Má qualidade na gestão e na representação política tem impacto direto na crise, diz Alessandro Vieira

“Colocar na representação política pessoas qualificadas é um etapa essencial da democracia”, disse o senador, ao participar de etapa do planejamento estratégico do Cidadania no Paraná (Foto: Reprodução)

O líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE), destacou a importância do planejamento estratégico para as ações partidárias em evento virtual promovido pelo Cidadania do Paraná no último sábado (27) para definir os objetivos a serem alcançados nas eleições de 2022. Para ele, essa etapa é essencial para estruturar as ações do Cidadania nos estados, colocar pessoas qualificadas na representação política e garantir competência e seriedade na gestão pública.

O parlamentar disse que um dos pontos principais da grave crise econômica e sanitária que o Brasil enfrenta é a’ insuficiência e a má qualidade da representação política’.

“A má qualidade de nossos gestores, da representação no Congresso Nacional tem impacto direto na crise. Se a crise é imprevisível, causada por um vírus, a má gestão dessa crise agrava demais a situação. Isso se representa no retardo de compra de vacinas e na dificuldade de adoção de medidas básicas [para combater com eficiência a pandemia do novo coronavírus]”, analisou.

Ao mencionar como exemplo o ‘momento dificílimo’ que o Brasil enfrenta, Alessandro Vieira disse que neste contexto o planejamento estratégico é extremamente importante para estruturar as ações do Cidadania nos estados.

“Colocar na representação política pessoas qualificadas é uma etapa essencial da democracia. A preocupação do partido que completou 99 anos [na última sexta-feira (26)], com um  história que nos dá muito orgulho de participar dessa etapa presente, tem uma característica marcante, a da crítica que foi lá do PCB [Partido Comunista Brasileiro] e  do PPS [Partido Popular Socialista] e está presente no Cidadania, é da qualidade dos debates e dos nossos representantes [no Parlamento]”, afirmou, a citar a atuação política e parlamentar do deputado federal Rubens Bueno, presidente do Cidadania do Paraná.

“Rubens é homem com uma vida política longa e marcado justamente pelas características que o Brasil precisa: muita qualidade técnica, muita seriedade, uma capacidade de liderança importante e com uma atuação qualificada no Congresso. Precisamos de mais gente assim”, defendeu.

“Espelhem-se nessa referência que vocês têm de extraordinária qualidade que é o Rubens. Entendam essa dinâmica de formação,  qualificação e preparação para ocupar esse espaço e façam essa ocupação. O Paraná e o Brasil precisam, nós todos precisamos”, completou.

‘Problemas na gestão pública’

Alessandro Vieira diz que os desafios do País são grandes porque os problemas na gestão pública se repetem, e que a qualificação da representação política pode mudar esse patamar.

“Acabamos de aprovar um orçamento fictício que ao longo do ano será preciso revisar várias vezes por se inexequível. Ele foi muito claramente divido entre a falta de qualidade técnica do governo e a ânsia de recursos por parte da base governista. E para mudar essa realidade e fazer o Brasil avançar no patamar que nós merecemos somente o ingresso na política de gente independente e qualificada, e que vá pela trilha correta”, afirmou.

Para o senador, em 2022 o Cidadania terá ‘importância muito relevante no Brasil’, seja no debate e na disputa eleitoral propriamente dita, para que o ‘resultado da soma de votos’ desse pleito possa chegar à representação adequada no Executivo e no Legislativo.

“O planejamento estratégico é necessário para que o Cidadania chegue cada vez mais forte e faça aquilo que o Brasil precisa: democracia, qualidade [na gestão] e transparência”, disse.

Eleições 2022

Ao fazer uma rápida análise das eleições do próximo ano, Alessandro Vieira chamou atenção para o fato de que um ‘componente’ da disputa pela presidência da República de 2018 poderá se repetir no pleito de 2022.

“A campanha de 2018 foi diferente das anteriores, mas teve um componente que vai se repetir em 2022, a profunda indignação das pessoas que não suportam mais a realidade da má representação e má gestão, desrespeito e roubalheira, com o absoluto sucateamento das operações de combate à corrupção. Para mudar isso, é qualidade na representação. Entender o sentimento de indignação das pessoas e dar as respostas adequadas”, apontou.

Para Alessandro Vieira, o presidente Jair Bolsonaro foi eleito porque os partidos políticos falharam em apresentar  alternativas ao País, e advertiu que  ‘se falharmos de novo’ teremos novamente a ‘condenação de péssimos gestores’.

