Em reunião com Armínio Fraga, Cidadania decide propor extensão da renda básica emergencial

Para o economista, papel do Estado será fundamental para atravessar os efeitos da pandemia, sejam eles sanitários ou econômicos. Ele defendeu que a ajuda assistencial funcione como uma espécie de transição para que populações mais carentes enfrentem o drama do desemprego e do sumiço da renda

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Eliziane Gama defende programa para complementar renda de trabalhadores informais

Para a senadora, o governo também deve aumentar a quantidade de pessoas assistidas pelo Bolsa Família (Foto: Reprodução)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), se manifestou nesta terça-feira (17), por meio das redes sociais, em defesa de um programa de renda básica para trabalhadores informais, para que este segmento passe pela crise provocada pela pandemia do Coronavírus com o mínimo de dignidade e segurança.

“É necessário, neste momento, que de forma temporária, o governo aumente o gasto público para minimizar o sofrimento das famílias brasileiras”, defendeu a parlamentar.

Governo tem de aumentar gasto público para minimizar crise, diz Eliziane Gama (Foto: Marcos Oliveira)

Eliziane Gama destacou que houve um aumento da informalidade e que o pequeno decréscimo no desemprego, de 12% para 11%, não derrubou a curva ascendente da informalidade em 2019.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a taxa de informalidade – soma dos trabalhadores sem carteira, trabalhadores domésticos sem carteira, empregador sem CNPJ, conta própria sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar – atingiu 41,1%, o maior nível desde 2016 no Brasil.

A parlamentar disse que diante desse “problema grande e grave” pediu um estudo para sua assessoria para apresentar uma proposta no Senado para proteger os trabalhadores que estão na informalidade.

“Seja como projeto de lei, seja como emenda ao PLN [Projeto de Lei do Congresso Nacional], que cria regras no orçamento impositivo, pois agora é hora de uma ação imediata e urgente para estender a mão aos que terão que deixar de trabalhar por conta da imensa crise causada por essa pandemia”, afirmou.

Bolsa Família

Para a senadora, o governo também deve aumentar a quantidade de pessoas assistidas pelo Bolsa Família ao destacar que houve o aumento da população em extrema pobreza para 13 milhões de brasileiros.

Desemprego afeta 29,5% de quem se formou há até 3 anos, diz pesquisa

Entre os entrevistados, 64,2% responderam ter concluído a graduação em instituição privada e 35,8% em instituição pública (Foto: Reprodução)

Pelo menos 29,5% das pessoas que concluíram a graduação há até três anos ainda não conseguiram o primeiro emprego, e os que terminaram o curso há mais tempo e ainda não entraram no mercado de trabalho são 8,8%. Os dados são da Pesquisa de Empregabilidade do Brasil, divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Semesp. A Semesp é uma entidade que representa mantenedoras de ensino superior no Brasil.

A pesquisa aponta a empregabilidade dos egressos de instituições públicas e privadas de todas as regiões do País, revelando a eficiência do diploma de graduação em termos de rentabilidade e sucesso dos profissionais. Foram entrevistados 9.426 egressos do ensino superior brasileiro, no período de 14 de outubro a 30 de novembro de 2019. Entre os participantes, 64,2% responderam ter concluído a graduação em instituição privada e 35,8% em instituição pública. No total, os participantes representam 481 Instituições de ensino superior, sendo 74% privadas e 26% públicas.

“Esta é a maior pesquisa já feita com alunos que saíram do ensino superior para verificar efetivamente qual foi o impacto de ter cursado a universidade na vida dele. Muito se fala que é bom, que aumenta a empregabilidade, o salário, mas não se mensura isso. Nós temos muitos dados do Censo da Educação sobre o aluno que está cursando, ou do Enem [Exame Nacional do Ensino Médio], mas depois que eles saem do ensino superior não há uma pesquisa”, disse o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato.

Segundo a pesquisa, no total de cursos com maior número de participantes, lideram administração (8,4%); direito (7,6%); ciências biológicas (4,4%), engenharia civil (4,2%) e psicologia (4,2%). Quando considerados só os estudantes da rede privada, os cursos mais representativos são os de administração (12,2%); direito (10,9%); psicologia (5,5%); engenharia civil (5,0%) e publicidade e propaganda (4,3%). Nas instituições públicas, são os cursos de ciências biológicas (8,4%); engenharia mecânica (6,6%); ciências da computação (5,2%); geografia (3,6%) e medicina veterinária (3,6%).

Mais da metade dos graduados da rede privada cursou o ensino superior no período noturno (62,2%), contra 22,3% da pública. Entre os que estudaram na rede pública, 63,8% fizeram o curso no período diurno integral. Por período de estudo, diurno e noturno, destaca-se o percentual de participantes que responderam ter conseguido o primeiro emprego antes mesmo da conclusão do curso, 56,0% do noturno, contra 27,9% do diurno.

