Início Site Página 50

Caso Marielle mostra a necessidade de reforma da segurança

0

NAS ENTRELINHAS

Caso da vereadora assassinada é o exemplo da hora das conexões do crime organizado com a política e as dificuldades de combatê-lo, por causa da sua infiltração no aparelho de segurança

No mesmo dia em que o julgamento do caso Marielle Franco (PSol) transcorria no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunia com governadores para anunciar o projeto de reformas constitucional que reforça a presença do governo federal no combate à criminalidade e consolida o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado no governo Temer.

“A gente vê, de vez em quando, falar do Comando Vermelho, do PCC. E eles estão em quase todos os estados, disputando eleições e elegendo vereadores. E, quem sabe, indicando pessoas para utilizar cargos importantes nas instituições brasileiras”, justificou.

A proposta da emenda à Constituição (PEC), que será enviada para análise do Congresso Nacional, foi elaborada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para quem é preciso realizar “mudanças estruturais” na área. Segundo ele, o desenho estabelecido pela Constituição de 1988 “está absolutamente superado pela dinâmica da criminalidade”, que deixou de ser local para ser nacional e transnacional.

“A gente vê, de vez em quando, falar do Comando Vermelho, do PCC. E eles estão em quase todos os estados, disputando eleições e elegendo vereadores. E, quem sabe, indicando pessoas para utilizar cargos importantes nas instituições brasileiras”, justificou.

A proposta da emenda à Constituição (PEC), que será enviada para análise do Congresso Nacional, foi elaborada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para quem é preciso realizar “mudanças estruturais” na área. Segundo ele, o desenho estabelecido pela Constituição de 1988 “está absolutamente superado pela dinâmica da criminalidade”, que deixou de ser local para ser nacional e transnacional.

Mandantes impunes

Ambos estão presos, porém, a cassação do mandato de Chiquinho, aprovada no Conselho de Ética da Câmara, ainda não foi a plenário, o que mostra as dificuldades políticas para romper a blindagem contra criminosos infiltrados nos poderes constituídos. Punir os mandantes do assassinato é indispensável para coibir crimes dessa natureza; somente os executores não resolve o problema da infiltração criminosa.

Marielle foi assassinada em plena atividade política como parlamentar, ao sair de uma reunião de mulheres que debatia o tema da violência, na Lapa, região central da capital fluminense. A causa foi sua atuação na Zona Oeste da cidade contra um esquema de grilagem de terrenos e projetos imobiliários ilegais, sob o comando de milícias.

O crime contou com a cobertura do próprio chefe da Polícia Civil à época, o delegado Rivaldo Barbosa, que prejudicava as investigações para evitar que chegassem aos mandantes. Somente após a Polícia Federal entrar no caso é que o crime foi elucidado, e Barbosa foi preso. O delegado chegou a prometer aos pais de Marielle que o assassinato não ficaria impune.

Os irmãos Brazão e Barbosa, que ainda não foram a julgamento, acusam o ex-vereador Cristiano Girão, também ex-policial militar, que chegou a ser preso e condenado por se envolver com milícias na Zona Oeste, de ser o mandante, num jogo para confundir as investigações. O ministro Alexandre de Moraes é o responsável pelo caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

O caso Marielle é uma demonstração de que a reforma do sistema de segurança pública é realmente necessária. A resistência dos governadores à implantação do sistema, como no caso do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que teve na questão da segurança pública uma prioridade efetiva, não se justifica. Os governadores de Santa Catarina, Jorginho Melo (PL); Paraná, Ratinho Junior (PSD); e Minas, Romeu Zema (Novo), sequer foram a reunião.

Caiado verbalizou a resistência dos governadores de oposição: “É inadmissível qualquer invasão nas posições que os estados têm em termos de poder da sua Polícia Civil, Militar e Penal, que realmente são as estruturas que sustentam a segurança neste país, com total parceria com a PF e a PRF”.

