Inflação oficial recua em janeiro e fica em 0,21%, diz IBGE

Preço das carnes foi o principal item individual responsável pela queda da taxa no mês (Foto: Reprodução)

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País, ficou em 0,21% em janeiro deste ano. Essa é a menor taxa para o mês desde o início do Plano Real, em 1994. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa é inferior ao 1,15% de dezembro e ao 0,32% de janeiro de 2019. O IPCA acumula taxa de 4,19% em 12 meses, abaixo dos 4,31% registrados nos 12 meses anteriores.

Despesas

Entre os responsáveis por frear a inflação em janeiro foram os segmentos de saúde e cuidados pessoais, que teve deflação (queda de preços) de 0,32%, vestuário (deflação de 0,48%) e artigos de residência (deflação de 0,07%).

Os alimentos continuaram registrando inflação (0,39%), mas em um ritmo bem menor do que a taxa observada em dezembro (3,38%), o que também contribuiu para a queda do IPCA de dezembro para janeiro.

O pesquisador do IBGE Pedro Kislanov destaca que o recuo de 4,03% do preço das carnes foi o principal item individual responsável pela queda da taxa de inflação oficial em janeiro.

“Tivemos uma alta muito grande no preço das carnes, nos últimos meses do ano passado, devido às exportações para a China e alta do dólar que restringiram a oferta no mercado interno. Agora, percebemos um recuo natural dos preços, na medida em que a produção vai se restabelecendo para atender ao mercado interno”, disse.

Os demais grupos tiveram as seguintes taxas de inflação: transportes (0,32%), habitação (0,55%), despesas pessoais (0,35%), educação (0,16%) e comunicação (0,12%).

Base de dados

O IPCA foi calculado com base na nova cesta de produtos e serviços, atualizada pela POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) 2017-2018, que reflete mudanças nos hábitos de consumo da população brasileira. Pela primeira vez, um robô virtual coletou variações de preços do transporte por aplicativo. (Agência Brasil)

Inflação oficial fecha 2019 em 4,31% e supera centro da meta

Apenas em dezembro, índice de preços avançou 1,15%, a taxa mais alta para o mês desde 2002 (Foto: Reprodução)

A inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), fechou o ano de 2019 em 4,31%. A taxa é superior aos 3,75% observados em 2018, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro Geografia e Estatística).

A taxa também ficou acima do centro da meta de inflação, estipulada pelo Banco Central para 2019, de 4,25%.

Em dezembro, o IPCA ficou em 1,15%, acima do 0,51% de novembro e do 0,15% de dezembro do ano anterior. Esse é o maior resultado para o mês desde 2002 (2,10%).

Com taxa de 1,54%, os transportes também tiveram impacto importante no IPCA de dezembro, com destaque para a alta de preços de 3,36% da gasolina no período. A aceleração foi influenciada também pelo encarecimento das carnes e dos jogos de azar, segundo o IBGE.

O instituto calcula a inflação oficial brasileira com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.A inflação se espalhou mais pelos produtos e serviços em geral que compõem o IPCA em dezembro.

Difusão

O chamado Índice de Difusão, que mede a proporção de bens e atividades que tiveram aumento de preços, passou de 55,9% em novembro para 58,7% o último mês de 2019, o maior percentual desde os 59,8% registrados em outubro, segundo cálculos do Valor Data considerando todos os itens da cesta.

Excluindo alimentos, grupo considerado um dos mais voláteis, o indicador mostrou uma menor abrangência das altas de preços, ao sair de 54,9% para 50,2%, menor nível desde setembro de 2019, quando a inflação havia se espalhado por 47,9% da cesta por esses parâmetros. (Com informações do IBGE, Agência Brasil e Valor Econômico)

Inflação sobe para 0,51% em novembro, a maior taxa para o mês desde 2015

No ano, índice de preços aumentou 3,12%, aponta IBGE (Foto: Reprodução)

A inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), ficou em 0,51% em novembro deste ano. A taxa é superior às registradas em outubro deste ano (0,10%) e em novembro do ano passado, quando havia sido observada uma deflação (queda de preços) de 0,21%.

Esse é o maior resultado para um mês de novembro desde 2015 (1,01%). Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA acumula taxas de 3,12% no ano e de 3,27% em 12 meses.

