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Marcelo Aguiar é o novo diretor-geral da FAP e anuncia pilares de trabalho

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Ex-secretário de Educação do DF ocupará o posto até 2026. Balanço de gestão foi apresentado

Comunicação FAP

O ex-secretário de Educação do Distrito Federal Marcelo Aguiar foi eleito neste sábado (2/10) diretor-geral da Fundação Astrojildo Pereira (FAP), sediada em Brasília e que é um órgão nacional de interlocução com o meio cultural e científico e de produção de análises sociais, políticas e culturais. Ele assumirá o novo posto no lugar do advogado e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Marco Aurelio Marrafon, que foi eleito para a presidência do Conselho Curador da instituição. A FAP é vinculada ao Cidadania 23.

“Nossa gestão vai agir em três pilares: decisão coletiva, transparência na gestão e austeridade”, disse Aguiar, que cumprirá o mandato no período de 7 de novembro de 2024 a 6 de novembro de 2026 na diretoria-geral da FAP. “Vamos ser continuidade dessa gestão, tentar responder às expectativas criadas a partir do planejamento estratégico”, afirmou.

Veja, abaixo, vídeo da reunião:

Entre as primeiras ações previstas na gestão de Aguiar está a realização do curso de capacitação política para prefeitos, vices e vereadores, seminários políticos e celebração dos 40 anos da democratização do Brasil. O planejamento estratégico também inclui, entre outras ações, a realização de encontros de jovens lideranças e eventos temáticos.

Confira o planejamento estratégico Biênio 2025-2026

“A FAP está dando comprovação de amplitude em sua composição. Não somos fundação meramente partidária. Temos pessoas de diversos outros partidos políticos e até sem vinculação a partidos, intelectuais, artistas”, ressaltou Aguiar, que, em 1978, começou a ter contato com colegas do que hoje é o Cidadania 23.

Economista pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Henrique Dau, que foi eleito novo tesoureiro da FAP, ressaltou a importância do trabalho conjunto na fundação e agradeceu a todos que participaram da gestão anterior. “Mesmo em condições difíceis, o trabalho foi muito bem-feito”, disse.

Balanço de gestão

Marrafon, por sua vez, apresentou o balanço do trabalho realizado por ele à frente da diretoria-geral da FAP. Apesar da política de austeridade, a fundação registrou uma grande conquista, com a aquisição da sua primeira sede própria, no Setor de Autarquias Sul (SAUS), na região central de Brasília.

Veja, abaixo, vídeo do balanço da gestão:

Marrafon, que ocupará a presidência do Conselho Curador da FAP no lugar de Luciano Rezende até novembro de 2026, destacou, entre as conquistas, o documento produzido em parceria com o Cidadania 23. “Elaboramos um documento com todas as diretrizes e principiologia de atuação do Cidadania enquanto partido radicalmente democrata e republicano. Foi um trabalho muito importante”, asseverou. “De maneira geral, todos os eixos do planejamento estratégico foram contemplados. Dentro daquilo que foi possível, agradeço muito a cada um”, acrescentou.

Rezende, que foi prefeito de Vitória (ES) por dois mandatos consecutivos, lembrou que os cursos de formação política foram realizados “com esforços voluntários de todo mundo”. Ele propôs uma moção de aplausos e reconhecimento ao trabalho de Marrafon, em conjunto com o agora ex-tesoureiro da FAP Raimundo Benoni e do diretor-executivo Luiz Carlos Azedo.

Kamala e Trump diante do “sonho americano”

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NAS ENTRELINHAS

Inteligência artificial, biotecnologia, robótica, internet das coisas e blockchain estão transformando profundamente a economia, a sociedade e até mesmo o conceito de humanidade

O mundo acompanha com grande expectativa as eleições presidenciais nos Estados Unidos, nas quais a vice-presidente Kamala Harris e o ex-presidente Donald Trump chegam às urnas, nesta terça-feira, praticamente empatados nas médias nacionais. Há diferenças políticas abissais entre ambos. Harris, se vencer, será a primeira mulher a governar os Estados Unidos; Trump pode vir a ser o primeiro ex-presidente derrotado numa eleição a voltar ao poder. São eleições realmente atípicas.