A posição do governador goiano sinaliza as dificuldades que o projeto de reforma da segurança pública enfrentará no Congresso. O problema não é onde o sistema de segurança não foi capturado pelo crime organizado, é onde isso está acontecendo. Nesse caso, a ação federal é necessária, como o próprio caso Marielle demonstra. (Correio Braziliense – 01/11/2024 – https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2024/11/6978396-analise-caso-marielle-mostra-a-necessidade-de-reforma-da-seguranca.html)

IMPRENSA HOJE

0

Veja as manchetes dos principais jornais hoje (01/11/2024)

MANCHETES DA CAPA

O Globo

Sentença histórica – Após mais de 6 anos, júri condena assassinos de Marielle e Anderson

O Estado de S. Paulo

Júri condena assassinos de Marielle; penas somam 137 anos
Lula apresenta plano do ‘SUS da Segurança’; governadores resistem
Limite para alta de gastos estudado pelo governo esbarra em regras de benefícios
Desemprego cai para 6,4% no 3º trimestre, diz IBGE
Com segurança reforçada, Interlagos deve receber 260 mil pessoas em três dias
Imigração ajuda EUA, mas apoio a deportações de Trump cresce

Folha de S. Paulo

Júri condena Lessa e Élcio por mortes de Marielle e Anderson
Governo avalia limite para gastos obrigatórios e gatilhos de contenção
PT pediu vaga no TCU para apoiar Motta, afirma Lira
Gestora Kinea arremata leilão da Rota do Zebu
Luis Lacalle Pou – Não há uma luta ideológica entre mercado e Estado
Desemprego cai a 6,4% no 3º trimestre, o menor da série
Gestão Tarcísio recua e reformará estádio do Ibirapuera

Valor Econômico

Inflação de alimentos ganha força e deve subir em torno de 1% ao mês no 4º tri
Desemprego tem menor taxa no 3º tri desde 2012
Ouro e dólar se destacam no mês em meio a incertezas
Lessa e Queiroz são condenados pelo assassinato de Marielle
SP Gastronomia começa hoje e lança guia de restaurantes
Governo propõe a governadores ação conjunta na segurança

Projeto de Alex inclui crime ambiental praticado por razão política ou ideológica no rol de terrorismo

0

O projeto de lei aprimora a capacidade do Brasil de enfrentamento a ameaças ambientais emergentes

Preocupado com a recente escalada de incêndios florestais de origem criminosa, o deputado federal Alex Manente (Cidadania-SP) apresentou nesta quinta-feira (31) projeto de lei 4189/2024 para incluir crimes ambientais praticados por razões de ordem política ou ideológica na definição de terrorismo. O parlamentar entende que tais atos, além de causar destruição ambiental significativa, também prejudicaram a segurança e a saúde da população.

“A inclusão de motivações de ordem política ou ideológica na definição de terrorismo é essencial para garantir que atos que instrumentalizam o meio ambiente para fins de coerção política sejam enquadrados na legislação antiterrorismo. Com efeito, uma tutela penal mais robusta é necessária para enfrentar a realidade de que certos indivíduos ou grupos utilizam a destruição ambiental como forma de pressão política, buscando provocar terror social, descredibilizar autoridades ou pressionar governos a adotar determinadas ações”, pontuou Alex Manente.

A Proposta assegura ainda que a legislação antiterrorismo não será utilizada para coibir manifestações legítimas e pacíficas, que são parte essencial do exercício democrático e da liberdade de expressão. Portanto, a alteração proposta reforça o compromisso com a proteção do meio ambiente e a segurança pública, sem comprometer os direitos fundamentais e as liberdades civis garantidas pela Constituição.

Mais punição

Em paralelo, Alex Manente apresentou o PL 4190/2024 para aumentara punição para crimes ambientais e em casos intencionais, a substituição, de detenção por reclusão de 6 (seis) a 12 (doze) anos, e multa. Se culposo a pena é de detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.

“Seja de forma intencional ou por negligência, ocasiona impactos visíveis no campo e nas cidades. Em regiões como a Amazônia e o Pantanal, os incêndios devastam a fauna e a flora e intensificaram o desmatamento, agravando a crise climática e ambiental. Além de destruírem inúmeras espécies de animais e plantas, os incêndios afetam as diversas atividades econômicas, e colocaram em risco a saúde e a vida da população”, explicou Manente.

ATENÇÃO DIRETÓRIOS: Pedido de tempo de TV deve ser feito entre 1° e 14/11

0

A direção nacional do Cidadania alerta os diretórios estaduais e o diretório distrital para que fiquem atentos para o prazo de solicitação de tempo de rádio e TV para o 1º semestre de 2025. Para garantir as inserções estaduais, os diretório devem encaminha o requerimento ao respectivo Tribunal Regional Eleitoral, de 1º a 14 de novembro de 2024, conforme a Resolução 23679/2022.