O avanço de preços dos alimentos, incluindo as carnes, energia elétrica e jogos de azar tiveram impacto no resultado de novembro, segundo o IBGE. (Com informações das agências de notícias)

Mercado eleva expectativa de inflação e mantém projeção de crescimento econômico

As estimativas estão reunidas em pesquisa realizada junto à instituições financeiras e elaborada semanalmente pelo Banco Central (Foto: Reprodução)

A previsão de instituições financeiras para a inflação calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) este ano voltou a subir e a estimativa de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) se manteve.

A estimativa para o IPCA passou de 3,31% para 3,33%, no segundo ajuste consecutivo. Para os anos seguintes não houve alterações: 3,60%, em 2020, 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022.

As estimativas estão reunidas em pesquisa realizada junto à instituições financeiras e elaborada semanalmente pelo BC (Banco Central).

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Juros

Para 2021, a expectativa é que a taxa Selic termine o período em 6% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 6,50% ao ano.

Crescimento econômico

A estimativa de expansão do PIB foi mantida em 0,92% este ano, pela segunda semana consecutiva. Para 2020, a projeção subiu de 2,08% para 2,17%. Já a expectativa para 2021 2022, permanece em 2,50%.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 para o fim de 2019 e 2020.

IBGE: Inflação de outubro é a menor para o mês desde 1998

No acumulado do ano, o IPCA está agora em 2,60% (Foto: Reprodução)

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de outubro ficou em 0,10%. O índice, que é usado como referência para a inflação oficial, foi divulgado nesta quinta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Este é o menor resultado para um mês de outubro desde 1998, quando o IPCA ficou em 0,02%.

No acumulado do ano, o IPCA está agora em 2,60%. E, nos últimos 12 meses, a variação é de 2,54%, abaixo do índice de 2,89%, encontrado nos 12 meses anteriores.

Três grupos pesquisados apresentaram deflação: habitação (-0,61%), artigos de residência (-0,09%) e comunicação (-0,01%). A queda no grupo de habitação foi puxada pelo item energia elétrica, com 3,22% negativos.

As altas ficaram por conta de vestuário (0,63%), transportes (0,45%) e saúde e cuidados pessoais (0,40%). A maior alta em vestuário foi atribuída a roupas femininas: 0,98%.

Embora a energia elétrica tenha sido uma das responsáveis por puxar o índice para baixo em outubro, o gerente do IPCA, Pedro Kislanov, prevê uma alta para este mês.

Ele explica que, em outubro, as contas pagas pelos consumidores estavam com bandeira amarela, que adicionava R$ 1,50 a cada 100km/h consumidos.

Para novembro, a variação do item será regida pela bandeira vermelha, que aumentou de R$ 4 para R$ 4,16 a cada 100kw/h consumidos.

“Provavelmente deve ter uma alta de energia elétrica em novembro”, disse o economista do IBGE.

O IPCA é medido pelo IBGE desde 1980 em famílias com renda até 40 salários mínimos em 10 regiões metropolitanas e seis municípios do País. (Agência Brasil)

Mercado financeiro projeta leve crescimento da economia

As instituições financeiras mantiveram a previsão para a inflação, calculada pelo IPCA em 3,29% em 2019 (Foto: Reprodução)

A previsão de instituições financeiras para o crescimento da economia neste ano subiu levemente. A estimativa de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) assou de 0,91% para 0,92%.

As projeções para os anos seguintes não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022. Essas estimativas são de pesquisa a instituições financeiras, elaborada semanalmente pelo BC (Banco Central).

Inflação

De acordo com o boletim Focus, instituições financeiras mantiveram a previsão para a inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 3,29% em 2019, 3,60%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,50% em 2022.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Juros

Para o mercado financeiro, a Selic, a taxa básica de juros, deve terminar 2019 e 2020 em 4,50% ao ano.

Para 2021, a expectativa é que a taxa termine o período em 6% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 6,50% ao ano.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 para o final de 2019 e 2020. (Com informações da Agência Brasil)

IBGE inclui aplicativos de transporte e gastos com pets no cálculo da inflação

Pela primeira vez, o grupo transporte ultrapassa as despesas com alimentação e bebidas, que eram o principal componente do IPCA (Foto: Reprodução)

Os gastos com transportes passam a ser, a partir de janeiro do ano que vem, o principal componente do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial. Pela primeira vez, o grupo ultrapassa as despesas com alimentação e bebidas, que eram o principal componente do IPCA.