O presidente Joe Biden desistiu de concorrer à reeleição para não perder para Trump, que havia derrotado quando pleiteava o segundo mandato. Com sua renúncia, Kamala foi aclamada candidata pelo Partido Democrata e recuperou o terreno perdido em poucas semanas. Sua pequena vantagem, porém, nesses últimos dias de campanha, está diminuindo. Para alguns analistas, Trump voltou a ser favorito na disputa. Só nos resta aguardar os resultados do pleito, que combina eleições diretas nos estados e um colégio eleitoral de delegados, que representa a federação e elege o presidente. Na maioria dos estados, quem ganha as eleições elege todos os delegados, não há proporcionalidade.

O sistema de apuração das eleições norte-americanas é arcaico, com votação em cédulas de papel e contagem manual em muitos lugares, o que provoca demora na proclamação dos resultados e acusações de fraude. Na eleição passada, Trump aproveitou-se disso para se proclamar vencedor e estimulou a tomada do Capitólio por seus partidários, para impedir a posse de Biden. Nesta eleição, já estimula controvérsias sobre a lisura das eleições, caso perca novamente. Chega-se ao dia de votação — também foi possível votar antecipadamente, pelo correio — com as pesquisas muito apertadas em sete estados considerados decisivos, entre os quais Pensilvânia, Michigan e Wisconsin.

O pano de fundo das eleições americanas são aceleradas transformações tecnológicas e sociais, o declínio do sonho americano e uma corrida mundial para reinventar o Estado, no contexto de ascensão da China como segunda potência mundial. Entre os intérpretes dessas mudanças, há um consenso de que as democracias ocidentais não estão conseguindo acompanhá-las.

A China e outros países da Ásia estão se modernizando rapidamente e põem em xeque a hegemonia norte-americana no Pacífico, para onde se deslocou o comercio mundial. A ineficiência e o tamanho excessivo do Estado moderno, a burocracia e os altos custos dos serviços públicos, as dificuldades enfrentadas para promover o crescimento econômico e manter o chamado “Estado de bem-estar social” tecem o cenário da ascensão de forças de extrema-direita e reacionárias no mundo.

Signo de incertezas

Inteligência artificial, biotecnologia, robótica, internet das coisas e “blockchain” (criptomoedas e compartilhamento de dados) estão transformando profundamente a economia, a sociedade e até mesmo o conceito de humanidade. As mudanças estão acontecendo de forma muito rápida e em escala global, com potencial de afetar toda a estrutura produtiva e o cotidiano das pessoas. Não se trata apenas de debater “o quê” e “como fazer”, mas também definir “quem somos”. Há incertezas e urgências para todos, as relações são mais voláteis e fluidas. Isso vale para os governos, as empresas e os indivíduos.

A integração de tecnologias, como internet das coisas (IoT), inteligência artificial e biotecnologia, está criando inovações disruptivas que têm o potencial de modificar radicalmente setores inteiros, desde saúde e agricultura até o transporte e a energia. A automação e a inteligência artificial têm o potencial de substituir muitos empregos tradicionais, ao mesmo tempo em que criam novas oportunidades e demandam novas habilidades.

Esse ambiente gera duas atitudes: tentar barrar as mudanças e resgatar um passado imaginário ou acompanhar o processo pela via da modernização forçada. Ambas convergem para formas de governo autoritárias. Educação e desenvolvimento de novas competências demandam tempo e regulamentação para preservar princípios éticos, como no caso da biotecnologia, garantir a liberdade e regulamentar a proteção de direitos dos indivíduos e o bem-estar social somente é possível na democracia. Nela, temas como privacidade e combate às desigualdades são essenciais.

