Regis Cavalcante: afundamento de bairros causado pela Braskem será tema de campanha em Maceió

O presidente do Cidadania em Alagoas, Regis Cavalcante, afirmou em conversa com o Jornal de Alagoas que o partido levará a debate nas eleições de novembro em Maceió, capital do estado, os danos causados pela Braskem em quatro bairros, entre eles o Pinheiro, que estão afundando como resultado da mineração de sal-gema da empresa, afetando milhares de famílias no município.

“Uma cidade abandonada a sua própria sorte, com 4 bairros afundando e toda zona sul da cidade abandonada e entregue a uma indústria química que criminosamente suga das suas minas a esperança e os sonhos dos moradores que assistem suas casas afundando por conta da ganância da Braskem”, aponta.

O tema, conforme o jornal, tem sido evitado pelos outros partidos, que silenciam diante das dificuldades enfrentadas pelos moradores dessas áreas, em negociação direta com a empresa intermediada pelo Poder Judiciário. Na política, fora o Cidadania, o que se vê, aponta o veículo, é omissão.

Regis disse ainda ao jornal que o partido está finalizando um programa para oferecer aos maceioenses, mas que o provável nome a disputar a prefeitura pelo Cidadania deve ser o da professora Fátima Romar. Em Arapiraca, segunda cidade mais importante de Alagoas, o nome já lançado como pré-candidato é o do advogado Hector Martins.

Fátima Romar, pré-candidata em Maceió, defende renovação política pra mudar a capital alagoana

A professora e pré-candidata do Cidadania à prefeitura de Maceió, Fátima Romar, defendeu, em live realizada nesta quinta-feira (9) pelo ex-presidente da OAB de Arapiraca, Hecto Martins, que o eleitor precisa apostar em novos nomes comprometidos com mudanças significativas e reais para as suas cidades. Martins é pré-candidato do partido a prefeito de Arapiraca, a segunda maior cidade alagoana.

“Temos que mudar a realidade das nossas cidades. O cidadão deve acreditar na política. Ele precisa entender que apenas o novo de verdade possui essa capacidade de oferecer mudanças reais. Esse suposto novo que hoje dirige nossas cidades vem do velho que ninguém quer mais. Hoje, vemos no poder a terceira geração da velha política. São os netos que chegam. Até quando iremos com isso? Eles não resolvem nada. É preciso mudar tudo isso aí e por esse motivo temos de mostrar a cara. Dar a cara à tapa sem medo. O Cidadania vem para fazer a diferença nesse sentido. Temos que incomodar”, defendeu Romar.

Ao concordar com a colocação de Fátima Romar, Martins afirmou que é necessário mobilizar homens e mulheres de bem como protagonistas das mudanças. 

“Vamos sair da zona de conforto. É possível sim realizar essas mudanças que todos esperam, mas, para isso, cada um de nós deve fazer a sua parte. A sociedade, sobretudo com o isolamento devido à pandemia, está mais atenta em relação aos problemas enfrentados pelo País. Observa com maior atenção os problemas enfrentados na Saúde e a precariedade da Educação. Não seremos salvadores da pátria, mas, somando forças, conseguiremos trazer a sociedade para dentro da gestão pública. Uma gestão democrática e descentralizada”, propôs. 

A professora destacou no encontro virtual os diversos problemas enfrentados pela capital alagoana como a educação precária, o transporte público caótico e a falta de planejamento estratégico para o Turismo. Ela lembrou que, em toda eleição, os mesmos políticos realizam promessas, as quais nunca são cumpridas. Ela também criticou a banalização da compra de votos no estado.

“Falta vontade de fazer. Por que não podemos trazer uma visão política diferente para cá? A cidade está cheia de buracos, com lixo para todo lado. Nosso Turismo não é sustentável. Por que não pegamos essa garotada do segundo grau, por exemplo, e os inserimos em cursos técnicos voltados para essa área? A Educação, totalmente sucateada e sem o menor estímulo ao professor. Agora, pergunta se essa política velha que conhecemos quer fazer essas mudanças? Não quer. E sabe por quê? Porque aqui a compra de votos é algo cultural. Líderes comunitários, para a velha política, só servem pra garantir votos”, lamentou.

