Brasil precisa avançar na construção de sistema nacional de educação, diz Ricardo Henriques

Em entrevista à Política Democrática Online, superintendente executivo afirma que Ministério da Educação deveria ter mais força reguladora (Foto: Reprodução/FAP)

“Precisamos, ainda, avançar muito na construção de um sistema nacional de educação”, afirma o superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, em entrevista exclusiva à 16ª edição da revista mensal Política Democrática Online. De acordo com ele, o País avançou numa definição genérica de um regime de colaboração.

“Só que não logramos transformar isso num sistema nacional, com responsabilidades compartilhadas em todas as instâncias – federal, estadual e municipal”, afirma ele.

Todos os conteúdos da revista, produzida e editada pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), vinculada ao Cidadania, podem ser acessados gratuitamente no site da entidade (veja aqui).

Na entrevista, o superintendente do Instituto Unibanco diz que, se o ensino for de qualidade e equânime, os estudantes brasileiros estarão aprendendo a aprender, arquivando-se o registro do ensino enciclopédico, da memorização, da decoreba. Além disso, ele afirma que o país acumulou, ao longo da história, sobretudo pós-Constituinte, uma visão, por um lado, e uma prática, por outro, de que o compartilhamento da responsabilidade sobre a educação básica entre os entes da Federação fortalece a chance de uma agenda consistente a serviço das crianças e dos jovens no Brasil.

Na avaliação de Ricardo Henriques, o Ministério da Educação deveria ter muito mais força, poder e exercício de função reguladora, de controle de qualidade, de certificação, de garantia de que o pacto federativo funcione a contento, isto é, que a interação entre estados e municípios se aperfeiçoe.

“Ao Ministério da Educação, cabe regular essa interação, critérios de qualidade e a universalidade da educação, com o que seria possível aumentar a mobilidade educacional, desde a primeira infância até o ensino médio”, ressalta.

Ricardo Henriques possui uma longa carreira na área da educação. Foi secretário nacional de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação e secretário executivo do Ministério de Desenvolvimento Social, quando coordenou o desenho e a implantação inicial do programa Bolsa Família. É membro do Conselho de Administração do Todos pela Educação, Anistia Internacional, GIFE, Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Instituto Sou da Paz e do Instituto Natura.

O superintendente do Instituto Unibanco cita também, ao longo da entrevista concedida à revista Política Democrática Online, a necessidade de o País adotar uma Base Nacional Curricular Comum e o papel do Instituto Unibanco, que já conta com 35 anos de atuação em todo o país, entre outros assuntos. (Cleomar Almeida/Assessor de Comunicação da FAP)

‘Pessoas perderam a vergonha de defender tortura’, diz juiz

Na 15ª edição da revista Política Democrática online da FAP, magistrado critica legitimação da violência no governo de Bolsonaro (Ilustração: Reprodução)

“As pessoas perderam a vergonha de defender tortura”, afirma o juiz da Vara de Execução Penal de Joinville, a 180 quilômetros de Florianópolis, João Marcos Buch.

Em reportagem especial da 15ª edição da revista Política Democrática online, ele critica a legitimação da violência por parte do governo de Jair Bolsonaro. Todos os conteúdos da publicação, produzida e editada pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), podem ser acessados gratuitamente no site da entidade (veja aqui). A Fundação é vinculada ao Cidadania.

Bolsonaro não se intimida, em nenhum momento, de fazer apologia à tortura. No ano passado, o presidente chegou a elogiar o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra – reconhecido pela Justiça como torturador da ditadura militar –, chamando-o de “herói nacional”

Com o atual governo, de acordo com o magistrado, há um acirramento do discurso de ódio com escolhas pontuais e especificas de quem são os alvos.

“São as minorias, além de pessoas presas e quem trabalha com essas pessoas a fim de garantir dignidade”, diz Buch.

“No ano de 2019, essa situação ficou mais acentuada porque tive experiências concretas”, conta ele, que é conhecido pelo seu perfil humanista.

Buch não questiona a legitimidade da eleição de Bolsonaro e diz que atos governamentais devem ser respeitados. Segundo ele, os cidadãos que discordarem do governo têm instrumentos democráticos para resolverem as discordâncias.

“No entanto, percebo, no governo Bolsonaro, um discurso absolutamente consciente de escolha de pessoas para as quais quer voltar o ódio da sociedade”, afirma. (Cleomar Almeida/Assessor de Comunicação da FAP)

Brexit e União Europeia: O que muda? Veja análise de Joan del Alcázar

Em artigo publicado na revista Política Democrática online da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), historiador diz que bloco deve buscar unidade (Foto: Reprodução)

“Há importante déficit de liderança na Europa, sobretudo se recordarmos os líderes que tivemos no passado”.

