Vice-governador de Goiás, Lincoln Tejota se filia ao Cidadania neste sábado

Vice-governador assumirá a presidência regional do partido no estado (Foto: Reprodução)

O ato de filiação do vice-governador de Goiás, Lincoln Tejota, ao Cidadania será realizado neste sábado (29) às 8h30, na Associação dos Subtenentes e Sargentos do Estado de Goiás (Rua 87, 561 Setor Sul – Goiânia). O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deverá comparecer à solenidade, que contará ainda com as presenças do presidente do partido, Roberto Freire; do ex-deputado federal, Marcos Abrão; do senador Jorge Kajuru; do ex-secretário estadual de Cultura, Gilvane Felipe; do deputado federal, Josias Da Vitória (Cidadania-ES); além de lideranças políticas, representantes de movimentos sociais, pré-candidatos a prefeitos e vereadores goianos.

O vice-governador chega ao Cidadania com planos de fortalecer ainda mais o partido e lançar candidatura própria nos municípios goianos, incluindo a capital.

“A pré-candidatura de Virmondes Cruvinel em Goiânia já está posta pelo partido e terá meu apoio. A base do governo só ganha com partidos fortes, capazes de somar capital político nas composições majoritárias”, diz Lincoln Tejota, que assumirá a presidência regional do partido.

De acordo com o atual presidente da legenda em Goiás, Marcos Abrão, dezenas de candidatos, dentre eles vereadores e prefeitos do interior do estado, acompanharão Tejota ao Cidadania e também efetivarão suas filiações durante o evento. Abrão destaca que muitas dessas lideranças são da base própria do vice-governador, o que dinamiza a composição da legenda no estado.

Cidadania

O partido foi criado em março de 2019, quando integrantes do PPS (Partido Popular Socialista) aprovaram a mudança de nome para Cidadania. A decisão foi tomada durante congresso extraordinário realizado em Brasília. 

“Continuarei trabalhando insistentemente por nosso estado e principalmente pela regionalização de seu desenvolvimento” afirma o vice-governador, que avalia a nova filiação partidária como uma continuação da luta em prol do melhor para o povo goiano.

Lincoln, ao lado das demais autoridades, receberá a imprensa em coletiva às 9h30.

Perfil

Graduado em Direito pela Faculdade Padrão e Gestão em Órgãos Públicos pela Uni-Anhanguera, Tejota foi eleito deputado estadual em 2010, com cerca de 30 mil votos, pelo PT do B (Partido Trabalhista do Brasil). Foi o deputado mais novo da 17ª Legislatura.

Já em 2014, foi reeleito para o seu segundo mandato na Casa de leis de Goiás pelo PSD (Partido Social Democrático), com 45 mil votos. Nesta eleição, foi o terceiro deputado mais votado no estado e o segundo que recebeu mais votos da base aliada.

Em 2018, filiou-se ao PROS (Partido Republicano da Ordem Social) e assumiu o Diretório Estadual da sigla. Pelo mesmo partido, nas últimas eleições, foi eleito vice-governador de Goiás com 1.773.183 votos, ao lado do governador Ronaldo Caiado (DEM). (Assessoria do Vice-Governador)

Taxa de desemprego fica em 11,2% em janeiro e atinge 11,9 milhões

De acordo com a pesquisa do IBGE, 40,7% da população ocupada está na informalidade, o que corresponde a 38,3 milhões de trabalhadores (Foto: Reprodução)

A taxa de desemprego no trimestre móvel encerrado em janeiro ficou em 11,2%, com 11,9 milhões de pessoas desocupadas no País. A taxa é 0,4% menor do que a registrada no trimestre anterior, encerrado em outubro, quando 11,6% da população economicamente ativa estava sem trabalho.

Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua) e foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com o IBGE, 11,9 milhões de pessoas estão desocupadas.

Na comparação com o mesmo período de 2019, a redução da taxa de desemprefo foi de 0,8%. No mesmo período do ano passado, a desocupação estava em 12%. Estes sãos os primeiros números sobre o desemprego em 2020.

População ocupada

A população ocupada no País é de 94,2 milhões de pessoas, sendo que 40,7% delas estão na informalidade, o que corresponde a 38,3 milhões de trabalhadores, taxa 0,5% abaixo da do trimestre encerrado em outubro.