Freire: comportamento de Bolsonaro faz sociedade desconfiar do diagnóstico de Covid-19

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, afirmou nesta terça-feira (7) que a desconfiança que Jair Bolsonaro gerou com os exames anteriores para Covid-19 levaram a sociedade a receber com descrédito o anúncio de que o presidente está com a doença. A única certeza, avalia ele, é de que o comportamento dele não mudará.

“Alguém pode acreditar que por estar infectado ele vai mudar? Não. Se ele sair bem disso, é capaz de dizer que a doença não é nada, embora tenhamos 67 mil mortos, brasileiros que não tiveram dele nenhuma empatia. Algo desumano”, apontou, ao compará-lo com o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, que entendeu não se tratar de invenção ao contrair o vírus.

As declarações foram feitas em live no Instagram com o advogado Hector Martins, pré-candidato do Cidadania à Prefeitura de Arapiraca, Alagoas. Na conversa, Freire lamentou que Bolsonaro tenha partidarizado todo o combate à pandemia, optando por guerrear com governadores quando o papel de um líder deveria ser de levar tranquilidade à sociedade.

Essa postura, avalia, trará dificuldades para o pós-pandemia. “Esse governo pode nos levar a tragédia ainda maior por absoluta incapacidade de dar as respostas adequadas. Podemos deixar a pandemia com tremendas dificuldades. Esse desastre terá de ser enfrentado, Brasil já vinha de um pibinho, com uma equipe econômica e um ministro [Paulo Guedes] que não disseram a que vieram”, criticou.

Cidadania e Arapiraca

Ao ser questionado sobre polarização e a velha dicotomia esquerda-direita, o presidente do Cidadania disse que essa questão está superada e o partido busca aproximação com os movimentos de renovação justamente “porque a representação politica dessa nova sociedade não é a mesma da sociedade industrial”.

“Pretendemos como Cidadania imaginar esse mundo do futuro. Saber que ele já chegou e não tentar impedir que avance. Não pode ser mais o Estado burocrático, tem de ser o Estado digital, que nos integre e se abra à participação popular. Isso é de esquerda ou de direita? Essas contradições não mais existem. Guerra Fria acabou. Estamos trazendo algo de social-democracia junto com os liberais. Se aliarmos esses campos, seremos vitoriosos”, analisou.

Para ele, o pré-candidato em Arapiraca representa essa síntese e foi uma grande aquisição para o Cidadania ter um quadro de relevo na segunda maior cidade de Alagoas. Martins disse que está fazendo um grande trabalho de conscientização com homens e mulheres em Arapiraca sobre a importância de participarem da política e dos rumos da gestão do município.

“Homens e mulheres de bem tendem a se afastar da política, em razão da politicagem. Mas é possível fazer o bem na política, contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Arapiraca, por exemplo, sofre com ausência de políticas públicas, ficamos num jogo de empurra empurra e ninguém fez nada. A cidade estrá no coração do Estado, sempre teve comércio muito vivo, mas falta o básico. Quero unir forças por um movimento de renovação”, disse.

Cidadania em Igreja Nova (AL) debate eleição municipal de 2020

Encontro no último sábado (19) reuniu representantes do partido da capital e o presidente estadual da legenda no estado, Régis Cavalcante (Foto: Reprodução)

No último sábado (19), líderes do Cidadania de Alagoas se encontraram com representantes do partido em Igreja Nova para discutir aspectos e os preparativos para as eleições municipais em 2020.

João Amorim, presidente do Cidadania de Maceió, explicou a importância de organizar todo o grupo no interior do estado e na capital.

