Parecer de Eliziane Gama contra “Voz do Brasil” na TV aberta é aprovado em comissāo

O projeto rejeitado tinha caráter terminativo na comissão e segue para arquivo da Mesa Diretora do Senado (Foto: William Borgmann)

A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou, nesta quarta-feira (12), relatório da líder do Cidadania na Casa, Eliziane Gama (MA), pela rejeição do projeto (PL 5833/2019) que prevê a obrigatoriedade da retransmissão diária de informações oficiais dos Poderes da República pelos canais de televisão aberta.

O projeto, de autoria da senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), pretendia tornar obrigatória a veiculação pelas emissoras de TV e suas retransmissoras de programa oficial nos moldes de ‘A Voz do Brasil’, hoje transmitida apenas pelas emissoras abertas de rádio.

Eliziane Gama enfatizou em relatório que seria inadequado estender a obrigatoriedade para as emissoras de televisão.

“É importante dizer que segundo a EBC [Empresa Brasileira de Comunicação], o programa A Voz do Brasil atinge 60 milhões de ouvintes e que os Poderes da República já contam com geradoras próprias de televisão em canais abertos e operadoras de TV paga. Além disso, a maciça migração do atual modelo de programação linear das TVs convencionais para serviços de streaming e de programação não-linear, pode afetar o alcance da obrigação que se pretende impor”, argumentou a parlamentar.

O projeto rejeitado pela comissão tinha caráter terminativo e segue para arquivo da Mesa Diretora do Senado.

OIT: País continuará com mais de 12 milhões de desempregados nos próximos 5 anos

Segundo a organização, Brasil terá por anos uma taxa de desemprego três vezes maior que a média global (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Desemprego continuará elevado na AL e no Brasil

OIT diz que retomada econômico não é suficiente para uma redução significativa do desemprego nos próximos anos na região

Assis Moreira — Valor Econômico

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) prevê que o Brasil continuará com mais de 12 milhões de desempregados nos próximos cinco anos, com a criação de vagas aumentando lentamente.

Para a entidade, a taxa de desemprego na maior economia da América Latina cairia de 12% em 2019 para 11,9% em 2020 e 11,4% em 2025. O número de desempregados recuaria de 12,8 milhões em 2019 para 12,6 milhões em 2024.

“Não vemos um empurrão importante para permitir que taxa [de desemprego] volte ao que era em 2014”, afirmou Stefan Kuhn, economista da OIT, citando menor demanda na economia global, entre outros fatores. Em 2014, a taxa de desemprego era de 6,7% e o número de desempregados, de 6,7 milhões, quase a metade de hoje.

O Brasil terá assim, por anos, uma taxa de desemprego três vezes maior que a média global, de 5,4%. Para Khan, um retorno a taxas anteriores à recessão no país pode levar vários anos. “Não há uma previsão de queda acelerada [do desemprego] no Brasil”, disse. Ele menciona o que ocorreu na Grécia e na Espanha, após as crises de 2008 e 2009. “Ainda não vimos as taxas de desemprego se reduzirem ao que eram antes”, afirmou.

Em relatório sobre o emprego e questões sociais, a OIT prevê crescimento melhor do PIB na América Latina e Caribe. Apesar disso, o desemprego continuará estável, com taxa de 8,1% em 2020 passando para 8,2% em 2021. O número de desempregados cresce de 25,8 milhões para 26,4 milhões. A mão-de-obra subutilizada chegou a 66 milhões de pessoas, 19,9% do total.

O crescimento do emprego na região está desacelerando, de 1,8% em 2018 para 1,1% em 2021. Além disso, estima-se que 19,5 milhões de trabalhadores não ganham o suficiente para tirar suas famílias da pobreza. O trabalho informal continua elevado. Em 2019, 53,1% de todos os trabalhadores tinham emprego informal, com baixa produtividade e baixos salários.