A avaliação é do historiador Joan del Alcázar, catedrático em História Contemporânea da América Latina da Universidade de Valencia, na Espanha. Em artigo produzido exclusivamente para a nova edição da revista Política Democrática online (veja aqui), ele analisa o Brexit, que é a saída do Reino Unido da União Europeia, e diz que os europeus deverão tomar medidas para reforçar as instituições continentais.

Com colaboração de renomados especialistas e pesquisadores, revista mensal Política Democrática online é produzida e editada pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), vinculada ao partido político Cidadania. Todos os conteúdos podem ser acessados de forma gratuita no site (www.fundacaoastrojildo.com.br) e na página da fundação no Facebook.

De acordo com Alcázar, em momentos como o atual, os cidadãos devem assumir suas responsabilidades e saber transmitir aos mais variados dirigentes políticos que não resta outra opção, a não ser reforçar a União Europeia.

“A Europa, mais concretamente o território da União Europeia, é a região mais habitável do planeta Terra, e com diferenças, como verificaram todos e cada um dos que viajaram a qualquer outro continente nas últimas décadas”, analisa o autor, em outro trecho.

Considerando a segurança na cobertura social e a cultura de liberdades individuais como parâmetro, conforme o artigo publicado na revista Política Democrática online, a Europa permite uma qualidade de vida a seus cidadãos superior à de qualquer outra região.

“Infelizmente, como deixou patente nas últimas eleições britânicas – além dos resultados tanto para a Escócia como para a Irlanda do Norte –, a ideia da unidade europeia não é tão hegemônica como nos conviria”, afirma o historiador.

Segundo o autor, essa unidade é necessária, imprescindível, e não só para os cidadãos.

“Fez-se evidente na Cúpula do Clima, reunida em Madri, apesar dos desacordos sobre a obrigação de endurecer a redução de emissões”, escreve ele.

Alcázar também é autor de diversos livros, dentre os quais “Política y utopia en América Latina – las izquierdas en su lucha por un mundo nuevo” (Tirant humanidades, València, 2019). Além disso, ele é responsável pelo blog El cronista periferico (elcronistaperiferico.blogspot.com).

Todos os artigos desta edição da revista Política Democrática online serão divulgados no site e nas redes sociais da FAP ao longo dos próximos dias. O conselho editorial da publicação é composto por Alberto Aggio, Caetano Araújo, Francisco Almeida, Luiz Sérgio Henriques e Maria Alice Resende de Carvalho. (Cleomar Almeida/Assessor de Comunicação da FAP)

Curso de formação política Jornada da Cidadania começa nesta quarta-feira

Aulas serão disponibilizadas em plataforma EAD; mais de 4,6 mil pessoas se inscreveram no curso em todo o País  (Foto: Reprodução/FAP)

O curso de formação política Jornada da Cidadania, realizado pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), será iniciado na próxima quarta-feira (12). As aulas serão disponibilizadas em uma plataforma de educação a distância (EAD) online, gratuita e interativa e, no total, terão 36 horas de duração, distribuídas ao longo de 14 semanas. O objetivo é formar e capacitar cidadãos acerca de conteúdos relevantes à política, além de fornecer bases fundamentais para possíveis candidatos que pretendem disputar as eleições municipais deste ano.

Marco Marrafon, coordenador-geral da Jornada da Cidadania (Foto: Cleomar Almeida)

De acordo com o coordenador-geral da Jornada da Cidadania, professor Marco Marrafon, o curso também pretende formar e capacitar cidadãos com foco em construção inovadora, democrática e em políticas baseadas em evidências e resultados. “Queremos que os conteúdos apresentados aqui possam oferecer conhecimento para o desenvolvimento de ações práticas que melhorem a vida no seu bairro, na sua cidade, no seu estado e no seu país”, diz ele.

“Tudo isso conciliado ao pensamento crítico para que os estudantes possam participar construtivamente do debate político, da formulação de políticas públicas e da fiscalização do que é de todos”, destaca Marrafon. Ele é mestre em Direito do Estado pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), com estudos doutorais na Università degli Studi di Roma Tre, na Itália.

O Senador Cristovam Buarque
Cristovam Buarque é presidente do Conselho Curador da FAP (Foto: Agência Senado)

O presidente do Conselho Curador da FAP, Cristovam Buarque, ressalta a importância da iniciativa de formação política da fundação. “É uma forma de democratizar e popularizar conceitos fundamentais e essenciais sobre política a um maior número de pessoas em todo o país”, diz. Ele ressalta que o curso é também um importante caminho para contribuir para um debate plural em busca de uma sociedade com menos injustiças e desigualdades.

