A cara e o sotaque paulistano no #ProgramaDiferente

Na semana de mais um aniversário de São Paulo, relembramos alguns dos inúmeros episódios especiais do #ProgramaDiferente que retratam mais diretamente a nossa cidade e a nossa gente, para celebrar esses 466 anos da fundação da cidade.

Veja aqui

As vozes da periferia no #ProgramaDiferente

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A ocupação do espaço público no #ProgramaDiferente

Arte e Cultura: Os 70 anos do MASP no #ProgramaDiferente

“Pelo amor dos meus filhinhos”, uma homenagem a Silvio Luiz

Exclusivo: acompanhe os bastidores do 28º título paulista do Corinthians

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Dzi Croquettes, 45 anos: crítico, provocador e irreverente

Uma das nossas fontes de inspiração: o repórter Ernesto Varela, criação de Marcelo Tas

O rapper Rico Dalasam fala de música e preconceito no #ProgramaDiferente

Os 40 anos do Premê e o jornalista Carlos Brickmann no #ProgramaDiferente

Ato contra R$ 3,80 termina em confronto e vandalismo

O centro da cidade está (e sempre esteve) vivo no #ProgramaDiferente

Zé Celso x Silvio Santos: A polêmica do Teatro Oficina no #ProgramaDiferente

Os 30 anos da eleição de Luiza Erundina para a Prefeitura de São Paulo

A trajetória de Hebe Camargo e Silvio Santos no #ProgramaDiferente

#ProgramaDiferente: 35 anos da Cidade Tiradentes, modelo do caos urbano e do erro de planejamento na periferia das grandes cidades

Dia de obscurantismo na Câmara de São Paulo: o vídeo do pai indignado com a professora que afirmou que menino pode usar brinco, saia e pintar a unha

Especial de fim-de-ano do #ProgramaDiferente: Natal dos Bichos

Soninha Francine debate bailes funk na periferia de São Paulo em comissão

Na avaliação da parlamentar do Cidadania, a discussão trouxe importantes contribuições para tentar resolver o problema (Foto: Luiz França/CMSP)

A vereadora Soninha Francine (Cidadania) , representantes da Prefeitura de São Paulo e da sociedade civil discutiram, nesta quinta-feira (12), na Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude, os bailes funk dos bairros periféricos da cidade de São Paulo. Também foram debatidas propostas de políticas públicas de lazer e entretenimento para a população jovem dessas regiões.

A discussão é consequência da morte de nove jovens, no início de dezembro, após ação policial no Baile da Dz7, famoso pancadão, como também são chamados os bailes funk, da favela de Paraisópolis, na zona Sul de São Paulo, reunindo em média entre 3 mil e 5 mil pessoas. Outras 12 pessoas ficaram feridas no incidente.

Segundo Renata Alves, uma das coordenadoras da Associação de Mulheres de Paraisópolis, o primeiro passo para a construção de um ambiente saudável de lazer e entretenimento na periferia é o diálogo. “Acho que o início de tudo é escutar os jovens. As pessoas têm mania de não ouvir o que o jovem pensa, o que o jovem quer para ele. As pessoas impõem isso. E não têm como falar de funk e não falar de jovem”, disse Renata.

Outro ponto levantado pela representante da Associação de Mulheres de Paraisópolis é a atribuição de responsabilidades aos envolvidos nos pancadões. “Por que esses nove jovens que morreram, por que tanta gente vem para Paraisópolis? Porque o bairro abraça as pessoas por causa do funk. E há grandes marcas que vendem muito. São 12 mil comércios na comunidade que provam isso”, reforçou Renata, que questionou os projetos promovidos no bairro para os jovens. “É preciso que elas [as marcas] façam a parte delas”, concluiu.

Presente ao debate, o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carlos Alberto de Souza Júnior, também destacou a necessidade de mais investimentos públicos na periferia. “A solução, no momento em que a gente discute o orçamento da cidade, é pensar investimentos em política pública de fato eficazes para as periferias”, disse Souza Júnior. Segundo ele, é preciso pensar nos investimentos ali a partir do diálogo com o poder público.

Para Rubia Mara, representante da Evidência Paralella, empresa de comunicação que presta serviços a afroempreendedores voltados ao mercado funk da periferia, é preciso haver mais valorização das periferias.

“Paraisópolis, por exemplo, tem que ser vista com outros olhos, por sua relevância, uma vez que o que acontece na comunidade reflete em outros lugares. Ela tem que ser notada e entendida como patrimônio imaterial, porque não tem só o funk lá”, disse Rubia.

Cultura local

Participante da discussão, o coordenador de centros culturais e teatros da Secretaria Municipal de Cultura, Pedro Granato, defendeu a proteção ao funk, para ele uma manifestação autêntica e vibrante dos jovens.

“O que acontece é que uma discriminação social e racial acaba gerando uma criminalização de festas e acontecimentos periféricos, muitas vezes, vindos da cultura negra, enquanto você permite coisas muito piores em festas de elite”, disse Granato.

“Música é cultura e cultura você não trata com repressão, você trata com incentivo, com estrutura, com espaço para as pessoas se apresentarem, com liberdade de expressão”, enfatizou.

Na avaliação da vereadora Soninha Francine, a discussão trouxe importantes contribuições para tentar resolver o problema.

“É muito importante ver que tem coisas que são vistas como problema, mas só porque são ligadas à periferia e ao funk, enquanto em outras ocasiões não são consideradas um problema social grave, uma ameaça”, disse Soninha. “E que há coisas problemáticas, sim, que a gente pode lidar com elas de uma maneira a criar formas de lazer e de prazer mais saudáveis”, sugeriu a vereadora do Cidadania.

Segundo Soninha, o poder público tem capacidade de promover ações capazes de impedir novas tragédias.