A propaganda partidária tem como metas difundir mensagens sobre a execução do programa do partido e divulgar as atividades congressuais da legenda e o posicionamento em relação a temas políticos e ações da sociedade civil. Cabe destacar que pelo menos 30% do tempo destinado a cada legenda deve ser utilizado para a promoção e a difusão da participação feminina na política.

Proposta de Any Ortiz amplia sanção para fraude licitatória durante calamidades

0

A deputada federal Any Ortiz (Cidadania-RS) apresentou projeto (PL 2273/24) que determina que as empresas declaradas inidôneas por infração cometida durante estado de calamidade pública ficarão proibidas de participar de licitação ou contrato com qualquer órgão público durante um período que pode variar de 4 a 8 anos. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Atualmente, a Lei de Licitações e Contratos Administrativos prevê sanções administrativas para as empresas que fraudam licitações ou contratos. A mais grave, a “declaração de inidoneidade”, é aplicada em algumas situações, como a apresentação de documentação falsa. A empresa condenada fica impedida de manter vínculo com a administração pública pelo prazo de 3 a 6 anos.

Any Ortiz defende que essa sanção seja ampliada para as infrações cometidas durante estados de calamidade pública. “Nossa intenção é majorar a pena para aqueles que se prevalecerem da fragilidade do ente federativo”, disse a deputada, que recentemente atuou incansavelmente para socorrer a população do Rio Grande do Sul atingida pela catástrofe provocada por uma enchente.

O projeto será analisado em caráter conclusivo nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Só falta Sérgio Cabral no velório da Lava-Jato

0

NAS ENTRELINHAS

O ex-governador está na expectativa de decisões dos ministros do Supremo Gilmar Mendes, sobre a Operação Calicut, e Dias Toffoli, no caso de Curitiba

No rastro da desconstrução da Operação Lava-Jato, com a anulação das condenações do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT), que voltou à vida política plena, podendo concorrer a qualquer cargo político, a bola da vez é o ex-governador fluminense Sérgio Cabral Filho, que ficou preso de novembro de 2016 a dezembro de 2022, quando obteve o direito de prisão domiciliar. Dois meses depois, deixou a prisão domiciliar. Ele fora condenado a mais de 400 anos de prisão. Cabral não tem condenação em última instância, ou seja, sem chance de recurso. Como já foi sentenciado em segunda instância, porém, é impedido pela Lei da Ficha Limpa de disputar eleições. Ele governou o estado de 2007 a 2014.

Em 7 de março passado, a defesa de Cabral conseguiu anular três condenações que haviam sido sentenciadas no âmbito da Operação Lava-Jato pela 7ª Vara Criminal Federal, do juiz Marcelo Bretas. Tomadas pela 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), as três sentenças anuladas pelo TRF2 somam cerca de 40 anos de prisão e são relacionadas a três operações derivadas da Lava-Jato: C’est Fini, Ratatouille e Unfair Play. Isso não significa que Cabral foi inocentado, mas o processo voltou quase à estaca zero.

No caso da Operação C’est Fini, a 1ª Turma decidiu que a Justiça Federal é incompetente para julgar o feito, anulando a sentença de primeiro grau e determinando a remessa dos autos ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). A Operação C’est Fini apura a denúncia de pagamento de propinas para beneficiar a empresa Gelpar em contratações com o estado do Rio de Janeiro destinadas à prestação de serviços do Poupa Tempo. A ação foi deflagrada em 2017 pela Polícia Federal. O ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro Carlos Nuzman também é réu na C’est Fini.

Sobre a Operação Ratatouille, o TRF2 considerou que o caso compete à Justiça Federal, mas que a 7ª Vara Federal Criminal não possuía competência para julgar os fatos apurados. A Operação Ratatouille investiga a acusação de pagamento de vantagens indevidas em contratos de fornecimento de alimentos e serviços especializados de limpeza e administrativos para o estado. No processo da Unfair Play 2, as partes deverão ser ouvidas para que seja decidido sobre a possível competência da 10ª Vara Federal Criminal. Uma das fundamentações da 1ª Turma é que os fatos investigados não envolvem verba federal nem houve a prática de crime em prejuízo de bens, serviços ou interesse da União.

