Nota oficial – É preciso impedir o desmonte do INEP e da Educação brasileira

“O estudo, como sabem mães e pais, é a principal ferramenta de mudança da realidade social. Um valor que eles passam aos filhos e às filhas. Milton Ribeiro e Jair Bolsonaro estão tratando de destruir esse valor. Ditos defensores da família que estão impedindo milhares de famílias brasileiras de conhecer um nível maior de prosperidade num horizonte mais curto de tempo”, dizem Roberto Freire e Cristovam Buarque

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Bancada no Senado: agressões de Bolsonaro às instituições prejudicam cidadão e agravam problemas sociais

Em nota divulgada nesta sexta-feira (6), a bancada do Cidadania no Senado condena as agressões diárias do presidente Jair Bolsonaro às instituições e diz que suas ações “atentam contra a estabilidade democrática”, “prejudicando diretamente cada cidadão brasileiro”, num momento em que o país já enfrenta “problemas sociais gravíssimos”. O texto em defesa dos valores democráticos já é assinado pela senadora Leila Barros (DF), que anunciou sua chegada ao Cidadania na quarta-feira (4).

Leia abaixo:

Nota oficial

A bancada do Cidadania no Senado reforça seu compromisso incondicional com a defesa dos valores democráticos.

O Brasil já enfrenta problemas sociais gravíssimos, acentuados pela pandemia, e aqueles que atentam contra a estabilidade democrática estão prejudicando diretamente cada cidadão brasileiro.

As agressões diárias do presidente da República contra pessoas e instituições não podem ser admitidas. Pelo contrário, elas exigem o repúdio expresso por parte da sociedade e do Poder Legislativo.

Ninguém está acima da lei.

Senador Alessandro Vieira

Senadora Eliziane Gama

Senadora Leila Barros

Convocatória para as manifestações 24J – Impeachment Já

Com a aproximação das manifestações de rua do 24J – forma como as redes sociais estão se referindo ao 24 de julho – reafirmo aos filiados o entendimento nacional do Cidadania, aprovado na Executiva e no Diretório Nacional, pelo impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro.

A Coalizão Democrática, que reúne partidos como nós do Cidadania, PDT, PSB, PV, Rede, PSDB e PCdoB, estará nas ruas com a pauta que une os democratas dos mais variados espectros políticos: Impeachment Já, grito entalado na garganta de mais de 54% dos brasileiros, como registrou a mais recente pesquisa Datafolha.

E ressalto, especialmente por sua capacidade de mobilização, a participação dos movimentos cívico-sociais como Acredito, Agora, Renova, Livres, entre outros, igualmente integrantes da Coalizão, além dos setoriais de Juventude, Mulheres e Igualdade que também irão para as ruas pelo impeachment.

E essa mesma Coalizão se juntará, em sua grande maioria, também no dia 12 de setembro ao Movimento Brasil Livre e ao Vem Pra Rua em mais uma manifestação pelo afastamento do presidente da República, que redobrou a aposta no golpismo diante de uma gestão cada vez mais impopular e agora também sabidamente corrupta.

É preciso que toda a militância e também nossas lideranças com e sem mandato se somem a esse esforço suprapartidário para pôr fim aos crimes comuns e de responsabilidade que diariamente Bolsonaro assaca contra a sociedade e a democracia. Sem vetos, sem discriminação, com todas as cores e bandeiras.

Sejam elas de esquerda ou direita, azuis, vermelhas ou verde-amarelas, prevalecendo o respeito a todas as visões de mundo, que só não divergem na defesa da democracia.

Da enésima tentativa de moderação de Bolsonaro, reunido com Luiz Fux, resultaram a renovação dos ataques ao STF, ao Senado, às eleições e mentiras sobre tratamento precoce e vacinas.

Vacinas que foram negadas em larga escala e antecipadamente aos brasileiros em nome de negociações de propinas às quais, como vem elucidando a CPI da Covid, o Ministério da Saúde estava inteiramente dedicado. A pasta virou a central de uma organização criminosa que levou à morte de milhares de cidadãos na pandemia.