Estão subutilizadas 26,4 milhões de pessoas, número 2,7% menor do que o registrado no período anterior. Esse índice indica o número de pessoas que poderiam trabalhar mais horas do que estão trabalhando.

Já o número de desalentados, ou seja, pessoas que desistiram de procurar trabalho, ficou em 4,7 milhões, o que equivale a 4,2% da força de trabalho. O índice ficou estável na comparação trimestral e na anual.

Salário

O salário médio do trabalhador brasileiro abriu 2020 com aumento médio acima da inflação. O rendimento habitualmente recebido em todos os trabalhos foi de R$ 2.361 no trimestre encerrado em janeiro deste ano, 0,5% acima do período de agosto a outubro de 2019 (R$ 2.350).

Quando comparado ao mesmo período de 2019, a renda ficou estável, conforme dados da pesquisa do IBGE. (Com informações da Agência Brasil)

Projeto de Paula Belmonte destina parte da CFEM à primeira infância

De acordo com a proposta, parcela dos recursos da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) irão para iniciativas que visem à proteção de crianças de zero a seis anos (Foto: Robson Gonçalves)

A deputada federal Paula Belmontel (Cidadania-DF) apresentou projeto de lei à Câmara que destina uma parcela dos recursos da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) a iniciativas que visem à proteção de crianças de zero a seis anos. Na proposta, não está especificado o percentual do imposto – que é destinado a estados, Distrito Federal e municípios – a ser destinado à primeira infância.

A proposta da parlamentar estabelece que novo artigo da lei 7.990, de 1989, passará a determinar que “na aplicação dos recursos originários da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais será dada prioridade a programas e projetos voltados ao atendimento dos direitos da criança na primeira infância”.

Segundo argumentação da deputada, no âmbito estadual e municipal, iniciativas relevantes “tropeçam em desafios operacionais e de dotação orçamentária que devem ser contornados”.

Paula Belmonte explica que trata-se de investimento nas novas gerações, “assegurando oportunidades para a formação educacional e cívica das crianças, para a saúde e adequado ambiente familiar e para sua futura incorporação a um mercado de trabalho que demanda a cada dia mais qualificação e domínio técnico elevado”.

Cidadania do Paraná lembra morte de lideranças políticas do partido em Mariluz há 19 anos

Padre Adelino foi condenado a 18 anos e nove meses de prisão pelas mortes dos dois políticos do partido (Foto: Osmar Nunes/Gazeta do Povo)

O Cidadania Paraná lembra, nesta sexta-feira (28) a morte de dois líderes políticos da sigla no estado. O vice-prefeito de Mariluz, Ayres Domingues (então PPS) e o presidente do partido na cidade, Carlos Alberto de Carvalho. Ambos foram assassinados a mando do então prefeito de Mariluz, Adelino Gonçalves.

O crime que aconteceu em uma Quarta-Feira de Cinzas comoveu toda a cidade e ganhou repercussão nacional. Durante o enterro do vice-prefeito, o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, esteve presente dando suas condolências e reforçando a indignação com o crime.

Já uma das principais figuras que lutaram pela solução deste crime e prisão dos acusados, o deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR), destacou que “a morte de Ayres e Carlinhos foi um crime político realizado de forma covarde”.

“Estas duas importantes lideranças buscavam sempre o melhor para sua comunidade e merecem sempre serem lembradas para que tais fatos não voltem a acontecer”, disse Rubens Bueno.

Crime

Segundo dados do inquérito, as vítimas estavam conversando no escritório de uma delas quando foram surpreendidas por um indivíduo armado e que efetuou vários disparos contra os dois. O vice-prefeito Ayres morreu no local. Carlinhos, dias depois, em 2 de março, acabou por falecer no hospital em Umuarama.

Nas investigações da época, fatos acusavam padre Adelino Gonçalves de abusos sexuais no município. Após a ameaça, Adelino temeu ser denunciado e planejou o homicídio, mas quando o assassino chegou ao local se deparou com a outra vítima e assassinou os dois.

