Em reunião com dirigentes do Cidadania, Freire defende frente ampla a favor da democracia e contra Bolsonaro

Para presidentes estaduais, partido tem de liderar processo e se firmar como alternativa para o futuro

Em reunião com 24 presidentes estaduais do Cidadania, o presidente nacional do partido, Roberto Freire, defendeu a criação de amplo movimento político em defesa da democracia, especialmente neste momento em que o presidente Jair Bolsonaro tem o Supremo Tribunal Federal (STF) como alvo.

“Nós precisamos aprofundar nossa capacidade de mobilização. Tenho para mim que do Janelas Pela Democracia sairá uma proposta que ainda não está na ordem do dia: o impeachment”, apontou, ao se referir à articulação de Cidadania, PDT, PSB, PV e Rede que discute ações conjuntas para frear a escalada autoritária. Ele defendeu que “que se abra essa janela para todas as forças democráticas”.

Os presidentes estaduais do Cidadania também defenderam que o partido lidere esse processo e se afirme como alternativa democrática aos extremos. A avaliação sobre o fracasso da gestão Bolsonaro foi unânime.

O presidente do partido no Piauí, Mário Rogério Soares, sintetizou o sentimento, após o fim da reunião.

“A questão mais importante foi a proposta de unificação do discurso em relação ao Bolsonaro. É importante que tenhamos esse direcionamento para que possamos ter a certeza de que tanto no Piauí, como nos Rios Grandes ou nos confins do Amazonas, estaremos sempre falando a mesma linguagem”, resumiu.

Presidente do Partido em Pernambuco, o deputado federal Daniel Coelho disse que o Cidadania, desde que foi formulado, “se pauta em unir lideranças e posicionamentos não radicais”. “Que não apelam entre os extremos petistas e bolsonaristas. Tentamos buscar no bom senso e coerência um caminho para o País”, registrou.

Em Rondônia, Vinicius Miguel, presidente da seção local do partido, disse enfrentar o “avanço do fundamentalismo bolsonarista”. “Temos sofrido ataques de partidos que apoiaram o atual presidente nas últimas eleições. Sofremos ameaças até mesmo de violência”, alertou.

Para o presidente do partido no Rio de Janeiro, Comte Bittencourt, o Cidadania tem o dever lutar pela democracia brasileira.

“O impeachment precisa de um melhor amadurecimento, o que não impede o partido de defender bandeiras relacionadas à democracia e à defesa de suas instituições”, sustentou.

Para Marco Marrafon, presidente do Cidadania-MT, esse governo “já mostra sinais de cansaço”.

“É preciso ter a ideia de que o passado não é mais o que a população quer. Cidadania tem que liderar um novo processo”, disse.

Para o presidente do Cidadania de Mato Grosso do Sul, Ricardo Maia, o partido, se posicionar contra os “descalabros” de Jair Bolsonaro é estabelecer o partido como alternativa política.

“Roberto e nossa bancada federal vêm se colocando vigilantes ante o descalabro de não termos uma liderança à frente do país com compromissos democráticos e com a cidadania. Isso contribui para que o partido se coloque cada vez mais como uma alternativa de poder”, destacou.

O presidente do Cidadania em São Paulo e líder do partido na Câmara, deputado federal Arnaldo Jardim (SP), afirmou que as crises sanitária e econômica, que se tornaram o principal problema na vida das pessoas, evidenciaram o despreparo do governo.

“Não tenho dúvidas que a ordem do dia são as crises sanitária e econômica. É em torno da saúde e da economia que a população está polarizada. É apenas disso que se fala. Bolsonaro, no meu entender, é uma pessoa despreparada”, apontou. “É ele que temos que enfrentar. Botar limistes”, completou.

O secretário de finanças do Cidadania e presidente do partido em Alagoas, Regis Cavalcante, também defendeu a necessidade de colocar freio ao projeto autoritário em construção.

“Vivemos esse populismo tosco que beira o fascismo. Deve ser condenado por esse partido. É preciso fazer todo o trabalho possível parar barrar essa onda autoritária que atinge o País”, conclamou.

Evangélico23

Davi Zaia solicitou aos presidentes estaduais que colaborem com a construção do Núcleo Evangélico 23, espaço de representação de uma parcela cada vez mais importante da poppulação no debate público.

