Eliziane Gama relata indicações dos embaixadores do Brasil em Angola, Mali e Costa do Marfim

“Nós tivemos um acúmulo de mais de 30 embaixadores e não poderíamos deixar isso parado” explica a senadora, acrescentando que o Brasil é conhecido internacionalmente pela sua postura conciliadora e o Congresso Nacional tem o dever de trabalhar pela manutenção desse posicionamento (Foto: Pedro França/Agência Senado)

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) foi relatora na Comissão de Relações Exteriores, nesta segunda-feira (21), das indicações dos embaixadores do Brasil em Angola, Mali e Costa do Marfim, na primeira sessão semipresencial do colegiado após seis sem atividades presenciais devido a pandemia do novo coronavírus.

Após a apresentação dos relatórios, os diplomatas Rafael de Mello Vidal (Angola), Carlos Eduardo de Ribas Guedes (Mali) e José Carlos de Araújo Leitão (Costa do Marfin) foram sabatinados pela comissão. Todos os nomes dos diplomatas aprovados serão submetidos agora ao plenário do Senado, em votação secreta.

Parte dos senadores compareceu ao plenário da comissão, como a senadora Eliziane Gama. A outra parte, participou de forma remota das deliberações.

Para a parlamentar do Cidadania, o trabalho da Comissão de Relações Exteriores foi feito sob todos os cuidados exigidos pela pandemia, mas era fundamental que fosse feito esse retorno excepcional.

“Nós tivemos um acúmulo de mais de 30 embaixadores e não poderíamos deixar isso parado” explicou a senadora, acrescentando que o Brasil é conhecido internacionalmente pela sua postura conciliadora e o Congresso Nacional tem o dever de trabalhar pela manutenção desse posicionamento.

Ao todo, foram analisados nomes de 32 diplomatas, indicados para chefiar embaixadas e escritórios brasileiros em 43 países e em 2 organismos internacionais. 

Eliziane Gama critica falta de indicações femininas entre os nomes do Itamaraty

No serviço público, apesar da remuneração ser paritária, as servidoras não conseguem alcançar os mesmos postos e funções dos homens (Foto: Rosalba Matta-Machado/Shutterstock.com)

Ao participar da reunião semipresencial da Comissão de Relações Exteriores, nesta segunda-feira (21), a líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), chamou atenção para o tratamento desigual entre homens e mulheres, ao comentar que das 32 indicações de diplomatas para ocupar postos de chefia em 43 países e dois organismos internacionais, apenas duas indicações eram de mulheres.

“Infelizmente, o que vemos em vários setores da sociedade, se repete em órgãos de excelência do serviço público como o Itamaraty”, criticou a parlamentar.

No serviço público, apesar da remuneração ser paritária, as servidoras não conseguem alcançar os mesmos postos e funções dos homens.

“Isso comprova o problema camuflado da sociedade brasileira, que persiste enraizado tanto na iniciativa privada quanto no setor público”, disse Eliziane Gama.

Para ela, o tratamento não isonômico entre homens e mulheres deve ser combatido ‘mais e mais’.

“Sabemos que vários países combateram essa discriminação estabelecendo como prioridade reduzir tal diferença nos próximos anos. É isso que o Itamaraty precisa fazer”, disse.

Coluna do Estadão destaca que Eliziane Gama vai assumir vaga na Comissão de Relações Exteriores

COLUNA DO ESTADÃO – O ESTADO DE S. PAULO

Xi

A ida do senador Marcos do Val (ES) para o Podemos abriu uma vaga na Comissão de Relações Exteriores para o partido. Notícia ruim para Eduardo Bolsonaro: será ocupada até por Eliziane Gama (MA), contrária ao parlamentar.

Sementinha

O Cidadania vai aproveitar o flanco deixado por PSB e do PDT com os “filiados” a movimentos suprapartidários para investir nesses grupos. Está recebendo sugestões do Acredito e Livres para novo estatuto.

Itaipu: Comissão aprova pedido de Rubens Bueno e vai ouvir ministros sobre acordo secreto e suspeita de favorecimento

A Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou nesta terça-feira (13) requerimento do deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR) para que os ministros Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, e Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior, de Minas e Energia, participem de audiência pública com o objetivo de esclarecer os termos e as implicações do recente acordo assinado, e posteriormente cancelado, entre o Brasil e o Paraguai sobre a compra e venda de energia produzida pela usina hidrelétrica de Itaipu.

