Com “Estou aqui”, apresentador Luciano Huck se coloca à disposição para disputa presidencial de 2022

O “estou aqui” do apresentador Luciano Huck, ao responder se teria coragem de se candidatar à Presidência da República, continuou repercutindo na imprensa e tracionando nas redes. A declaração, uma das mais claras sobre sua disposição de se lançar, foi feita na Associação Comercial de São Paulo em reunião na segunda-feira (22). A jornalista Vera Rosa, colunista do Estadão, diz hoje (23) que, “com uma plataforma econômica sob medida para agradar de liberais a setores da centro-esquerda”, Huck “tem conquistado apoios desde 2018”.

Entre eles, cita o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e destaca elogios do sociólogo Paulo Delgado, ex-PT, que integra a Associação, para quem, o empresário lhe pareceu “sincero, curioso e com conteúdo”. Curioso, aliás, é como Huck se define no Twitter, uma das redes sociais em que vem sendo cada vez mais ativo, comentando e se posicionando sobre acontecimentos importantes do dia a dia dos brasileiros, inclusive com críticas à gestão do presidente Jair Bolsonaro.

“Liderar é apontar soluções. É ter capacidade de atrair. É covardia culpar índios e caboclos pelo caos resultante da descoordenação ambiental do país. E não é verdade que o Brasil ultimamente tem atraído investimentos estrangeiros. O próprio Banco Central mostra o contrário”, afirmou ele, sobre o discurso de Bolsonaro na abertura da Assembleia Geral das Organização das Nações Unidas. Ele também disse considerar “falso o litígio entre produção e preservação”, um “delírio negar a urgência climática” e pediu união entre agro e ativismo ambiental”.

Na coluna, Vera Rosa opõe o “Estou aqui” de Huck ao “E daí” de Bolsonaro diante da pandemia de Covid-19, que já matou quase 140 mil brasileiros. Quando se colocou à disposição na Associação Comercial, Huck se colocou como líder. “Quero mobilizar, liderar, fomentar uma geração para que a gente participe ativamente das transformações de que o Brasil precisa. Ninguém vai entregar isso de graça para a gente”, declarou.

Ao mesmo tempo, mostrou simplicidade e abertura ao diálogo, ao reconhecer que estava ali tratando de “temas que não são óbvios” para ele e com estômago “pra ouvir opiniões diversas” e “estar em cena num momento tão delicado do País”. Ao Estadão, Roberto Freire, presidente do Cidadania, que trabalha pela filiação de Huck, disse que esse é o momento para o apresentador fazer isso. “Agora é a hora em que ele está reivindicando protagonismo, debatendo e propondo soluções para o país”, avaliou.

Leia aqui a coluna da jornalista Vera Rosa no jornal o Estado de São Paulo

Leia aqui a matéria do Estadão sobre a agenda de Huck na Associação Comercial Paulista

No Papo Antagonista, Freire volta a defender CPI como resposta às queimadas e à comunidade internacional

Em entrevista ao jornalista Felipe Moura Brasil, no Papo Antagonista, o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, reiterou a necessidade de uma resposta do Congresso Nacional aos desastres ambientais no Pantanal e na Amazônia como forma de sinalizar aos outros países que o problema está sendo enfrentado e evitar eventuais barreiras às exportações.

“É grave que a sociedade civil se mobilize, mesmo banqueiros e instituições financeiras estão  preocupados com a economia, por conta do desatino na questão ambiental, e instituições fundamentais, inclusive de controle do Executivo, omissas. O Congresso tem vozes isoladas, mas, como instituição, parece que esse problema não está existindo no Brasil”, cobrou.

Ele observou que as queimadas sempre existiram, mas ponderou que o comportamento negacionista e leniente do presidente Jair Bolsonaro e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é um incentivo aos criminosos. 

“Sempre tivemos, mas nunca com a magnitude que esse governo permitiu com leniência, desídia e irresponsabilidade. A PF inclusive já levantou alguns dos responsáveis por esses incêndios, pessoas com interesse em ocupação e grilagem”, disse. “Uma articulação politica era uma resposta fundamental inclusive pro mundo”, completou.

Vergonha nacional

Freire argumentou que, embora esteja trabalhando nesse sentido , o Cidadania sozinho não tem parlamentares em numero suficiente para instalar uma CPI e disse esperar que a mobilização de sociedade civil, empresários, bancos e do próprio agronegócio leve os demais partidos a assinar. São necessárias 27 assinaturas no Senado ou 171, na Câmara. 

