas estruturais da economia brasileira, de modo a manter os juros em níveis baixos por muito tempo.

Com a decisão desta quarta-feira, a Selic está no menor nível desde o início da série histórica do BC, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018, só voltando a ser reduzida em julho de 2019.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do BC para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Em 2019, o indicador fechou em 4,31%, o maior resultado anual desde 2016. A inflação foi impulsionada pela alta do dólar e pelo preço da carne, mas continua abaixo do teto da meta. O IPCA de janeiro será divulgado na próxima sexta-feira (7).

Para 2020, o CMN (Conselho Monetário Nacional) estabeleceu meta de inflação de 4%, com margem de tolerância de 1,5%. O IPCA, portanto, não poderá superar 5,5% neste ano nem ficar abaixo de 2,5%. A meta para 2021 foi fixada em 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de dezembro pelo BC, a autoridade monetária estima que o IPCA continuará abaixo de 4% nos próximos anos, atingindo 3,5% em 2020 e 3,4% em 2021 e 2022. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,4%, mesmo com a alta recente do dólar e da carne. (Com informações da Agência Brasil)

Mercado financeiro baixa previsão de crescimento econômico para 2020

Estimativas de expansão do PIB para 2021, 2022 e 2024 foram mantidas em 2,50% pelas instituições financeiras (Foto: )

O mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira de 2,31% para 2,30%. As instituições também baixaram a estimativa da inflação caindo de 3,47% para 3,40%. Os dados foram divulgados pelo Banco Central, nesta segunda-feira (3), por meio do boletim semanal Focus.

Já as estimativas de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) para os anos de 2021, 2022 e 2024, as instituições bancárias mantiveram em 2,50%. No que tange a inflação, a previsão para 2021 se manteve em 3,75% e 3,50% para 2022 e 2023.

Juros

Ao analisar a Selic, principal instrumento de controle de juros, o mercado financeiro prevê que a taxa, que hoje está em 4,50%, fique em 6% em 2021. Para 2022 e 2023, a aposta é que ela termine ambos os anos em 6,5%. Nesta semana será realizada a primeira reunião do ano do Copom (Comitê de Política Monetária) para definir o índice.

Dólar

No que tange ao dólar, as instituições consultadas prevê que a moeda feche o ano em R$ 4,10 e R$ 4,05 no fim de 2021. (Com informações das agências de notícias)

Copom reduz taxa básica de juros para 5% ao ano

Decisão já era esperada pelos analistas financeiros e deixa a Selic no menor nível desde o início da série histórica do BC, em 1986 (Foto: Reprodução)

Pela terceira vez seguida, o BC (Banco Central) diminuiu os juros básicos da economia. Por unanimidade, Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa Selic para 5% ao ano, com corte de 0,5%. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Com a decisão desta quarta-feira (30), a Selic está no menor nível desde o início da série histórica do BC, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018, só voltando a ser reduzida em julho deste ano.

Em comunicado, o BC reiterou a necessidade de continuidade nas reformas estruturais da economia brasileira para que os juros permaneçam em níveis baixos por longo tempo. O texto indicou que uma nova redução de 0,5% deverá ocorrer antes do fim do ano.

“O Comitê avalia que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir um ajuste adicional, de igual magnitude”, destacou o texto.

A próxima reunião do Copom está marcada para 10 e 11 de dezembro.

Crédito mais barato

A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. No último Relatório de Inflação, o BC projetava expansão da economia de 0,9% para este ano e de 1,8% em 2020.

A expectativa está em linha com as do mercado. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos preveem crescimento de 0,91% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019. (Com informações da Agência Brasil)

Mercado financeiro mantém previsão de crescimento em 0,87% pela 5º vez consecutiva

A atuação do governo Bolsonaro no que tange a recuperação econômica continua sem dar sinais positivos e é considerada medíocre pelo mercado financeiro, conforme revelou mais uma vez, nesta segunda-feira (7), o BC (Banco Central). O boletim Focus, pesquisa semanal do BC, manteve pela quinta vez consecutiva a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) em meros 0,87% para 2019.

As projeções para os próximos anos também não sofreram alterações, ficando em 2% para 2020 e 2,50% para 2021 e 2022.

Inflação

Ao avaliar a previsão para a inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), as instituições financeiras reduziram de 3,43% para 3,42% em 2019. Já para 2020, a estimativa passou de 3,79% para 3,78%. Para 2021 ficou em 3,75% e 3,50% para 2022.

