Senadores repudiam fake news de Bolsonaro contra suposta fraude em urna eletrônica

Para Eliziane Gama, Bolsonaro ‘blefa’ com vídeos ‘requentados e teorias delirantes’; Alessandro diz que presidente sofre de ‘uma doença’ que vai ser curada ‘no voto’ (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Os senadores Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) repudiaram na rede social as ‘provas’ apresentadas pelo presidente Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira (29), sobre supostas fraudes nas urnas eletrônicas nas eleições de 2014 e 2018. Em sua live semanal, o presidente mostrou vídeos antigos que circulam há anos na internet e repetiu alegações falsas que já desmentidas por várias agências de checagem e o próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“Não sei o que é pior: um presidente tão estúpido que acredita em teorias conspiratórias de WhatsApp ou um tão canalha que inventa as teorias conspiratórias de WhatsApp. No final das contas dá no mesmo, são ataques diários contra a democracia. É uma doença que vamos curar no voto”, afirmou Alessandro Vieira, líder do partido.

Para a senadora Eliziane Gama, Bolsonaro ‘blefa’ mais uma vez ao não mostrar nenhuma prova contra supostas fraudes eleitorais.

“Em uma live com vídeos requentados e teorias delirantes, o presidente não provou absolutamente nada contra as urnas eletrônicas. Mais um blefe para uma plateia cada vez menor e mais radical. É o remake da cloroquina. O presidente se transformou em alguém sem nenhuma credibilidade”, postou a parlamentar no Twitter.

Vídeos falsos e boatos na rede social

A Secretaria de Comunicação do TSE rebateu 18 alegações apresentadas por Bolsonaro durante a live. O TSE lista as alegações do presidente e mostra textos publicados no portal do tribunal nos últimos anos que comprovam serem falsos vídeos e boatos que circularam nas redes sociais questionando a segurança das eleições.

O TSE rebate um dos vídeos da live que buscava passar a mensagem de que é possível fraudar o código-fonte das urnas para computar o voto de um candidato para o outro.

“Uma urna eletrônica real não é tão simples nem desprotegida como aquela apresentada no vídeo. Além disso, há meios de auditoria para se verificar se os softwares e firmwares executados na urna contêm algum mecanismo malicioso, como o exposto no vídeo. Há também todo um conjunto de procedimentos, que impede a recepção de resultados ilegítimos provenientes de eventuais equipamentos clonados ou gerados por softwares ilegítimos”, argumenta o tribunal.

“Bolsonaro precisa se comportar como um adulto, não como um alienado ocupando a cadeira de presidente. Já apresentei interpelação junto ao STF para que ele apresente provas ou se retrate sobre as várias acusações falsas de fraude eleitoral e hoje juntamos o conteúdo da última live”, postou Alessandro Veira em seu perfil no Twitter.

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