Mantido em segredo, o acordo acabou sendo revelado pela imprensa e provocou uma crise que colocou o presidente paraguaio, Mario Abdo Benitez, sob o risco de impeachment. Também há suspeitas de que o acordo beneficiaria uma empresa brasileira ligada a integrantes do PSL e pessoas próximas ao presidente Jair Bolsonaro. A data da audiência, que será realizada em conjunto com a Comissão de Minas e Energia, ainda será definida.

“Trata-se de um caso nebuloso, que já provocou uma crise internacional, e que precisa ser totalmente esclarecido. A falta de transparência sobre o acordo e a suspeita de tráfico de influência para beneficiar uma empresa brasileira ainda carecem de explicações mais detalhadas por parte do governo brasileiro”, afirmou Rubens Bueno.

O deputado argumenta que a usina hidrelétrica de Itaipu é parte estruturante das relações bilaterais Brasil-Paraguai e desempenha importância estratégica nas economias de ambos os países, seja como fonte de recursos, da parte paraguaia, seja como uma das principais fontes de eletricidade para o território brasileiro.

“Por esse motivo, qualquer tipo de revisão nos termos do ajuste entre os dois países suscita profundo debate nas sociedades de ambos os países. Neste caso recente, isso não aconteceu”, reforça Rubens Bueno.

O caso

Segundo o jornal paraguaio ABC, Mario Abdo Benitez, presidente do Paraguai, recebeu pressões do Brasil para assinar a ata secreta de 24 de maio sobre a venda de excedente de energia do Paraguai para o Brasil. Ainda segundo a reportagem, o presidente da ANDE (Administración Nacional de Eletricidad), Pedro Ferreira, disse que estava muito preocupado com o acordo que foi assinado com Brasil, porque ele traria um prejuízo de mais de 200 milhões de dólares para o País.

O jornal cogita a existência de um esquema de corrupção para favorecer a empresa brasileira Leros, que seria contratada como consequência da assinatura do novo acordo e teria ligações com a família do presidente Jair Bolsonaro. Ainda segundo o jornal, a contrariedade do presidente da ANDE causou mal-estar ao governo brasileiro, o que fez com que o Itamaraty adotasse a medida extrema de convocar o embaixador paraguaio no Brasil, Hugo Saguier Caballero, no dia 20 de junho.

Em mensagem de 4 de julho, Pedro Ferreira alertou o presidente paraguaio sobre a então lesividade do acordo, afirmando que: “Queria lhe mostrar os números e nossa análise. A prova de que o acordo é claramente inconveniente é que querem que o mantenhamos secreto. Por que os que afirmaram e viram a Ata não saem a defendê-la publicamente?”.

“Toda essa trama, bem como os termos e as implicações do recente acordo assinado, e posteriormente cancelado, merecem o devido esclarecimento ao Parlamento e as sociedades desses dois países amigos. Ao que parece, os termos do acordo não traziam benefícios para o povo paraguaio, tampouco para os brasileiros”, disse o parlamentar.

Ex-diretora da Apex é convidada para explicar denúncia em comissão da Câmara

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (15) convite para que a ex-diretora da Agência de Promoção à Exportação (Apex), Letícia Catelani, exonerada do cargo na semana passada, esclareça a afirmação de que seu afastamento está ligado ao fato de ela não ter aceitado pressões do governo de Jair Bolsonaro para a manutenção de “contratos espúrios”. O requerimento foi apresentado pelos deputados Rubens Bueno (Cidadania-PR), Aécio Neves (PSDB-MG) e Arlindo Chinaglia (PT-SP).

“Trata-se de uma denúncia grave que precisa de esclarecimentos. Queremos saber quem fez a pressão, quais são os contratos espúrios e a que se referem. Um caso como esse precisa ser esclarecido para que se investigue a existência de um possível esquema de tráfico de influência ou mesmo corrupção no órgão”, afirmou Rubens Bueno.

De acordo com o deputado, a Apex é um órgão da maior importância para incremento das exportações brasileiras e desde o início do governo Bolsonaro passa por uma série de trocas de comando, o que prejudica seu funcionamento. “Agora, com a denúncia da ex-diretora, é fundamental que possamos esclarecer o que de fato está ocorrendo nos bastidores dessa agência”, reforçou. A data da audiência pública ainda será definida.

Rubens Bueno manifesta solidariedade às vítimas de atentados no Sri Lanka

O deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR) apresentou nesta segunda-feira (21) requerimento para que a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara manifeste oficialmente solidariedade e profundo pesar às vítimas, familiares e ao povo de Sri Lanka atingidos pelos ataques ocorridos durante a celebração da Páscoa.