Selic

Na avaliação do mercado, a taxa Selic terminará o ano em 4,75% que atualmente está em 5,5%. Para o próximo ano, a previsão é que ela fique em 5% e em 2021, fique em 6,50%. Para 2022, a previsão permanece em 7%.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 e, para 2020, subiu de R$ 3,91 para R$ 3,95. (Com informações da Agência Brasil)

Mesmo com queda de juros, bancos não repassam redução aos clientes

Bancos ainda não repassaram queda da Selic a clientes

Mas os juros médios cobrados nos empréstimos a empresas e pessoas físicas caíram apenas 0,6 ponto percentual, de 38,5% ao ano para 37,9% ao ano

Alex Ribeiro e Estevão Taiar — Valor Econômico

As instituições financeiras ainda não repassaram para os seus clientes a queda nos custos de captação provocada pela redução recente nos juros básicos da economia, mostram dados divulgados ontem pelo Banco Central.

A remuneração paga pelos bancos para captar recursos dos seus clientes caiu 1,1 ponto percentual entre maio e agosto, de 7,4% ao ano para 6,3% ao ano. Mas os juros médios cobrados nos empréstimos a empresas e pessoas físicas caíram apenas 0,6 ponto percentual, de 38,5% ao ano para 37,9% ao ano.

A diferença entre a queda dos custos de captação e dos empréstimos engordou a margem bruta dos bancos. O chamado spread bancário subiu 0,5 ponto percentual no período, de 31,1 pontos percentuais para 31,6 pontos percentuais. Os dados incluem apenas o chamado crédito livre, ou seja, a parcela do empréstimo em que os bancos têm liberdade para fixar os percentuais pagos a depositantes e cobrados dos tomadores de empréstimos – e que, na teoria, deveriam refletir o nível de competição no sistema financeiro.

Os custos de captação dos bancos caíram depois que o BC passou a dar os primeiros sinais de que iria retomar o ciclo de cortes de juros, em junho. A política monetária mais acomodatícia derrubou os juros futuros negociados no mercado financeiro, que servem de referência para a remuneração paga pelos bancos a seus depositantes e para captar recursos de algumas fontes.

Em algumas linhas de crédito, os juros chegaram a subir, em vez de cair. É o caso do crédito rotativo no cartão de crédito, cuja taxa saltou de 299,8% ao ano para 307,2% ao ano, entre maio e agosto. O custo do crédito rotativo regular do cartão de crédito, em que o cliente faz o pagamento mínimo de sua fatura, teve alta expressiva entre julho e agosto, de 283,7% ao ano para 289% ao ano.

A exceção no período foi a queda dos juros no cheque especial, que passaram de 318,7% ao ano em julho para 306,9% ao ano. Em boa medida, essa taxa caiu em virtude dos cortes de juros feitos pela Caixa Econômica Federal.

Quando se considera o conjunto do crédito bancário, as taxas de juros tiveram uma alta de 0,8 ponto percentual no período de 12 meses até agosto. Os juros subiram apesar de a taxa do crédito livre ter ficado estável no período e o custo médio do crédito direcionado ter apresentado uma pequena queda, de 0,1 ponto percentual.

O custo global médio dos empréstimos subiu devido ao chamado efeito composição. O crédito livre — que tem taxas de juros mais alta – está crescendo de forma mais acelerada do que o crédito direcionado, que tem juros menores. A redução da participação do crédito direcionado na economia é um reflexo da política adotada desde o governo Temer de liberalizar o mercado de crédito, flexibilizando regras anteriores de direcionamento dos empréstimos.

O BC vem sustentando que uma parte das empresas passou a tomar financiamentos no mercado de capitais, a taxas mais baixas. Mas ainda não existem estatísticas consolidadas dos juros dessas operações para acompanhar a evolução dos custos de financiamento globais.

Olhando os dados num prazo mais longo de tempo, porém, os bancos repassaram aos clientes a queda dos juros básicos. De outubro de 2016 a agosto de 2019, o BC cortou os juros básicos da economia em 10,5 pontos percentuais, de 16,5% ao ano para 6% ao ano (na semana passada, baixou mais, para 5,5% ao ano). No mesmo período, os custos do crédito livre caíram 16 pontos percentuais, de 53,8% ao ano para 37,9% ao ano.

Além da queda da Selic, a baixa ocorrida nesse período mais amplo reflete também mudanças estruturais no mercado de crédito, como medidas do BC no rotativo do cartão de crédito.

