Convocatória para as manifestações 24J – Impeachment Já

Com a aproximação das manifestações de rua do 24J – forma como as redes sociais estão se referindo ao 24 de julho – reafirmo aos filiados o entendimento nacional do Cidadania, aprovado na Executiva e no Diretório Nacional, pelo impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro.

A Coalizão Democrática, que reúne partidos como nós do Cidadania, PDT, PSB, PV, Rede, PSDB e PCdoB, estará nas ruas com a pauta que une os democratas dos mais variados espectros políticos: Impeachment Já, grito entalado na garganta de mais de 54% dos brasileiros, como registrou a mais recente pesquisa Datafolha.

E ressalto, especialmente por sua capacidade de mobilização, a participação dos movimentos cívico-sociais como Acredito, Agora, Renova, Livres, entre outros, igualmente integrantes da Coalizão, além dos setoriais de Juventude, Mulheres e Igualdade que também irão para as ruas pelo impeachment.

E essa mesma Coalizão se juntará, em sua grande maioria, também no dia 12 de setembro ao Movimento Brasil Livre e ao Vem Pra Rua em mais uma manifestação pelo afastamento do presidente da República, que redobrou a aposta no golpismo diante de uma gestão cada vez mais impopular e agora também sabidamente corrupta.

É preciso que toda a militância e também nossas lideranças com e sem mandato se somem a esse esforço suprapartidário para pôr fim aos crimes comuns e de responsabilidade que diariamente Bolsonaro assaca contra a sociedade e a democracia. Sem vetos, sem discriminação, com todas as cores e bandeiras.

Sejam elas de esquerda ou direita, azuis, vermelhas ou verde-amarelas, prevalecendo o respeito a todas as visões de mundo, que só não divergem na defesa da democracia.

Da enésima tentativa de moderação de Bolsonaro, reunido com Luiz Fux, resultaram a renovação dos ataques ao STF, ao Senado, às eleições e mentiras sobre tratamento precoce e vacinas.

Vacinas que foram negadas em larga escala e antecipadamente aos brasileiros em nome de negociações de propinas às quais, como vem elucidando a CPI da Covid, o Ministério da Saúde estava inteiramente dedicado. A pasta virou a central de uma organização criminosa que levou à morte de milhares de cidadãos na pandemia.

O impedimento se impõe. Há um pedido unificado, assinado por diversos movimentos sociais, partidos e lideranças. E é nosso dever moral, em respeito às leis, à Constituição e aos brasileiros que morreram, pressionar a Presidência da Câmara dos Deputados a colocá-lo em marcha. Às ruas, com os devidos cuidados: máscaras e distanciamento.

Impeachment Já!

Roberto Freire
Presidente Nacional do Cidadania

Nota oficial da Associação Brasileira de Imprensa – Renuncie, presidente!

Nota oficial da Associação Brasileira de Imprensa

Renuncie, presidente!

Descontrolado, perturbado, louco, exaltado, irritadiço, irascível, amalucado, alucinado, desvairado, enlouquecido, tresloucado. Qualquer uma destas expressões poderia ser usada para classificar o comportamento do presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira, insultando jornalistas da TV Globo e da CNN.

Com seu destempero, Bolsonaro mostrou ter sentido profundamente o golpe representado pelas manifestações do último sábado. Elas desnudaram o crescente isolamento de seu governo.

Que o presidente nunca apreciou uma imprensa livre e crítica, é mais do que sabido. Mas, a cada dia, ele vai subindo o tom perigosamente. Pouco falta para que agrida fisicamente algum jornalista.

Seu comportamento chega a enfraquecer o movimento antimanicomial – movimento progressista e com conteúdo profundamente humanitário. Já há quem se pergunte como um cidadão com tamanho desequilíbrio pode andar por aí pelas ruas.

Mas a situação é ainda mais grave: esse cidadão é presidente de um país com a importância do Brasil.

Diante da rejeição crescente a seu governo, Bolsonaro prepara uma saída autoritária e, mesmo a um ano e meio da eleição, tenta desacreditar o sistema eleitoral. Seu objetivo é acumular forças para a não aceitação de um revés em outubro de 2022.

É preciso que os democratas estejam alertas e mobilizados.
Diante desse quadro, com a autoridade de seus 113 anos de luta pela democracia, a ABI reitera sua posição a favor do impeachment do presidente. E reafirma que, decididamente, ele não tem condições de governar o Brasil.

Outra solução – até melhor, porque mais rápida – seria que ele se retirasse voluntariamente.

Então, renuncie, presidente!

Paulo Jeronimo
Presidente da ABI

Nota oficial – Cidadania se solidariza com Laurene Santos e defende imprensa livre contra ataque de Bolsonaro

Nota oficial

O Cidadania se solidariza com a jornalista Laurene Santos, da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo na região do Vale do Paraíba e Região, covardemente atacada nesta segunda-feira (21) pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, simplesmente por fazer o seu trabalho: perguntar para informar.

Agressões de Bolsonaro à imprensa são uma constante e chama a atenção que seu alvo preferencial sejam mulheres. A pergunta era não só pertinente, mas fundamental em meio a uma pandemia: por que, em desrespeito à lei, o próprio presidente se recusa a usar máscaras?

Por que o faz, mesmo sabendo que, na falta das vacinas que ele deveria ter comprado, máscaras são um dos poucos instrumentos de combate à propagação do vírus da Covid, que já matou 500 mil brasileiros?