O impedimento se impõe. Há um pedido unificado, assinado por diversos movimentos sociais, partidos e lideranças. E é nosso dever moral, em respeito às leis, à Constituição e aos brasileiros que morreram, pressionar a Presidência da Câmara dos Deputados a colocá-lo em marcha. Às ruas, com os devidos cuidados: máscaras e distanciamento.

Impeachment Já!

Roberto Freire
Presidente Nacional do Cidadania

Nota oficial da Associação Brasileira de Imprensa – Renuncie, presidente!

Nota oficial da Associação Brasileira de Imprensa

Renuncie, presidente!

Descontrolado, perturbado, louco, exaltado, irritadiço, irascível, amalucado, alucinado, desvairado, enlouquecido, tresloucado. Qualquer uma destas expressões poderia ser usada para classificar o comportamento do presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira, insultando jornalistas da TV Globo e da CNN.

Com seu destempero, Bolsonaro mostrou ter sentido profundamente o golpe representado pelas manifestações do último sábado. Elas desnudaram o crescente isolamento de seu governo.

Que o presidente nunca apreciou uma imprensa livre e crítica, é mais do que sabido. Mas, a cada dia, ele vai subindo o tom perigosamente. Pouco falta para que agrida fisicamente algum jornalista.

Seu comportamento chega a enfraquecer o movimento antimanicomial – movimento progressista e com conteúdo profundamente humanitário. Já há quem se pergunte como um cidadão com tamanho desequilíbrio pode andar por aí pelas ruas.

Mas a situação é ainda mais grave: esse cidadão é presidente de um país com a importância do Brasil.

Diante da rejeição crescente a seu governo, Bolsonaro prepara uma saída autoritária e, mesmo a um ano e meio da eleição, tenta desacreditar o sistema eleitoral. Seu objetivo é acumular forças para a não aceitação de um revés em outubro de 2022.

É preciso que os democratas estejam alertas e mobilizados.
Diante desse quadro, com a autoridade de seus 113 anos de luta pela democracia, a ABI reitera sua posição a favor do impeachment do presidente. E reafirma que, decididamente, ele não tem condições de governar o Brasil.

Outra solução – até melhor, porque mais rápida – seria que ele se retirasse voluntariamente.

Então, renuncie, presidente!

Paulo Jeronimo
Presidente da ABI

Nota oficial – Cidadania se solidariza com Laurene Santos e defende imprensa livre contra ataque de Bolsonaro

Nota oficial

O Cidadania se solidariza com a jornalista Laurene Santos, da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo na região do Vale do Paraíba e Região, covardemente atacada nesta segunda-feira (21) pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, simplesmente por fazer o seu trabalho: perguntar para informar.

Agressões de Bolsonaro à imprensa são uma constante e chama a atenção que seu alvo preferencial sejam mulheres. A pergunta era não só pertinente, mas fundamental em meio a uma pandemia: por que, em desrespeito à lei, o próprio presidente se recusa a usar máscaras?

Por que o faz, mesmo sabendo que, na falta das vacinas que ele deveria ter comprado, máscaras são um dos poucos instrumentos de combate à propagação do vírus da Covid, que já matou 500 mil brasileiros?

O destempero e o desequilíbrio diante de uma pergunta simples dizem muito sobre a sua responsabilidade nesse morticínio. Dizem muito também sobre o papel da imprensa livre numa democracia. Que o editorial do Jornal Nacional do último sábado continue a reverberar.

O povo não deve temer o governo. Nas democracias, o governo é que tem de temer o povo. Bolsonaro está com medo. E, acuado, reage como sabe: agride e ameaça. Mas, assim como a repórter da TV Vanguarda, Laurene Santos, as instituições democráticas não se deixarão intimidar.

Roberto Freire
Presidente Nacional do Cidadania

Bolívar Lamounier divulga mensagem às forças armadas do Brasil

O sociólogo e cientista político Bolívar Lamounier (Cidadania-SP) divulgou neste sábado (12) uma mensagem aberta às Forças Armadas do Brasil, na qual critica as atitudes recorrentes do presidente Jair Bolsonaro que, em meio a uma pandemia que já matou quase 500 mil pessoas, age para desestabilizar a democracia no país. Lamounier parte da motociata promovida hoje, classificada por ele de “arruaça”, para alertar para o risco de convulsão social, que seria uma das etapas da escalada autoritária de interesse do presidente.

