Nota oficial – Solidariedade ao vereador Bruno Cunha 

Nota oficial

O Cidadania e o setorial Diversidade 23 repudiam a manifestação homofóbica do cidadão Geovane Laumann, morador de Apiúna, município vizinho de Blumenau, contra o vereador Bruno Cunha nas redes sociais.

O que impede as pessoas de realizarem seus sonhos e ocuparem papéis de relevo na política ou em qualquer outra esfera da vida pública é oportunidade e não a sexualidade. Cunha é um dos mais valorosos quadros do partido.

Se decidir ser candidato a prefeito de Blumenau ou ocupar uma secretaria na administração municipal, o fará com uma ficha de serviços prestados à população como parlamentar combativo que é.

Toda forma de discriminação e preconceito merece repúdio dos democratas.

Roberto Freire
Presidente Nacional do Cidadania

Eliseu Neto
Coordenador do Diversidade 23

Nota oficial – Cidadania se solidariza com PT e repudia fundamentalismo religioso

Nota oficial

O Cidadania alerta para a cada vez mais beligerante posição de alguns pastores que, longe de representar o que pensa o diverso grupo de evangélicos brasileiros, vêm perpetrando ataques reiterados ao Estado Laico, à democracia e, em especial, ao Partido dos Trabalhadores, com o qual são conhecidas as nossas divergências.

Nos solidarizamos com o PT e nos posicionarmos terminantemente contra a postura fundamentalista e totalitária de alguns líderes que estão mais devotados à causa própria que à fé que dizem professar, do que os meliantes metidos em maracutaias no Ministério da Educação são apenas um exemplo.

As declarações recentes de alguns pastores e a campanha contra o PT vinda de certas lideranças religiosas são estarrecedoras. Atentam contra a laicidade, a democracia e a Constituição, que lhes garante a liberdade de culto, ao lançar sobre o partido o anátema do inimigo.

Concorde-se ou discorde-se de suas posições, o PT é parte da institucionalidade nacional. A democracia e o debate político comportam apenas adversários. Qual o próximo passo dos fundamentalistas? Reeditar uma Santa Inquisição e queimar na fogueira todos aqueles de que discordam? O país não é uma República teocrática nem os brasileiros que eles pensam liderar desejam isso.

Mas sua atuação vai no sentido de aprofundar a divisão e a polarização na sociedade brasileira, trabalhando contra os princípios de suas próprias religiões. Temos visto como alguns setores insuflados por fundamentalistas têm partido para a violência contra brasileiros que encontram sua fé nas religiões de matriz africana.

A liberdade garantida pela Constituição impõe o respeito à liberdade do outro. Tais agressões devem ser veementemente repelidas. Esse tipo de linguagem fantasiosa, que associa adversários a demônios, infernos e outras imagens fabricadas, é inadmissível em qualquer país que respeite os direitos humanos.

A liberdade religiosa não pode servir de escudo para interesses escusos de uns poucos nem para oprimir e agredir os que porventura pensem diferente ou professem outra fé. Tocarão fogo nas instituições democráticas porque delas discordam? Esse é um chamado ao bom senso de homens e mulheres de fé.

O verdadeiro inferno seriam desdobramentos violentos de uma eventual tentativa de golpe nas eleições de outubro, colocando brasileiros contra brasileiros. É preciso deter a marcha da insensatez. A comunidade evangélica tem de se levantar contra esse visão torta da religião, das liberdades e da democracia.

Roberto Freire
Presidente Nacional do Cidadania

Nota oficial – Cidadania pela solução pacífica do conflito Rússia-Ucrânia

O Cidadania vê com grande preocupação a escalada da animosidade entre Rússia e Ucrânia, envolvendo ainda os Estados Unidos e países europeus integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que ameaça o mundo com um conflito armado sem precedentes desde o fim da II Guerra Mundial, em 1945.

A paz pelo mundo deve ser o objetivo último de todos, seja por questões morais, sociais, econômicas ou humanitárias. A fantástica evolução tecnológica e social da humanidade nos últimos 77 anos está intimamente ligada a um período de paz relativa entre os povos, apesar dos inúmeros conflitos localizados.

Período que conheceu uma integração jamais vista entre os mais diferentes países e culturas, ao alcance de aeronaves cada vez mais velozes e seguras e de redes cada vez mais interconectadas. É essa integração e é essa tecnologia na fronteira do conhecimento que tornam o cenário de guerra ainda mais preocupante. Que o Brasil, dentro da sua tradição diplomática, possa ser instrumento da paz.

Em recente artigo publicado na The Economist, o historiador Yuval Harari classifica essa como uma Nova Paz: a implausibilidade da guerra e não a ausência temporária do conflito. Mas diz que ela não está garantida por milagre divino ou por leis da natureza. É, antes de tudo, consequência de boas escolhas e a maior conquista política e moral da civilização moderna.

Uma nova Era de desconfiança generalizada e expansionismo a partir da guerra contra países vizinhos significará uma retração de décadas no desenvolvimento econômico, social e tecnológico, com o direcionamento de recursos cada vez maiores para equipamento bélico em detrimento de saúde e educação, e pode levar, no limite, ao fim da espécie.

Que o sentimento que inspira o alerta de Harari nos mova na direção das melhores escolhas, das saídas diplomáticas e da solução pacífica de conflitos, inscrita, aliás, na Constituição brasileira. A prevalecer a lei da selva, quem afinal vencer governará sob paus e pedras.

Roberto Freire
Presidente Nacional do Cidadania

Alessandro Vieira
Líder do Cidadania no Senado

Alex Manente
Líder do Cidadania na Câmara dos Deputados

Nota oficial – Repúdio à chacina do ambientalista Zé do Lago e família no Pará

O Cidadania se soma à Anistia Internacional e cobra das autoridades competentes, com especial atenção do Ministério Público, rigorosa e célere investigação sobre o assassinato de Zé do Lago, Márcia Nunes Lisboa e Joene Nunes Lisboa, família de ambientalistas paraenses que atuava na proteção de tartarugas e tracajás no rio Xingu.

O Brasil se tornou o quarto país que mais mata ativistas ambientais do mundo. Impossível dissociar tamanha violência e covardia do espírito de destruição ambiental que norteia a gestão Jair Bolsonaro, que assumiu em 2019 prometendo acabar com todos os ativismos.

É preciso punição exemplar para os culpados a fim de evitar que desmatadores e criminosos ambientais logrem o intento de intimidar aqueles que, atendendo a um chamado de seu tempo e atuando em nome da verdadeira soberania nacional, defendem esses que são os maiores ativos brasileiros: a Amazônia e sua complexa biodiversidade.

Além de fazer cumprir a lei e responder aos entes queridos que ficam, é dever do Poder Público impedir que um pequeno número de marginais, que encontram respaldo no discurso oficial, continue a manchar a imagem do Brasil no mundo como um país que respeita e protege o Meio Ambiente e a vida.

Aos familiares de Zé do Lago, Marcia e Joene Lisboa, nossos profundos sentimentos e toda solidariedade neste momento de dor.

Roberto Freire

Presidente Nacional do Cidadania