Banco Central reduz juro para 5,5% ao ano e indica novos cortes da taxa

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) reduziu a taxa básica de juros da economia em 0,50%, para 5,50% ao ano, e indicou a possibilidade de novos cortes nos próximos meses. Com isso, a taxa Selic é a mais baixa da série histórica. Apesar do novo corte da taxa, o Brasil segue entre os países com os maiores juros reais (descontada a inflação) do mundo.

A fraca atividade econômica, a inflação sob controle e o ambiente internacional favorável contribuíram para a decisão do Banco Central. Na tarde de ontem, ainda com a reunião do Copom em andamento no Brasil, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciou corte de 0,25 ponto em sua taxa de juros, para a faixa de 1,75% a 2% ao ano. Sem citar a alta mais recente da cotação do petróleo após os ataques na Arábia Saudita, o BC ponderou que o cenário “segue incerto” e que há riscos ligados a uma “desaceleração mais intensa da economia global”.

Em um ambiente de fraqueza da economia e taxas controladas de inflação no Brasil, o Banco Central voltou a reduzir os juros na noite de ontem. O Comitê de Política Monetária (Copom) da instituição anunciou corte de 0,50 ponto porcentual da Selic (a taxa básica de juros), de 6% para 5,50% ao ano. Com isso, a taxa está agora em um novo piso da série histórica.

Ao mesmo tempo, o Banco Central indicou a possibilidade de novos cortes nos próximos meses. A redução de juros foi a segunda no atual ciclo de baixas e era largamente esperada pelos economistas do mercado financeiro. De um total de 55 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, todas estimavam um corte de 0,50 ponto porcentual.

“Em nosso governo, pela segunda vez, a mais baixa taxa de juros da história do Brasil”, comemorou pelo Twitter o presidente da República, Jair Bolsonaro. “É a economia dando certo”, acrescentou.

Ao justificar a decisão, o Copom – formado pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, e pelos oito diretores da autarquia – avaliou por meio de comunicado que o ambiente internacional tem sido favorável para países emergentes, como o Brasil. Isso porque economias centrais – como os Estados Unidos – têm adotado “estímulos monetários adicionais”, ou seja, estão reduzindo os juros.

De fato, na tarde de ontem, ainda com a reunião do Copom em andamento no Brasil, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciou corte de 0,25 ponto porcentual de sua taxa de juros, para a faixa de 1,75% a 2,00% ao ano .

Sem citar diretamente a alta mais recente da cotação do petróleo nos mercados internacionais, após os ataques a refinarias da Arábia Saudita, o BC brasileiro também ponderou que o cenário “segue incerto” e que há riscos ligados a uma “desaceleração mais intensa da economia global”.

Reformas

Ao avaliar o cenário interno, os dirigentes do BC reconheceram o avanço da agenda de reformas na economia. Eles deixaram de avaliar no comunicado, inclusive, o risco de frustração no andamento das reformas como “preponderante” entre todos os riscos considerados para o controle de inflação. Essa postura surge após a aprovação, há duas semanas, da reforma da Previdência na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.

Além do cenário externo favorável para emergentes e do avanço das reformas, o BC levou em conta os índices de inflação controlados em sua decisão sobre a Selic. Na nota de ontem, a instituição atualizou suas projeções para a alta de preços. No cenário de mercado – que utiliza expectativas para câmbio e juros do mercado financeiro –, o BC alterou a projeção para a inflação em 2019 de 3,6% para 3,3%. Para 2020, a expectativa passou de 3,9% para 3,6%. Em ambos os casos, as projeções estão abaixo da meta perseguida pelo BC, de inflação de 4,25% este ano e de 4,00% no próximo ano.

Novos cortes

Além de ter reduzido a Selic em 0,50 ponto porcentual, o BC deixou margem para novos cortes. “A consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo”, afirmou o BC no comunicado, sem se comprometer com novo corte de meio ponto porcentual ou com redução de 0,25 ponto porcentual.

“Os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”, acrescentou a instituição.

O economista-chefe do Banco Fibra, Cristiano Oliveira, aposta em mais um corte no encontro do fim de outubro. “É claro que sempre os próximos passos dependem de uma reavaliação do cenário, mas acredito que uma nova redução de 0,50 está garantida”, disse. “A continuidade do ciclo em dezembro vai depender das expectativas de inflação, principalmente para 2021.”

