Carmen avalia como “acertada” decisão do Brasil participar de consórcio de vacinas

“Com respeitabilidade na área de imunização, o país não poderia ficar fora do bloco multilateral” (Foto: Robson Gonçalves)

A deputada Carmen Zanotto (25), relatora da Comissão Externa de Enfrentamento à Covid-19, avaliou nesta sexta-feira (25)  como “acertada” a decisão do governo de oficializar  a participação do Brasil na aliança global coordenada pela  (Organização Mundial da Saúde) que  reúne fabricantes e mais de 150 países para garantir o desenvolvimento de vacinas contra o novo coronavírus.

“Foi uma decisão acertada. O Brasil, com toda sua história e respeitabilidade internacional na área de imunização, não poderia ficar de fora desse consórcio multilateral”, comemorou.

A adesão foi  sacramentada com o enviou ao Congresso da MP 1003/2020, que autoriza  participação no acordo multilateral. Também foi editada outra proposta (MP 1004/2020) que prevê a liberação de R$ 2,5 bilhões para financiar os custos do ingresso do Brasil no Covax Facility.

“Agora, cabe ao Congresso Nacional deliberar essas medidas que selam a nossa participação”, afirmou Zanotto.

Adesão garante acesso a nove vacinas em desenvolvimento contra a Covid-19.

Covid-19: Paula Belmonte comemora estudos para vacina

A deputada Paula Belmonte (Cidadania/DF) festejou a vacina que está sendo pesquisada na Inglaterra, projeto ao qual o Brasil quer se associar. O composto está sendo desenvolvido na Universidade de Oxford e pelo laboratório Astrazeneca e a reivindicação do Brasil é a transferência de tecnologia à Fiocruz.

Na reunião da comissão externa da Câmara para tratar de ações e legislação para combater o coronavirus, o embaixador do Reino Unido no Brasil, Vijay Rangarajan, também participou da audiência pública para falar sobre a vacina.

“Essa reunião de hoje  vem trazer esperança, vem salvar vidas. Essa expectativa traz a solidariedade, a união entre os povos e dignidade a todos”, afirmou a parlamentar do DF. Foram debatidas também vacinas que estão sendo estudadas por instituições brasileiras, como a Fiocruz. O Brasil ainda vai discutir com a agência reguladora do Reino Unido para saber qual a eficácia da vacina desenvolvida pela Astrazeneca e pela Universidade de Oxford.