As explosões ocorridas em igrejas e hotéis deixaram mais de 200 mortos e perto de 500 feridos. “Esses atos atrozes e covardes devem ser condenados de forma veemente por todos os povos que buscam a solução pacífica para os conflitos e a convivência nos estritos limites dos direitos humanos entre diferentes etnias e religiões”, afirmou o deputado.

O requerimento deve ser votado ainda nesta semana.

Notre Dame: A pedido de Rubens Bueno, comissão envia mensagem de solidariedade aos franceses

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara enviou nesta terça-feira (16) ao embaixador da França no Brasil, Michel Miraillet, mensagem de solidariedade e profundo pesar pelo incêndio que atingiu a catedral de Notre Dame, um dos mais emblemáticos símbolos do País. A manifestação foi sugerida pelo deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR) e aprovada por todos os membros da comissão.

“Em nome do Parlamento e do Povo Brasileiro, expressamos a nossa solidariedade, confiando que a França, por meio do seu governo, das suas instituições e do seu povo, saberá reconstruí-la em todo o seu esplendor”, diz o documento.

Para Rubens Bueno, a tragédia não comove somente a França, mas o mundo como um todo, já que atingiu um patrimônio da humanidade.

Eliziane Gama: Se pensa como se expressou, Ernesto Araújo não pode continuar ministro

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), criticou a declaração do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ao canal Brasil Paralelo, no YouTube, na qual afirmou que o nazismo e o fascismo são resultados de “fenômenos de esquerda”.

“O governo Bolsonaro, infelizmente, teima em se portar de maneira esquizofrênica: de um lado fala em democracia, de outro segue uma escalada para culpar a esquerda por tudo. Se realmente pensa da maneira como se expressou, Araújo não pode continuar ministro do Brasil”, afirmou.

A declaração do chanceler repercutiu negativamente na principal emissora de TV pública da Alemanha, a Deustche Welle, e nos jornais do País.

“Se a imagem do Brasil no exterior já não era boa em virtude das caneladas direitistas do governo, agora piorou. A imprensa na Alemanha reagiu e não seria surpresa que a sandice do ministro caísse como elemento de instabilidade nas iminentes eleições de Israel. O ministro agrediu a historiografia, o povo israelense, o pensamento democrático mundial”, disse.

Cobrado por Rubens Bueno, ministro não comenta declarações de Bolsonaro sobre Pinochet e Stroessner

O deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR) cobrou nesta quarta-feira (27) do ministro das Relação Exteriores, Ernesto Araújo, durante audiência pública na Câmara, uma posição da diplomacia brasileira sobre recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro elogiando os ditadores Augusto Pinochet, do Chile, e Alfredo Stroessner, do Paraguai. Na avaliação do parlamentar, era função do Itamaraty orientar o presidente a não envergonhar o País. O ministro preferiu não responder.

“Quando o presidente da República ou Vossa Excelência vai ao exterior está me representando. O presidente é chefe de Estado. Portanto eu não posso aceitar que ele saia daqui e vá ao Chile elogiar a ditadura sangrenta dos militares no Chile. Não posso aceitar. Era uma ditadura militar corrupta!”, criticou Rubens Bueno.

O deputado disse também ser inadmissível que o presidente tenha ido a Foz do Iguaçu, em evento da usina Itaipu, chamar o ex-presidente paraguaio, Alfredo Stroessner, de estadista.

“Estadista coisa nenhuma! Era um ditador sanguinário. Prendeu, matou. E mais grave, senhor ministro, Stroessner era um pedófilo, que usava e abusava de crianças de 12 a 15 anos. E receber elogio do nosso presidente da República, chefe de Estado? Não é possível’, condenou.

Rubens Bueno ressaltou ainda que caberia ao ministro alertar o presidente sobre esse tipo de situação.

“E aí cabe o papel do ministro das Relações Exteriores para colocar as coisas em seu devido lugar. Para pelo menos orientar, se é que [o presidente] não sabia”, cobrou.

O deputado também criticou a determinação dada por Bolsonaro para que as Forças Armadas comemorem o aniversário do golpe militar no Brasil.

“Quando se comemora ou tenta comemorar a ditadura militar no Brasil é mais um episódio triste. Mataram, prenderam e baniram milhares de brasileiros. É inaceitável isso”, afirmou Rubens Bueno, lembrando que, se isso tivesse acontecido na Alemanha, os responsáveis pela barbárie teriam sido condenados à prisão.

Diante da crítica do parlamentar, o ministro se esquivou de responder.

“Comentar sobre a situação de outros países, enfim, o passado histórico de outros países, acho que não é lugar para me pronunciar aqui. Não me parece determinante isso neste momento”, alegou Ernesto Araújo.