“Uma Proposta de Emenda Constitucional no Senado, evidentemente abusiva, que tenta permitir a reeleição dos presidentes das duas Casas, conseguiu 31 assinaturas. Mesmo em período ditatorial, em alguns momentos, o Legislativo conseguiu instalar CPIs que não eram de muito agrado do regime. Estamos vendo esse desastre nacional e o Congresso, calado”, criticou.

O ex-parlamentar registrou que CPI “não é só pra buscar malfeitorias”, embora tenha se tornado “instrumento de combate à corrupção”. “Na sua origem, é no sentido até de ajudar a que se elabore uma lei, forma de congregar expertise para discutir como enfrentar problemas e que soluções legislativas podem ser adotadas. Ouvir governo, especialistas, os atores envolvidos”, explicou.

O presidente do Cidadania ainda disse considerar uma “vergonha nacional” o vice-presidente Hamilton Mourão alegar não saber que os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) são públicos e acusar o órgão de fazer oposição ao governo. Também disse que o que falta ao Brasil não são as condições para se tornar uma “potência verde”, mas “governo” capaz de liderar esse processo.

Cidadania de MG oficializa candidatura de Humberto Souto à reeleição em Montes Claros

O Cidadania de Minas Gerais oficializou, nesse sábado (12), o lançamento da candidatura de Humberto Souto à reeleição para a Prefeitura de Montes Claros (MG). A coligação “Pra Frente Sempre” é formada pelo PSL, Rede, Patriota, PSD, PDT, PSC e Solidariedade e terá como vice o ex-secretário de Obras e Infraestrutura, Guilherme Guimarães (PSL).

Ao falar aos participantes da convenção, realizada na Câmara Municipal da cidade, Humberto Souto argumentou que o objetivo da reeleição é continuar trabalhando, com seriedade e dedicação, por Montes Claros.

“Sou candidato à reeleição para evitar que o passado [político] retorne. Fizemos uma administração revolucionária e não a entregaremos para a velha política do clientelismo. O povo entendeu que é possível administrar uma cidade como Montes Claros mesmo com poucos recursos”, observou.

Souto defendeu a necessidade de uma reforma administrativa e de racionalizar os serviços em meio a um cenário de incertezas para o próximo ano em razão da pandemia de Covid-19.

“Vamos continuar trabalhando pelo resgate da dignidade do nosso povo com caráter e honra. Olhar papel por papel. Saber como o dinheiro está sendo gasto. Aceito essa nova candidatura para que possamos concluir o trabalho que já iniciamos. Queremos mostrar para a população que é possível construir uma cidade ainda melhor”, sustentou.

Presidente do partido em Minas Gerais, o deputado estadual João Vitor Xavier elogiou a força de vontade de Souto em continuar trabalhando por Montes Claros.

“Humberto Souto é um exemplo de gestor público. Homem de vida pública integra e honesta. Ele tem trabalho e serviço prestado por Minas Gerais. O que impressiona é a sua energia em lutar pelas causas do povo mineiro. Quem dera se todas as cidades no estado fossem comandadas por pessoas como ele”, avaliou

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, disse que a gestão de Souto à frente de Montes Clareos deve levar a população a reelegê-lo prefeito mais uma vez. “Possui chance de ser reeleito devido à gestão séria que realizou. Não tenho dúvida de que essa caminhada é o recomeço de uma grande gestão e que será ainda melhor nos próximos quatro anos”, destacou.

Cidadania convoca reunião da Comissão Executiva do Diretório Nacional para esta sexta-feira

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, convoca os membros da Comissão Executiva do Diretório Nacional para reunião nesta sexta-feira (11), às 15h00, por meio do aplicativo Zoom. Na pauta, a conjuntura política, nota da Bancada do partido na Câmara dos Deputados e a reeleição para as Mesas das duas Casas no Congresso Nacional.

Veja o documento abaixo:

Pré-candidato a vereador em Pelotas pelo Cidadania, Tauã Ney apresenta agenda para o município

Em live nesta sexta-feira (28), o pré-candidato a vereador em Pelotas pelo Cidadania, Tauã Ney, apresentou uma agenda para a retomada da economia no pós-pandemia. “São estratégias para tentar amenizar os impactos da pandemia. Não há dicotomia entre economia e saúde, elas precisam ser alavancadas igualmente”, destacou. A agenda tem três pilares, cada um com dois eixos. O primeiro é reposicionar Pelotas, com os eixos “revisão de leis, desburocratização e empreendedorismo” e “reescrever o plano diretor”.