A Operação Unfair Play 2 trata da contratação de serviços terceirizados ao governo estadual e para a compra de votos de membros da comissão que escolheria a cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Os desembargadores seguiram entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), no sentido de que os fatos tratados em ambas não são conexos às ações penais das operações Calicut e Eficiência, estas, sim, de competência do juízo questionado.

No Supremo

Responsável pela condução dos julgamentos da Lava-Jato na Justiça Federal do Rio de Janeiro, o juiz Marcelo Bretas está afastado do cargo desde fevereiro de 2023, por irregularidades na condução de processos, conforme denúncia feita pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que alega irregularidades na negociação de delações premiadas. Outro processo foi aberto pelo atual prefeito do Rio, Eduardo Paes, recém-reeleito no primeiro turno, que diz ter sido prejudicado intencionalmente por Bretas na eleição para o governo do Rio de Janeiro em 2018. A terceira denúncia é da Corregedoria Nacional de Justiça, sobre possíveis irregularidades na prestação de serviços judiciais sob responsabilidade de Bretas. Os advogados do juiz Marcelo Bretas negam qualquer irregularidade.

Em maio de 2023, Sérgio Cabral já havia sido contemplado pelo juiz Eduardo Fernando Appio, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que determinou a nulidade, por falta de imparcialidade do ex-juiz e atual senador Sergio Moro (União-Brasil), em todos os atos decisórios dele quando era juiz, inclusive em relação à prisão preventiva do ex-governador Sérgio Cabral no âmbito da Operação Lava-Jato, em Curitiba. Segundo Appio, Cabral não teve a garantia do devido processo legal, conforme conversas vazadas entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol, que teriam se unido para atuar contra o acusado.

Cabral ainda está na expectativa de decisões dos ministros do Supremo Tribunal federal (STF) Gilmar Mendes, sobre a Operação Calicut, que apura doações eleitorais da Andrade Gutierrez, e Dias Toffoli, no caso de Curitiba. Coveiros da Lava-Jato, os dois ministros ainda não convidaram o ex-governador fluminense para o velório, mas estão anulando todas as decisões de Moro e Bretas. Em tempo: o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) também já foi beneficiado e pode disputar eleições. (Correio Braziliense – 31/10/2024 – https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2024/10/6977533-analise-so-falta-sergio-cabral-no-velorio-da-lava-jato.html)

Em encontro, Comte destaca desempenho de Amon na disputa em Manaus

0

O presidente nacional do Cidadania, Comte Bittencourt, se reuniu na última quarta-feira (30) com o deputado federal Amon Mandel, que representou o partido na disputa pela prefeitura de Manaus, para agradecer o parlamentar por ter representado o partido nas últimas eleições e levado à população propostas inovadoras. No encontro eles também conversaram sobre os projetos futuros e a preparação do partido para a disputa eleitoral de 2026.

“Com sua grande criatividade, ideias novas e capacidade de convencimento, Amon teve uma grande performance, conquistando no primeiro turno 210.643 votos, o que correspondeu a 19,10% dos válidos. Por pouco não chegou ao segundo turno, mas pavimentou ainda mais sua carreira política que já chama atenção nacionalmente”, destacou Comte Bittencourt, citando que Amon foi um dos destaques de reportagem da Globonews que citou parlamentares em ascensão.

O encontro também teve a participação do jornalista e dirigente Luiz Carlos Azedo.

IMPRENSA HOJE

0

Veja as manchetes dos principais jornais hoje (31/10/2024)

MANCHETES DA CAPA

O Globo

Prefeituras pagam a corretores de emendas para receber verbas

O Estado de S. Paulo

Com alta do dólar e temor de inflação, equipe econômica tenta de novo destravar corte
PT, PL e MDB decidem apoiar Hugo Motta, candidato de Lira
Câmara rejeita tributar grandes fortunas
Incêndio destrói Shopping 25, que estava com vistoria vencida
Justiça decreta prisão temporária do presidente da Mancha Alviverde
Morre, aos 84 anos, o músico que foi chamado de ‘Pelé do Piano’
Pior inundação em décadas mata mais de 90 na Espanha
Maduro vê ‘agressão’ do Brasil e convoca seu embaixador
Fronteira do Texas ajuda a explicar por que imigração virou tema central