O American Dream ou “Sonho Americano” sempre foi associado a prosperidade, liberdade e oportunidades iguais, que os Estados Unidos, bem ou mal, asseguraram desde a Independência. Entretanto, esse modo de vida americano está em declínio, devido às dificuldades de acesso à educação e à saúde, à volatilidade do mercado de trabalho, à crise habitacional e às restrições aos direitos e liberdades individuais. É nesse cenário, agravado pelo aquecimento global e eventos climáticos extremos, que Kamala e Trump se digladiam. A primeira aposta na democracia como a melhor forma para enfrentar os problemas; o segundo não esconde seu projeto “iliberal”. (Correio Braziliense – 05/11/2024 – https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/kamala-e-trump-diante-do-sonho-americano/)

IMPRENSA HOJE

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Veja as manchetes dos principais jornais hoje (05/11/2024)

MANCHETES DA CAPA

O Globo

EUA escolhem entre Kamala e Trump na disputa mais imprevisível em décadas

O Estado de S. Paulo

Eleição sem favorito põe EUA e o mundo em encruzilhada
Concessão de BPC por via judicial triplica em três anos e dificulta ajuste
Proposta de regras para emendas eleva risco de corrupção, dizem entidades
Lentidão da Justiça favorece crime de ‘colarinho branco’, afirma Fachin
Roubos por falsos motoboys levam medo à região da Faria Lima

Folha de S. Paulo

EUA vão às urnas divididos e sob temor de contestação do resultado
Democrata defende imposto sobre fortunas, acesso ao aborto e apoio a Israel
Republicano promete taxar mais as importações e deportar imigrantes
Governo está pronto para anunciar pacote de corte de gastos, diz Haddad
Suspeito de mandar matar Bruno e Dom é indiciado
Se a esquerda for para o centro, será suicídio histórico, afirma Boulos
Ataque de Israel mata bebê brasileira de 1 ano no Líbano

Valor Econômico

Em cenário de incerteza, EUA escolhem presidente
Eleição não deve afetar negócios com o Brasil
Lula não anuncia cortes e reuniões prosseguem hoje
ANPD abre processo contra TikTok
Grupo de construtoras ganha leilão do 2º lote da PPP de escolas de SP

Projeto de Alex tipifica crime de sequestro internacional de filhos

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A Câmara analisa projeto (PL 135/24) do deputado Alex Manente (Cidadania-SP), que prevê prisão de 4 a 6 anos para pai, mãe ou responsável legal que levar criança ou adolescente ao exterior, com o objetivo de afastá-lo do convívio familiar. Segundo o autor da proposta, além de punir quem comete o delito, o texto fecha uma lacuna na legislação brasileira, que hoje não tipifica como crime o sequestro internacional de filhos.

Atualmente, segundo o Ministério da Justiça, há mais de 250 casos de subtração internacional de menores. O parlamentar avalia que o problema tem se agravado em parte devido ao aumento no número de divórcios, muitas vezes litigiosos.

O projeto de Alex Manente texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Aém de punir quem comete o delito valendo-se da guarda judicial, a proposta aumenta as chances de resgate da vítima levada para exterior.

Manente ressalta que o Brasil é signatário de duas convenções que estabelecem mecanismos para proteger crianças e adolescentes dessas práticas: a Convenção Interamericana sobre a Restituição Internacional de Menores e a Convenção de Haia sobre os Aspectos Civis da Subtração Internacional de Crianças.

“Mesmo assim, é possível ocorrer a subtração para países que não são signatários desses tratados”, lamenta Manente. “Isso dificulta a restituição do menor ao convívio familiar e causa sofrimento tanto para a vítima quanto para o genitor ou guardião privado da convivência familiar”, acrescenta.