Coordenador do grupo e presidente do partido no Maranhão, Eliel Gama, afirmou que o objetivo é propiciar a unidade de discurso em conformidade com a orientação da legenda. “Acreditamos num evangélico progressista, que valoriza a vida, a democracia, a ciência e a liberdade de expressão”, explicou.

Roraima

Freire elogiou a decisão da deputada estadual de Roraima e presidente do partido no estado, Lenir Rodrigues, de transformar a sede estadual em um local de acolhida aos filiados do interior. Segundo Lenir, a ideia nasceu da dificuldade de acesso nos diversos municípios de Roraima. “Queremos deixar veículo e outros recursos para que o partido tenha condições de transitar e ter presença nos municípios em nosso estado”, disse.

Ela ainda comentou que trabalha para que o partido tenha no estado maior proximidade com a realidade das pessoas. “Lutamos por igualdade de participação das mulheres. Nossas candidatas serão de verdade. Vamos priorizar candidaturas de mulheres, negros e negras”, propôs, ao informar que a perspectiva no estado é ter nomes que sejam alternativa tanto ao bolsonarismo quanto ao lulopetismo.

Representando o presidente do Cidadania-AC, Rômulo Barros, Davi Hall disse estar “feliz por fazer parte da construção do Cidadania e com os posicionamentos que tem tomado em nível nacional”. “Está sendo bem conduzido pelo nosso presidente e demais dirigentes”, observou.

Também participaram do encontro os presidentes do Distrito Federal, Chico Andrade; do Pará, Everaldo Nunes; da Paraibá, Ronaldo Guerra. Não puderam participar os presidentes do Rio Grande do Norte, Wober Júnior; de Sergipe, Alessandro Vieira; e do Tocantins, Eduardo Bonagura.

Marcelo Calero: carta de embaixador brasileiro em Madrid ao jornal El País é “patética”

O deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ) lamentou nesta sexta-feira (29) mais um episódio em que a diplomacia comandada por Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores, expõe o Brasil a vexame internacional. Ele se refere a uma carta enviada pela Embaixada do Brasil em Madrid, Espanha, ao jornal El País, em que o embaixador ignora ou finge ignorar que o Brasil se tornou o epicentro global de Covid-19 e cobra do periódico a publicação de notícias positivas sobre o país.

“Embaixador brasileiro em Madrid cobra do jornal El País notícias positivas sobre o Brasil. Mais um episódio patético, em que a diplomacia profissional é submetida a uma lógica alheia ao papel da imprensa e à liberdade de expressão. Mais um sinal de nossa degradação institucional”, apontou Calero, que é diplomata de carreira, em postagem no seu perfil pessoal no Twitter.

Na carta, o embaixador diz que o jornal, com “verdadeira tara” pelo Brasil, buscaria “apresentar panorama de desolação” do país – que já contabiliza 27 mil mortos por Covid-19 (mais do que a Espanha), vem registrando mil mortes diárias e é um dos que menos testam no mundo. Ele ainda reclama que Bolsonaro – defensor do uso de cloroquina contra a doença, contrariando órgãos de saúde do Brasil e do mundo – é pintado como “irresponsável” pelo periódico.

Cidadania no Senado: Veja o resumo das atividades da bancada

Parlamentares do partido reagiram aos ataques contra a democracia e se posicionaram, no plenário e nas redes sociais, rebatendo às insinuações de rompimento institucional por parte do presidente Jair Bolsonaro e seus familiares (Foto: William Borgmann)

Na semana em que o Senado aprovou uma série de medidas de combate à pandemia do novo coronavírus (veja abaixo) e o País manteve a trágica marca de mais de mil mortes diárias pela Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro aprofundou a crise política com novas declarações contra a atuação do Judiciário e ameaças ao estado democrático de direito. A bancada do Cidadania na Casa reagiu aos ataques e se posicionou, no plenário e nas redes sociais, rebatendo às insinuações de rompimento institucional e defendendo a democracia.

A líder da bancada, senadora Eliziane Gama (MA), considerou preocupantes as declarações não só do presidente como de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), sobre a atuação do STF (Supremo Tribunal Federal) no inquérito das fake news e na investigação da suposta interferência do chefe do Executivo na PF (Polícia Federal) denunciada pelo ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro.