Acesso à plataforma e perfil dos alunos

Para iniciar o curso, cada aluno terá um acesso individual com login e senha, que serão enviados, na quarta-feira, ao e-mail cadastrado no ato da inscrição. Esses dados deverão ser preenchidos em um link específico da plataforma EAD que será disponibilizado, a partir do mesmo dia, no site da Jornada da Cidadania.

Ao todo, 4.630 alunos de todos os 26 Estados e Distrito Federal se inscreveram no curso. Os maiores números de inscritos são de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Em relação ao perfil dos alunos, 64% informaram ter curso superior; 34%, ensino médio; e 2%, ensino fundamental. Além disso, 60% são homens e 39%, mulheres, enquanto 1% não informou o gênero. Por outro lado, 95% disseram que não tiveram mandato eletivo até o momento da inscrição e 5% informaram o contrário. E mais: 44% já confirmaram que pretendem se candidatar nas eleições deste ano, enquanto 56% afirmaram que não.

Receberão certificados de conclusão todos aqueles que cumprirem 75% das tarefas no prazo determinado. Tudo será monitorado pelas métricas da plataforma, a partir de índices de audiência, visualização, respostas aos questionários, participação em lives e cumprimento das missões e jogos a serem encaminhados pela coordenação.

Conteúdo programático

O conteúdo programático da Jornada da Cidadania está dividido em cinco pilares: ética e integridade na ação política; comunicação eficaz; fundamentos de teoria política e democracia, comunicação eficaz e casos de sucesso. Sempre às quartas-feiras, a plataforma vai disponibilizar uma nova aula com novo tema. Dessa forma, o aluno poderá se organizar ao longo de uma semana para aproveitar todos os conteúdos de cada aula.

Por semana, será disponibilizada uma aula de duas horas de conteúdo, que será dividida da seguinte forma: uma videoaula de 15 minutos; 3 miniaulas de 3 minutos cada uma; leitura obrigatória de um artigo ou capítulo de livro que será disponibilizado na plataforma; um filme ou vídeo complementar, além de podcast e lives para concluir a carga horária de estudos dirigidos ou da própria aula. Em regra, os alunos terão 10 dias para cumprir as tarefas e avaliação será realizada de forma contínua e em conjunto com monitores. (Cleomar Almeida/Assessor de Comunicação da FAP)

FAP convoca monitores da Jornada da Cidadania para treinamento online

Participantes irão otimizar interação entre professores e alunos do curso de formação política e receberão certificado de capacitação

A FAP (Fundação Astrojildo Pereira) convoca os 50 monitores do curso de formação política Jornada da Cidadania para participarem, na próxima segunda-feira (3), do treinamento online de uso da plataforma de educação a distância, com duração de duas horas, das 10h às 12h. A atividade também será realizada na próxima terça-feira (4), das 15h às 17h, para quem não puder participar no primeiro dia ou quiser reforçar o aprendizado. Os participantes receberão da entidade certificado de capacitação.

A plataforma da Jornada da Cidadania deverá estar plenamente adequada à LGPDP (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais). Durante o curso, os monitores terão acesso à plataforma para auxiliar os professores e acompanhar os alunos, estabelecendo contato direto com ambos, a fim de otimizar a interação e aprendizagem dos interessados.

No dia do treinamento, a FAP vai enviar um link pelo qual os monitores terão acesso à capacitação online por meio de smartphone, tablet ou computador. A orientação dos organizadores da Jornada da Cidadania é para que os participantes tenham internet de boa qualidade.

A Lisata Tecnologia venceu a concorrência para fornecimento da plataforma digital de gestão do curso. O sócio-diretor da empresa, Daniel Philip de Moura, explica que o treinamento é baseado em uma apresentação de 40 minutos. O tempo restante, segundo ele, é destinado a tirar dúvidas ou a outros esclarecimentos necessários.

“É uma plataforma completamente intuitiva e bem didática”, afirma.

Antes do treinamento online, a FAP enviará aos monitores um manual que servirá de tutorial para uso da plataforma. O documento será disponibilizado pela Lisata. Nele, segundo Moura, haverá passo a passo de tudo o que os participantes visualizarão diretamente na página do curso da Jornada da Cidadania, durante a capacitação. A FAP é vinculada ao Cidadania. (Cleomar Almeida/Assessor de Comunicação da FAP)