“Da convulsão, como sabemos, passa-se facilmente a conflitos de envergadura crescente, ao recurso a armas por parte tanto de militares como de civis. No limite – e queira Deus que não esteja ainda à vista – o espectro da guerra civil e de abalos na integridade federativa e territorial de nossa Pátria. Senhores Oficiais: O Brasil é um país cheio de problemas, mas não é uma república bananeira”, argumenta. “Nunca fomos e jamais seremos uma republiqueta. Somos um país orgulhoso de sua História e uma Nação orgulhosa de sua identidade”, completa.

O sociólogo ainda pede que os militares e as demais instituições dêem um basta ao projeto golpista de Bolsonaro. “Vossas Excelências, o Legislativo, o Judiciário e todos nós, cidadãos, precisamos estar atentos aos desmandos que se sucedem, mantendo-nos preparados para detê-los antes que seja tarde demais.Cada nova arruaça que o Sr. Bolsonaro e seus fanáticos perpetrarem precisa receber a única resposta cabível: Parem”, defende.

Leia abaixo:

MENSAGEM ABERTA ÀS FORÇAS ARMADAS DO BRASIL

Excelentíssimos Senhores Oficiais-Generais da Marinha, do Exército e da Aeronáutica

Dirijo-me respeitosamente a Vossas Excelências para expressar as preocupações de um cidadão com o quadro político que, dia após dia, se vem delineando em nosso país.

Indo direto ao ponto, hoje, 12 de junho de 2021, em São Paulo, assistimos perplexos a mais uma arruaça encenada pelo Exmo. Sr. Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.

Não me parece necessário, mas permito-me ressaltar que tais manifestações vão do grotesco ao extremamente arriscado, violando de maneira flagrante as disposições constitucionais e as expectativas que balizam o processo sucessório e o exercício do poder presidencial.

O que, inicialmente, podia ser denominado um “estelionato eleitoral” vem rapidamente se convertendo em algo muito mais grave. Os brasileiros não podem se enganar ou ser enganados. O plano posto em prática pelo Sr. Bolsonaro não permite outra interpretação. Começou pela desestabilização das instituições, pouco lhe importando, ao que tudo indica, o fato de estarmos atravessando uma pandemia que já ceifou a vida de quase quinhentos mil brasileiros. Prosseguiu pelas já mencionadas arruaças, cujo objetivo é, evidentemente, formar aglomerações e suscitar oportunidades de convulsão social. Da convulsão, como sabemos, passa-se facilmente a conflitos de envergadura crescente, ao recurso a armas por parte tanto de militares como de civis. No limite – e queira Deus que não esteja ainda à vista – o espectro da guerra civil e de abalos na integridade federativa e territorial de nossa Pátria.

Senhores Oficiais:
O Brasil é um país cheio de problemas, mas não é uma república bananeira. Nunca fomos e jamais seremos uma republiqueta. Somos um país orgulhoso de sua História e uma Nação orgulhosa de sua identidade.

Vossas Excelências, o Legislativo, o Judiciário e todos nós, cidadãos, precisamos estar atentos aos desmandos que se sucedem, mantendo-nos preparados para detê-los antes que seja tarde demais.

Cada nova arruaça que o Sr. Bolsonaro e seus fanáticos perpetrarem precisa receber a única resposta cabível: Parem. O padrão de conduta que os senhores tentam difundir nada tem a ver com os anseios e ideais dos brasileiros.

Polarização política estúpida e desordens induzidas de cima para baixo: não é disso que precisamos. Isso não é o Brasil. Precisamos, isto sim, de superar a estagnação econômica para a qual fomos arrastados há cerca de vinte anos. De educar os milhões de analfabetos funcionais que compõem a maioria de nossa população. De recuperar a seriedade e a legitimidade das instituições políticas. De deter a marcha ascendente do crime organizado. De estimular na juventude o gosto pelo estudo, a motivação para o trabalho e uma repulsa contínua e enérgica ao populismo. De recuperar o respeito internacional por nosso país.

São Paulo, 12.06.21
Bolívar Lamounier
Cidadão