Juro real

Apesar do novo corte da Selic, o Brasil segue entre os países com os maiores juros reais (descontada a inflação) do mundo. Levantamento feito pela Infinity Asset e pelo site MoneYou aponta que o País tem o oitavo maior juro real (1,65%) em um ranking com 40 economias. Na liderança da lista está a Argentina, com taxa real de 10%. (Com Conteúdo Estadão)

Mercado mantém previsão do crescimento econômico abaixo de 1% em 2019

O mercado financeiro manteve a previsão para o crescimento econômico em 0,87% para 2019 conforme divulgado, nesta segunda-feira (16), pelo boletim Focus publicado semanalmente pelo Banco Central. As instituições também apostam na redução da taxa Selic dos atuais 6% para 5,5% pelo Copom (Comitê de Política Monetária) em reunião que será realizada nesta quarta-feira (18).

Já a estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2020 foi reduzida de 2,07% para 2% mantendo o pessimismo em relação a retomada econômica brasileira. Para 2021 e 2022 não houve alterações se mantendo em 2,50%.

Selic

Para as instituições consultadas pelo Banco Central, a expectativa é que o Comitê volte a reduzir a taxa Selic – utilizada pelo governo federal para o controle da inflação – em 0,5% e que deve se manter até a última reunião do ano que será realizada em dezembro. O mercado também espera alterações da taxa básica de juros em 2020. Para 2021, a previsão é que ela se estabeleça em 7% ao ano.

A queda da Selic tende a baratear o crédito como incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Inflação

Em relação a inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional e Preços ao Consumidor Amplo), o mercado financeiro realizou a sexta redução consecutiva saindo de 3,54% para 3,45%. Para 2020, a estimativa também foi reduzida caindo de 3,82% para 3,80%. Em relação aos demais anos, não foram realizadas alterações ficando 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022.

Dólar

A previsão do dólar para o fim de 2020 subiu de R$ 3,87 para R$ 3,90 e, para 2020, de R$ 3,85 para R$ 3,90. (Com informações da agências de notícias)

Mercado financeiro preve corte de juros com queda da Selic

Analistas projetam início de corte no juro e veem Selic em 5,5% no fim do ano

Com inflação abaixo da meta, Copom pode anunciar queda na taxa básica de juros da economia

Júlia Moura – Folha de S. Paulo

Com economia fraca, inflação abaixo da meta e expectativa de queda de juros americanos e europeus, o mercado financeiro espera em quatro cortes na taxa básica de juros brasileira, de 0,25 ponto percentual, ainda neste ano.

O primeiro deles é esperado para esta quarta-feira (31), na reunião do Copom (Comité de Política Monetária).

A Selic está em 6,5% ao ano desde março de 2018.

Nas últimas atas, o Copom estabeleceu um avanço concreto da reforma da Previdência como condição para fornecer estímulos monetários para a economia —ou seja, para reduzir os juros.

Com a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Previdência em primeiro turno na Câmara dos Deputados no início deste mês, a redução da Selic se torna iminente e quase um consenso no mercado financeiro.

O mercado futuro de juros, que precifica expectativas, já aponta uma taxa básica menor. O contrato de setembro deste ano leva o preço de uma Selic a 6% ao ano.

“A economia está muito fraca, há muita ociosidade. Estímulos são necessários. Sem esse corte, a inflação fica abaixo da meta em 2020”, afirma Alberto Ramos, economista-chefe do Goldman Sachs.

A estimativa para a inflação oficial do país, medida pelo IPCA (índice de Preços ao Consumidor Amplo) está em 3,78% no ano, abaixo da meta de 4,25% definida pelo Banco Central.

Para 2020, a estimativa é de 3,90% contra a meta de 4%.

Em junho, a inflação dopais foi a menor do ano, em 0,01%.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), houve deflação em 7 das 16 cidades pesquisadas, até mesmo em São Paulo —em maio, haviam sido apenas duas nessa situação.

Ramos ressalta, no entanto, que apenas cortes na taxa básica não são suficientes para estimular a economia.

“A queda na Selic ajuda na margem, mas não vai salvar a economia. O crescimento não é determinado pelos juros. O BC não consegue entregar crescimento. Caso contrário, não havia país pobre”, diz o economista.

Para gerar impacto maior no cenário económico, há quem aposte em corte mais incisivo nesta quarta, como o Itaú.

O banco espera corte de 0,5 ponto percentual, seguido por reduções semelhantes nas reuniões de setembro e outubro, com a Selic a 5% antes do fim do ano, patamar que, segundo o Itaú, deve se manter em 2020.

“A aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara veio forte, com ampla margem de votos e um impacto fiscal maior do que o esperado”, afirma Fernando Gonçalves, superintendente de pesquisa económica do Itaú Unibanco.