Folha de S. Paulo

Taxação de previdência privada em herança sai da reforma tributária
Haddad e Rui Costa afirmam que já concordância sobre corte de gastos
Governo Lula via apoiar projeto de lei que veta celular em escola
Não há como definir minha dor, diz mãe de Marielle em júri
Evento em Londres discute como crescer de forma sustentável
Temporal histórico deixa ao menos 95 mortos na Espanha
Chanceler é demitida por Milei após voto pró-Cuba na ONU
Venezuela convoca embaixador em Brasília após Brics

Valor Econômico

Governo define que corte de gastos será feito por meio de PEC
Maduro convoca embaixador no Brasil
Catástrofe climática na Espanha
Bancos se tornam sócios de empresas em recuperação
Câmara rejeita taxação de grandes fortunas
Projeto mantém sigilo de emenda de comissão

IMPRENSA HOJE

0

Veja as manchetes dos principais jornais hoje (30/10/2024)

MANCHETES DA CAPA

O Globo

Indefinição sobre corte de gastos leva dólar à maior cotação desde 2021
Rogério Andrade volta a ser preso acusado de mandar matar outro bicheiro do clã em 2020
Executores de Marielle Franco vão a júri popular
Lira lança sucessor e testa sua força política em busca de consenso
Gilmar anula condenações de Dirceu, que mira volta à Câmara
Bolsonaro desdenha de ‘rivais’ na direita: “Juntam quantos no aeroporto?’
Governo Tarcísio aprova em leilão gestão privada de escolas em São Paulo
Prevenção ao HIV reduziu à metade contaminação pelo vírus em 5 anos em SP

O Estado de S. Paulo

Nunes diz que trabalhará para o MDB não apoiar Lula em 2026
Gilmar anula condenações impostas por Moro a Dirceu na Lava Jato
Dólar atinge maior cotação desde 2021 com indefinição sobre gastos
Lira atrasa tramitação de anistia a condenados do 8 de Janeiro
Bicheiro Rogério Andrade é preso por assassinato de rival
Polícia identifica suspeitos de emboscada contra cruzeirenses
40% das mulheres com câncer são demitidas, diz pesquisa
Kamala e Trump entram empatados na última semana de campanha

Folha de S. Paulo

Haddad diz não ter prazo para cortes; dólar chega a maior valor desde 2021
Campos Neto cobre ajuste e afirma que mercado duvida de inflação na meta
Ações sobre reforma da Previdência no STF podem custar R$ 389 bilhões
Lira põe projeto da anista do 8/1 tem acordo por sucessão
Hugo Motta confirma candidatura à presidência da Câmara
Eduardo Pimentel (PSD) – Novas creches e subsídio vão resolver fila
Gilmar Mendes anula condenações de José Dirceu na Lava Jato
Técnicos do Ibama sugerem veto a licença no Amazonas
Empresa que gere cemitérios na capital paulista vence PPP das escolas estaduais

Valor Econômico

Incerteza fiscal e cenário externo levam dólar a R$ 5,76, maior cotação desde março de 2021
Lira adia debate sobre anistia para atrair apoio do PT a Motta
Em SP, Engeform e Kinea vencem PPP de escolas
Governo prepara linha de R$ 8 bi para converter pasto degradado
Na reta final, Trump se reaproxima de CEOs
Ibama recomenda veto a Petrobras na Foz do Amazonas

Eleição nos EUA influenciará futuro de Lula

0

NAS ENTRELINHAS

A estreita vantagem de Kamala nas pesquisas, ao manter Trump como uma alternativa de poder, também repercute na geopolítica e na economia global

A uma semana para as eleições nos Estados Unidos, 5 de novembro, as pesquisas mostram que, nesta reta final, a disputa entre a vice-presidente Kamala Harris e o ex-presidente Donald Trump é dramática. Seu resultado é incerto, porém será uma variável externa a ser levada em conta pelo governo Lula, tendo em vista sua repercussão na política interna brasileira até as eleições de 2026.

Eleita, Kamala será a primeira mulher a presidir os Estados Unidos e uma aliada natural de Lula. Se as contradições geopolíticas entre os dois países não se aprofundarem, sua vitória será uma espécie de “mais do mesmo” em relação à política do presidente Joe Biden. Seus principais pontos de tensão com Lula são as guerras da Ucrânia e de Gaza. Venezuela e Nicarágua, áreas sensíveis para o Itamaraty, hoje, mais aproximam do que distanciam o Brasil dos Estados Unidos. A relação do Brasil com a China, nosso maior parceiro comercial, para onde vai a maior parte da nossa produção agrícola, não interfere nas relações com os Estados Unidos, o maior mercado para a nossa indústria, a ponto de estressar o diálogo de Lula com Biden.

