Folha: Cidadania vai apoiar governo Lula em um primeiro momento

Presidente nacional da legenda, Roberto Freire vê o futuro governo como de superação de riscos para a democracia (Foto: Antonio Molina/Folhapress)

O Cidadania decidiu apoiar formalmente o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso, ao menos em um primeiro momento.

“O partido entende esse governo como de superação de riscos da democracia. Então vai dar o apoio necessário durante esse processo”, diz o presidente nacional do partido, Roberto Freire.

Em termos práticos, isso significa que os cinco deputados federais e a única senadora da legenda, Eliziane Gama (MA), vão fazer parte da base de apoio parlamentar do governo. A própria senadora faz parte da equipe de transição de Lula.

Segundo Freire, num segundo momento haverá uma análise sobre as políticas do governo em diversas áreas para uma definição sobre a continuidade ou não desse apoio.

“É difícil dizer quanto tempo isso levará”, declarou.

Também não haverá objeção caso algum quadro do Cidadania seja convidado para fazer parte do governo.

“Quem indica é o presidente. Não sou da tese de que o partido indica, como se o partido fosse mandar no ministério”, disse.

O Cidadania faz parte de uma federação com o PSDB, que já declarou postura de independência do governo Lula. Em tese, os dois partidos deveriam se comportar como uma legenda só, mas Freire não vê problema.

“Estamos juntos com o PSDB nos governos de Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE), mas nesse caso cada um tem seu próprio tempo”, disse.

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2022/11/cidadania-vai-apoiar-governo-lula-em-um-primeiro-momento.shtml

Roberto Freire: Por que não ser neutro

Estamos votando em Lula e vetando Bolsonaro, pelo que este representa de obscurantismo

Resposta que dei a um eleitor de Simone Tebet que listou uma série de crimes e escândalos nos governos lulopetistas e pregou a neutralidade:

“Caro […], nós do Cidadania – na época em que tudo isso acontecia nos governos de Lula e Dilma fazíamos uma firme oposição – podemos dizer que hoje, nos tempos de Bolsonaro, temos (em muito menos tempo de governo) tantos crimes e escândalos de corrupção como antes. Não vamos desempatar com o voto no segundo turno.

Estamos votando em Lula e vetando Bolsonaro, pelo que este representa de obscurantismo (vide posição na pandemia). Como órfão da ditadura, comete atos de desrespeito aos direitos humanos e atenta contra a democracia. Está pronta, inclusive, uma PEC para o caso de ele ser vitorioso, aumentando o número de ministros do STF para controlar o Judiciário. Não podemos esquecer que Chávez, pela esquerda, iniciou a escalada ditatorial com o controle do Judiciário, igualzinho a Orban na Hungria, pela extrema-direita, que também aumentou o número de ministros da Corte Suprema. E o resultado é o fascismo reinando no país dos magiares.

Não podemos admitir que isso ocorra entre nós. Daí o voto em Lula, que, apesar de corrupto (tal como Bolsonaro), nos mais de 13 anos de governo não promoveu nenhum ato para criar um regime autoritário. Convém não esquecer que ele próprio foi investigado e muitos dos dirigentes do PT condenados durante seu próprio governo.” (Texto publicado no Facebook da Esquerda Democrática https://bit.ly/3Mv1WNU)

À CNN, Roberto Freire diz que Cidadania anunciará apoio no 2º turno até terça-feira

‘Nós não vamos nos omitir. Em 48 horas, daremos uma resposta’, afirmou o presidente do partido (Foto: Reprodução/Internet)

Em entrevista à CNN neste domingo (02), o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, disse que anunciará o apoio do partido no segundo turno da eleição presidencial até amanhã (04).

“Nós não vamos nos omitir. Em 48 horas, daremos uma resposta”, afirmou

Presidente do Cidadania diz que não irá se omitir e anunciará apoio até terça (4)

Integrantes da legenda avaliam que o PT subestimou a disputa ao acreditar em vitória à presidência da República em primeiro turno

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, afirmou à CNN que anunciará quem o partido apoiará no segundo turno até terça-feira. “Nós não vamos nos omitir. Em 48 horas, daremos uma resposta”, disse. Este foi o prazo sugerido por Simone Tebet (MDB), em discurso na noite deste domingo (2). A senadora pelo Mato Grosso do Sul ficou em terceiro lugar na disputa pela Presidência da República, com pouco mais de 4,1% dos votos.

O Cidadania tentará reunir a direção do partido ainda nesta segunda-feira (3). A legenda forma uma federação junto com o PSDB. Mas primeiramente fará uma reunião à parte.

De acordo com lideranças da legenda, o posicionamento de segundo turno já vinha sendo analisado, uma vez que as chances de vitória de Tebet eram menores do que as dos principais colocados, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Integrantes do partido ouvidos pela CNN, após o resultado, viram com preocupação o perfil dos candidatos eleitos para o Senado, mais alinhados com o atual governo, e chegaram a chamar de expressão do “obscurantismo” político. Este é um dos fatores que vão ser levados em consideração antes do anúncio de posição.

Houve avaliação de que o PT subestimou a disputa ao acreditar em vitória em primeiro turno. A leitura é de que Lula não conseguiu vencer, sem ir para segundo turno, nem mesmo no ápice de sua popularidade e que dificilmente este feito seria alcançado desta vez.

Nota de pesar – Fernando Lucena

Empresário marido da candidata ao governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), morreu neste domingo (02), em Caruaru (Reprodução/Instagram)

Foi com profundo pesar que o Cidadania nacional recebeu a notícia do falecimento, aos 44 anos, do empresário Fernando Lucena, marido da nossa candidata ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB).

Vítima de um infarto fulminante na manhã deste domingo (02), em Caruaru (PE), ele deixa dois filhos, João e Fernando. Era marido e pai dedicado. Priscila Krause, deputada estadual pelo Cidadania e que integra a chapa na condição de candidata a vice, cumprirá a agenda do dia. A Raquel e à família, os nossos sentimentos pela dolorosa e repentina partida de Fernando.

Roberto Freire

Presidente Nacional do Cidadania