Em maio, antes da votação do projeto no plenário da Câmara, o banco previa corte apenas em setembro. A expectativa era que a Selic terminaria o ano em 5,75% ao ano.

O movimento segue a tendência americana e europeia. Com a desaceleração dessas economias, com inflação fraca e dados económicos nada animadores, os bancos centrais têm adotado postura aberta a estímulo monetário.

Na mesma data, o Fed (banco central americano) divulga sua decisão sobre a taxa básica de juros americana. Por lá, as previsões também indicam um corte de 0,25 ponto. O movimento fortalece o cenário para corte de juros no Brasil, que não ficaria defasado em relação aos Estados Unidos.

Esperava-se o mesmo do BCE (banco central europeu), que frustrou as expectativas do mercado e manteve a taxa de juros inalterada na quinta (25). O banco, porém, abriu margem para um corte de juros nas próximas reuniões.

Pequisa de jornal mostra expectativa de corte de juro para 6% ao ano

Cresce aposta em corte da Selic para 6%

Daniela Meibak – Valor Econômico

A aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara dos Deputados tirou da frente do Banco Central (BC) uma das principais fontes de risco, abrindo espaço para que a autoridade inicie já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) um novo ciclo de corte da Selic. Sem essa incerteza, o BC vai conseguir responder diretamente ao quadro macroeconômico: inflação caminhando para ficar abaixo da meta e a atividade insistentemente fraca.

Pesquisa com economistas realizada pelo Valor mostra que a expectativa de corte na taxa Selic, hoje em 6,5% anuais, na próxima semana é praticamente consenso e que o movimento inicial poderá ser, inclusive, mais intenso do que se imaginou inicialmente. Do levantamento com 48 economistas, 44 (ou 92% do total) esperam corte da Selic. E a maioria tem apostas mais ousadas: 25 casas, ou 52%, esperam redução de 0,50 ponto percentual. O Copom anuncia na próxima quarta-feira sua decisão sobre o rumo dos juros.


Fatores externos e internos abrem espaço para a retomada do ciclo de corte de juros no país, segundo Camila de Faria Lima, economista-chefe da Canvas Capital. Ela afirma que, do lado externo, a perspectiva de desaceleração da economia global e os planos cada vez mais disseminados de diferentes bancos centrais de retomar uma política monetária mais acomodatícia são fatores que abrem espaço para o Copom buscar um estímulo monetário maior.

Um exemplo disso foi a sinalização ontem do Banco Central Europeu (BCE), após sua reunião, de que seu próximo movimento na política deve ser de corte de juro, além de estar preparando a retomada do programa de recompra de ativos – embora o discurso de seu presidente, Mario Draghi, tenha frustrado investidores com seu tom considerado menos “dovish” (inclinado ao afrouxamento). Também é esperado que o Fed (o BC dos EUA) caminhe na mesma direção na próxima semana e ajuste os juros básicos.

Leonardo Porto, economista-chefe do Citi, vê um cenário externo ainda benigno. Além do movimento dos maiores BCs, ele destaca a acomodação de riscos provenientes das tensões comerciais. O ambiente interno também fornece uma série de variáveis, que corroboram o cenário de queda da Selic, segundo o profissional. “Progresso no quadro de reformas estruturais, quadro de demanda agregada ainda bastante frágil com a economia operando com alto nível de ociosidade e, por fim, a suavização da volatilidade de ativos brasileiros, como o câmbio, e consequentemente da inflação e suas expectativas no horizonte relevante.”

Dados macroeconômicos que foram divulgados ao longo desta semana influenciaram os cenários tanto dos economistas quanto dos investidores, que aceleraram as apostas na queda da taxa básica. O destaque foi o IPCA-15 de julho, que funciona como antecedente da inflação oficial do país, que avançou apenas 0,09% no mês e ficou abaixo da expectativa do mercado. No acumulado de 12 meses, o índice está em 3,27% e sinaliza que a inflação pode ficar bem abaixo da meta de 4,25% de 2019.

Atualmente, a curva de juros futuros dos contratos negociados na B3 indica um corte de 0,42 ponto percentual na reunião da semana que vem e uma queda de 1,25 ponto em 2019.

Na esteira do quadro macroeconômico local e externo, já começam a surgir algumas apostas ainda mais ousadas para o novo ciclo de corte de juros. O Bank of America Merrill Lynch revisou seu cenário base e passou a projetar a Selic abaixo do patamar de 5% no fim do ano, aos 4,75%. A mudança segue a revisão da projeção de crescimento do PIB, que saiu de 1,2% para 0,7%. “Vemos uma mudança importante no cenário externo, com o afrouxamento monetário global. Em particular, vemos a diminuição do risco de valorização do dólar americano e desvalorização das moedas emergentes com as sinalizações do Fed”, diz David Beker, chefe de economia e estratégia para Brasil e América Latina do BofA.