A mudança do cálculo do IPCA será feita devido à divulgação, na semana passada, da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) 2017-2018, a qual avalia o peso de cada gasto dentro do orçamento das famílias brasileiras. Atualmente, o cálculo do IPCA é feito com base na POF 2008-2009.

Os alimentos, que respondiam por 22,1% do IPCA passarão a representar 19%. Já os transportes, que correspondiam a 22% passam a compor 20,8% do índice.

Em seguida aparecem os gastos com habitação, que eram 14,3% do índice e passam a ser 15,2% e saúde e cuidados pessoais, que passam de 11,1% para 13,5%. Os demais componentes passam a responder pelos seguintes percentuais da taxa: despesas pessoas, 10,6%; comunicação, 6,2%; educação, 6%; vestuário, 4,8%, e artigos de residência, 4%.

De acordo com o IBGE, 377 produtos e serviços serão analisados no novo IPCA, com a inclusão de 56 novos itens que refletem novos hábitos de consumo dos brasileiros, como transporte por aplicativo, integração transporte público, serviços de streaming e combo de telefonia, internet e TV por assinatura, além de cuidados com animais de estimação.

Outros produtos e serviços que perderam espaço no consumo dos brasileiros serão excluídos do cálculo, como aparelho de DVD, assinatura de jornal, máquina fotográfica, revelação de fotos e fotocópias. (Agência Brasil)

gráfico inflação IBGE

Inflação oficial registra deflação de 0,04% puxada pelo setor de alimentos

De acordo com o IBGE, a deflação foi influenciada pela queda de preços de 0,43% dos alimentos e bebidas (Foto: Reprodução)

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou deflação de 0,04% em setembro. A inflação oficial do País acumula 2,49% no ano e 2,89% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) .

O índice é o menor que a inflação de 0,11% registrada em agosto de 2019 e de 0,48% do mesmo período do ano passado. De acordo com o IBGE, a deflação foi influenciada pela queda de preços de 0,43% dos alimentos e bebidas. Já os alimentos consumidos em casa passaram a custar 0,70% menos no período.

As principais quedas foram observadas pelo tomate com baixa de -16,17%; a batata-inglesa (-8,42%); a cebola (-9,89%) e as frutas (-1,79%). Por outro lado, tiveram alta na área de alimentos o o leite longa vida (1,58%) e as carnes (0,25%).

O IBGE também registrou deflação nos grupos de comunicação (-0,01%) e artigos de residência (-0,76%). Estes últimos foram puxados pelo recuo de preços dos eletrodomésticos e equipamentos (-2,26%) e dos itens de TV, som e informática (-0,90%).

Alta

Os gastos com saúde e cuidados pessoais tiveram a maior alta de preços em setembro registrando 0,58%. O aumento foi influenciado pelas inflações de 1,65% dos artigos de higiene pessoal, e de 0,57% dos planos de saúde.

Os transportes ficaram estáveis para o período. A habitação registrou alta de 0,02%; vestuário com 0,27%; despesas pessoais aumento de 0,04%; e educação com alta de 0,04%. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Inflação desacelera para 0,11% em agosto com recuo do preço dos alimentos

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 0,11% em agosto conforme divulgado, nesta sexta-feira (6), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa é inferior ao 0,19% registrado em julho, mas superior a deflação de 0,09% no mesmo período do ano passado.

Já no acumulado do ano, o IPCA registra inflação de 2,54% e de 3,43% em 12 meses. A queda entre julho e agosto foram motivavas principalmente pela deflação nos grupos de despesa alimentação e transportes, em agosto.

Entre os alimentos, as principais quedas de preços foram observadas no tomate (-24,49%), batata-inglesa (-9,11%), hortaliças e verduras (-6,53%) e carnes (-0,75%).

Os preços dos alimentos comprados para consumo em casa — que excluem produtos consumidos em lanchonetes e restaurantes — tiveram baixa de 0,84% em agosto. 

A alimentação fora de casa, que também compõe o grupo de alimentação e bebidas, acelerou para +0,53% em agosto, de +0,15% em julho. Esses serviços de alimentação acabam influenciados por outros componentes além do preço dos alimentos, como custo de energia, de aluguel e de mão de obra.

Nos transportes também foram registradas quedas de preços nos itens passagens aéreas (-15,66%), gasolina (-0,45%) e óleo diesel (-0,76%). Outro grupo que registrou deflação foi saúde e cuidados pessoas (-0,03%).

Por outro lado, as principais altas de preços foram registradas nos grupos habitação (1,19%), artigos de residência (0,56%) e despesas pessoais (0,31%).