Padre Adelino foi condenado a 18 anos e nove meses de prisão pelas mortes dos dois políticos do PPS, hoje cidadania. O autor do crime, um ex-policial militar, morreu na cadeia. (Assessoria Cidadania/Paraná)

Eliziane Gama defende fim dos retrocessos na política ambiental

Dentre os projetos que mais os preocupam, estão a Lei Geral de Licenciamento Ambiental, a mineração em terras indígenas e a regularização fundiária (Foto: Reprodução)

A retomada dos trabalhos legislativos após o Carnaval deve ser marcada por uma ofensiva do governo federal na área ambiental, destaca matéria do Congresso em Foco (veja abaixo). Segundo ambientalistas ouvidos pelo site, “o governo vai investir pesado na aprovação de medidas consideradas nocivas ao meio ambiente. Dentre os projetos que mais os preocupam, estão a Lei Geral de Licenciamento Ambiental, a mineração em terras indígenas e a regularização fundiária.

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), acredita que a Frente Parlamentar Ambientalista tem um papel importante neste momento para frear os retrocessos.

[A Frente Parlamentar Ambientalista] é fundamental para o Congresso, é fundamental para o Brasil. A gente está vivendo um momento muito tenso na política ambiental brasileira, inclusive com vários retrocessos e ações que são inaceitáveis e inadmissíveis. E o Congresso Nacional tem um papel muito preponderante neste sentido, declarou.

A senadora afirma que este é um dos momentos de maior pressão contra o meio ambiente no Congresso Nacional.

Há pressão contra o meio ambiente no Congresso Nacional, diz senadora (Foto: Beto Barata)

Nós temos uma série de leis que estão em curso. Eu te diria que este é o momento da história brasileira em que a gente tem mais ações, com comissões, com CPI funcionando, com comissões temporárias funcionando, todas com a questão ambiental. Várias medidas provisórias, vários projetos de lei que vieram aqui e a gente encontra em quase todos eles, naqueles que tem avançado, que acabam trazendo de nós uma preocupação muito maior, disse.

Meio ambiente é alvo de nova ofensiva no Congresso em 2020

Erick Mota – Congresso em Foco

Passado o carnaval, o Congresso Nacional retoma os trabalhos com a promessa de acelerar a pauta no primeiro semestre por causa do calendário eleitoral da segunda metade do ano. Para os ambientalistas, este é o momento que requer maior atenção, pois, segundo eles, o governo vai investir pesado na aprovação de medidas consideradas nocivas ao meio ambiente. Dentre os projetos que mais os preocupam, estão a Lei Geral de Licenciamento Ambiental, a mineração em terras indígenas e a regularização fundiária.

Ex-presidente da Frente Parlamentar Ambientalista , o deputado Nilto Tatto (PT-SP) acredita que este ano deve oferecer mais riscos à agenda ambiental. “É um desafio muito grande em 2020, principalmente neste primeiro semestre. Se ano passado foi um ano de desmonte de tudo aquilo que a civilização brasileira conquistou, tanto do ponto de vista social, como em especial da legislação ambiental, neste ano é o ano em que o governo Bolsonaro vai querer implementar o seu projeto de desenvolvimento e que implica subjugar os interesses do Brasil para o capitalismo internacional”, disse.

Para Tatto, a medida provisória (MP) de regularização fundiária e o licenciamento ambiental são as pautas que merecem maior atenção no momento. “A medida provisória da regularização fundiária, que é legalizar o roubo de terra pública, do projeto de lei para o avançar do agronegócio e com a mineração em terras indígenas ou a tentativa de aprovar uma Lei Geral de Licenciamento Ambiental que vai pra cima de direitos dos povos indígenas e também quilombolas, como vai pra cima das Unidades de Conservação (UC)”.

Um dos nomes cotados para presidir a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável na Câmara (CMADS) em 2020, Camilo Capiberibe (PSB-AP) concorda com o petista. “O que já está na pauta é a MP 910, a pauta da regularização fundiária, essa pauta é extremamente complexa, porque é de fato a regularização da grilagem. Você aceitar o que está sendo proposta naquela medida provisória, passar a ser lei, passar a ser adotado, significa você fazer uma moratória para grileiros – que são ladrões de terra pública -, é importante dizer, porque às vezes a gente fala ‘grileiro’ e não fica muito claro, é ladrão, é corrupção, é roubo de terra pública. Essa medida provisória é extremamente danosa, ela também tem esse efeito ruim para o meio ambiente e ruim para economia por causa da pressão internacional”, disse o deputado ao Congresso em Foco.