Prazo final de prestação de contas eleitorais termina nesta terça (05)

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Está na hora de prestar contas. Na próxima terça-feira (05/11) vence o prazo para que todos os candidatos, diretórios e comissões provisórias enviem a prestação de contas finais de campanha para a Justiça Eleitoral, independentemente te terem ou não movimentado recursos na eleição.

A prestação de contas deve ser enviar por meio do Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE), com o protocolo da respectiva mídia junto ao cartório eleitoral. Somente com esse processo completo a prestação de contas será considerada entregue.

Outros prazos

Para dar suporte aos filiados com relação ao cumprimento de prazos legais, a direção nacional do Cidadania elaborou uma matriz decisória que traz os principais marcos, datas e providências importantes no calendário eleitoral 2024 no mês de Novembro/2024 que precisam ser observados por quem foi candidato(a) ou é presidente estadual/municipal de partido .

CONFIRA ABAIXO:

Agro brasileiro será protagonista da segurança energética, diz Arnaldo Jardim

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O agronegócio brasileiro provou que é um dos principais responsáveis pela segurança alimentar do planeta e, em breve, também deve ser o protagonista da segurança energética. Essa é a opinião do deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-S), presidente da Comissão Especial sobre Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde, que abordou o assunto durante entrevista para o Canal Rural.

Jardim também é autor da proposta que deu origem à Lei 14.130/2021, que institui os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro). Ele lembra que há cerca de 20 anos, o Plano Safra era o único responsável pelo financiamento e custeio da produção agropecuária brasileira, mas, atualmente, responde por apenas 30% desta tarefa.

De acordo com o deputado, restante provém do próprio produtor através de operações como o barter que, muitas vezes, vem incutida de juros altos.

“Foi a partir daí que surgiu a ideia do Fiagro como um mecanismo de mercado porque, embora o agro seja responsável por 22%, 28% do PIB brasileiro, os números variam, na bolsa de valores, as empresas do agro são apenas 3%. Isso porque há um descasamento entre o mercado de capitais e o agro. Aproximar [os dois lados] significa mais recursos e menos dependência de governo, além de baratear o custo”.

Segurança energética e alimentar

O deputado também falou que o agronegócio brasileiro vem se destacando na produção de alimentos e de energia. “Quando nós começamos a debater isso, uma parte do mundo, por desconfiança, outra por preconceito e uma terceira por interesse comercial, disse que o Brasil não poderia fazer isso porque ao começar a produzir energia, deixaria de produzir alimentos. Nós provamos o contrário”.

Segundo Jardim, o Brasil aumentou o cultivo de alimentos ao mesmo tempo em que as propriedades rurais passaram a contribuir para a produção energética. Conforme ele, tudo isso vem amparado, agora, pelo chamado Combustível do Futuro.

“O etanol deve continuar e deve aumentar a mistura [à gasolina], com o aumento da produção de cana. Mas agora também provém do milho, do triticale e do trigo”, diz.

Além disso, o aumento exponencial da mistura de biodiesel ao diesel convencional é outro destaque apontado por Jardim, assim como, mais recentemente, a aprovação de produção de biogás e biometano provindo de granjas de aves, suínos e também de produção bovina.

Balanço eleitoral de 2024: Executiva se reúne dia 09

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A Executiva Nacional do Cidadania se reúne no dia 09 de novembro para fazer um balanço das eleições. O encontro acontece a partir das 9 horas e o link será enviado para todos os participantes.

Leia abaixo a convocação.

Ofício 066/2024 – Cidadania/DN

Brasília, 22 de outubro de 2024

Prezados(as) companheiros(as),

Por meio deste, estamos convocando os membros da Comissão Executiva Nacional para uma reunião ordinária, de acordo com o estabelecido no artigo 20, §5º, do nosso estatuto, online, no dia 09 de novembro de 2024, (sábado) às 09 horas (horário de Brasília), para tratar dos seguintes pontos de pauta:

  1. Análise de Conjuntura Política e balanço das Eleições Municipais;
  2. Assuntos gerais.

    A reunião será realizada por meio de link que será enviado aos membros da Executiva Nacional.