O destempero e o desequilíbrio diante de uma pergunta simples dizem muito sobre a sua responsabilidade nesse morticínio. Dizem muito também sobre o papel da imprensa livre numa democracia. Que o editorial do Jornal Nacional do último sábado continue a reverberar.

O povo não deve temer o governo. Nas democracias, o governo é que tem de temer o povo. Bolsonaro está com medo. E, acuado, reage como sabe: agride e ameaça. Mas, assim como a repórter da TV Vanguarda, Laurene Santos, as instituições democráticas não se deixarão intimidar.

Roberto Freire
Presidente Nacional do Cidadania

Bolívar Lamounier divulga mensagem às forças armadas do Brasil

O sociólogo e cientista político Bolívar Lamounier (Cidadania-SP) divulgou neste sábado (12) uma mensagem aberta às Forças Armadas do Brasil, na qual critica as atitudes recorrentes do presidente Jair Bolsonaro que, em meio a uma pandemia que já matou quase 500 mil pessoas, age para desestabilizar a democracia no país. Lamounier parte da motociata promovida hoje, classificada por ele de “arruaça”, para alertar para o risco de convulsão social, que seria uma das etapas da escalada autoritária de interesse do presidente.

“Da convulsão, como sabemos, passa-se facilmente a conflitos de envergadura crescente, ao recurso a armas por parte tanto de militares como de civis. No limite – e queira Deus que não esteja ainda à vista – o espectro da guerra civil e de abalos na integridade federativa e territorial de nossa Pátria. Senhores Oficiais: O Brasil é um país cheio de problemas, mas não é uma república bananeira”, argumenta. “Nunca fomos e jamais seremos uma republiqueta. Somos um país orgulhoso de sua História e uma Nação orgulhosa de sua identidade”, completa.

O sociólogo ainda pede que os militares e as demais instituições dêem um basta ao projeto golpista de Bolsonaro. “Vossas Excelências, o Legislativo, o Judiciário e todos nós, cidadãos, precisamos estar atentos aos desmandos que se sucedem, mantendo-nos preparados para detê-los antes que seja tarde demais.Cada nova arruaça que o Sr. Bolsonaro e seus fanáticos perpetrarem precisa receber a única resposta cabível: Parem”, defende.

Leia abaixo:

MENSAGEM ABERTA ÀS FORÇAS ARMADAS DO BRASIL

Excelentíssimos Senhores Oficiais-Generais da Marinha, do Exército e da Aeronáutica

Dirijo-me respeitosamente a Vossas Excelências para expressar as preocupações de um cidadão com o quadro político que, dia após dia, se vem delineando em nosso país.

Indo direto ao ponto, hoje, 12 de junho de 2021, em São Paulo, assistimos perplexos a mais uma arruaça encenada pelo Exmo. Sr. Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.

Não me parece necessário, mas permito-me ressaltar que tais manifestações vão do grotesco ao extremamente arriscado, violando de maneira flagrante as disposições constitucionais e as expectativas que balizam o processo sucessório e o exercício do poder presidencial.

O que, inicialmente, podia ser denominado um “estelionato eleitoral” vem rapidamente se convertendo em algo muito mais grave. Os brasileiros não podem se enganar ou ser enganados. O plano posto em prática pelo Sr. Bolsonaro não permite outra interpretação. Começou pela desestabilização das instituições, pouco lhe importando, ao que tudo indica, o fato de estarmos atravessando uma pandemia que já ceifou a vida de quase quinhentos mil brasileiros. Prosseguiu pelas já mencionadas arruaças, cujo objetivo é, evidentemente, formar aglomerações e suscitar oportunidades de convulsão social. Da convulsão, como sabemos, passa-se facilmente a conflitos de envergadura crescente, ao recurso a armas por parte tanto de militares como de civis. No limite – e queira Deus que não esteja ainda à vista – o espectro da guerra civil e de abalos na integridade federativa e territorial de nossa Pátria.

Senhores Oficiais:
O Brasil é um país cheio de problemas, mas não é uma república bananeira. Nunca fomos e jamais seremos uma republiqueta. Somos um país orgulhoso de sua História e uma Nação orgulhosa de sua identidade.

Vossas Excelências, o Legislativo, o Judiciário e todos nós, cidadãos, precisamos estar atentos aos desmandos que se sucedem, mantendo-nos preparados para detê-los antes que seja tarde demais.

Cada nova arruaça que o Sr. Bolsonaro e seus fanáticos perpetrarem precisa receber a única resposta cabível: Parem. O padrão de conduta que os senhores tentam difundir nada tem a ver com os anseios e ideais dos brasileiros.

Polarização política estúpida e desordens induzidas de cima para baixo: não é disso que precisamos. Isso não é o Brasil. Precisamos, isto sim, de superar a estagnação econômica para a qual fomos arrastados há cerca de vinte anos. De educar os milhões de analfabetos funcionais que compõem a maioria de nossa população. De recuperar a seriedade e a legitimidade das instituições políticas. De deter a marcha ascendente do crime organizado. De estimular na juventude o gosto pelo estudo, a motivação para o trabalho e uma repulsa contínua e enérgica ao populismo. De recuperar o respeito internacional por nosso país.

São Paulo, 12.06.21
Bolívar Lamounier
Cidadão