Já as projeções dos economistas consultados para a Selic no fim de 2019 são bastante dispersas, indicando que ainda não está claro para o mercado o ritmo e a profundidade do ciclo de cortes. Dos 48 profissionais, 38% esperam que a taxa esteja em 5% no fim do ano e 31% esperam que a taxa chegue aos 5,50%.

Uma dúvida para esta reunião é se o Banco Central irá dar sinais mais firmes sobre os próximos passos da política monetária. Silvio Campos Neto, economista da Tendências, acredita que não. “É razoável que o Copom procure manter o controle das expectativas e evitar uma queda ainda mais acentuada da curva de juros”, diz.

Entre os fatores em defesa de um posicionamento desse por parte do BC, diz o economista da Tendências, está o patamar historicamente já baixo da taxa básica, fazendo-se necessário monitorar a reação da economia e dos mercados a níveis nunca antes alcançados. Ele destaca ainda as incertezas sobre o desfecho da reforma da Previdência no Congresso, as incertezas sobre como será o comportamento da economia brasileira a partir da aprovação da reforma e da superação de choques ocorridos nos últimos meses.

São poucas as casas que esperam estabilidade na taxa na próxima semana. A REAG Investimentos é uma delas. Simone Pasionotto, economista-chefe da casa, defende que o regime de política monetária não deve ser indexado a decisões do Congresso, ou seja, o andamento da reforma previdenciária não deve ser atrelada ao início do ciclo de corte de juros.

Cristiano Romero – Taxa de juros: uma oportunidade histórica

A combinação de uma conjuntura interna e externa favorável criou oportunidade histórica para o Banco Central (BC) reduzir ainda mais a taxa básica de juros (Selic), que está em 6,5% ao ano desde março de 2018, o menor patamar em 25 anos de Plano Real. O BC já havia indicado que, se a reforma da Previdência fosse aprovada pela Câmara dos Deputados, a Selic voltaria a ser cortada, provavelmente, em 25 pontos-base (0,25 ponto percentual, para 6,25% ao ano).

O cenário mudou. A reforma foi aprovada em primeiro turno, na Câmara, por votação que mostrou a força no parlamento não do governo Bolsonaro, mas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e seus aliados. O aceno do BC, porém, foi feito antes de o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, deixar claro que iniciará novo ciclo de alívio monetário. Por essa razão, é possível, na reunião da próxima semana, o BC brasileiro faça um corte maior, de 0,5 ponto percentual, na taxa Selic, para 6% ao ano.

Quando o Fed toma uma decisão como essa, provoca uma onda que muda a maré de todas as economias. Se o Fed vai reduzir os juros, a tendência é que os investidores globais diminuam o que o mercado chama de aversão a risco. O objetivo aqui é procurar mundo afora aplicações razoavelmente seguras e com retorno superior ao dos títulos do tesouro americano. Mesmo reduzindo juros, o Brasil continuará oferecendo retornos em renda fixa superiores aos encontrados na maioria dos mercados. Sendo assim, o dólar deve perder valor nos quatro cantos do planeta e, por conseguinte, moedas locais, como real, vão se valorizar. Isso também ajuda a manter pressão baixista na inflação.

A expectativa é que o juro básico no Brasil, referência para toda a economia e também para o custo de financiamento do Tesouro Nacional, feche 2019 fixado em 5% ao ano – economista experiente, com passagem pela diretoria do BC, acredita haver espaço para chegar a dezembro com a Selic abaixo de 5%. As condições para esse cenário se materializar são, de fato, excepcionais, algo como o alinhamento dos cinclo planetas mais brilhantes do sistema solar, um fenômeno raro.

Calculados de variadas formas, os núcleos de inflação, medida pelo IPCA-15, têm se mostrado, desde fevereiro de 2018, em níveis “apropriados”, “baixos” ou “confortáveis”. Desde abril, estão “apropriados”. A medida de núcleo é importante porque retira do índice a variação de preços de produtos com forte sazonalidade, como os produtos agrícolas. Geralmente, os bancos centrais olham mais para os núcleos antes de calibrar a taxa de juros necessária ao controle da inflação. O Fed, por exemplo, só observa os núcleos.