Sem mais para o momento e certos de contarmos com sua imprescindível presença, subscrevemo-nos,

Regis Cavalcante
Secretário Geral

Comte Bittencourt
Presidente

IMPRENSA HOJE

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Veja as manchetes dos principais jornais hoje (04/11/2024)

MANCHETES DA CAPA

O Globo

Kamala aposta nas mulheres, e Trump, no voto dos descontentes

O Estado de S. Paulo

Recuperações judiciais batem recorde; juros altos são ‘vilões’
Enem traz crise do clima, Racionais e, na redação, herança africana
A pedido de Lula, Haddad cancela viagem após disparada do dólar
Deputados eleitos prefeitos gastam R$ 831 mil da cota
Verstappen faz exibição de gala em interlagos
Argentina – Morre, aos 99 anos, fundadora das Mães da Praça de Maio
Novo perfil de moradores dá esperança a Kamala em Estado-pêndulo

Folha de S. Paulo

Em meio à disparada do dólar, Haddad cancela ida à Europa a pedido de Lula
Inquérito sobre venda de decisão ligam figuras do agro de BA e MT
Em 1º dia sem sustos, Enem se volta a questões raciais
Não há consenso na esquerda sobre como retomar base
Trauma com enchentes no RS impulsiona busca por ajuda psicológica
Hamilton faz homenagem a Senna em Interlagos
Anne Applebaum – Se Trump diz que quer ser ditador, é para levar a sério
Potencial vitória de republicano deixa Brasil apreensivo

Valor Econômico

Déficit, imigração, clima e inflação, os desafios do futuro presidente dos EUA
Para Nobel, candidatos têm ideias protecionistas com focos distintos
Congresso ganha mais peso nos orçamentos das cidades
Economistas pedem pacote de corte de gastos estruturante
Êxito de leilões mostra apelo da infraestrutura
Gargalos em Belém para COP30 preocupam

Entre Trump e Maduro, Lula marcha para o centro

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NAS ENTRELINHAS

Passada as eleições municipais, a força do governo para realizar sua agenda está diretamente relacionada à expectativa de poder em 2026

Placas tectônicas são pedaços da crosta terrestre, a litosfera, que flutuam sobre o magma; acima delas, estão os continentes e oceanos; eventualmente, se movimentam e se encaixam como peças de um quebra-cabeça. No jargão da política, essa analogia geológica serve para sinalizar aproximações ou afastamentos entre seus protagonistas, como estão acontecendo na geopolítica política internacional e no ambiente político interno.

Esses movimentos podem ser convergentes, quando se movem uma contra a outra, ou divergente, quando se afastam, ou transformadores, quando se movem vertical ou paralelamente. As consequências são os vulcões, terremotos e tsunamis; ou a formação dos continentes, mares e cadeias de montanhas.

Os resultados obtidos pelos partidos de esquerda nas eleições municipais são como o movimento de placas tectônicas. Terão forte influência no reposicionamento estratégico de Lula, que enfrenta um ambiente externo completamente diverso daquele que havia quando foi eleito e um cenário político interno que o obriga a buscar a consolidação de suas alianças com os partidos de centro que participam de seu governo.

O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à entrada da Venezuela nos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e recém ampliado com Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes) e a recente declaração de apoio à candidata democrata Kamala Harris sinalizam também um reposicionamento na política externa.

O rompimento político com Nicolás Maduro, que se tornou um ditador na Venezuela, e Daniel Ortega, na Nicarágua, demonstram o compromisso de Lula com a democracia. Sua declaração sobre as eleições norte-americanas, ao identificar o ex-presidente Donald Trump com um projeto de poder de viés autoritário, reforçam esse entendimento. Entre Trump e Maduro, delimitou o seu campo político externa e internamente.