“O presidente tem feito declarações extremamente preocupantes, e não apenas ele, mas os seus familiares, mais precisamente seus filhos. O que nós temos hoje é uma escalada clara de que há um desejo por parte deste governo de ameaçar a democracia e até estabelecer um golpe de Estado no nosso País”, analisou.

A parlamentar também expressou preocupação com a hesitação do Congresso Nacional em apresentar uma reação enérgica às atitudes do presidente da República. Ela enumerou as medidas imediatas que os parlamentares poderiam tomar e alertou para as consequências negativas de uma ‘letargia’.

“Nós temos pedidos de CPIs, nós temos [projetos de] leis que endurecem mais as penas em relação a crimes, como, por exemplo, a questão das fake news. É muito fundamental que a gente coloque esses temas na ordem do dia. Não dá para ficar só fazendo discurso”, disse, em contestação a tentativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), de pacificar a crise.

Para Eliziane Gama, Bolsonaro não tem respeitado as tentativas de aproximação entre os Poderes da República e, por isso, o Legislativo precisa subir o tom.

“É muito importante que nesse momento não só o Congresso, mas o Judiciário e a própria sociedade civil tenham atitudes enérgicas. O presidente da República precisa respeitar a democracia que, inclusive, o elegeu”, cobrou.

A parlamentar lamentou que em meio à mais grave crise sanitária e econômica da nossa história, o País esteja enfrentando um conflito institucional de consequências imprevisíveis para o povo brasileiro. No momento em que o coronavírus causa mil novas mortes em média por dia, Eliziane Gama diz que País deveria estar unindo esforços para salvar vidas, mas que tem faltado liderança nacional.

Operação contra às fake news

Para Alessandro Vieira, operação da PF combate desinformação e notícias falsas(Foto: Waldemir Barreto)

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) disse que a operação deflagrada pela PF, na quarta-feira (27), para apurar ameaças e notícias falsas contra membros do STF tem um peso significativo nos esforços de combate à desinformação e às notícias falsas no País (veja aqui).

“Existem quadrilhas que tomaram conta da internet e disseminam mentiras de forma organizada e programada, com objetivos de deturpação eleitoral e para prejudicar reputações”, afirmou.

O parlamentar é autor do projeto (PL 2.630/2020) que propõe a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet (leia aqui e assista aqui), com regras para o uso e operação de redes sociais e serviços de mensagem privada via internet, com o objetivo de coibir abusos e manipulação. A proposta vai ser votada pelo Senado na próxima terça-feira (02/06).

Para senadora Eliziane Gama, as fake news produzidas por milícias digitais investigadas pelo Supremo são uma ‘grande ameaça’ ao estado democrático de direito (veja aqui).

“É preciso que o inquérito comandado pelo ministro Alexandre de Moraes aponte quem financia essa máfia e se há dinheiro público nisso. O Congresso deve tipificar e criminalizar essa conduta”, defendeu.

Ao participar na quarta-feira (27) do programa UOL Debate, Alessandro Vieira disse que o combate às fake news e o apoio a “fatos reais” são essências das democracias (veja aqui).

A questão foi discutida no mesmo dia em que o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao STF suspensão do inquérito que apura ofensas, ataques e ameaças contra ministros da corte e a PF realizou a operação contra empresários, políticos, blogueiros e apoiadores do presidente Bolsonaro.

Para o senador, o titular da PGR já chegou ao cargo sob desconfiança. Seu nome não fazia parte da lista tríplice apoiada pelos procuradores.

“Efetivamente, a própria condução do Aras foi fora do rito nacional. Ele foi levado ao Bolsonaro já com problemas. Ele se comprometeu e assumiu determinados posicionamentos que não são do STF. É lá que se vai se dizer o que é democrático ou não”, disse.

CPI para investigar Bolsonaro

Em declaração ao jornal ‘Folha de S. Paulo’ (veja aqui), o senador Alessandro Vieira vê não só no vídeo, mas também na entrevista do presidente Bolsonaro após a divulgação da gravação ministerial de 22 de abril, na frente do Palácio da Alvorada, bases para que o mandatário seja investigado em uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito).

Segundo ele, ao falar sobre um sistema de informações particular na reunião ministerial, Bolsonaro indica receber informações sobre investigações envolvendo sua família.

“Ele não sabe qual o papel da PF e da Presidência, desconhece os limites institucionais”, criticou.