Camilo atenta ainda para um jabuti – texto estranho à pauta – na MP 901/2019, que está pronta para ser votada no Plenário da Câmara. A matéria, que originalmente tratava da transferência ao domínio dos estados de Roraima e Amapá terras pertencentes à União, passou a a incluir itens que, na prática, vão excluir de proteção ambiental 4.745 hectares da flona da região e abrir essas áreas para a mineração.

“Também tem essa MP 901 que não tem nada haver necessariamente com essa pauta, mas que agora ganhou jabutis modificando o Código Florestal e também tentando abrir um precedente de redução de unidades de conservação via medida provisória”, declarou Capiberibe. “Isso mostra que o ano mal começou e os ataques que estão vindo para a agenda de meio ambiente são grandes”, concluiu o deputado.

Para Túlio Gadelha (PDT-PE), o projeto que prevê mineração em terras indígenas é o que mais preocupa. “O projeto do presidente Jair Bolsonaro padece de vários vícios. O primeiro deles é não escutar a população brasileira, não escutar a população indígena, não debater sobre esse projeto de mineração. Segundo é que todas as experiências que temos de mineração de terras indígenas não são exitosas”, declarou.

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), acredita que a Frente Parlamentar Ambientalista tem um papel importante neste momento para frear os retrocessos. “[A Frente Parlamentar Ambientalista] é fundamental para o Congresso, é fundamental para o Brasil. A gente está vivendo um momento muito tenso na política ambiental brasileira, inclusive com vários retrocessos e ações que são inaceitáveis e inadmissíveis. E o Congresso Nacional tem um papel muito preponderante neste sentido”, declarou.

A senadora afirma que este é um dos momentos de maior pressão contra o meio ambiente no Congresso Nacional. “Nós temos uma série de leis que estão em curso. Eu te diria que este é o momento da história brasileira em que a gente tem mais ações, com comissões, com CPI funcionando, com comissões temporárias funcionando, todas com a questão ambiental. Várias medidas provisórias, vários projetos de lei que vieram aqui e a gente encontra em quase todos eles, naqueles que tem avançado, que acabam trazendo de nós uma preocupação muito maior”, disse.

Pressão nos estados

O deputado estadual Goura Nataraj (PDT-PR) compareceu na abertura dos trabalhos da Frente Parlamentar Ambientalista em 2020. Para o deputado, é necessária a união da esfera municipal, estadual e federal para conter os retrocessos. “A gente também tem que trazer estes temas aos municípios, a discussão nos parlamentos todos. Sejam câmaras municipais, sejam as assembleias legislativas”, disse.

Goura se mostra preocupado com pautas de Jair Bolsonaro que impactam diretamente o estado que representa. “O Paraná está sendo um palco de experimentação para algumas coisas muito preocupantes, muito graves, que podem abrir precedentes para o futuro. Eu cito alguns exemplos. Primeiro, o Parque Nacional do Iguaçu que está tendo a sua integridade ameaçada por um projeto que quer abrir uma estrada, assim chamada de Estrada do Colono, que vai abrir o parque ao meio, isto é inadmissível”, disse.

O projeto, que tramita com celeridade dentro do Senado, coloca em risco a preservação do segundo parque mais visitado do Brasil, o Parque Nacional do Iguaçu. Foi aprovado em novembro na Comissão de Infraestrutura da Casa o projeto de lei que permite a reabertura da Estrada do Colono, que divide o parque paranaense.

Para o deputado do PDT, não é apenas o governo federal que representa perigo ao meio ambiente. “Também no litoral do Paraná, a gente tem uma proposta de implantação de um porto privado, cujo o acesso será facilitado com recursos públicos do governo do estado”, disse.