INPC

O  INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede a variação da cesta de consumo de famílias com renda de até cinco salário mínimos, registrou inflação de 0,12% em agosto. A taxa é superior ao de julho deste ano (0,10%) e de agosto do ano passado.

O indicador acumula taxas de inflação de 2,68% no ano e de 3,28% em 12 meses. Segundo os dados divulgados pelo IBGE, os produtos alimentícios tiveram deflação (queda de preços) de 0,49% em agosto, enquanto os não alimentícios registraram inflação de 0,39% no período. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Inflação oficial fica em 0,19% em julho e para famílias índice registra 0,10%

A inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), ficou em 0,19% no mês de julho e é a menor para o mês em cinco anos. A taxa é superior ao 0,01% registrado em junho, mas inferior ao 0,33% registrado no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados, nesta quinta-feira (8), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O índice acumula 2,42% no ano e 3,33% em 12 meses ficando abaixo da meta do Banco Central que hoje é de 4,25%.

Os principais responsáveis pela inflação de 0,19% foram os gastos com habitação, com alta de 1,20%, e a energia elétrica que teve aumento de 4,48% e foi a que mais pesou no bolso do brasileiro. O motivo seria o estabelecimento da bandeira amarela e os reajustes aplicados pelas concessionárias de São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. A tarifa da água também teve aumento de 0,73%.

Por outro lado ocorreram deflações nos transportes, com queda de 0,17%, e do vestuário de 0,52%. Ambos evitaram que a inflação de julho ficasse mais alta. Em relação aos transportes, os combustíveis tiveram um impacto importante com queda dos preços de 2,79%. A gasolina recuou 2,80% e no vestuário destaque para as roupas femininas que tiveram queda de 1,39%. Os alimentos tiveram inflação irrisória de 0,01%.

Inflação para as famílias

O IBGE também divulgou o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), responsável por medir a variação da cesta de consumo das famílias com renda de até cinco salários mínimos, e ficou em 0,10% em julho. Essa também é a menor taxa mais para o mês desde 2013 quando houve registro de deflação de 0,13%.

A taxa também ficou abaixo do 0,19% registrado pelo IPCA. Apesar disso, o índice ficou acima de 0,01% registrado no mês anterior. O INPC acumula taxas de inflação de 2,55% no ano e de 3,16% em 12 meses.

Os produtos alimentícios tiveram deflação de 0,05% em julho enquanto os não alimentícios tiveram inflação de 0,17% no período. (Com informações do IBGE e de agências de notícias)

Mercado financeiro preve corte de juros com queda da Selic

Analistas projetam início de corte no juro e veem Selic em 5,5% no fim do ano

Com inflação abaixo da meta, Copom pode anunciar queda na taxa básica de juros da economia

Júlia Moura – Folha de S. Paulo

Com economia fraca, inflação abaixo da meta e expectativa de queda de juros americanos e europeus, o mercado financeiro espera em quatro cortes na taxa básica de juros brasileira, de 0,25 ponto percentual, ainda neste ano.

O primeiro deles é esperado para esta quarta-feira (31), na reunião do Copom (Comité de Política Monetária).

A Selic está em 6,5% ao ano desde março de 2018.

Nas últimas atas, o Copom estabeleceu um avanço concreto da reforma da Previdência como condição para fornecer estímulos monetários para a economia —ou seja, para reduzir os juros.

Com a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Previdência em primeiro turno na Câmara dos Deputados no início deste mês, a redução da Selic se torna iminente e quase um consenso no mercado financeiro.

O mercado futuro de juros, que precifica expectativas, já aponta uma taxa básica menor. O contrato de setembro deste ano leva o preço de uma Selic a 6% ao ano.

“A economia está muito fraca, há muita ociosidade. Estímulos são necessários. Sem esse corte, a inflação fica abaixo da meta em 2020”, afirma Alberto Ramos, economista-chefe do Goldman Sachs.

A estimativa para a inflação oficial do país, medida pelo IPCA (índice de Preços ao Consumidor Amplo) está em 3,78% no ano, abaixo da meta de 4,25% definida pelo Banco Central.

Para 2020, a estimativa é de 3,90% contra a meta de 4%.

Em junho, a inflação dopais foi a menor do ano, em 0,01%.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), houve deflação em 7 das 16 cidades pesquisadas, até mesmo em São Paulo —em maio, haviam sido apenas duas nessa situação.

