Alessandro Vieira: Brasil merece saber a verdade sobre ações do governo no enfrentamento da pandemia

Para o senador, CPI da Pandemia tem provas de que autoridades responsáveis deixaram de atuar em defesa da saúde da população (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

Com base nas investigações conduzidas pela CPI da Pandemia até agora, o líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE),  acusou o governo federal de corrupção no enfrentamento da pandemia de Covid-19, em entrevista à Agência Senado (ouça aqui).

Para ele, já existem provas de que autoridades responsáveis deixaram de atuar em defesa da saúde da população e fomentaram o boicote as ações de isolamento social e uso de máscaras, sob o comando do presidente Jair Bolsonaro.

“O Brasil merece saber a verdade dos fatos. A cada momento surgem novas informações graves comprovando que o governo deixou de  comprar milhões de doses de vacina. Então, tudo isso exige apuração, assim como outros fatos que estão em andamento: a questão  da desinformação por meio de fake news e das fraudes que atingiram o pagamento do auxílio emergencial, de mais de R$  40 milhões que foram extraviados pela ineficiência do cadastramento e da fiscalização”, disse o senador, suplente da CPI da Pandemia.

Auxílio emergencial

Alessandro Vieira enviou na última sexta-feira (23) ofício ao ministro da Cidadania, João Roma, pedindo informações  sobre  o ‘bloqueio  preventivo  do pagamento  de  parcelas  do Auxílio  Emergencial’. O gabinete do senador tem recebido várias  denúncias deste bloqueio, especialmente de mães adolescentes.

“É importante destacar que o bloqueio do pagamento de parcelas do Auxílio Emergencial por período indeterminado pode acabar por implicar em responsabilização do Poder Executivo Federal caso os indícios de irregularidades que tem motivado os chamados bloqueios preventivos não sejam confirmados”, destaca o ofício.

O senador encaminhou uma lista de perguntas ao ministério e solicitou também ‘a disponibilização dos relatórios dos órgãos de controle que apontam indícios de irregularidades e implicam no  chamado  bloqueio  preventivo’. (Com informações da assessoria do parlamentar)