Mesmo a inflação cheia está bem comportada. Nos 12 meses até junho, o IPCA teve variação de 3,37%. O risco hoje é o país completar três anos, em 2109, com o índice de preços oficial abaixo da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Num país com histórico de hiperinflação, inflação crônica e memória inflacionária, esse parece ser um bom problema. É verdade, mas, no regime de metas, descumprir os limites do regime, para cima ou para baixo, é igualmente passível de crítica.

Neste momento, em que há 13 milhões de desempregados, o Produto Interno Bruto avançando a passos de cágado há três anos, depois de suceder a um triênio recessivo, o Banco Central pode ser acusado de ter sido excessivamente conservador na condução da política monetária, uma vez que a inflação tem ficado abaixo do objetivo escolhido pelo CMN.

Não se resolve a problema da concentração de renda no país via reforma tributária, mas, sim, por meio do gasto. Decisões de governos eleitos pelo povo é que têm o poder de distribuir renda. Governantes são eleitos para isso: decidir onde alocar os sempre escassos recursos pagos pelos contribuintes. Cabe ao eleitor escolher quem considera melhor para essa tarefa.

O eleitor define se quer um governante que invista mais em educação e saúde do que em áreas onde a presença do Estado não é ou nunca foi crucial.

Eleitor escolhe se o governante deve ser mais intervencionista na economia ou não. A política se move em torno dessas escolhas. E a história nos ensina que os movimentos políticos são cíclicos.

Os brasileiros não estão imunes ao pêndulo da história. Com o fim da Guerra Fria nos estertores da década de 1980 e início dos anos 90, a vitória dos EUA e a derrocada do socialismo real promoveram onda liberalizante na América Latina, no Leste Europeu é mesmo na Europa Ocidental.

Governantes de perfil mais liberal foram eleitos para enfrentar processos de inflação crônica e hiperinflação e promover reformas econômicas em diversos países.

A derrubada do Muro de Berlim em 1989 e o esgotamento do modelo de substituição das importações pavimentaram o caminho para a abertura das contas de capital e à chamada globalização. Jogava-se o jogo dos vencedores da Guerra Fria, os americanos.

No momento seguinte, na primeira década deste século, os ventos foram na direção contrária: embora a intensificação do comércio tenha sido vantajosa para os países em desenvolvimento (a China é o melhor exemplo) – além de necessária porque, ao expor as economias à concorrência de produtos estrangeiros, ajudou a estabilizar os preços de países como o Brasil -, a eclosão de crises de balanço de pagamentos desde o México, em 1994, até a Ilha de Vera Cruz em 1999, passando pelos tigres asiáticos em 1997 e a Rússia em 1998, desgastou politicamente a onda liberalizaste e isso fomentou a eleição de vários presidentes de esquerda, principalmente, na América Latina. (Valor Econômico – 24/07/2019)

Cristiano Romero é editor-executivo e escreve às quartas-feiras – E-mail: cristiano.romero@valor.com.br

Após 20 reduções consecutivas, mercado projeta ligeiro crescimento da economia

Após 20 reduções consecutivas, a estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia subiu ligeiramente. A projeção para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) passou de 0,81% para 0,82%, de acordo com projeção do boletim Focus, resultado de pesquisa semanal a instituições financeiras, feita pelo BC (Banco Central).

A expectativa das instituições financeiras é que a economia tenha crescimento maior em 2020. A estimativa é 2,10%, a mesma da semana passada. A previsão para 2021 e 2022 permanece em 2,50%.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), caiu de 3,82% para 3,78% este ano.

A meta de inflação de 2019, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A projeção para 2020 permanece em 3,90%. A meta para o próximo ano é 4%, com intervalo de tolerância 1,5% para cima ou para baixo.

Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5%. Para 2022, a meta é 3,5%, com tolerância de 1,5% para cima ou para baixo. A previsão do mercado financeiro para a inflação em 2021 segue em 3,75%. A estimativa para 2022 caiu de 3,75% para 3,65%.

Juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano.

Ao final de 2019, as instituições financeiras esperam que a Selic esteja em 5,5% ao ano, a mesma perspectiva há 3 semanas.

Para o fim de 2020, a expectativa para a taxa básica caiu de 6% para 5,75% ao ano, e, no fim de 2021, permanece em 7% ao ano. Para 2022, a previsão caiu de 7,5% para 7% ao ano.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar ao final deste ano caiu de R$ 3,80 para R$ 3,75% e para 2020, permanece em R$ 3,80. (Com informações da Agência Brasil)

Entidades repercutem manutenção do juro em 6,5% ao ano

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) decidiu nesta quarta-feira (19), por unanimidade, manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 6,5% ao ano. É a décima vez seguida que a taxa se mantém inalterada. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Na avaliação da CNI (Confederação Nacional da Indústria), o BC só poderá reduzir a Selic após a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. A entidade cobrou engajamento do governo para mudanças na legislação que reduzam os gastos públicos.

