Para Freire, Lula e Bolsonaro se retroalimentam e buscam levar polarização até 2022

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, falou sobre o atual momento político do país nesta quinta-feira (4), durante live com o presidente do Cidadania em Imperatriz (MA), Willyan Róbson. Ao ser questionado sobre a polarização política, o ex-parlamentar destacou que ela não ajuda o país no seu processo de desenvolvimento. Para Freire, é preciso criar novas alternativas.

“Bolsonaro se elegeu por causa do antipetismo e ele imagina que pode ser vitorioso novamente. E o PT fica imaginando que, depois de toda essa experiência com o bolsonarismo, se eles forem candidatos, não vai acontecer a mesma rejeição de 2018. Ambos são nocivos para o país porque se juntam numa mesma concepção populista e têm visões autoritárias e antidemocráticas”, destacou.

Sobre as eleições municipais, Willyan lembrou que o Cidadania está ganhando espaço no Maranhão e, segundo ele, pela primeira vez “vamos eleger vereador do Cidadania em Imperatriz”.

“Precisamos trabalhar um projeto para, daqui a quatro anos, lançarmos candidato a prefeito na nossa cidade. Imperatriz precisa de alguém com ideias progressistas. Infelizmente, somos governados nos últimos 50 anos apenas por três famílias. Está na hora de rompermos com isso”, observou o presidente do partido no município.

Freire elogiou a disposição e a organização do partido no Estado e defendeu que as eleições aconteçam neste ano. Para ele, não há hipótese de adiar o processo prorrogando mandatos. “Isso está fora de cogitação”, pontuou. Ele também disse a Willyan que o “futuro está na mão de vocês jovens”. “O país precisa de novas ideias e de pessoas que não tenham nenhuma vinculação com velhas ideias”, elogiou.

Contexto internacional

O presidente do Cidadania também falou sobre as manifestações nos Estados Unidos, em decorrência da morte do ex-segurança negro George Floyd, após um policial ajoelhar sobre seu pescoço durante ao menos oito minutos em uma abordagem em Minneapolis.

“Você vê a juventude nas ruas e agora você tem uma manifestação em que a maioria é de brancos. Isso é sinal de mudança fundamental. Foi uma mobilização em todo o mundo na tentativa de superar as visões racistas, que é o que de pior existe no ser humano, não entender que o outro é um ser humano igual a ele”, destacou.

#Suprapartidário: É hora de mostrar de que lado nós estamos!

Apesar dos absurdos e atentados diários cometidos por Bolsonaro contra o estado democrático de direito, muita gente ainda faz cara de paisagem.

É como se um setor da sociedade vivesse à margem da crise. Se o sujeito que não é bolsonarista nem petista pudesse simplesmente lavar as mãos e seguir alheio aos fatos. Pagar de centrista, equilibrado ou isentão.

Mas até quando vão conseguir ignorar o que está acontecendo no Brasil e fazer de conta que está tudo indo bem?

Alguns calam por receio de se indispor com parte significativa da opinião pública que ainda apóia o bolsonarismo.

Outros se omitem para não enfrentar a fúria das milícias virtuais nem ser identificado, neste cenário de polarização ideológica burra, com a “nova direita” ou a “velha esquerda”.

Tomar partido a essa altura pode ser ruim principalmente para quem vai buscar votos como candidato em 2020 e 2022. Ora, mas o Carnaval acabou. Tirem as máscaras, amigos.

E outros ainda calam por simpatia não declarada, oportunismo ou conveniência mesmo.

Preferem a omissão e o silêncio devido à falta de coragem tanto para se opor quanto para aderir de vez ao bolsonarismo. Esses são os piores! Bolsonaristas enrustidos que não saem do armário.

Mas, cá entre nós, não se opor aos excessos do bolsonarismo não é demonstração de equilíbrio ou sensatez. É covardia! É falta de espírito público, de coerência democrática e de senso republicano!

Não dá para ficar equidistante neste cenário de confronto nas redes (e talvez, em breve, também nas ruas).

Todo democrata, todo cidadão responsável, precisa expressar a sua posição e tornar clara a sua oposição aos inimigos da civilidade, dos direitos e das liberdades individuais e coletivas!

Quem vivenciou ou conhece a história da redemocratização do Brasil, e episódios como o impeachment do Collor e da Dilma, sabe que cada brasileiro tem um papel fundamental e devemos buscar o protagonismo na definição do nosso futuro.

Quem sabe faz a hora…

ForaBolsonaro #Impeachment (#Suprapartidário)