“É desafiador, é complexo, mas é possível o poder público contribuir para que os adolescentes tenham um espaço para sua diversão, para seus impulsos até de transgressão, em que não se coloquem em perigo, inclusive, pela ação do próprio Estado”, afirmou.

“Afinal de contas, nove meninos e meninas foram assassinados porque a gente, poder público, desencadeou uma ação absurda. Não foi o baile funk que matou os meninos”, disse Soninha.

Também estiveram presentes à reunião da Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude o ex-secretário municipal de Promoção e Igualdade Racial, Antonio Carlos Pinto; o representante da Secretaria Municipal de Cultura, Leo Medeiro; e a assessora de gabinete da vereadora Patrícia Bezerra (PSDB), Elizete Miranda. (Com informações do site da Câmara Municipal de SP)

Projeto da Soninha que assegura frutas frescas em parques de SP vai à sanção

Segundo a vereadora, o projeto beneficiará os frequentadores de parques públicos que têm dificuldade em encontrar alimentos saudáveis e frescos (Foto: Reprodução)

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou na semana passada o projeto de lei (PL 656/2018), de autoria da vereadora Soninha Francine (Cidadania)que dispõe sobre a garantia da comercialização de frutas frescas nos parques públicos da cidade. A proposta foi aprovada em segunda votação e vai à sanção – aprovação ou veto – do prefeito Bruno Covas.

Segundo Soninha, o projeto beneficiará os frequentadores de parques públicos que têm dificuldade em encontrar alimentos saudáveis e frescos. É muito comum que nesses lugares só estejam disponíveis alimentos como frituras, salgadinhos industrializados, sanduíches e refrigerantes. Esses produtos podem causar hipertensão arterial, obesidade, colesterol elevado e doenças degenerativas.

“É um contrassenso que locais destinados ao lazer saudável, com a possibilidade de convívio em meio à natureza, ofereçam apenas alimentos industrializados, com alto nível de processamento e baixa qualidade nutricional. Em geral, alimentos prontos e industrializados conhecidos como lanches rápidos (ou “fast-food”) são ricos em carboidratos simples, sal, gordura e conservantes artificiais”, diz a vereadora do Cidadania.

Caso seja sancionado e passe a ser lei, a Prefeitura – ou a empresa responsável pelo parque – deve garantir pelo menos uma das seguintes alternativas:

  • A inclusão de pelo menos uma opção de fruta fresca pronta para o consumo em todos os quiosques, barracas, carrinhos, trucks, lanchonetes ou quaisquer outros locais em que haja comercialização de alimentos;
  • A inclusão de pelo menos um quiosque, barraca, carrinho, truck ou outro tipo de ponto de venda para comercialização exclusiva de frutas frescas para consumo imediato.

E, caso nesses pontos de venda haja oferta de outros tipos de alimentos, as frutas devem aparecer em destaque nas placas e cardápios de divulgação. (Com informações da assessoria da parlamentar)

Da periferia de Taubaté para o estado de São Paulo

A jovem Ellen Cursino é da periferia de Taubaté, no interior de São Paulo. Tem 31 anos, mãe da Maria Vitória e Giovanna, formada em jornalismo pela Universidade de Taubaté, especialista em Gestão Pública Municipal pela Universidade Federal de São Paulo e se especializando também em Ciência Política pela Estácio de Sá.

Desde os 18 anos ela trabalha com política. Participa de movimentos culturais, empreendedorismo feminino, acredita no fortalecimento das políticas públicas no combate ao feminicídio e no desenvolvimento de políticas afirmativas da igualdade racial. Hoje ela é a primeira jovem negra a assumir a Secretaria de Mulheres do partido político Cidadania 23 no estado de São Paulo.

A Secretaria de Mulheres do Cidadania de São Paulo é composta pela Secretária Executiva Ellen Cursino; pela Secretária de Finanças Marluce Maria, advogada e especialista em Gestão Pública; pela Secretária de Comunicação Viviane Camargo, advogada; pela Secretária de Mobilização Política, vereadora de Limeira Dra Mayra Costa, médica neurologista; pela Secretária de Formação Política vereadora de Taubaté Loreny Mayara, Gestora de Políticas Públicas e Especialista em Controle de Gestão Pública Municipal; e pela honrosa vice-prefeita de Araçatuba Edna Flor, advogada.

A nova composição transformou o movimento de mulheres em um quadro de pessoas técnicas que dão suporte às outras mulheres que querem além de se candidatar, terem apenas vida partidária ou trabalhar na gestão pública. O projeto “Juntas por Elas” é da M23 SP e tem como objetivo preparar as mulheres para a eleição e fortalecê-las para o desafio de novas gestoras na construção de cidades que consigam acolher a população, dar qualidade de vida às pessoas e diminuir as desigualdades socioeconômicas. Ensinar que cidades inteligentes são cidades mais humanas.

“Somos 54 vereadoras, 3 prefeitas, 4 vice-prefeitas e milhares de filiadas que contribuem para uma sociedade muito, mas muito melhor! Nós, somos mulheres de todo o canto do Estado de São Paulo que desenvolvem uma política no seu município. Somos empreendedoras, professoras, policiais, donas de casa, jornalistas, advogadas, somos gestoras públicas. Somos o que querermos ser. Vamos ensinar as nossas mulheres a entenderem a importância do seu eleitor. Como ele pensa, como a política boa deve existir, como vamos fazer a nossa pré-campanha. Vamos ensinar as mulheres se tornarem gestoras de cidades inteligentes para a construirmos cidades mais humanas. Mas para isso, precisamos discutir o voto. Preparar a mulher para a eleição, para a participação partidária e conquistar o seu espaço na política”, afirma Ellen Cursino. (Site M23)