Fonte: https://valor.globo.com/mundo/noticia/2020/01/21/desemprego-continuara-elevado-na-al-e-no-brasil.ghtml

Risco País cai para o menor nível em nove anos

Apenas na última semana, o risco País do Brasil caiu 14,43% (Foto: Reprodução)

Indicador que mede a desconfiança de investidores em determinada economia, o risco País caiu nesta segunda-feira (16) para o menor nível em nove anos. O CDS (Credit Default Swap) de cinco anos do Brasil estava em 100,2 pontos por volta das 17h, mas chegou a bater em 98,2 pontos por volta das 14h, a pontuação mais baixa desde novembro de 2010 (96,9 pontos), quando o país ainda tinha grau de investimento – selo de bom pagador.

O CDS funciona como um termômetro informal da probabilidade de um país dar calote no mercado financeiro global próximos cinco anos. Quanto mais baixo o indicador, maior é a confiança dos investidores internacionais.

Apenas na última semana, o risco País do Brasil caiu 14,43%, principalmente depois que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevou de estável para positiva a expectativa da nota da dívida pública brasileira . A redução do CDS de países emergentes ganhou impulso após a conclusão da primeira fase das negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

O otimismo com o alívio das tensões comerciais entre as duas maiores economias do planeta contribuiu para reduzir o risco país de diversas economias emergentes. Às 17h, o CDS do México estava em 73,91 pontos; e o da Colômbia, em 69,79 pontos. Outros países emergentes, no entanto, estão com risco mais alto que o do Brasil. O CDS da África do Sul estava em 173,68 pontos; e o da Turquia, em 289,03 pontos no mesmo horário. (Com informações da Agência Brasil)

Juninho, Casagrande e Moro avaliam o programa “Em Frente, Brasil”, em Cariacica (ES)

Prefeito, governador do Espírito Santo e ministro da Justiça participaram da reunião mensal do GGIM (Gabinete de Gestão Integrada Municipal) , formado pelas forças de segurança da cidade, estado e União (Foto: Lucas Calazans)

O prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia Júnior, o Juninho, do Cidadania, recebeu o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, nesta terça-feira (29), para avaliar o andamento do programa “Em Frente, Brasil”, implantado na cidade desde agosto para combater a criminalidade e a violência no município.

O primeiro compromisso de Juninho, Moro e Casagrande foi reunião mensal do GGIM (Gabinete de Gestão Integrada Municipal), que reúne representantes da segurança pública na cidade – Polícia Militar, Civil, Federal, Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros, agentes municipais de trânsito, Ministério Público – em encontros mensais para avaliação do contexto de prevenção e combate ao crime.

Juninho destacou a parceria entre o município, o estado e o foverno federal afirmando que somente a união de forças podem surtir efeito diante de um panorama complexo.

“Antes mesmo do ‘Em Frente Brasil’, que pede essa agregação já incentivamos e promovemos essa união entre as forças policiais aqui no GGIM, pois é só por meio do diálogo constante e da troca de experiências, que podemos aprimorar o trabalho de eliminação da violência e envolver ainda mais a sociedade. É muito bom ver que o governo federal buscou fortalecer essa sintonia entre o Estado e o município”, afirmou o prefeito.

O ministro agradeceu o empenho da Prefeitura de Cariacica e reforçou que a união de forças será a filosofia do programa na cidade.

“Vamos caminhar sempre juntos. Essa união facilita pois já estamos unidos ao estado por meio do programa ‘Estado Presente’ e estaremos mais próximos ainda do município”, afirmou Moro.

Ele lembrou que os índices de homicídio em Cariacica não são bons.

“Tivemos um pico maior neste mês. Dez homicídios por mês é um número alto e não devemos nos acostumar a taxas elevadas”, destacou, incentivando as forças policiais a continuarem agindo e lembrando que nada é imediato.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, o número de homicídios na cidade no acumulado do ano é de 122, dez a menos que no mesmo período de 2018.

Educação

A comitiva visitou a Escola Municipal de Ensino Fundamental João Pedro da Silva, em Porto de Santana. O prefeito de Cariacica enfatizou que o combate à violência deve ser feito com incentivo à Educação. Ele, inclusive, anunciou que o processo de reforma e manutenção da escola já havia sido autorizado.

“Voltaremos brevemente aqui para dar a ordem de serviço”, anunciou.