“Tornar nosso município atraente para investimento e o desenvolvimento. A sugestão é criar um conselho, que teria como principal objetivo a revisão das leis. Outro instrumento de demonstrar que a cidade está partindo para a inovação e reinventando seus espaços é por meio do plano diretor”, disse Ney. O segundo pilar apresentado pelo pré-candidato é renovar as práticas municipais, com os eixos “reorganizar o patrimônio público”, e “transformar a cidade em um polo de consórcios”.

“Aqui, a questão é a eficiência no gasto público e responsabilidade com o dinheiro do pagador de impostos. Criamos dois caminhos: reorganizar o patrimônio público, identificar os prédios em uso e desuso, os que são alugados e fazer um contraponto para saber se vale reformar ou seguir alugando. Sobre o polo de consórcios, comprando em conjunto com outros municípios, temos dois vieses de diminuição do valor, que são quantidade e segurança”, sustentou o pré-candidato.

O terceiro pilar é redirecionar o controle para a população, com os eixos “vereador na palma da mão”, e “orçamento cidadão”. “O cidadão precisa ser mais partícipe da vida pública, não só em época de eleição. Uma iniciativa seria um aplicativo que fizesse o meio de campo entre o gabinete e a sociedade, levando mais eficiência e transparência para a sociedade. No orçamento cidadão, o município disponibilizaria parte do orçamento para que os moradores opinassem sobre a destinação”, sugeriu Ney.

Durante o encontro, a deputada estadual pelo Cidadania, Anny Ortiz, falou da importância da desburocratização, apontada pelo pré-candidato. “Não temos como voltar a crescer se tivermos a burocracia instalada nas formas como estão hoje. O nosso papel não é só apresentar leis, mas evitar que leis sejam criadas para dificultar a vida dos cidadãos”, ponderou.

Ortiz também comentou sobre a responsabilidade do parlamentar com o dinheiro público. “Essa fiscalização que o vereador deve exercer é fundamental e, principalmente, ajudar para que esses recursos sejam bem investidos”, afirmou.

O presidente nacional do Cidadania abordou a questão da capacidade legislativa do município. “Em alguns momentos temos um legislador municipal com competência maior do que os próprios deputados estaduais, porque há uma grande diminuição da autonomia dos estados da Federação. Temos um país tremendamente centralizador na União”, ressaltou.

Freire também disse ao pré-candidato que a compreensão da política é fundamental para a vida pública. “É uma grande iniciativa essa agenda, mas a sua perspectiva vai ser influenciada por outros vereadores e, fundamentalmente, pela prefeitura. Você vai ter que reagir como vereador fiscalizando o Executivo, mas a atividade política é fundamental. E mais, um vereador em Pelotas pode ter influência regional e no estado, porque a sua palavra pode repercutir politicamente”, disse.

O ex-parlamentar sugeriu que Ney acrescente na agenda como parte da desburocratização, um governo digital. “Coloque tudo na era da computação, na era digital. A rede está mudando a política, a democracia representativa e os governos estaduais, a União e prefeituras precisam estar conectados com este tempo e não estão. A burocracia surge disso e quebrar isto é transformar a cidade em inteligente e conectada com este novo mundo”, aconselhou.

Freire: Nado fortalece projeto para São Leopoldo com Cidadania, PSDB, MDB e Progressistas

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, exaltou nesta quinta-feira (27), em live do movimento União por São Leopoldo, a frente reunindo PSDB, MDB e Progressistas em torno da pré-candidatura do Professor Nado (Cidadania) como alternativa ao PT na disputa pelo comando da cidade gaúcha. “O governo é sempre compartilhado, formado por um conjunto de programas, de ideias, pessoas que se juntam num projeto comum único para resolver problemas com perspectivas de futuro”, destacou Freire.

Para o secretário estadual de Educação, Faisal Karam, a união dos partidos trará benefícios para que a cidade volte a ser referência no Estado. “O professor Nado significa, com esse grupo, uma esperança por ser professor e por representar uma classe sofrida nesse país, além de conhecer a realidade de São Leopoldo”, elogiou.

Participante do encontro, o deputado estadual Tiago Simon (MDB) também ressaltou a importância dessa convergência política. “Tenho muita satisfação em ver essa grande aliança, estratégica para a construção de uma grande vitória para mudar o ambiente político de São Leopoldo. O professor Nado representa a qualidade política, um compromisso com a justiça social, com a gestão pública. Nos sentimos representados com o seu nome à frente dessa grande aliança que eu tenho certeza que vai iniciar um novo ciclo em São Leopoldo”, afirmou.