Entretanto, uma eventual vitória de Trump pode alterar muito esse cenário, talvez mais até em relação à nossa política interna. Explica-se: as posições de Trump são mais próximas do Brasil em relação à Ucrânia, porque o ex-presidente dialoga com Putin, ao contrário de Biden, porém são mais distantes quanto ao Oriente Médio. Se depender do ex-presidente norte-americano, a disputa comercial com a China deve ser intensificada, e o equilíbrio do Brasil entre as duas canoas será mais difícil, porque a reestruturação das cadeias de valor regionais será mais acelerada. A expansão do Brics reflete essa reestruturação; em contrapartida, o acordo do Mercosul com a União Europeia não sai do papel.

Mas o grande problema é a repercussão que uma eventual vitória de Trump terá na nossa política interna. Lula teve o apoio decisivo de Biden na disputa eleitoral contra Jair Bolsonaro, um dos fatores que ajudou a frustrar a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro, no entanto, uma vitória de Trump levaria água para o moinho do ex-presidente brasileiro, ainda que esteja inelegível. Os resultados das eleições municipais de domingo mostram que Bolsonaro se isolou e foi derrotado pelas forças de centro-direita, entretanto o bolsonarismo continua sendo uma força eleitoral considerável. Os resultados eleitorais do PL demostram isso.

Trump e Bolsonaro são aliados diante de um espelho. Têm posições muito próximas em relação à Venezuela e a Israel. Mais do que isso, têm uma visão de mundo semelhante, com viés bastante autoritário, sobre os respectivos países e suas instituições. Um dos principais financiadores da campanha de Trump é o magnata da tecnologia Elon Musk, desafeto de Lula e aliado de Bolsonaro. Não será fácil a vida de Lula com uma eventual vitória do republicano.

Disputa indefinida

A estreita vantagem de Kamala nas pesquisas, ao manter Trump como uma alternativa de poder, também repercute na geopolítica e na economia global. Kamala lidera desde o debate com Trump na Pensilvânia, em 10 de dezembro, quando virou o jogo numa disputa na qual o presidente Biden estava sendo derrotado. Ocorre que os EUA utilizam um sistema de colégio eleitoral para eleger seu presidente. Nele, conseguir eleger a maioria dos delegados é mais importante do que a soma dos votos que os elegeram.

Historicamente, a maioria dos estados vota sempre com os republicanos ou com os democratas, mas há aqueles nos quais a maioria varia de uma eleição para outra, ora vencem os republicanos, ora os democratas. São nesses estados que Kamala e Trump concentram a campanha eleitoral nesta reta final. No momento, as pesquisas estão muito apertadas em sete estados considerados decisivos para a disputa. O principal é a Pensilvânia, que tem o maior número de votos no colégio eleitoral.

Com Michigan e Wisconsin, esses redutos democratas se tornaram republicanos em 2016, desequilibrando a disputa em favor de Trump. Biden recuperou esses estados em 2020, mas a disputa de Harris com Trump nesses colégios eleitorais está acirradíssima. Nacionalmente, a média ponderada das últimas 13 pesquisas, calculada pelo Real Clear Politics, mostra Trump com 48,5% das intenções de voto, e Kamala com 48,3%. Na mesma fase final do pleito de 2020, Joe Biden mantinha 7,4 pontos de vantagem sobre o republicano.

Analistas registram uma estagnação na campanha de Kamala que contrasta com sua capacidade de arrecadação. Essa defasagem seria consequência da grande preocupação dos eleitores com a economia. Biden conseguiu reduzir a inflação sem provocar uma recessão, mas os resultados positivos não estão se traduzindo em votos. A maioria dos eleitores tem melhores expectativas econômicas em relação a Trump.

Além disso, o discurso negacionista de Trump em relação ao clima, suas posições contra os gastos militares com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e as acusações de que só perde a eleição se houver fraude ainda têm ressonância junto a grande contingente de eleitores. Trump explora a insegurança provocada pelas mudanças econômicas na vida dos trabalhadores americanos e os preconceitos da sociedade em relação aos imigrantes, bandeiras de campanha que o ajudaram a vencer em 2016. (Correio Braziliense – 29/10/2024 – https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/nas-entrelinhas-eleicao-nos-eua-influenciara-futuro-de-lula/)