A pesquisa mostra que não houve diferença significativa entre os egressos de entidades públicas e particulares que responderam atuar em uma área diferente da de formação: 22,5% da rede privada, contra 21,8% da pública. A relevância do diploma na rentabilidade dos profissionais também chama a atenção na pesquisa: antes da conclusão do curso, apenas 5,8% ganhavam mais de R$ 5 mil e, após o término da graduação, o percentual de egressos com essa renda saltou para 41,4%.

Os profissionais que trabalham também apontaram o que melhorou depois que concluíram o curso superior. Eles citaram o fato de ter entrado em um curso de pós-graduação (42,5%), a melhora do salário (41,3%); o fato de ter conseguido emprego na área de atuação (41,3%) e de ter o primeiro emprego (26,4%).

“A pesquisa mostrou que, mesmo em tempos de crise, fazer um curso superior é muito positivo, primeiro porque realmente aumenta a empregabilidade dos alunos e depois porque praticamente todos os que se formaram antes da crise econômica estão empregados e, entre os que se formaram durante a crise, uma parcela está desempregada, mas o restante está empregado. Se compararmos com os outros níveis de ensino, a empregabilidade é bem maior e o aumento salarial, significativo. Pegamos aqueles que trabalhavam antes de se formar e comparamos com o que passaram a ganhar, e o aumento foi de uma média de 162%”, disse Capelato.

Ele destacou que, apesar de a empregabilidade ser elevada entre aqueles que se formaram recentemente, o percentual dos que ainda não conseguiram emprego reflete negativamente, tornando-se uma realidade cruel, já que, devido à crise econômica, não há emprego para todo mundo.

“Então, há aqueles que estão formados há mais tempo, com experiência e que aceitam empregos [em] que os jovens entram quando se formam. Isso é uma lógica perversa porque os mais jovens vão ficar sem emprego durante um tempo, não conseguem experiência, e o mercado de trabalho cada vez menos absorve esses jovens”, disse. (Agência Brasil)

Taxa de desemprego fica em 11,2% em janeiro e atinge 11,9 milhões

De acordo com a pesquisa do IBGE, 40,7% da população ocupada está na informalidade, o que corresponde a 38,3 milhões de trabalhadores (Foto: Reprodução)

A taxa de desemprego no trimestre móvel encerrado em janeiro ficou em 11,2%, com 11,9 milhões de pessoas desocupadas no País. A taxa é 0,4% menor do que a registrada no trimestre anterior, encerrado em outubro, quando 11,6% da população economicamente ativa estava sem trabalho.

Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua) e foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com o IBGE, 11,9 milhões de pessoas estão desocupadas.

Na comparação com o mesmo período de 2019, a redução da taxa de desemprefo foi de 0,8%. No mesmo período do ano passado, a desocupação estava em 12%. Estes sãos os primeiros números sobre o desemprego em 2020.

População ocupada

A população ocupada no País é de 94,2 milhões de pessoas, sendo que 40,7% delas estão na informalidade, o que corresponde a 38,3 milhões de trabalhadores, taxa 0,5% abaixo da do trimestre encerrado em outubro.

Estão subutilizadas 26,4 milhões de pessoas, número 2,7% menor do que o registrado no período anterior. Esse índice indica o número de pessoas que poderiam trabalhar mais horas do que estão trabalhando.

Já o número de desalentados, ou seja, pessoas que desistiram de procurar trabalho, ficou em 4,7 milhões, o que equivale a 4,2% da força de trabalho. O índice ficou estável na comparação trimestral e na anual.

Salário

O salário médio do trabalhador brasileiro abriu 2020 com aumento médio acima da inflação. O rendimento habitualmente recebido em todos os trabalhos foi de R$ 2.361 no trimestre encerrado em janeiro deste ano, 0,5% acima do período de agosto a outubro de 2019 (R$ 2.350).

Quando comparado ao mesmo período de 2019, a renda ficou estável, conforme dados da pesquisa do IBGE. (Com informações da Agência Brasil)

Cerca de 25% dos desempregados brasileiros procuram trabalho há mais de 2 anos

De acordo com a pesquisa, 39,2% dos brasileiros desempregados estão procurando de trabalho há um ano ou mais e 84% há um mês ou mais (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Cerca de 25% dos desempregados no Brasil estão à procura de emprego há dois anos ou mais. Esse contingente chega a 2,9 milhões de pessoas segundo dados da Pnad-C (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio – Contínua), referentes ao último trimestre de 2019 e divulgados nesta sexta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com a pesquisa, 39,2% dos brasileiros desempregados estão procurando de trabalho há um ano ou mais e 84% há um mês ou mais.

A Pnad-C também mostrou dados sobre o mercado de trabalho no último trimestre do ano para homens e mulheres. A taxa de desemprego entre os homens (9,2%) é menor do que a observada entre as mulheres (13,1%).

A disparidade pode ser observada também entre brancos, que tiveram uma taxa de desemprego de 8,7%, e pretos (13,5%) e pardos (12,6%).

A taxa de contribuição previdenciária média de trabalhadores com mais de 14 anos em 2019 ficou em 62,9% no país. Santa Catarina foi o estado com maior percentual (81,2%), enquanto o Pará teve a menor taxa (38,2%). (Agência Brasil)