A posição relativa do Brasil no mundo hoje, diante da disputa comercial entre os Estados Unidos e a China, e a reestruturação das cadeias globais de valor, que estão adquirindo novas configurações regionais, impõem novos desafios. Há um ambiente internacional conturbado, com acirramento de conflitos, como nos casos das guerras da Ucrânia e de Gaza.

Restabelecida a centralidade da democracia na política externa, o desempenho do governo do ponto de vista da economia e da sua agenda social é o vetor principal tanto da governabilidade como do projeto de reeleição de Lula, se esse for seu desejo. Mas nada virá por gravidade, exceto as dificuldades.

Não houve um tsunami eleitoral em 2024, pelo contrário, a grande maioria dos prefeitos foi reeleita. O que ocorreu foi o fortalecimento dos partidos de centro-direita, cujos deputados se entrincheiraram nos municípios, graças às emendas impositivas e ao fundo eleitoral. Passada as eleições municipais, a força do governo para realizar sua agenda está diretamente relacionada à expectativa de poder de Lula em 2026.

A força do centro

Outro sinal tectônico é a convergência do apoio das bancadas do PT ao deputado Hugo Motta (Republicanos), candidato a presidente da Câmara apoiado pelo atual presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e pela bancada do PL; e ao senador Davi Alcolumbre (União-AP), candidato a presidente do Senado, apoiado por Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e, igualmente, pela bancada do PL. Na velha dialética, é a unidade dos contrários.

Para além de composição política na formação da mesa e das comissões do Congresso, esse pragmatismo das bancadas do PT significa também um esforço do governo para manter Pacheco e Lira como âncoras de sua governabilidade. Entretanto, isso não se resolverá com a eleição de Motta e Alcolumbre, senão não houver compartilhamento de poder com os dois caciques políticos.

Como dizia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, as eleições presidenciais são “fulanizadas” e não obedecem à distribuição de forças partidárias. As eleições municipais, porém, mostraram que a blindagem dos partidos políticos de centro e seus parlamentares deu certo, por meio das emendas impositivas e dos recursos do fundo eleitoral.

Essa máquina eleitoral encouraçada, que favorece a autorreprodução dos mandatos e o enraizamento desses partidos nos municípios, não pode ser desprezada. São forças poderosas na disputa eleitoral de 2022, com grande autonomia em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível e resolveu confrontá-las, sobretudo onde há possíveis candidatos à Presidência em 2026.

Bolsonaro chegou com força no segundo turno das eleições municipais, mas a maioria dos seus candidatos perdeu para a centro-direita, como aconteceu com a esquerda. O ex-presidente quer hegemonizar o centro, sem se deslocar da extrema direita. Não é da sua natureza. (Correio Braziliense – 03/11/2024 – https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/entre-trump-e-maduro-lula-marcha-para-o-centro/)

Vereador do Cidadania recicla material de campanha e beneficia pets

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Tu sabes o que fazer com aquele material que sobrou de campanha? Sabes ou não sabes? O Cidadania sabe. “Ein Prost!”

Lá em Blumenau, terra de descendentes alemães e que adora uma Oktoberfest, o vereador Bruno Cunha (Cidadania) realizou a entrega de caminhas pets feitas a partir de banners utilizados durante sua campanha. Quem recebeu foi o Sítio Dona Lucia.

A ação simboliza o compromisso com a proteção animal, mas também é uma forma de reaproveitamento de materiais, colaborando para a redução de resíduos e mostrando que sustentabilidade e solidariedade podem andar juntas. Dona Lucia foi a primeira protetora a receber as caminhas, mas outras estão sendo produzidas e serão doadas para mais entidades protetoras da cidade.

“A ideia é mostrar que o que usamos em campanha pode e deve ter um propósito além da eleição. Estas caminhas são um símbolo da nossa luta por uma cidade mais sustentável e amiga dos animais,” destacou Bruno Cunha, que reforça seu compromisso com ações que promovam o bem-estar animal e a sustentabilidade.