Na avaliação do vereador Arthur Schmidt (MDB), a união será determinante para transformar os rumos da cidade. “O apelo que faço à população de São Leopoldo é que escute e discuta as propostas para colocar o município no rumo adequado. Estamos nos unindo por esse motivo. Esse grupo representa a união de São Leopoldo. Somos um grupo democrático que acredita no diálogo e numa construção saudável para mudarmos a nossa cidade”, propôs.

O vereador pelo PSDB Cláudio Giacomini falou da satisfação em fazer parte da aliança. “É uma grande união que conseguimos articular para não sermos governados por 30% dos votos, como somos hoje”, disse. Pelo Progressistas, o vereador David Santos também destacou a união dos partidos. “Estamos juntos, unidos, pensando no bem da cidade porque foi pra isso que a gente debateu e escutou a sociedade, que disse que tínhamos que nos unir para tirar o prefeito Vanazzi”, sustentou.

O pré-candidato Professor Nado lamentou que São Leopoldo não tenha números para comemorar, depois de 12 anos do governo petista liderado por Ary Vanazzi. “A taxa de mortalidade infantil dobrou. Somos a quinta cidade mais violenta dos 497 municípios do Rio Grande do Sul. Temos um Ideb de 4,3 nos anos finais e sabemos que, para passar de ano, precisamos de pelo menos 5. É absolutamente inaceitável”, avaliou.

Ainda segundo Nado, 46% da população de São Leopoldo têm o ensino fundamental incompleto, realidade que precisa mudar urgentemente se a cidade quiser crescer e gerar empregos. “Como podemos falar em desenvolvimento econômico se não estamos preparando as pessoas como deveríamos?”, indagou. “Estou preparado para isso, estou pesquisando muito. Este encontro nos possibilita pensar juntos em alternativas e avanços para a nossa cidade”, acrescentou.

Cidadania do Pará define deputado Thiago Araújo como pré-candidato a prefeito de Belém

O Cidadania no Pará definiu o nome do deputado estadual Thiago Araújo como o pré-candidato do partido à Prefeitura de Belém. Em seu segundo mandato na Assembleia Legislativa do Pará, Araújo, o mais jovem parlamentar eleito para a Casa, tem se dedicado ao combate às desigualdades, defendido investimentos na área social e cobrado a modernização da administração para oferecer melhores serviços públicos à população. 

“De 2013 a 2019, nossa cidade perdeu mais de R$ 1 bilhão de transferências obrigatórias, FPM e ICMS. É um grande prejuízo na chegada de ações públicas transformadoras, como saneamento, segurança e saúde. É fundamental que a gente faça um debate sobre a diminuição da máquina pública, pra termos uma economia grande e uma gestão cada vez mais ética, séria e eficiente”, defende.

O pré-candidato, que agora busca construi ampla aliança para a disputa, pediu ao colegas de partido a colaboração de todos na construção de “um plano de governo realista, capaz de melhorar os indicadores sociais, e focado no combate às desigualdades para uma Belém mais presente na vida de quem mais precisa”. Nas redes, ele vem apontando o saneamento e o emprego como bandeiras importantes para mudar a realidade local.

“Dados do Dieese e do IBGE mostram que houve um aumento de 18,6% no número de pessoas desocupadas em Belém. Hoje, são 102 mil pessoas sem emprego na capital. O Poder Público precisa se unir e pensar em ferramentas, em transformação digital, diminuição de impostos, desburocratização de processos para micro e pequenas empresas e o que mais for necessário para fomentar a geração de emprego e renda para nossa população”, diz.

Ao defender que a cidade invista mais em tratamento de água e esgoto, Araújo cita dados da Associação Brasileira de Engernharia Sanitária (Abes) mostrando que 7% dos leitos da rede municipal de saúde são ocupados por pacientes com doenças transmitidas pela falta de saneamento. “É primordial o entendimento de que, a cada R$ 1 investido em saneamento, economizamos R$ 4 em gastos de saúde”, sustenta.

O ex-deputado federal Arnaldo Jordy afirma que o nome de Araújo deve favorecer as candidaturas proporcionais do partido. Ele vê no projeto do Cidadania ao lado do pré-candidato a chance de construir uma “nova política, por uma Belém mais justa e com inclusão social”. O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, elogiou a decisão. “Ele tem juventude, é combativo, atuante e trabalha as pautas certas pra mudar a vida das pessoas”, elogiou.