“O que eu tenho defendido é que o Congresso acompanhe, investigue e apure os fatos por meio de uma CPI, e não somente se atendo ao debate do impeachment”, defende o parlamentar do Cidadania de Sergipe.

Liberdade de imprensa

Os senadores Eliziane Gama e Alessandro Vieira comentaram em suas redes sociais a decisão dos grupos ‘O Globo’ e ‘Folha de S. Paulo’ de suspenderem a cobertura no Palácio do Alvorada devido à falta de segurança (veja aqui).

“É muito grave quando empresas do porte do Grupo Globo e da Folha não veem garantias de segurança em cobertura presidencial. A democracia não tolera cerceamento da liberdade de imprensa”, disse a líder do partido no Senado.

“A falta de respeito do presidente com os profissionais da imprensa revela um verdadeiro desrespeito à democracia e a todos os brasileiros que precisam da informação de qualidade que só o jornalismo profissional pode garantir”, afirmou Alessandro Vieira.

Autonomia administrativa da PF

Eliziane Gama disse na sessão remota segunda-feira (25) que a PF é fundamental para o combate ao crime organizado e à corrupção no País, e que é preciso garantir a autonomia administrativa do órgão, ao encaminhar o voto da bancada pela aprovação da medida provisória (MP 918/2020) que cria funções de confiança e extingue cargos em comissão (veja aqui).

“A Polícia Federal precisa ter a garantia da sua autonomia. E essa medida provisória veio exatamente confirmar essa defesa que todos nós fazemos do quadro de profissionais da área, de carreira do quadro”, disse.

Política de valorização do salário mínimo

Eliziane Gama defende que volte a vigorar a política anterior de reajuste do salário mínimo (Foto: Pedro França)

A líder do Cidadania no Senado defendeu, na quarta-feira (29), que o Congresso Nacional retome a discussão da política de valorização do salário mínimo. Foi durante a votação da medida provisória (MP 919/2020) que fixou o piso em R$ 1.045 a partir de fevereiro (veja aqui).

“É muito importante que o Congresso Nacional tenha um entendimento de que nós precisamos discutir uma nova política de valorização do salário mínimo. Eu, pelo menos, defendo que volte a vigorar a política anterior, em que se levava em consideração o ajuste anual a partir da correção do PIB e também da inflação. Isso é muito fundamental para que a gente possa ter um ganho maior no poder de compra do salário mínimo no nosso País”, afirmou a senadora.

Cadastro único digital

A comissão mista da Covid-19 do Congresso Nacional aprovou, na segunda-feira (25), a realização de audiência pública proposta pela senadora Eliziane Gama para debater o cadastro único nacional digital (veja aqui).

A parlamentar diz que se já tivesse sido implementado, o cadastro digital evitaria fraudes e agilizaria neste momento de calamidade pública da pandemia de Covid-19 a localização dos benefiários do auxílio emergencial de R$ 600, que está sendo pago a milhões de trabalhadores que perderam o emprego e ficaram sem renda com a crise de saúde e econômica.

Prorrogação do auxílio emergencial

Autora do PL 2825/202 (veja aqui) que prorroga por mais três meses o auxílio emergencial de R$ 600 aos trabalhadores informais e a população vulnerável, Eliziane Gama questionou segunda-feira (25), em sessão virtual da comissão mista da Covid-19, o diretor-executivo do IFI (Instituto Fiscal Independente), Felipe Salto, sobre a viabilidade de se estender o benefício.

Em resposta, ele sugeriu, no entanto, que o Congresso Nacional discuta outras alternativas, como a redução do valor do benefício, caso o Parlamento decida estendê-lo até o final do ano (veja aqui)

Na quinta-feira (29), no mesmo colegiado da qual é vice-presidente, a parlamentar maranhense fez a mesma pergunta ao secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues Júnior (veja aqui).

Ela quis saber do secretário se o governo propõe a redução do benefício para R$ 200 do auxílio, conforme informações noticiadas pela imprensa, o que não foi descartado pelo por ele. O valor, de acordo Rodrigues, ficaria próximo ao teto que é pago por família no Bolsa Família, de R$ 205.

Transporte para cuidadores

Idosos com deficiência foram incluídos no serviço de transporte segregado por sugestão de Jorge Kajuru (Foto: Pedro França)

O Senado aprovou na terça-feira (26), em votação simbólica, a oferta de transporte segregado para os deslocamentos de cuidadores de pessoas com deficiência e doenças raras durante a pandemia da covid-19, com sugestão apresentada pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO).

