Adriana Fernandes: Bateria de bondades ainda não surte efeito nas pesquisas

O início do Auxílio Brasil turbinado de R$ 600, a redução dos preços dos combustíveis e o anúncio da injeção de bilhões com “bondades” eleitorais até o final do ano não foram até agora suficientes para alavancar a candidatura do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A primeira pesquisa eleitoral do Ipec feita neste ano, contratada pela TV Globo e divulgada nesta segunda-feira, 15, pelo Jornal Nacional, mostrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa para o Palácio do Planalto 12 pontos na frente de Bolsonaro. Lula com 44% e Bolsonaro atrás com 32% das intenções de votos

Foi um banho de água fria para a campanha do presidente na véspera do início oficial da campanha eleitoral, que começa esta semana. O time de Bolsonaro contava que a queda dos preços dos combustíveis, tema tão sensível para a população, já ajudaria a melhorar o apoio ao presidente com reflexo nas pesquisas.

Chamou atenção o dado da pesquisa indicando que 57% das pessoas reprovam a maneira como Bolsonaro está governando o Brasil, enquanto 37% aprovam. O instituto ouviu 2 mil eleitores em entrevistas presenciais realizadas entre 9 e 15 de agosto.

É claro que é pouco tempo desde o início do pagamento do Auxílio Brasil de R$ 600, que começou no dia 09. Também não deu tempo para sentir o impacto do empréstimo consignado para os beneficiários do programa social. Mas a frustração é maior no governo, sobretudo, com o fato de que os efeitos da redução do preço dos combustíveis e da inflação. Em julho, o IPCA teve queda de 0,68% e a desinflação foi comemorada pelo presidente.

No diesel, foram duas quedas dos preços anunciadas em menos de uma semana. E a gasolina caiu hoje pela terceira vez em menos de um mês. O corte do preço foi anunciado hoje depois de outra pesquisa do Instituto FSB, encomendada pelo banco BTG Pactual, ter mostrado no início Lula com 45% das intenções de voto e Bolsonaro com 34%.

A campanha do presidente ainda conta com o impacto da bateria das medidas eleitoreiras que vêm sendo adotadas desde o primeiro semestre, mas corre contra o tempo. Faltam 48 dias. (O Estado de S. Paulo – 16/08/2022)

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