“Eu acredito que nós teremos um bom resultado [nas eleições municipais], expressivo e é necessário, tendo em vista o cenário atual nas três esferas do governo. O Cidadania vem crescendo e esse resultado vai refletir futuramente nos municípios”, ressaltou Amorim.

De acordo com o presidente estadual do Cidadania, Régis Cavalcante, o fortalecimento e a consolidação do partido é importante para discussão social e democrática da política.

“É preciso mudar a forma de se fazer política no País e isso começa pelas Câmaras Municipais, que hoje são verdadeiros ‘puxadinhos’ do Poder Excutivo”, disse.

Além da novidade, que será a chapa própria de candidato a prefeito, o Cidadania em Igreja Nova está determinado a lançar chapa de vereadores e aposta no bom desempenho político da sigla do partido na cidade. (Assessoria Cidadania Alagoas)

Cidadania lamenta a morte de Dirceu Lindoso

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, lamentou em nota pública (veja abaixo) a morte do presidente de honra do partido em Alagoas, Dirceu Lindoso, aos 87 anos, vítima de aneurisma.

“Ele, como muitos de nós, foi obrigado a se defrontar com o tempo difícil da ditadura civil-militar e, em consequência dela, experimentou prisões, militância política e partidária clandestina, agonias financeiras, desemprego e outras vicissitudes que, no entanto, não o impediram de ter sido capaz de escrever e preservar tantos trabalhos e reflexões valiosas para a afirmação da nossa identidade como povo e como nação”, diz a nota..

Dirceu Lindoso, um nome marcante

Vítima de um grave aneurisma, faleceu, nesta madrugada, aos 87 anos, o extraordinário intelectual Dirceu Lindoso, que foi escritor, cientista, poeta, tradutor e muito mais, após quase uma semana de internação na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Geral do Estado de Alagoas, em Maceió.

Militante de nosso Partido, desde jovem, deu rica contribuição teórica e prática durante mais de meio século. Era o Presidente de Honra do Cidadania de Alagoas. Ele, como muitos de nós, foi obrigado a se defrontar com o tempo difícil da ditadura civil-militar e, em consequência dela, experimentou prisões, militância política e partidária clandestina, agonias financeiras, desemprego e outras vicissitudes que, no entanto, não o impediram de ter sido capaz de escrever e preservar tantos trabalhos e reflexões valiosas para a afirmação da nossa identidade como povo e como nação.

Homem de multivariadas possibilidades de criação, sobretudo quando se trata da história, da sociologia, da antropologia e da etnografia brasileiras, com acento em realidades que ele conhece muito bem, particularmente no Nordeste do Brasil e, como não poderia deixar de ser, no seu Estado natal, ele foi autor de dezenas de destacadas obras, lançadas por algumas das maiores editoras do país, como José Olympio, Paz e Terra, Civilização Brasileira, e pela nossa Fundação Astrojildo Pereira, dentre as quais se destacam Utopia Armada: Rebeliões de Pobres Nas Matas do Tombo Real (1832-1850),A Diferença Selvagem, Liberdade e Socialismo, Póvoa-mundo, O Grande Sertão – os Currais de Boi e os Indios de Corso, Liberdade e Sociedade, As Invenções da Escrita, Tapui-retama. Viagem ao Brasil Profundo, Marená – um Jardim na Selva, Lições de Etnologia Geral – Introdução ao Estudo de Seus Princípios, e Interpretação da Província – Estudo da Cultura Alagoana.

Trata-se de uma sofrida perda nossa, de seus companheiros de Partido, de seus familiares, particularmente para sua querida companheira Lia Balducci, e para seus filhos, particularmente o mais novo deles, o Nuno Camilo, aos quais desejamos muita paz, e dos brasileiros em geral.

Prezado Dirceu, do Póvoa-mundo para o mundo das estrelas!

Brasília, 15 de outubro de 2019

Roberto Freire
Presidente nacional do Cidadania 23