“A decisão mostra a cautela do Banco Central em relação à tramitação da reforma da Previdência e aos possíveis impactos sobre as variáveis econômicas, como o câmbio, o déficit nas contas públicas e o investimento”, informou a CNI em comunicado.

Para a entidade, existe um ambiente favorável à redução dos juros porque a inflação continua abaixo da meta e porque a economia segue com crescimento baixo.

“No plano doméstico, diminuíram as pressões sobre os preços e a inflação continua abaixo da meta, e as dificuldades de recuperação da atividade indicam que a economia crescerá menos de 1% neste ano. Além disso, o desemprego continua alto, o que compromete o consumo das famílias”, ressaltou a confederação.

De acordo com a CNI, no cenário internacional, a desaceleração da economia mundial estimula o corte de juros em países emergentes, como o Brasil, antes mesmo de o Fed (Federal Reserve), Banco Central norte-americano, voltar a cortar as taxas.

“A queda dos juros é fundamental para estimular os investimentos, o consumo e, consequentemente, o crescimento econômico e a criação de empregos”, conclui o comunicado.

Firjan

A Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) se posicionou argumentando que havia condições para uma redução da taxa, com objetivo de estimular o quadro econômico.

“A economia brasileira segue com elevada ociosidade nos fatores de produção e, com isso, a atividade econômica segue abaixo do seu potencial, sem pressionar a inflação e suas expectativas. Nesse cenário, e diante das sucessivas reduções das expectativas de crescimento para o ano, a Firjan entende que havia espaço para o Copom reduzir a taxa básica de juros, estimulando a atividade econômica sem comprometer a meta de inflação”, sustentou a entidade.

A Firjan reiterou, ainda, que a aprovação da reforma da Previdência, com a inclusão de estados e municípios, “é condição fundamental para a ancoragem das expectativas de inflação e a retomada do crescimento sustentável. Sem isso, corremos o risco de voltar a conviver com um ambiente de baixo crescimento e inflação e juros altos”.

A próxima reunião do Copom está marcada para o fim de julho.

FecomercioSP

A FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) divulgou uma nota dizendo que aprova a decisão do Copom de manter a taxa Selic em 6,5%.

“Para a entidade, a decisão foi sábia e aponta um BC [Banco Central] não influenciado pela empolgação do início do ano, tampouco pelo ambiente conturbado dos últimos meses, e deve manter o equilíbrio ao longo deste primeiro semestre”, informou a entidade.

A FecomercioSP avalia que, com o avanço e possibilidade de aprovação da reforma da Previdência no Congresso em 2019, existe a possibilidade da taxa Selic cair no fim do ano, podendo ficar abaixo de 6% em dezembro.

“É importante ressaltar que a entidade apoia o processo de redução de juros diante de um cenário econômico mais tranquilo, com a inflação controlada.” (Agência Brasil)

Previsão de crescimento da economia cai mais uma vez e fica em 0,93% para 2019

O mercado financeiro reduziu pela 16º vez consecutiva a projeção de crescimento da economia. A estimativa ficou abaixo de 1%, fechando em 0,93%. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (17) pelo boletim Focus do BC (Banco Central).

As instituições consultadas pelo BC ainda contam com crescimento maior em 2020. Porém, mesmo contando com um número positivo para o próximo ano, a previsão foi reduzida de 2,23% para 2,20%, o que representa o segundo recuo consecutivo para o ano. Já para 2021 e 2022, a expectativa permanece em crescimento de 2,50%.

Inflação

Para a inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o mercado reduziu de 3,89% para 3,84% em 2019. Essa teria sido a terceira diminuição seguida da projeção. As instituições financeiras mantiveram a previsão de 4% para 2020 e 3,75% para 2021 e 2022.

Já a estimativa para a inflação em 2020, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) está no centro da meta de 4% com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é de 3,75%. Ainda não definida a meta para 2022.

Selic

As instituições financeiras também reduziram a projeção para a taxa Selic, utilizada como principal instrumento para alcançar a meta da inflação, de 6,5% para 5,75 ao final de 2019. Para o fim de 2020, a expectativa caiu de 7% para 6,5% ao ano. (Com informações da agência de notícias)