Nota oficial – Diretório Nacional decide por apoio ao governo Lula

Nota oficial

Reunido neste sábado (14), o Diretório Nacional do Cidadania decidiu, por ampla maioria, pelo apoio ao governo Lula. O partido já apoiava a transição inclusive com a indicação de integrantes para diversos grupos temáticos, como Direitos Humanos, Meio Ambiente, Mulheres, Trabalho e Turismo e participava do Conselho Político com a senadora Eliziane Gama (MA).

Pesou na decisão, tomada por ampla maioria, a necessidade de reproduzir a frente ampla que levou à vitória do atual presidente no segundo turno das eleições, no contexto de uma escalada antidemocrática cuja gravidade restou evidente na tentativa de golpe de Estado do último dia 8 de janeiro, com a invasão e a depredação das sedes dos Três Poderes.

O Diretório Nacional do Cidadania avaliou que as presenças de Marina Silva e Simone Tebet no Ministério indicam a formação de um governo com caráter de ampla coalizão, que deverá ser sustentando em um projeto de união nacional que permita o reabastecimento da normalidade democrática, principal preocupação do partido.

Trata-se de desafio que exigirá responsabilidade, sensibilidade e diálogo do governo, das lideranças políticas e da sociedade civil. Nesse sentido, seguindo as diretrizes do programa partidário, a bancada do Cidadania na Câmara decidiu que irá atuar no Congresso Nacional a favor das reformas estruturais, da responsabilidade fiscal como base para o desenvolvimento e o combate à pobreza, à fome e às desigualdades sociais, da sustentabilidade como condição de crescimento econômico e da democracia, como valor universal.

Ainda na reunião deste sábado, o Diretório decidiu realizar um balanço das eleições de 2022 e dos resultados, até aqui, da Federação com o PSDB. Num segundo momento, o Cidadania irá aprofundar as discussões sobre a entrada de outros partidos na Federação.

Roberto Freire
Presidente Nacional do Cidadania

Nota oficial – Solidariedade ao vereador Bruno Cunha 

Nota oficial

O Cidadania e o setorial Diversidade 23 repudiam a manifestação homofóbica do cidadão Geovane Laumann, morador de Apiúna, município vizinho de Blumenau, contra o vereador Bruno Cunha nas redes sociais.

O que impede as pessoas de realizarem seus sonhos e ocuparem papéis de relevo na política ou em qualquer outra esfera da vida pública é oportunidade e não a sexualidade. Cunha é um dos mais valorosos quadros do partido.

Se decidir ser candidato a prefeito de Blumenau ou ocupar uma secretaria na administração municipal, o fará com uma ficha de serviços prestados à população como parlamentar combativo que é.

Toda forma de discriminação e preconceito merece repúdio dos democratas.

Roberto Freire
Presidente Nacional do Cidadania

Eliseu Neto
Coordenador do Diversidade 23

Nota oficial – Cidadania se solidariza com PT e repudia fundamentalismo religioso

Nota oficial

O Cidadania alerta para a cada vez mais beligerante posição de alguns pastores que, longe de representar o que pensa o diverso grupo de evangélicos brasileiros, vêm perpetrando ataques reiterados ao Estado Laico, à democracia e, em especial, ao Partido dos Trabalhadores, com o qual são conhecidas as nossas divergências.

Nos solidarizamos com o PT e nos posicionarmos terminantemente contra a postura fundamentalista e totalitária de alguns líderes que estão mais devotados à causa própria que à fé que dizem professar, do que os meliantes metidos em maracutaias no Ministério da Educação são apenas um exemplo.

As declarações recentes de alguns pastores e a campanha contra o PT vinda de certas lideranças religiosas são estarrecedoras. Atentam contra a laicidade, a democracia e a Constituição, que lhes garante a liberdade de culto, ao lançar sobre o partido o anátema do inimigo.

Concorde-se ou discorde-se de suas posições, o PT é parte da institucionalidade nacional. A democracia e o debate político comportam apenas adversários. Qual o próximo passo dos fundamentalistas? Reeditar uma Santa Inquisição e queimar na fogueira todos aqueles de que discordam? O país não é uma República teocrática nem os brasileiros que eles pensam liderar desejam isso.

Mas sua atuação vai no sentido de aprofundar a divisão e a polarização na sociedade brasileira, trabalhando contra os princípios de suas próprias religiões. Temos visto como alguns setores insuflados por fundamentalistas têm partido para a violência contra brasileiros que encontram sua fé nas religiões de matriz africana.

A liberdade garantida pela Constituição impõe o respeito à liberdade do outro. Tais agressões devem ser veementemente repelidas. Esse tipo de linguagem fantasiosa, que associa adversários a demônios, infernos e outras imagens fabricadas, é inadmissível em qualquer país que respeite os direitos humanos.

A liberdade religiosa não pode servir de escudo para interesses escusos de uns poucos nem para oprimir e agredir os que porventura pensem diferente ou professem outra fé. Tocarão fogo nas instituições democráticas porque delas discordam? Esse é um chamado ao bom senso de homens e mulheres de fé.

O verdadeiro inferno seriam desdobramentos violentos de uma eventual tentativa de golpe nas eleições de outubro, colocando brasileiros contra brasileiros. É preciso deter a marcha da insensatez. A comunidade evangélica tem de se levantar contra esse visão torta da religião, das liberdades e da democracia.

Roberto Freire
Presidente Nacional do Cidadania

Nota oficial – Cidadania pela solução pacífica do conflito Rússia-Ucrânia

O Cidadania vê com grande preocupação a escalada da animosidade entre Rússia e Ucrânia, envolvendo ainda os Estados Unidos e países europeus integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que ameaça o mundo com um conflito armado sem precedentes desde o fim da II Guerra Mundial, em 1945.

A paz pelo mundo deve ser o objetivo último de todos, seja por questões morais, sociais, econômicas ou humanitárias. A fantástica evolução tecnológica e social da humanidade nos últimos 77 anos está intimamente ligada a um período de paz relativa entre os povos, apesar dos inúmeros conflitos localizados.

Período que conheceu uma integração jamais vista entre os mais diferentes países e culturas, ao alcance de aeronaves cada vez mais velozes e seguras e de redes cada vez mais interconectadas. É essa integração e é essa tecnologia na fronteira do conhecimento que tornam o cenário de guerra ainda mais preocupante. Que o Brasil, dentro da sua tradição diplomática, possa ser instrumento da paz.

Em recente artigo publicado na The Economist, o historiador Yuval Harari classifica essa como uma Nova Paz: a implausibilidade da guerra e não a ausência temporária do conflito. Mas diz que ela não está garantida por milagre divino ou por leis da natureza. É, antes de tudo, consequência de boas escolhas e a maior conquista política e moral da civilização moderna.

Uma nova Era de desconfiança generalizada e expansionismo a partir da guerra contra países vizinhos significará uma retração de décadas no desenvolvimento econômico, social e tecnológico, com o direcionamento de recursos cada vez maiores para equipamento bélico em detrimento de saúde e educação, e pode levar, no limite, ao fim da espécie.

Que o sentimento que inspira o alerta de Harari nos mova na direção das melhores escolhas, das saídas diplomáticas e da solução pacífica de conflitos, inscrita, aliás, na Constituição brasileira. A prevalecer a lei da selva, quem afinal vencer governará sob paus e pedras.

Roberto Freire
Presidente Nacional do Cidadania

Alessandro Vieira
Líder do Cidadania no Senado

Alex Manente
Líder do Cidadania na Câmara dos Deputados