“Se em 2018 a população não aceitava mais o PT e queria mudar de qualquer jeito, agora uma parcela da população vai fazer um reflexão com relação a qualidade e capacidade de gestão, porque o desastre de Bolsonaro é tão grande que  vai levar as pessoas fazer esse passo atrás. Mas temos que ter cuidado para não repetir Dilma e Bolsonaro, pessoas que não tem capacidade política e de gestão. Uma boa campanha vai se conectar com esse sentimento do cidadão”, disse.

“Então, a mudança depende essencialmente  desse nosso planejamento, da nossa capacidade de formulação e articulação política”, reafirmou Alessandro Vieira, ao desejar êxito no planejamento estratégico que está sendo formulado pelo Cidadania do Paraná.

Falta de coordenação prejudicou enfrentamento da Covid-19 no País, diz Eliziane Gama

Senadora avaliou durante aprovação do relatório final da comissão mista da Covid que também faltou transparência nos dados da doença por parte do governo (Foto: William Borgmann)

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) conduziu, nesta sexta-feira (18), a reunião remota da comissão mista da Covid-19 que aprovou o relatório final do colegiado que acompanhou as medidas do governo contra a crise do coronavírus.

Vice-presidente da comissão, a senadora do Cidadania  disse que a falta de coordenação do governo prejudicou o combate à Covid-19, e manifestou preocupação com o plano nacional de vacinação, especialmente em relação a questão da comunicação entre o Executivo e os estados.

“Essa falta de coordenação acabou trazendo prejuízos muito grandes para o enfrentamento da Covid no Brasil”, afirmou.

Ela lamentou a politização dos debates em torno da vacina e afirmou que nunca houve no País um questionamento tão grande em relação à importância das vacinas. Eliziane Gama reiterou que o programa de vacinação é importante para a saúde de todas as pessoas, especialmente das crianças.

“Já são mais de 180 mil mortes [por causa do novo coronavírus]. A contenção desse vírus é um grande desafio. Estamos em uma caminhada muito intensa”, salientou a parlamentar.

A senadora disse ainda que outro ponto preocupante da ação do governo na pandemia é a falta de transparência de dados.

“Os dados que foram apresentados pelo Tribunal de Contas da União sempre destacavam a falta de transparência dentre os vários pontos como, por exemplo, a taxa de ocupação de vagas nos leitos de UTI”, disse.

Ao encerrar os trabalhos após a aprovação do relatório final, Eliziane Gama agradeceu o empenho de todos os integrantes da comissão e disse que caso ocorra a extensão do estado de calamidade para 2021, as atividades do colegiado também serão prorrogadas.

Relatório

O relatório da comissão pede atenção especial para a conclusão do plano nacional de vacinação contra a Covid-19. O texto ressalta que o debate em torno da vacina deve ser pautado por informações técnicas e critica a politização do tema. Também sugere a ampliação da transparência quanto à divulgação das taxas de ocupação de leitos públicos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em âmbito nacional.

A comissão destaca a necessidade de atenção ao volume de demandas eletivas de saúde, reprimidas durante a pandemia. O relatório cita um levantamento do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), segundo o qual cerca de 700 milhões de procedimentos ambulatoriais e hospitalares deixaram de ser realizados na rede pública de saúde do país por conta da pandemia. (Com informações da Agência Senado)

Reforma administrativa é urgente, mas será preciso discuti-la com responsabilidade, diz Jorge Kajuru

Para o senador do Cidadania, a reforma será ‘um elemento para reduzir o custo da máquina oficial’ e contribuir na recuperação da grave crise provocada pela pandemia de Covid-19 no País (Foto: Reprodução/Internet)

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) disse que o País não pode perder tempo na luta para recuperar as atividades econômicas na pós-pandemia, e que a reforma administrativa é urgente para trazer um pouco de racionalidade ao setor público. No entanto, o parlamentar alerta que será preciso debater com responsabilidade a proposta apresentada pelo governo federal.

“Desde que comecei o meu mandato, em fevereiro de 2019, tenho feito vários pronunciamentos na defesa do enxugamento da máquina pública brasileira, uma das mais caras do mundo. A reforma administrativa, espero, vai trazer um pouco de racionalidade ao setor público, que tem se caracterizado por gerar desigualdades abismais. Não se chega ao fim sem um começo. Vamos discuti-la com a devida responsabilidade e modificá-la se preciso”, afirmou. 

Para Kajuru, a reforma administrativa será ‘um elemento para reduzir o custo da máquina oficial’ e contribuir na recuperação da grave crise provocada pela pandemia de Covid-19.

“O fato é que não podemos perder tempo na luta para recuperar a economia do País pós-pandemia do coronavírus”, disse o parlamentar do Cidadania.

Em linhas gerais, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma administrativa encaminhada ao Congresso Nacional acaba com o ‘regime jurídico único’  – as atuais regras de contratação do servidor público – e restringe a estabilidade dos servidores às carreiras típicas de Estado.