“A Frente Parlamentar Ambientalista está muito preocupada com tudo isso e a gente tem que ter resistência, a gente não pode aceitar que num momento mundial em que a gente está discutindo mudanças climáticas, em que a gente está discutindo questões que ameaçam o futuro da humanidade, a gente não leve em consideração a ciência, os direitos das minorias e os direitos constitucionais e democráticos como um todo”, declarou Nataraj.

Mil preocupações

A coordenadora do Comitê Chico Mendes, Angela Mendes, acredita que o momento é de atenção geral. “Eu vejo que não existe uma principal pauta ambiental. Se a gente considerar que hoje existem cerca de mil PLs [projetos de lei], PECs [propostas de emenda à Constituição], decretos, vários mecanismos que ameaçam e que são um ataque direto ao meio ambiente e aos povos tradicionais, tanto indígenas, quanto extrativistas e ribeirinhos, não da pra gente definir exatamente uma pauta de maior ou menor grau ofensivo. Tudo que está vindo aí visa desmontar e é uma ameaça direta aos povos da floresta, a floresta, a Amazônia e a soberania do povo brasileiro”, disse ao Congresso em Foco.

Pautas que preocupam ambientalistas

MP 901/2019 – Transfere terras da União para o Amapá e Roraima. Mas ambientalistas denunciam jabutis contidos no texto que, na prática, irão excluir de proteção ambiental 4.745 hectares da flona da região e abrir estas áreas para a mineração. A matéria também altera o Código Florestal, o que pode gerar um efeito cascata que, segundo análise do Instituto Socioambiental (ISA), abrirá um precedente que pode levar ao aumento de 30% de desmatamento da Amazônia.

MP 910/2019 – Flexibiliza as regras de regularização fundiária, alcançando até 15 módulos fiscais que, em regiões da Amazônia, podem totalizar 1.500 hectares. A lei de 2008 tinha como limite quatro módulos fiscais. O governo fala em legalizar 300 mil propriedades, com autodeclaração do interessado. Em recente artigo publicado no Congresso em Foco, o advogado ambientalista André Lima, afirmou que “a MP é um enorme estímulo a novas ocupações e desmatamentos ilegais”.

Licenciamento Ambiental – A matéria está em debate na Câmara desde junho e 2019 e foi discutida em dez audiências públicas. Porém, segundo os ambientalistas, no último relatório apresentado por Kim Kataguiri (DEM-SP), os debates técnicos não foram levados em conta. Kim promete buscar consenso antes da matéria ir à Plenário. Rodrigo Maia, por sua vez, também prometeu que não irá pautar antes de um acordo entre os ambientalistas, ruralistas e setor de infraestrutura.

PL 191/2020 – De autoria do governo federal, o PL permite a mineração e geração de energia em terras indígenas, além de outras possibilidades econômicas. O projeto prevê ainda que a exploração das terras poderá acontecer contra a vontade dos povos afetados.

Fundo Nacional do Meio Ambiente – Constituído por recursos de concessões florestais, dele foram excluídas as participações de entidades da sociedade civil e secretarias estaduais de meio ambiente. Ou seja, o poder absoluto de decisão agora é da União. A previsão orçamentária do Fundo para 2020 caiu de quase R$ 50 milhões, para R$ 33 milhões.

Fonte: https://congressoemfoco.uol.com.br/meio-ambiente/meio-ambiente-recebe-ofensiva-no-congresso-em-2020/

Eleição 2020: Prazo para eleitor regularizar título termina em maio

Após o prazo, quem não estiver em dia com o documento, não poderá votar nas eleições municipais de outubro (Foto: Marcello Casal/AB)

Os cidadãos que tiveram o título de eleitor cancelado têm até o dia 6 de maio para regularizar a situação. Após o prazo, quem não estiver em dia com o documento, não poderá votar nas eleições municipais de outubro, quando serão eleitos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores nos 5.568 municípios do País.

No ano passado, 2,4 milhões de títulos foram cancelados porque os eleitores deixaram de votar e justificar ausência por três eleições seguidas. Para a Justiça Eleitoral, cada turno equivale a uma eleição.