Ramos ressalta, no entanto, que apenas cortes na taxa básica não são suficientes para estimular a economia.

“A queda na Selic ajuda na margem, mas não vai salvar a economia. O crescimento não é determinado pelos juros. O BC não consegue entregar crescimento. Caso contrário, não havia país pobre”, diz o economista.

Para gerar impacto maior no cenário económico, há quem aposte em corte mais incisivo nesta quarta, como o Itaú.

O banco espera corte de 0,5 ponto percentual, seguido por reduções semelhantes nas reuniões de setembro e outubro, com a Selic a 5% antes do fim do ano, patamar que, segundo o Itaú, deve se manter em 2020.

“A aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara veio forte, com ampla margem de votos e um impacto fiscal maior do que o esperado”, afirma Fernando Gonçalves, superintendente de pesquisa económica do Itaú Unibanco.

Em maio, antes da votação do projeto no plenário da Câmara, o banco previa corte apenas em setembro. A expectativa era que a Selic terminaria o ano em 5,75% ao ano.

O movimento segue a tendência americana e europeia. Com a desaceleração dessas economias, com inflação fraca e dados económicos nada animadores, os bancos centrais têm adotado postura aberta a estímulo monetário.

Na mesma data, o Fed (banco central americano) divulga sua decisão sobre a taxa básica de juros americana. Por lá, as previsões também indicam um corte de 0,25 ponto. O movimento fortalece o cenário para corte de juros no Brasil, que não ficaria defasado em relação aos Estados Unidos.

Esperava-se o mesmo do BCE (banco central europeu), que frustrou as expectativas do mercado e manteve a taxa de juros inalterada na quinta (25). O banco, porém, abriu margem para um corte de juros nas próximas reuniões.

IBGE: Inflação oficial fica em 0,01% em junho

A inflação oficial do País medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 0,01% em junho, divulgou nesta quarta-feira (10) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa é inferior ao 0,13% registrado em maio e aos 1,26% registrados no mesmo período do ano passado. Segundo o IBGE, o índice é o menor percentual mensal desde novembro de 2018, quando ficou em -0,21%.

O IPCA acumula inflação de 2,23% no ano e de 3,37% em 12 meses. O índice foi influenciado pela queda dos preços dos alimentos (0,25%) e transportes (0,31%), que contiveram a inflação no mês.

Os itens que mais influenciaram os preços dos alimentos foram as frutas (6,14%) e o feijão carioca (-14,8%). Já no grupo de transportes, a deflação veio dos combustíveis (-2,41%), com destaque para a queda de 2,04% no preço da gasolina.

O custo de saúde e cuidados pessoais, por outro lado, apresentou aumento de 0,64% e foi decisivo para evitar que o IPCA ficasse negativo.

INPC

O  INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede a inflação para as famílias com renda até cinco salários mínimos, registrou a mesma taxa do IPCA, de 0,01% em junho. O índice é inferior ao 0,15% registrado em maio deste ano e do mesmo período de 2018 (1,43%).

A inflação para essa faixa da população é 3,31% em 12 meses, percentual inferior aos 3,37% do IPCA. Pelo INPC, os produtos alimentícios tiveram deflação de 0,18% em junho, enquanto os não alimentícios tiveram inflação de 0,09%. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Pela 15º vez, mercado financeiro reduz previsão de crescimento da economia

O pessimismo do mercado em relação a economia brasileira não para de subir. Pela 15º vez consecutiva, as instituições financeiras rebaixaram a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Brasileiro) de 1,13% para 1%. Os dados foram publicados no boletim Focus desta segunda-feira (10) pelo Banco Central.

A previsão de crescimento em 2020 também foi reduzida de 2,50% para 2,23%. Já em 2021 e 2022, o mercado manteve a expectativa de 2,50%.

Inflação

A estimativa de inflação calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu de 4,03% para 3,89% para 2019. A projeção do mercado é que fique estabilizada em 4% em 2020 e 3,75% para 2021 e 2022.

A previsão está dentro da meta de inflação de 4,25% estipulada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) que prevê tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a previsão do mercado financeiro é que a meta seja definida em 4%. Em 2021, a aposta é que a meta fique em 3,75%.