O texto chancelado (PL 2178/2020) determina ainda o reaproveitamento dos veículos ociosos destinados ao transporte escolar da rede pública de ensino organizações e da sociedade civil sem fins lucrativos que prestem serviços a pessoas idosas com deficiência e doenças raras, conforme proposto pelo parlamentar do Cidadania (veja aqui).

“O projeto, da excepcional, por inteligência, por humanismo, por tudo, senadora Mara Gabrilli [PSDB-SP], é da maior relevância neste momento de pandemia da Covid-19 porque busca assegurar transporte segregado para o acompanhante de pessoa com deficiência”, disse Kajuru.

Crise nas escolas privadas

O senador Jorge Kajuru manifestou preocupação na sessão remota quarta-feira (28) em relação à possibilidade de escolas de ensino privado no País sofrerem um colapso sem a ajuda governamental para atravessarem à grave crise econômica desencadeada pela pandemia do novo coronavírus (veja aqui).

“O setor tem emitido vários sinais de alerta de que pode sofrer um colapso e que não vai sobreviver sem a ajuda oficial. Por causa das dificuldades financeiras decorrentes da crise sanitária, as mensalidades deixam de ser pagas, e os estabelecimentos de ensino ficam sem condições de honrar seus compromissos”, disse o senado, ao citar projeções de que 50% das escolas privadas podem fechar as portas.

Influência nas redes sociais

De acordo com levantamento divulgado na quarta-feira (27) pela FSBinfluência Congresso, o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) subiu duas posições e já o terceiro colocado no ranking de senadores mais influentes nas redes sociais (veja aqui)

Segundo a publicação, o índice de influência do parlamentar ficou em 90,60 pontos entre 19 e 25 de abril, com queda de 9,40% em relação ao seu desempenho médio.

Plenário virtual

Com o apoio da bancada do Cidadania, o Senado aprovou durante a semana importantes propostas para combater e superar a crise econômica e sanitária da pandemia do novo coronavírus, conforme segue abaixo:

QUINTA-FEIRA – 28/05

Profissionais liberais autônomos: aprovado o Projeto de Lei 2.424/2020, que cria linha de crédito especial para profissionais liberais autônomos. A matéria segue para a Câmara dos Deputados;

Combate à Covid-19: aprovado o Projeto de Lei 1.545/2020, que autoriza universidades públicas a produzir respiradores e álcool em gel. A matéria segue para a Câmara dos Deputados;

Acessibilidade nos cinemas: aprovada a Medida Provisória 917/2019, que amplia o prazo para as salas de cinema se adaptarem às exigências do Estatuto da Pessoa com Deficiência. A matéria vai a promulgação.

QUARTA-FIERA – 27/05

Salário mínimo: aprovado o Projeto de Lei de Conversão 13/2020, oriundo da MP 919/2020, que fixa o valor do salário mínimo em R$ 1.045 a partir de fevereiro de 2020. A matéria vai à sanção;

Auxílio para vítimas de enchentes: aprovado o PLV 14/2020, oriundo da MP 920/2020, que libera R$ 892 milhões para o Ministério do Desenvolvimento Regional, para socorro de vítimas de enchentes que atingiram vários estados em janeiro. A matéria vai à sanção.

TERÇA-FEIRA – 26/05

Cessão de leitos para o SUS: aprovado substitutivo ao Projeto de Lei 2.324/2020, que obriga hospitais privados a ceder leitos desocupados para tratar pacientes do SUS com a Covid-19. A matéria segue para a Câmara;

Dívidas rurais: aprovado substitutivo ao Projeto de Lei 1.543/2020, que prorroga o vencimento de dívidas rurais de agricultores familiares. A matéria segue para a Câmara;

Transporte exclusivo para cuidadores: aprovado substitutivo ao Projeto de Lei 2.178/2020, que prevê transporte exclusivo para cuidadores de pessoas com deficiência, de portadores de doenças raras e de idosos durante a pandemia. A matéria segue para a Câmara.

