Marco Marrafon: Governança estratégica deve nortear reforma do Estado na era digital

“Um Estado leve, porém forte, necessário e dotado de lógica pública não necessariamente estatal. Afinal, na Era Digital se tornou urgente que as instituições funcionem e forneçam respostas às necessidades da população, de modo a possibilitar a efetividade dos direitos fundamentais individuais e sociais, resgatar a legitimidade da política e preservar importantes postulados da democracia liberal.”

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Mato Grosso: força política em ascensão, Cidadania recebe 500 filiados

Presidente estadual do partido, Marco Marrafon comemora chegada dos vereadores Felipe Wellaton, pré-candidato a prefeito de Cuiabá, e Diego Guimarães e de mais 500 filiados; partido chega a 70% do eleitorado e disputará prefeitura nas 10 maiores cidades

Mato Grosso, no Centro-Oeste, promete ser um dos estados mais relevantes para o crescimento do Cidadania nas eleições de outubro, com perspectiva de 10 pré-candidaturas majoritárias e chapa completa de vereadores nos 20 principais municípios. A expectativa é do presidente estadual da sigla, Marco Marrafon, ex-secretário de Educação, após o fim do prazo de filiação.

“Depois de 15 anos sem vereador, temos agora a terceira maior bancada da capital, com dois expoentes do movimento de renovação, e mais de 500 filiados em todo o Mato Grosso. Temos presença agora junto a 70% do eleitorado”, diz Marrafon, ao comemorar os resultados de meses de trabalho dedicado à construção de uma alternativa democrática no estado.

Os dois vereadores a que ele se refere são o bacharel em direito e empresário Felipe Wellaton, pré-candidato do Cidadania à prefeitura de Cuiabá, e o mestre em Direito Ambiental, Diego Guimarães, que deve ser pré-candidato à reeleição. “Eles representam a juventude e a renovação que o Cidadania busca aliar à experiência. Trabalham com coerência e competência na oposição ao atual prefeito”, elogia.

Segundo Marrafon, o êxito nesse primeiro estágio do processo eleitoral é um exemplo importante para o Brasil. Isso porque um dos diferenciais da chapa de vereadores é sua diversidade de representantes. “Temos profissionais da Saúde, da Educação e da Segurança, empresários, gente ligada a movimentos de defesa dos direitos LGBTs e deficientes”, elenca.

O Cidadania no Mato Grosso conseguiu unir as convergências, diz ele. “Uma chapa mista e diversa formada por pessoas que querem fazer a diferença na política. Estamos mostrando que uma alternativa democrática, focada no resultado das políticas públicas, é possível. Não estamos preocupados com mimimi ideológico de internet e queremos distância das polarizações”, completa.

Além de Cuiabá, o partido deve ter pré-candidato a prefeito, entre outras cidades, em Sinop, onde o nome ainda está em definição, e Rondonópolis, onde o pré-candidato é o atual vice-prefeito Ubaldo Barros, formado em Física e em Direito.

Quem também se filiou, mas não tem candidatura definida é a gestora pública e líder feminista Cilbene Lobão. A maioria dos novos integrantes é oriunda do Protagonize, a exemplo do vereador Felipe Wellaton, um dos fundadores do movimento.

Protagonize

A exemplo de outros movimentos da sociedade civil, como RenovaBR e Agora, o Protagonize é um curso de formação política cuja proposta é reunir quadros da sociedade que ajudem a renovar e repensar o modo de fazer política.

Advogado, empresário e idealizador do Coletivo Cuiabá, trabalho filantrópico voltado para crianças carentes, Wellaton, expoente do Protagonize, fez parte da Raps (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade) e idealizou o Protagonize replicando localmente a experiência de formação desses movimentos.

“Buscamos encontrar em cada um o seu propósito, sempre com foco no cidadão. Todo mundo teve oportunidade de ter palestrantes da esquerda e da direita, buscando, assim, trazer os extremos para o centro, quebrando preconceitos da política. O centro não é a ausência de posições, mas o fortalecimento do diálogo”, diz ele.

Como bandeira na disputa pela prefeitura de Cuiabá, o pré-candidato avisa que o foco será o combate à corrupção. “Temos mais de 100 obras inacabadas, pouco evoluímos na saúde básica, precisamos pensar a mobilidade urbana e devolver a cidade para as pessoas. Entregar resultado final para o cidadão, que é o principal ativo da política”, conclui.