Eliziane Gama denuncia riscos à liberdade de imprensa e ameaças à jornalistas

Senadora cita dados ‘preocupantes’ mostrando que em 2021 houve 145 casos de violência não letal contra profissionais da imprensa e veículos de comunicação (Foto: Jéssica Marschner)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (Cidadania-MA), disse nesta quarta-feira (09) que os brasileiros têm muito pouco a comemorar no Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, celebrado em 7 de junho.

Em pronunciamento em plenário, ele mencionou os números ‘realmente preocupantes’ existentes no Relatório de Violações à Liberdade de Expressão no Brasil, divulgado pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), que mostra que só no ano passado houve 145 casos de violência não letal contra profissionais da imprensa e veículos de comunicação. 

“O que nós temos, na verdade, de forma muito clara? Nós temos xingamentos, nós temos ameaças de morte, nós temos violência física e nós temos intimidações. E o que é muito mais grave ainda, não apenas na militância digital violenta que nós temos acompanhado de forma muito reiterada nas redes sociais, mas muitas das vezes protagonizadas pelo Chefe do Poder Executivo brasileiro, pelo presidente da República”, disse.

Eliziane Gama denunciou ainda as ameaças feitas à jornalistas do site Congresso em Foco, que incluíam suas famílias, na tentativa de intimidar o livre exercício da profissão.

“Algo inaceitável, inadmissível”, protestou a parlamentar sobre as ameaças anônimas contra os profissionais do site por uma reportagem sobre táticas de propagação de fake news envolvendo supostos apoiadores do presidente.

Destacando sua condição de jornalista, a senadora destacou que os profissionais da imprensa devem ter a sua proteção e a sua vida asseguradas em nome da democracia brasileira, que tem como um dos seus pilares a própria comunicação, a própria liberdade de expressão. 

Eliziane Gama também exigiu que o governo federal investigue e esclareça o desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips, desaparecido no Amazonas, em companhia do indigenista brasileiro Bruno Araújo. A região vive conflitos de indígenas com garimpeiros, pescadores e caçadores ilegais, além de tráfico de drogas e armas. (Com informações da Agência Senado)

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