SEGUNDA-FEIRA – 25/05

Cargos na Polícia Federal: aprovada pelo plenário a Medida Provisória 918/2020, que cria funções comissionadas na Polícia Federal e transforma cargos em comissão. A matéria vai a promulgação;

Proibição de corte de luz às sextas-feiras: aprovado o substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei 669/2019, que proíbe o corte do fornecimento de água ou de energia elétrica às sextas-feiras e vésperas de feriado. A matéria vai a sanção;

Convocação de Weintraub: aprovado requerimento da senadora Rose de Freitas para que seja ouvido pelo plenário o ministro da Educação, Abraham Weintraub, sobre a reunião ministerial do dia 22 de abril. Na gravação, o ministro aparece xingando e defendendo a prisão de integrantes do STF. A data para Weintraub comparecer no Senado ainda não foi confirmada.

Cidadania lamenta a morte do jornalista Gilberto Dimenstein, aos 63 anos

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, divulgou, nesta sexta-feira (29), em seu nome e em nome do partido, nota de pesar pelo falecimento do jornalista Gilberto Dimenstein, vítima de um câncer no pâncreas aos 63 anos.

Leia abaixo:

Nota de pesar

O Cidadania lamenta a morte do jornalista Gilberto Dimenstein, aos 63 anos, vítima de um câncer no pâncreas. Era um homem, como poucos, maior do que sua biografia. Passou por jornais como Correio Braziliense, O Globo e Folha de S.Paulo e pelas Revistas Veja e Visão e nos deixa como legado não os furos e as capas que deu, mas seu vigor em defesa de justiça social e da democracia, algo especialmente importante nestes tempos em que vivemos. Aprendemos a ser mais humanos com sua coragem diante da vida e perseverança para enfrentar a doença, generosamente compartilhadas conosco. Sua voz ativa na vida pública do país fará falta. À família e amigos, nossa solidariedade.

Roberto Freire
Presidente Nacional do Cidadania

Em live com Yula Merola, Freire diz apostar em renovação nas eleições municipais deste ano

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, participou nesta quinta-feira (28) de uma live com a pré-candidata do Cidadania à prefeitura de Poços de Caldas (MG), Yula Merola. Durante o bate papo, Freire falou sobre as eleições municipais deste ano, que, em virtude da pandemia do coronavírus, deverão ser adiadas.

“No regime democrático, uma dos muitos aspectos positivos é que, de dois em dois anos, temos consulta popular. Essa periodicidade é algo fundamental na questão democrática. Provavelmente, o processo deve ser jogado para dezembro para se ter maior segurança. Tudo está sendo bem conduzido pelo ministro Luís Roberto Barroso, que agora preside o Tribunal Superior Eleitoral”, disse o ex-parlamentar.

Freire também destacou o momento de renovação da política com as eleições municipais. “A grande maioria de quem entra na política o faz pelas eleições municipais. Elas passaram a ter uma presença muito grande dessas novas relações de comunicação, com as novas mídias. Com toda essa mudança vamos ter uma maior participação de movimentos fora daquilo que é a política tradicional. Estamos vendo um número grande de jovens que vieram desses movimentos e isso terá um peso maior e será um instrumento de renovação política nessa eleição”, observou.

Sobre a atual conjuntura política nacional, Freire destacou a importância do diálogo em defesa da democracia, que, para ele, está ameaçada com o governo Bolsonaro. “Precisamos construir uma grande frente do ponto de vista democrático. Bolsonaro está acuado, principalmente agora com todas essas investigações sobre as fakenews. Já chegaram ao chamado gabinete do ódio e envolvem seus filhos, além das ligações com recursos financeiros para o próprio bolsonarismo. Toda essa conjuntura nos chama à defesa da democracia”, acrescentou.

O presidente do Cidadania também abordou a questão das cidades Inteligentes, como ferramenta de desenvolvimento e de olhar para um novo mundo tecnológico. “Não é para se imaginar grandes avanços para já. É a compreensão de acabar com o estado burocrático, tentar construir esse novo Estado via internet. É importante, para nós do Cidadania, adotarmos essa compreensão, vincular a nova administração das cidades a esse novo mundo da inteligência artificial”, afirmou.

Sobre as eleições de 2022, Freire acredita que o momento vivido pelo país em relação à pandemia de Covid-19 paralisou a discussão. “A questão da política está vindo por conta do Bolsonaro criar inimigos, brigar contra a democracia, contra as instituições. Sobre o Luciano Huck, ele está tendo uma atuação grande no campo da solidariedade. Eu continuo achando que pode ser uma alternativa”, avaliou.

