Passaporte da vacina: ‘Em nome da liberdade se deixa as portas abertas para o coronavírus’, diz Eliziane Gama

Senadora lamenta que decisão do governo federal ‘coloca em risco’ a saúde população (Foto: Jéssica Marschner)

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) criticou a decisão anunciada nesta terça-feira (07) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de que o governo federal não exigirá o comprovante de vacinação contra a Covid-19 para a entrada de viajantes no Brasil, quase um mês após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomendar a medida.

“Lamentável a decisão de não exigir passaporte de vacina dos estrangeiros que visitam o Brasil. Quando vão ao exterior, brasileiros precisam mostrar que estão vacinados, mas aqui , “em nome da liberdade”, se deixa as portas abertas para o coronavírus e coloca em risco a população”, escreveu a senadora na rede social.

No lugar do passaporte de vacina de viajantes, Queiroga disse o governo vai exigir um teste negativo do tipo RT-PCR, realizado até 72 horas antes, e quarentena de cinco dias para os não vacinados, mas não deu detalhes de como será o procedimento.

Segundo informou o Ministério da Saúde, após os cinco dias em quarentena, um novo teste de Covid-19 deve ser realizado e, somente com resultado negativo, os viajantes ficarão liberados para circular pelo País.

Eliziane Gama responsabiliza governo por marca de 600 mil mortes pela Covid-19

A parlamentar defendeu que as apurações da CPI da Pandemia sejam aprofundadas pelo Supremo e Ministério Público (Foto: Pedro França/Agência Senado)

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) disse na rede social que o ‘negacionismo’ do governo Bolsonaro no enfrentamento à pandemia do coronavírus levou o Brasil a ultrapassar a ‘marca trágica’ de mais de 600 mortes pela Covid-19.

“Este ranking trágico é prova cabal de que a contaminação do coronavírus foi subestimada pelo presidente Bolsonaro, que preferiu prescrever medicamento sem eficácia contra a doença. É muito triste saber que milhares de mortes poderiam ter sido evitadas, se o governo não tivesse trilhado o caminho do negacionismo”, afirmou. 

Para Eliziane Gama, representante da bancada feminina na CPI,  o governo federal, na contramão das medidas recomendadas pela Ciência e pela OMS (Organização Mundial de Saúde), fez campanha deliberada  contra as vacinas e das medidas de proteção dos brasileiros, como uso de máscaras e distanciamento social.

“Toda essa estratégia negacionista foi colocada em foco na reeleição do presidente da República em 2022’, disse a senadora.

CPI da Pandemia

Eliziane Gama defendeu que as denúncias da CPI que apontam os indiciados sejam acatadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e pelo Ministério Público.

“Em nome das mais de 600 mil mortes, é dever dessas instituições aprofundar essas investigações da CPI para responsabilizar penalmente essa atuação criminosa”, afirmou a senadora. (Assessoria da parlamentar)