Bancada do Cidadania no Senado: Bolsonarismo, uma ideologia que divide a Nação

Essa insanidade oficial não pode continuar. E o Congresso Nacional coonestar com esses crimes de lesa pátria (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Bolsonarismo, uma ideologia que divide a Nação

A Liderança do Cidadania no Senado Federal manifesta a sua preocupação crescente com as ações do governo federal em quase todas as suas esferas, cada vez mais marcadas por uma ideologia intolerante, arcaica, a-histórica e que divide perigosamente a Nação.

Uma coisa é o governo eleito democraticamente buscar a execução de seu programa, pautando-se pelas regras da democracia, da tolerância, do diálogo. Outra, é agarrar-se a ideias preconcebidas, sem qualquer originalidade, que apenas seguem uma espécie de central de extrema direita, xenófoba e que tem como objetivo, ao final, destruir diferenças e a própria democracia que embala muitos países do mundo e também o Brasil.

Vemos a toda hora o presidente tentando desmoralizar a mídia estruturada e destruir os seus modelos legítimos de negócio; seus seguidores agredindo fisicamente os profissionais da comunicação; o governo alimentando fake news por toda parte como estratégia para afirmar suas narrativas e concepções tortas e intoleráveis.

Vemos representantes institucionais da cultura empenhados na destruição das variadas culturais nacionais; uma Funai que parece não se importar com a possibilidade de dizimação de comunidades indígenas inteiras pela Covid19, e confrontando ONGs e instituições internacionais humanistas quando devia buscar o seu apoio, até financeiro, em momento tão grave gerado pela pandemia.

Essa insanidade oficial não pode continuar. E o Congresso Nacional coonestar com esses crimes de lesa pátria.

O seu povo e a cultura são o que uma Nação tem de melhor.

Eliziane Gama, líder da bandada

Suprapartidário: Com ou sem disfarce, agradando ou não a maioria, o bolsonarismo é autoritário e fascista

O que é, o que é? Tem pé de pato, pena de pato, bico de pato e faz quack!

É um pato, oras, mesmo se estiver disfarçado de outro bicho qualquer.

Parece ser o caso do bolsonarismo.

Pode vir disfarçado de qualquer outra coisa mais ou menos democrática, mas continuará sendo fascista na sua essência.

É caracterizado pelo apego ao poder ditatorial, ao preconceito, à intolerância, ao ódio e ao desejo de censurar, reprimir e até mesmo aniquilar seus opositores.

Pois tem brasileiro que parece mais ingênuo que criança nesse jogo de adivinhação e ainda dá crédito ao bolsonarismo. Fora os mal-intencionados, de fato.

O que é, o que é?

Posa de democrata mas demonstra claros desvios autoritários, ostenta um nacionalismo exacerbado misturado com um fundamentalismo religioso teatral, tem desprezo pelo estado de direito, debocha das liberdades individuais e coletivas, crê na superioridade do seu próprio grupo sobre os demais, quer se impor por meio da força e se ampara no populismo e no poder de arregimentação de parcela significativa da sociedade, principalmente por meio das redes sociais?

O bolsonarismo – ou boçalnarismo, no seu estágio máximo – defende como necessária a mobilização da sociedade sob um estado totalitário de partido único para preparar a nação para o conflito armado contra um inimigo em comum (real ou imaginário): os “comunistas, a “esquerdalha”.

Ou seja, o bolsonarista raiz reproduz tudo aquilo que denuncia e condena no antagonista, no opositor esquerdista, mas no sentido inverso: fake news, doutrinação, controle da mídia, compra de apoio, aparelhamento do Estado. Porque se é da direita contra a esquerda, vale tudo.

Os bolsonaristas acreditam – ou querem nos convencer disso – que o Brasil deve ser comandado por um líder forte, um “mito”, sob uma ditadura com governo militarista constituído por membros deste partido salvacionista, capaz de forjar a unidade nacional e manter a ordem e a estabilidade social.

Ora, o que é isso tudo senão a completa definição do fascismo?

O detalhe é que o presidente Jair Bolsonaro foi um achado divino para esses fascistas e lunáticos chegarem ao poder. O instrumento ideal, o personagem perfeito.

Estava, como se diz, na hora certa e no lugar certo, reunindo uma série de fatores (inclusive os imponderáveis) que levaram à sua eleição como um sujeito autêntico, rude e simplório que incorporou o sentimento majoritário da população naquele momento decisivo (o Sassá Mutema da vez).

O que é essa onda bolsonarista, afinal, senão o resultado do sentimento de ojeriza da grande maioria do eleitorado ao PT, do bom uso da indignação coletiva contra a política tradicional e os políticos em geral e até do atentado que lhe poupou dos debates, turbinou sua campanha com o monopólio do noticiário político e injetou a overdose de emoção que faltava para lhe credenciar como o candidato do anti-petismo?

Agora a milícia de fanáticos, lunáticos, fundamentalistas e fascistas fará de tudo para se perpetuar no poder. Primeiro, buscando a reeleição do próprio Bolsonaro em 2022. Depois, fazendo seu sucessor em 2026 – com um nome que pode vir dos filhos, do olavismo, do “herói” Sérgio Moro ou de um desses líderes evangélicos onipresentes e oportunistas, como Silas Malafaia ou Edir Macedo.

Mas se este, digamos, “Plano A” eleitoral estiver ameaçado, já há sinais claros que eles não se intimidarão em propor medidas autoritárias e antidemocráticas. Declarações sobre um “novo” AI-5, sobre o fechamento do Congresso e do Supremo ou mesmo a tentativa de reescrever a História sob um filtro ideológico obscurantista são bolhas de ensaio para medir a reação popular. Se houver apoio, não vão pensar duas vezes para se manter no poder pela força. É típico do fascismo.

No que depender de nós, não passarão! E você, o que tem a dizer? (#Suprapartidário)