As autoridades concluíram a agenda em Cariacica visitando a tropa da Força Nacional, que está instalada na Academia da Polícia Militar. Ali, o prefeito falou aos policiais, delegados e agentes mais uma vez exaltando a união entre as forças e que contará com mais um incentivo da Guarda Municipal.

“Estamos em um caminho diferente, no qual o governo federal dialoga com o estado e o município. Se unificarmos as forças teremos resultado”, disse.

“Em Frente Brasil”

Desde agosto deste ano, Cariacica recebeu 100 agentes da Força Nacional para atuar ostensivamente em apoio às forças locais. Além disso, o projeto inclui ações na área social. O trabalho de montagem do programa é realizado na cidade desde maio, quando Cariacica foi selecionada como a representante da Região Sudeste no programa por apresentar alta nos índices de violência, mas também por ter equilíbrio nas contas públicas, estabilidade governamental e fazer parte de um programa estadual de segurança referência no País. (Com informações da Prefeitura de Cariacica)

País fica em 71º lugar em competitividade do ranking do Fórum Econômico Mundial

Brasil sobe um ponto, mas ainda precisa de progressos mais significativos em estabilidade econômica, quesito em que ficou no 115.º lugar (Foto: Reprodução)

Brasil sobe uma posição entre mais competitivos

País fica em 71º em ranking do Fórum Econômico Mundial, que destaca necessidade de políticas ambientalmente responsáveis

O Estado de S.Paulo

A simplificação das regras para abrir e fechar empresas, a inflação sob controle e uma melhora na eficiência do mercado de trabalho fizeram com que o Brasil subisse, neste ano, uma posição no ranking global de competitividade elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. O País ficou em 71.º lugar, com uma nota de 60,9 pontos (em escala de 0 a 100) – a média de 141 economias foi de 61 pontos. Na primeira posição, ficou Cingapura, com 84,8 pontos.

Apesar da melhora, o Brasil ainda precisa de progressos mais significativos em estabilidade econômica (quesito em que ficou no 115.º lugar), abertura comercial (125.º), segurança (123.º) e estabilidade governamental (130.º), segundo relatório do fórum. A organização analisou 103 indicadores agrupados em 12 pilares.

Ainda de acordo com o documento, para líderes empresariais brasileiros, a burocracia (141.º) e a falta de visão de longo prazo do governo (129.º) são os principais entraves da competitividade no País.

O relatório aponta também que, no longo prazo, governantes brasileiros terão de estabelecer políticas mais inclusivas socialmente e responsáveis ambientalmente para o País conseguir competir em um mundo onde as principais economias têm se esforçado nessas frentes.

Por enquanto, o Brasil tem ganhado pontos no ranking graças ao tamanho de seu mercado (10.º lugar) e ao nível elevado de capacidade em inovação (40.º). Entre os países da América Latina e do Caribe, no entanto, o País ficou na oitava posição do ranking.

Nessa região, Chile, México e Uruguai lideraram a lista dos mais competitivos, seguidos por Colômbia, Costa Rica, Peru e Panamá. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, as economias latino-americanas precisam avançar, principalmente, na qualidade das instituições (a média regional foi de 47,1 pontos) e na capacidade de inovação (34,3 pontos).

Globalmente, além de Cingapura, Estados Unidos, Hong Kong, Holanda e Suíça apareceram nos primeiros lugares. A região Ásia-Pacífico foi a que registrou uma maior média entre as analisadas, com Japão e Coreia do Sul também bem posicionados no ranking, no 6.º e no 13.º lugar, respectivamente. A China ficou na 28.ª posição.

Pós-2008

O documento do Fórum Econômico destaca que o crescimento da competitividade tem sido fraco nos últimos dez anos mesmo após os bancos centrais de todo o mundo terem injetado US$ 10 trilhões na economia global. Afirma ainda que a política monetária global expansionista, apesar de ter tido sucesso para evitar uma recessão mais profunda após 2008, não foi suficiente para alocar recursos em investimentos que aumentam a produtividade. “À medida que as políticas monetárias começam a perder força, é crucial que as economias confiem na política fiscal e nos incentivos públicos para impulsionar a pesquisa e o desenvolvimento, aprimorar as habilidades da força de trabalho, desenvolver novas infraestruturas e integrar novas tecnologias”, diz o relatório do Fórum.