Ao falar sobre insinuações de Aras para o STF feitas por Bolsonaro, Jardim denuncia troca de favores

O líder do Cidadania na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (SP), disse nesta quinta-feira (28) que as declarações do presidente Jair Bolsonaro afirmando que pode indicar o procurador-geral da República, Augusto Aras, a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) são “uma explícita troca ou insinuação de favores, de interferência para preservação de interesses pessoais”.

Arnaldo Jardim afirmou, ao comentar a fala do presidente que se soma a todos os brasileiros que desejam uma postura republicana do mandatário e “não transformar aquilo que são atribuições num toma-lá-dá-cá explícito”. Para o líder do Cidadania, as manifestações de Bolsonaro são “estarrecedoras” e cabe a Aras “manter distância em relação a isso”.

Aras é responsável por investigações com potencial para atingir Bolsonaro, que informou que o procurador-geral é forte candidato a uma terceira vaga na corte. Os ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello deixarão o STF no atual mandato de Bolsonaro por aposentadoria compulsória. Em caso de reeleição do chefe do Executivo, uma cadeira poderia surgir com uma saída não programada de algum ministro, como morte, por exemplo. “Se aparecer uma terceira vaga – espero que ningém desapareça -, mas o Augusto Aras está fortemente na terceira vaga”, disse Bolsonaro.

Propostas do Cidadania são acatadas na MP de manutenção do emprego e da renda

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quinta-feira (28), o substitutivo apresentado à medida provisória 936, que institui o programa de manutenção do emprego e da renda, que vai vigorar durante a pandemia do coronavírus. Nove emendas do Cidadania foram acatadas. A MP será analisada pelo Senado Federal.

A emenda do líder Arnaldo Jardim (SP) abrigada no texto final estabelece que, além dos acordos individuais entre patrões e empregados previstos na MP, sejam admitidos também os acordos coletivos.

Também de autoria de Jardim, foi inserida a proposta, absorvida parcialmente, de prorrogação de 60 para 90 dias para a possibilidade de suspensão dos contratos prevista no programa. O objetivo dessa medida é evitar demissões. Enquanto o contrato estiver interrompido, o trabalhador receberá o benefício emergencial de preservação do emprego e da renda, custeado com recursos da União.

A emenda de autoria da deputada Paula Belmonte (DF) foi absorvida pelo relator, deputado Orlando Silva (PCdoB/SP), e elogiada pelo parlamentar durante a votação da MP. A proposta inclui os empregados domésticos entre os trabalhadores que terão direito aos benefícios financeiros em caso de suspensão do contrato de trabalho ou redução da jornada e de salários na mesma proporção, conforme estabelece a MP.

O deputado Daniel Coelho (PE) é autor da emenda que estabelece que o trabalhador não pode receber menos que um salário mínimo como remuneração. Ela também foi acatada parcialmente pelo relator.

O mesmo destino teve a proposta do deputado Marcelo Calero (RJ) que trata de acordos entre patrões e empregados a serem feitos por meios eletrônicos. Também de autoria do parlamentar carioca, emenda acatada trata de ajuste complementar de renda em diferentes faixas salariais.

Comissão aprova projeto de Paula Belmonte que impede limitações à circulação de autistas

A comissão da Câmara que acompanha as ações e propostas de combate à pandemia do coronavírus aprovou, nesta quinta-feira (28) projeto de lei de autoria da deputada Paula Belmonte (Cidadania/DF) que garante liberdade de circulação aos portadores do transtorno do espectro autista no período de calamidade pública. A proposta, que ainda vai ser analisada pelo plenário da Casa, veda que normas limitem o direito dessas pessoas de sair às ruas, desde que acompanhadas.

Ao justificar a necessidade de a Casa aprovar a legislação, Paula Belmonte citou o jornal El País, que, segundo ela, mostrou as dificuldades enfrentadas por um pai, que, ao sair de casa para um passeio terapêutico com o filho, foi duramente criticado. Para a parlamentar, o sistema de isolamento social tem regras preocupantes, “diante do conflito psicológico que a quarentena traz, principalmente para os que necessitam de condições especiais e específicas para manter a qualidade de vida, como aqueles que possuem o transtorno do espectro autista”.