Juros

Já a taxa básica de juros, a Selic, deve permanecer em seu mínimo histórico de 6,50% até o fim de 2019. Em 2020, a projeção teve uma queda saindo de 7,25% para 7% e para o fim de 2021, a previsão passou de 8% ao ano para 7,50%. Para o final de 2022, a aposta segue em 7,50% ao ano.

Dólar

Em relação ao dólar, a previsão das instituições é que ele permaneça em R$ 3,80 no fim de 2019 e 2020. (Com informações de agências de notícias)

Mercado financeiro reduz crescimento da economia em 2019 pela 13º vez seguida

As instituições financeiras brasileiras seguem receosas com o andamento da economia do País e reduziram, pela 13º vez consecutiva, a projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Brasileiro). Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central, a previsão foi reduzida de 1,24% para 1,23%.

Por outro lado, o mercado manteve a estimativa de 2,50% para os próximos três anos – 2020, 2021 e 2022.

Inflação

Já a estimativa da inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi mantida em 4,07% para 2019 e 4% em 2020. Para 2021 e 2022, o percentual ficou em 3,75%.

A estimativa para a meta da inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 4,25% para o ano e 4% em 2020. Para 2021, o centro da meta é de 3,75%. Ainda não foi estabelecida a meta de 2022.

Selic e dólar

Em relação a Selic, o mercado financeiro aposta que continue em seu mínimo histórico de 6,50% até o fim de 2019. A projeção para 2020 é que a taxa permaneça em 7,25% ao ano. Em 2021, a previsão foi mantida em 8% e para 2022, 7,50%.

A previsão do mercado para a cotação do dólar permanece em R$ 3,80 no fim de 2019 e 2020. (Com informações de agências de notícias)

Inflação de 2019 não deve extrapolar meta, diz Ipea

A inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2019 não deve extrapolar a meta estabelecida pelo governo, de 4,25%. A projeção é do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ) que publicou nesta quinta-feira (23) nova edição da Carta de Conjuntura. Segundo o texto, nos últimos 12 meses, a inflação foi de 4,08%.

Apesar de manter-se na meta, o documento assinala preocupação com impacto do aumento de preço dos alimentos e com custo dos combustíveis. “O comportamento dos preços dos alimentos, que acumulam alta de 9,1% nos últimos 12 meses, encerrados em abril, foi o principal determinante da revisão de 3,85% (divulgado em março na Carta de Conjuntura) para 4,08% da projeção para o IPCA de 2019”.

O aumento do preço dos alimentos preocupa os economistas impacta mais as classes com menor poder aquisitivo.

“São alimentos de subsistência, muito importantes para o consumo da população”, aponta a economista Maria Andréia Parente Lameiras, técnica de planejamento e pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea.

“A população mais pobre é que está mais sofrendo com desemprego, menos escolarizada, que está há mais tempo procurando trabalho. Ainda são a faixa que tem a inflação maior e tem poder aquisitivo mais corroído. Assim, a situação fica pior ainda”, disse a especialista

Segundo ela, a alta inflação dos preços dos alimentos – em especial, o feijão, a batata e o tomate – foi causada por diminuição da oferta em razão do regime de chuva de março e abril.

Cenário internacional

No caso dos combustíveis, o problema está fora do Brasil.

“Os preços de combustíveis acompanham o cenário internacional, que assiste movimento de alta no preço do barril de petróleo”, diz a especialista.

Maria Andréia lembra que o ambiente de guerra comercial entre Estados Unidos e China impacta todo o comércio internacional, e que uma eventual guerra entre os EUA e o Irã pode piorar a situação.

“Aí vai ser alta no preço do barril do petróleo na veia”, prevê.

A economista lembra que internamente a alta do dólar também força aumento dos combustíveis. Ela alerta que a indefinição do encaminhamento da reforma da Previdência favorece a apreciação do câmbio e impacta o preço de produtos importados como a gasolina refinada.

A incerteza do encaminhamento das reformas pode afetar o crescimento econômico por dissuadir investimentos e não gerar empregos. Nesse cenário, os preços tendem a não aumentar.

“O preço está ligado à oferta, mas também à demanda. Não estamos vendo a demanda com chance de recuperação. Há 13 milhões de pessoas desempregados. Se essas pessoas não consomem não tem como ajustar preço”, explicou a economista.

De acordo com a Carta de Conjuntura, a piora recente da atividade econômica reduziu projeções para a inflação de bens livres (exceto alimentos) de 1,7% para 1,2%, e para o setor de serviços, (excluindo educação) de 3,7% para 3,5%. (Agência Brasil)