Barão Tur ‘recebeu valores exorbitantes em apenas um ano pelos supostos serviços prestados’, diz o senador ao defender o depoimento de Kassyo Ramos (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)
A CPI da Pandemia deve votar nesta terça-feira (28) requerimentos do sanador Alessando Vieira (Cidadania) para a quebra dos sigilos e a convocação de Kassyo Santos Ramos. Relatórios de inteligência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) indicam que ele recebeu dinheiro do empresário Danilo Trento, diretor da Precisa Medicamentos, empresa que representou a indiana Bharat Biotech, fabricante da Covaxin no contrato para compra dos imunizantes pelo Ministério da Saúde.
De acordo com o Coaf, após receber recursos de Danilo Trento, Kassyo Ramos transferiu valores para a Barão Tur, empresa de turismo controlada por Raphael Barão Otero de Abreu. A agência executou voos de funcionários da Precisa para a Índia.
“Segundo informações colhidas por esta CPI, [a Barão Tur] recebeu valores exorbitantes em apenas um ano pelos supostos serviços prestados”, diz Alessandro Vieira.
Ainda de acordo com o parlamentar, Raphael Barão acompanhou os funcionários da Precisa a Nova Dhéli para intermediar a aquisição de vacinas Covaxin. Questionado durante depoimento à CPI sobre a relação com Kassyo Ramos, Danilo Trento preferiu permanecer em silêncio no depoimento à comissão na última quinta-feira (23).
Para Alessandro Vieira, a quebra de sigilos e a convocação de Kassyo Ramos podem “desvelar os exatos termos da relação” entre ele e os empresários Danilo Trento, Francisco Maximiano e Raphael Barão.
Mais cara entre todas as vacinas analisadas pelo governo, a indiana Covaxin foi negociada ao preço de US$ 15 a dose, totalizando R$ 1,6 bilhão, para 20 milhões de doses. (Com informações da Agência Senado)