Para Alessandro Vieira, encontros de Lula e Bolsonaro com Sarney escancaram ‘deserto de lideranças nacionais’

‘Tais extremos são apenas faces da mesma moeda que faz girar a política brasileira, viciada em ocupação predatória do poder’, afirma o senador (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE), criticou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por buscarem apoio ao ex-presidente José Sarney (PMDB) às vésperas do início da fase de depoimentos na CPI da Pandemia e em meio a articulações para as eleições de 2022.

“A romaria de Lula e Bolsonaro até o altar carcomido de Sarney escancara o óbvio: vivemos um deserto de lideranças nacionais”, criticou.

A conversa entre Bolsonaro e Sarney ocorreu na última terça-feira (27) na casa do ex-presidente, que acaba de completar 91 anos. Já o ex-presidente Lula pretende se encontrar com Sarney nesta semana, em Brasília.

“Os tais extremos [Lula e Bolsonaro] são apenas faces da mesma moeda que faz girar a política brasileira, viciada em ocupação predatória do poder, fisiologismo e corrupção”, afirmou Alessandro Vieira na rede social.

Alessandro Vieira diz que STF não pode mudar a história

Senador defendeu a imparcialidade do ex-juiz Sergio Moro e criticou decisão dos ministros (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE) repercutiu na rede social o posicionamento desta quinta-feira (22) do plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) que formou maioria para considerar que o ex-juiz Sergio Moro foi parcial em julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“O STF pode muito, mas ele não pode mudar a história. O Brasil não vai esquecer as malas de dinheiro, as confissões e os bilhões roubados. Vamos lembrar todos os dias desses bandidos que usaram o poder político para enriquecer às custas do sofrimento do povo”, escreveu o parlamentar em seu perfil no Twitter.

Até o momento, por 7 votos a 2, os ministros do Supremo entenderam que a decisão deve prevalecer. Apesar do placar, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Marco Aurélio. O presidente do STF, Luiz Fux, também deve votar.

Os ministros também decidiram que os processos contra o ex-presidente Lula devem ser remetidos para 13ª Vara Federal em Curitiba para a Justiça Federal em Brasília.