Para regularizar o título, o cidadão deve comparecer ao cartório eleitoral próximo a sua residência, preencher o RAE (Requerimento de Alistamento Eleitoral) e apresentar um documento oficial com foto. Também será cobrada uma multa de R$ 3,51 por turno que o eleitor deixou de comparecer. O prazo para fazer a solicitação termina no dia 6 de maio, último dia para emissão do título e alteração de domicílio eleitoral antes das eleições.

Além de ficar impedido de votar, o cidadão que teve o título cancelado fica impedido de tirar passaporte, tomar posse em cargos públicos, fazer matrícula em universidades públicas, entre outras restrições.

A situação de cada eleitor pode ser verificada no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro. Se necessário, o segundo turno será no dia 25 do mesmo mês. Cerca de 146 milhões de eleitores estarão aptos a votar. (Agência Brasil)

‘Pessoas perderam a vergonha de defender tortura’, diz juiz

Na 15ª edição da revista Política Democrática online da FAP, magistrado critica legitimação da violência no governo de Bolsonaro (Ilustração: Reprodução)

“As pessoas perderam a vergonha de defender tortura”, afirma o juiz da Vara de Execução Penal de Joinville, a 180 quilômetros de Florianópolis, João Marcos Buch.

Em reportagem especial da 15ª edição da revista Política Democrática online, ele critica a legitimação da violência por parte do governo de Jair Bolsonaro. Todos os conteúdos da publicação, produzida e editada pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), podem ser acessados gratuitamente no site da entidade (veja aqui). A Fundação é vinculada ao Cidadania.

Bolsonaro não se intimida, em nenhum momento, de fazer apologia à tortura. No ano passado, o presidente chegou a elogiar o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra – reconhecido pela Justiça como torturador da ditadura militar –, chamando-o de “herói nacional”

Com o atual governo, de acordo com o magistrado, há um acirramento do discurso de ódio com escolhas pontuais e especificas de quem são os alvos.

“São as minorias, além de pessoas presas e quem trabalha com essas pessoas a fim de garantir dignidade”, diz Buch.

“No ano de 2019, essa situação ficou mais acentuada porque tive experiências concretas”, conta ele, que é conhecido pelo seu perfil humanista.

Buch não questiona a legitimidade da eleição de Bolsonaro e diz que atos governamentais devem ser respeitados. Segundo ele, os cidadãos que discordarem do governo têm instrumentos democráticos para resolverem as discordâncias.

“No entanto, percebo, no governo Bolsonaro, um discurso absolutamente consciente de escolha de pessoas para as quais quer voltar o ódio da sociedade”, afirma. (Cleomar Almeida/Assessor de Comunicação da FAP)

A lei garante enfrentamento ao coronavírus, diz Carmen Zanotto

A parlamentar disse que as ações devem ser implementadas com os agentes públicos estaduais e municipais (Foto: Robson Gonçalves)

A deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC) disse nesta quinta-feira (27) que a legislação (Lei 13.979/2020) aprovada em tempo recorde pelo Congresso Nacional garante às autoridades de saúde as medidas necessárias para combater a propagação do novo coronavírus no País.

Relatora da proposta (PL 23/2020), a parlamentar afirmou que a legislação autoriza o governo a implementar ações como realizar processo licitatório para aquisição de equipamentos e preparação de leitos etc.

“Todas as necessidades do governo estão contempladas na lei para dar proteção e garantir o atendimento conforme as necessidades que vierem. Agora, com a confirmação do primeiro caso no Brasil de um paciente infectado pela Covid-19, o que se tem a fazer agora é intensificar a aplicação de protocolo e as recomendações da OMS [Organização Mundial de Saúde]”, disse a parlamentar, que integra a comissão externa da Câmara que acompanha as ações do Ministério da Saúde.

Carmen Zanotto destacou também as medidas que vêm sendo tomadas pelo Ministério da Saúde para a prevenção da doença e defendeu que as ações que estão sendo implementadas sejam realizadas em consonância com os agentes públicos estaduais e municipais.

“A prática tem mostrado que a integração de procedimentos é um fator muito importante no combate à propagação de um vírus como este”, disse a deputada.

Enfermeira de formação, Carmen Zanotto, que é presidente da Frente Parlamentar Mista da Saúde, pediu ainda que seja realizada o quanto antes campanha nacional para acalmar a população sobre o novo coronavírus.